sábado, 9 de novembro de 2013



O Dia da Angústia


O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacob te proteja.
                                                                           Salmo 20 (v.1)


Introdução      
Este é um dos dezassete salmos reais. O Salmo 20 fala-nos do Dia da Angustia e está intimamente ligado ao Salmo seguinte, o salmo 21, um Salmo sobre o Dia da Alegria: O rei se alegre na tua força, SENHOR.
 Em ambos os salmos, o versículo final invoca ao Senhor e termina em louvor. O rei é louvado e precisa da intervenção divina para a sua segurança e vitória.

O rei é o rei de Israel e fala de algo que lhe é essencial. Também é um salmo de acção de graças, porque retrata as bênçãos do rei vencedor.
Este dia da tribulação é o de uma batalha que se aproxima (v.7).

AP.: Que angústia nos espera a nós? Qual a nossa batalha actual? A doença, o desemprego, problemas familiares ou outros?

Propósito: Possa o nosso coração confortar-se na força e na salvação do nosso bom Deus no dia da angústia.

I. O SENHOR te ouça! – vs.1-5

v.1 - Proferir o nome de Deus – o nome do Deus de Jacob - traz confiança. O Nome de Deus em a ver com a Sua Pessoa, os Seus atributos, o que Ele é e faz. Há poder no Nome do Senhor.
              Não é magia, é realidade, pois o nosso Deus é um Deus vivo. Não estamos sós. Há um Poder e um Deus nas alturas. Que o Senhor nos ouça é um alto desejo para o qual precisamos de fé e esperança.

v.2– Do Seu santuário celestial, Ele envia-te socorro e te sustém.

v.3 – Deus não Se esquece da nossa dedicação e do nosso culto ao Seu nome. Por isso, precisamos de ser-lhe fiéis e não nos afastarmos dos Seus caminhos: lembre-se… aceite.

v.4 – Conceda-te… cumpra. O rei tinha saído com os exércitos para defender o seu povo. O seu plano e o que ele pede é justo. Precisamos do favor do Senhor para as nossas angústias. O que vai no nosso coração e quais os nossos planos aos olhos do Senhor?  

v.5 – Com a resposta de Deus, o dia da angústia transforma-se em dia de júbilo e de vitória. O homem vitorioso é jubiloso. A vitória dá-nos alegria. Os pendões são as bandeiras do exército que causam impacto no inimigo à frente. Geralmente continham a inscrição do nome de Deus. 

II. A Resposta Favorável – vs.6-9
v.6 - Veja-se a rápida mudança para a confiança: Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido.
             
              O ungido era o rei. Hoje é o crente, filho de Deus pela sua fé no Salvador Jesus, que é salvo e ajudado no dia da angústia.

              Onde está a força salvadora? Não está na força da pessoal. Onde está? …a força salvadora da sua mão direita, a mão do nosso Deus. Que bênção é receber a intervenção do próprio Deus que ouvirá desde o seu santo céu a nossa petição e oração.

v.7-8 – Uma vez mais dão-se exemplos de vãs confianças. Carros e cavalos eram as forças militares formidáveis naquele tempo. Hoje também existem forças e poderes em que as pessoas confiam. Mas, no dia da angústia, a vitória estará sempre quando proferimos, quando fazemos menção do nome do SENHOR nosso Deus.

v.9 – Termina como começou, com a petição e o desejo que o Senhor Deus nos ouça: Ouça-nos o rei quando clamarmos.
              O dia da angústia tornou-se numa ocasião de oração e que animou o coração atribulado.

Conclusão

         Este salmo termina com calma e confiança. No dia da angústia, oremos e esperemos com fé no nome do nosso Deus e Pai, a Quem vamos no nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.



O Dia de Alegria
O REI se alegra na tua força, Senhor; e na tua salvação grandemente se regozija.
                                                                  Salmo 21 (v.1)


Introdução      
Este é um dos dezassete salmos reais. Está intimamente ligado ao Salmo 20, como uma resposta à petição daquele. Em ambos os salmos, o versículo final invoca ao Senhor e termina em louvor.

O rei é o rei de Israel e fala de algo que lhe é essencial. Também é um salmo de acção de graças, porque retrata as bênçãos do rei vencedor.

Propósito: Possa o nosso coração alegrar-se na força e na salvação do nosso bom Deus.

I. O rei e o Senhor – As bênçãos e vitórias passadas do rei – vs.1-7
              Aqui, o assunto é somente entre Deus e o rei.
v.1 – O Senhor aparece no hebraico El, o Poderoso, pelo que é seguro confiar n’Ele. O Senhor dará livramento, pelo que podemos alegrar-nos nesta verdade.

              Naqueles tempos, as guerras eram intermináveis e a protecção divina tornava-se necessária. Portanto, ficaremos grandemente alegres em qualquer batalha que tivermos que enfrentar.

              O que é que o rei David mais queria? …o desejo do seu coração… (v.2)
              Era a vitória sobre os seus inimigos e a protecção do Senhor. E foi-lhe concedido. O que o rei pediu com tanta diligência não lhe foi negado pelo Senhor. Ele orara e Deus ouvira e respondera: Cumpriste-lhe…não negaste (não desatendeste) as súplicas…

              David não encontrou um Deus indiferente, mas sim um Senhor Poderoso que agiu em favor de um rei que n’Ele confiou. O seu Deus interveio em seu favor.

              O Salmo 2:8 confirma: Pede-me e eu te darei…

v.3 – Um símbolo de vitória foi posto na sua cabeça – a coroa permanente de um rei. O maior valor não é o do ouro fino, mas sim do Doador da coroa. Além disso, o Senhor o enche de bênçãos de bondade.

v.4 – David continua a agradecer a intervenção do Senhor Poderoso.
              Agora, está grandemente alegre porque o Senhor respondeu à sua oração e deu-lhe vida. Uma vida longa na terra, protegido dos seus inimigos e vitorioso.
              Mas, mais do que isso, o Senhor foi mais além e deu-lhe vida para sempre e eternamente. 

v.5 – Porque o Senhor Poderoso salvou, livrou o rei, qual foi o resultado, a bênção para David? Grande glória…honra e majestade… David sabe reconhecer que tudo o que ele é e tem vem das mãos de Deus. Esta também é uma grande verdade quanto as todas as coisas de que desfrutamos.

v.6 – David prossegue em reconhecimento das bênçãos divinas. Está cheio de alegria na presença de Deus que o tinha beneficiado para sempre.

v. 7 – Por fim, David exclama que todos os benefícios do rei assentam na sua confiança: Porque o rei confia no Senhor. Sejamos nós assim também: nunca vacilará. Estar sempre seguro no Senhor.


II. O rei e os seus inimigos – As Vitórias futuras do rei – vs.8-13
              Estas palavras também são proféticas e aplicam-se ao Messias, o Senhor Jesus Cristo.
              Os adversários do rei seriam aniquilados porque o Poderoso estava com ele.

v.8 – Este verso espelha o que o Senhor faz em favor do rei. A mão direita do rei só era forte por causa do Senhor. A vitória não é apenas para o rei, mas para todo o reino, toda a nação, todo o povo de Israel.

              Os versículos seguintes, até ao v.12, prosseguem em mostrar as vitórias do rei, mas também a vitória do Messias, o Senhor Jesus Cristo.

 v.11 – Intentaram o mal contra ti… - Atacar o rei e o povo do Senhor é a mesma coisa que atacar o próprio Deus. Jesus mostrou esta verdade quando perguntou a Saulo: Saulo, Saulo, porque me persegues?
              …mas não prevalecerão. A vitória será sempre do Senhor. O inimigo será posto em fuga.

v.13 -  A conclusão em exaltação e em louvor. Pela intervenção do Senhor na vida do rei e do seu povo, o povo de Israel irrompe em cânticos por causa do Poderoso Senhor que garantiu a vitória e as bênçãos.

               
Conclusão
              Vendo as vitórias finais do Senhor, a vitória do Messias que deu a Sua vida na cruz para nos salvar, morrendo e ressuscitando dos mortos, todos vão à Sua presença em cânticos: cantaremos e louvaremos o teu poder.

            Podem ser repetidas as palavras iniciais:
O REI se alegra na tua força, Senhor; e na tua salvação grandemente se regozija.

sábado, 5 de outubro de 2013

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As Misericórdias de Deus

O Conforto que Deus supre nas horas de angústia e de dor 

Introdução      
A Bíblia é a Palavra de Deus e tem 66 livros divinamente inspirados. Um dos livros que encontramos no A.T. chama-se “Lamentações de Jeremias”. Foi escrito numa das épocas mais duras, mais tristes e mais difíceis para a nação de Israel, quando o seu território foi invadido pelo rei Nabucodonosor. Por isso, lemos ali: As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
 
Quais os motivos para Nabucodonosor ter invadido Judá?
O profeta Daniel desvenda-nos os motivos desta invasão que foi um severo castigo de Deus devido à permanente desobediência do Seu povo. Foi na própria cidade do cativeiro, Babilónia, que Daniel em oração confessa o pecado do povo e pede perdão e a misericórdia de Deus. Lemos isto no capítulo 9:
 
"E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti. Ó Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, E não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra ele. E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Jerusalém. Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para nos aplicarmos à tua verdade. Por isso o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente.
Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.

Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

          O profeta Jeremias deixou-nos, assim, um excelente livro de ensino sobre as misericórdias de Deus. Ele tem bem presente a destruição de Jerusalém e o desterro do seu povo para a Babilónia.  
 
O que é a misericórdia divina? É um acto do Deus Santo e Justo não castigando o homem pecador como merecem os seus pecados. Misericórdia é libertação. Se Deus nos desse tudo o que merecemos, todos estaríamos condenados eternamente. Cada dia que vivemos é um acto da misericórdia de Deus. No Salmo 51:1-2, o rei David apela que Deus suspenda o Seu julgamento: Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade…

Propósito: Descansemos e confiemos nas misericórdias de Deus que nos trazem conforto nas horas de angústia e de dor.

I. O Lamento de Jeremias - 3:19-20
            Não era possível esquecer a aflição, a angústia por que todos passaram e sofreram: “Lembra-te da minha aflição, do meu pranto, do absinto e do fel. Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim.” (vs.19-20).
       Jeremias bem sabia que tudo por que ele e o povo de Israel estavam a passar era fruto do pecado e é exactamente o pecado que torna o cálice da aflição num cálice de amargor profundo. 

II. A Esperança no meio da tristeza – v.21
            Entretanto, a partir do verso 21, as nuvens negras começam a dissipar-se e surge esperança. O profeta não quer entregar o seu coração ao desespero. As coisas que podem dar esperança a Jeremias não são, neste contexto, as coisas passadas e sim as que ele espera que virão no futuro.

 Vamos juntos ver a que coisas o profeta se poderia estar a referir quando disse: “Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei” (Lm.3.21)

O que nos pode dar esperança. O que nos ensina o profeta.

III. Em 1.º lugar, o profeta reconhece que mesmo que as coisas estejam ruins, é somente pela graça de Deus que elas não estão piores – 3:22
Nós sabemos que as situações podem ser sempre piores. Nós somos afligidos pela vara do Senhor, mas é por causa das misericórdias do Senhor que não somos consumidos e que não estamos pior.  
                               
Ele reconhece o fluxo constante das misericórdias do Senhor: …não têm fim. Por causa deste fluxo constante nós não somos consumidos. O apóstolo Paulo resumiu bem esta verdade ao dizer: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos…” (II Co.4.7-10).

As misericórdias fluem de uma única fonte: Deus. Notem a forma plural "misericórdias" que denota tanto abundância como variedade. Deus é uma fonte inesgotável de misericórdias. É por este motivo que ele é chamado de “…o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação” (II Co. 1.3). Todos nós somos devedores à misericórdia de Deus pelo facto de não sermos consumidos.

IV. Em 2.º lugar, o profeta, na sua profunda dor e aflição, ainda pode experimentar esperança na ternura e na compaixão do Senhor – v.23
            Em 3:17-18, ele tinha perdido a esperança. Mas, agora, sabe que pode confiar e descansar que as misericórdias de Deus são novas cada manhã, renovam-se constantemente. Porquê? Porque grande é a tua fidelidade. Deus é fiel. 
                      
            Mesmo em tempos difíceis, quando parece que Deus bloqueou as Suas misericórdias, elas continuam, de facto, a fluir. Os rios das misericórdias de Deus correm cheios e transbordantes e nunca estão secos. Renovam-se pela manhã. Tenhamos esperança. No meio das suas aflições, Jó disse que Deus visita os filhos dos homens a cada manhã: “Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração, E cada manhã o visites, e cada momento o proves?” (Jó 7.17-18)
            Não importa que tipo de dores e problemas nós tenhamos que enfrentar. Mantenhamos firme a nossa confiança na Palavra de Deus que promete: grande é a tua fidelidade”.

V. Em 3.º lugar, o profeta lembra-se que o Senhor Deus é e sempre será a alegria completa e suficiente do Seu povo – v.24
            O que é que nós afirmamos, o que diz a minha alma? Que quando eu tiver perdido todas as coisas que tenho neste mundo, inclusive a minha liberdade, o meu sustento e quase a própria vida, ainda assim eu não perdi meu interesse em Deus. Porções na terra são todas perecíveis, mas o Senhor é porção por toda a eternidade. Vou escolher sempre o Senhor, depender sempre d’Ele, …esperarei nele”.

            Enquanto tivermos amor ao Senhor, temos tudo o que precisamos. Ele é a minha porção. "Esperarei nele". Vou lançar-me sobre Ele completamente. Vou encorajar-me em Deus quando todos os outros apoios que me sustentavam desabarem. Notemos bem: É nossa obrigação fazer do Senhor a porção das nossas almas e recebê-lo como Consolador no meio das nossas lamentações.

VI. Em 4.º lugar, a confiança depositada no Senhor não é em vão – v.25
            Isto é evidente pelos seguintes fatos:

a. Deus é especialmente bom para os que confiam n'Ele e O buscam: “Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca” (Lm.3.25). Busquemo-Lo em oração, na leitura da Sua Palavra.

b. Todos aqueles que esperam no Senhor descobrirão que isto é algo bom: “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR” (Lm 3.26). Busquemo-Lo com fé e com esperança. Veremos a Sua bondade e a Sua salvação e livramento.

c. Sejamos humildes perante o Senhor: Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança” (Lm 3.29). Humilhemo-nos, confessemos o nosso pecado e esperemos no Senhor. Quando nos humilhamos desta maneira o profeta nos diz: “talvez ainda haja esperança”.                                                    
 
d. Ainda que nos traga aflição, é para nosso bem, e o Senhor não tem prazer nisso–vs.31-33: "
Pois o Senhor não rejeitará para sempre.

Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.

Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens. "
            As aflições são um incentivo de Deus ao arrependimento, à santidade. A mão de Deus está no controlo. Há um propósito santo e sábio por detrás. De facto, o que o Senhor quer é derramar o Seu amor, compaixão, misericórdia, salvação. É isto que O move. Não duvidemos disto.
 
Conclusão
            O maior acto da misericórdia divina revela-se na encarnação do Seu Filho Unigénito, Jesus Cristo. Veio para, pela cruz, resgatar o homem pecador condenado :


Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,  Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador;  Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. (Tito 3:3-7)
 
            Tal como Deus, sejamos nós também misericordiosos para o nosso próximo. Isto ensinou o Senhor Jesus no Sermão da Montanha: Bem-aventurados os misericordioso, porque eles alcançarão misericórdia.


            Descansemos e confiemos nas misericórdias de Deus que nos trazem conforto nas horas de angústia e de dor. As Suas misericórdias são permanentes e contínuas. São novas cada manhã, como o caudal de um rio. Esperemos no Senhor, seja Ele a nossa porção e a nossa esperança.

Pastor Rui Simão
Retiro no Acampamento Monte das Oliveiras, Castelo Branco, 5-10-2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013


Arraigados e Edificados em Jesus Cristo


Despertar com Exortação o vosso Ânimo Sincero - (II Pedro 3:11)


Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em acções de graças.
                                                                         Colossenses 2:7  


Introdução      
            Como crentes, temos que estar e permanecer firmes no Senhor Jesus Cristo. Um dos maiores cuidados dos apóstolos e líderes das primeiras igrejas do NT era a firmeza espiritual dos crentes. Foi este zelo pela firmeza na fé das igrejas que levou Paulo a empreender a sua segunda viagem missionária: E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciámos a palavra do Senhor, para ver como estão. (Actos 15:36).

Propósito: Como crentes, permaneçamos arraigados e firmados na fé no nosso Senhor Jesus Cristo.

           
I. A Firmeza na Fé dos Colossenses – Col.2:5  
Aos crentes desta igreja, Paulo diz que mantinha constante oração por eles, no que ele chama em 2:1 de quão grande combate tenho por vós… Mas ficou descansado e alegre quando recebeu boas notícias da igreja: vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo. (Cl.2:5)
Também nós temos que estar sempre firmes. No quê? Na fé. Em quem? Em Cristo.

II. Andar arraigados e edificados em Jesus – Col.2:6-7
“Como recebestes o Senhor Jesus” O que quer dizer?

Receber o Senhor Jesus é crer e confiar n’Ele. Eles creram em Jesus na totalidade, a Sua Pessoa como Deus e Homem, como Salvador e Redentor. Receberam-No como Aquele que os remiu da culpa do pecado e aceitaram-No como Senhor.

Recebestes o Senhor Jesus. Que diferença há entre dizer “Senhor Jesus Cristo” e “Jesus Cristo”?
“Senhor” mostra reverência, temor, respeito, mostra uma relação. Jesus é Senhor.

Portanto, o apóstolo incentiva-os a continuar, a seguir em frente, acreditando n’Ele: andai nele.

O apóstolo continua a ensinar-nos sobre o valor da firmeza e perseverança nos caminhos de Jesus. Agora, ele vai usar duas figuras, duas comparações importantes. v.7

a) Arraigados – É a imagem de uma árvore. Refere-se à segurança das árvores porque têm raízes fortes e fundas que resistem às fortes tempestades e ventos. Os crentes estão arraigados em Jesus.

b) Edificados – É a comparação com um edifício, um prédio. Edificar é ir construindo uma casa, tijolo a tijolo, crescendo solidamente para não cair. Os crentes são edificados firmemente e ficam firmes na sua fé em Jesus. Vão crescendo na fé.

Naquele tempo, na construção de um edifício, a pedra de esquina, a pedra angular, era crucial. Ela orientava toda a construção e dava solidez aos alicerces. Jesus é a principal pedra da esquina. (Ef.2:20-22).

Confirmados na fé – É estar bem instruído nas doutrinas do Evangelho, conhecer bem a Palavra de Deus, lendo-a, estudando-a, praticá-la em cada dia. É permanecer na verdade que nos foi ensinada: assim como fostes ensinados…

A vida cristã não nos permite parar. O zelo do apóstolo Paulo é o zelo do Senhor por nós que somos Seus filhos: firmeza da nossa fé em Cristo, andar em Jesus, arraigados, edificados e confirmados na fé em Jesus.


III. Procurar fazer mais firme a nossa vocação – II Pedro 1:10
             O apóstolo Pedro também nos ensina a necessidade de ficarmos firmes na nossa fé.

            Pedro usa palavras que indicam que a vida do crente é uma forma contínua de vida: …procurai fazer cada vez mais firme…

 É um processo que dura toda a nossa vida cristã.

IV. A firmeza dos Tessalonicenses – I Tes.3:1-13
         Nesta primeira carta àquela igreja, Paulo revela o seu zelo e cuidado por eles. Paulo estava preocupado pela firmeza e fidelidade daqueles irmãos na fé. Como não podia ele mesmo ir lá, os vs.2 e5 dizem que Paulo mandou Timóteo saber da vossa fé.

Qual era o receio de Paulo? …temendo que o tentador vos tentasse…(v.5)
Mas as notícias que recebeu de volta eram boas e alegres – vs.6-8.

Qual era a situação espiritual daqueles crentes? …estais firmes no Senhor.

Com esta boa notícia, o que faz Paulo? Orando abudantemente, dia e noite… (v.10)

Qual é o motivo das orações de Paulo por eles? (vs.12-13)

a)    – E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor…
b)     - Para confirmar os vossos corações…


            Uma vez mais, vemos a importância da firmeza, da perseverança, em aumentar, em confirmar a nossa fé em Jesus.

Conclusão
            Os apóstolos do Senhor Jesus Cristo, Paulo, Pedro e João, escreveram e ensinam-nos importância do crente estar firme e edificado em Jesus.

O apóstolo João diz: Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. (II João 8)


Fiquemos firmes na nossa fé no Senhor Jesus, andando n’Ele.

Rui Simão,
pastor
Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

sexta-feira, 23 de agosto de 2013



 O NOSSO MUNDO - CRIAÇÃO DIVINA OU EVOLUÇÃO?

VEJA OS FILMES DIGITANDO NO LINK ABAIXO: (o filme é para mostrar a imensidão do Universo criado por Deus. NÃO ACEITAMOS O QUE O FILME REGISTA SOBRE O BIG-BANG)

http://www.youtube.com/watch?v=17jymDn0W6U 

               https://www.youtube.com/watch?v=MlOjSQeO1Dg&fbclid=IwAR3MhmPWje-12AL5c1N3WFEBoqaqjHZ0jL5void7AH1d4z1W20PthPBPXG4  

               O sábio e inspirado apóstolo Paulo, quando discursou perante os sábios atenienses há cerca de 2000 anos, que tema usou na sua mensagem? Precisamente o da Criação divina. 

            Explicou que Deus é o criador de todas as coisas, de todo o Universo, é a fonte de tudo o que existe. Toda a vida tem origem em Deus. Toda a vida depende d'Ele:"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra...ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; e de um só sangue fez toda a geração dos homens...". 

       Depois, a partir daqui, Paulo testemunha da ressurreição do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, que encarnou e morreu crucificado em lugar do homem pecador, avança para a necessidade do homem buscar a Deus e de arrepender-se dos seus pecados. (Ler na Bíblia em Actos 17:15-34). 

       A expressão "de um só"  refere-se ao primeiro homem criado, Adão, de quem, com a sua mulher, Eva, descendem todos os homens. 

        A rejeição da criação divina, que tem pouco mais de 6000 anos, a favor de uma evolução ao longo de muitos milhões de anos, é uma arma de Satanás para afastar as pessoas da verdade e da salvação eterna pela fé no salvador Jesus.  



Esta "curta e rápida " viagem pelo maravilhoso e harmonioso Universo prova-nos que ele não é resultado do acaso, nem do Big-bang (duma explosão vem o caos, não a harmonia), mas sim de uma poderosa criação, inteligente, amorosa e sábia, com um propósito magnífico. A Palavra de Deus revela que tudo o que existe é criação de Deus em seis dias literais: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos." (Salmos 19:1); "No princípio criou Deus os céus e a terra...e disse Deus: Haja luz; e houve luz.(Génesis 1).  

Veja no link abaixo (uso o filme apenas para mostrar o universo e sua dimensão, não concordando, nem subscrevendo a teoria da evolução, o big-bang):





O livro de Hebreus, 1:10, revela que Jesus Cristo é o Criador: "E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos." O rei David, no Salmo 8, escreve: "Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus...Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem para que o visites?"
Há 2700 anos atrás, o divinamente inspirado profeta Isaías revelou que a Terra é redonda: "Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende o céu como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar." (Isaías 40:22).