quarta-feira, 1 de janeiro de 2014




A Paz de Jesus Cristo
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.
 Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 14:27 

Introdução      
Estamos a iniciar o novo ano de 2014. O primeiro dia de Janeiro é o Dia Mundial da Paz. Esta escolha do tema da paz para o primeiro dia de cada ano, procura mostrar ao mundo que a paz é essencial à vida das pessoas. Contudo, a paz continua e continuará a faltar neste mundo trazendo tanta dor.

O ano que passou deixou as mais diversas marcas. Uma delas foi a de muitas vidas perdidas. Vidas perdidas pela fúria do nosso planeta, nas catástrofes naturais, tais como cheias, terramotos, furacões.   
Vidas perdidas nas guerras e atentados nos quatro cantos do mundo que deixam o mundo sem paz.  

Propósito: Estejamos preparados para enfrentar o novo ano de 2014, confiando e descansando no nosso Deus e Senhor que nos dá a verdadeira paz, paz sem igual.

No início deste novo ano, vamos falar de paz, de 3 tipos de paz.

I. A paz exterior
A guerra tirou vidas e paz em 2013. Pela graça de Deus, em Portugal, nós acompanhamos de longe, via satélite, pela TV, rádio, jornais, as guerras e catástrofes no mundo.
As guerras na Síria, Afeganistão, Faixa de Gaza, entre tantas outras, fizeram milhares de mortos e milhões de deslocados e refugiados. Cidades destruídas e vidas destruídas.
Vemos as pessoas em dor, a chorar com as perdas dos seus bens, de filhos e familiares.

Quão preciosa é a paz. Dormir sem medo de acordar ao som de bombas e de tiroteio. Saber que o pai, a mãe, o irmão, o avô voltarão para casa no final do dia. Saber que andamos em segurança nas ruas, que os nossos filhos podem ir normalmente para a Escola amanhã.

Quantas vezes agradecemos pela paz de que desfrutamos? Quantas vezes contribuímos para a paz à nossa volta? O que nos acontece quando perdemos a paz? Choramos, sofremos?

Mas falámos da paz exterior e é verdade que o mundo, e todos nós, precisamos deste tipo de paz.

II. A paz interior
Mas há um tipo de paz que é independente das circunstâncias que nos rodeiam. É a paz que vem de dentro. Esta paz não pode ser fabricada, nem fingida, porque esta paz reside no coração daquele que tem fé no Senhor Jesus Cristo, que tem fé no Príncipe da Paz que o profeta Isaías anunciou que nasceria.

Assim, mesmo estando no meio da guerra, ainda que atacados pelas lutas da vida, fustigados pelas catástrofes naturais, podemos desfrutar de paz interior, de paz no nosso coração, porque temos Jesus Cristo como Aquele que nos dá a Sua paz. E Ele está pronto para nos conceder esta paz todos os dias de 2014.

Neste novo ano iremos enfrentar muitas situações difíceis que nos quererão tirar a paz. Por isso, precisaremos de paz. Refugiemo-nos na Paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

III. A Paz de Cristo – João 14:27
Há paz onde Cristo está. Quando ele ressuscitou dos mortos e apareceu aos Seus discípulos, a Sua saudações foi: Paz seja convosco. Jesus é o Pacificador de Deus.

Ele estava para ser preso e deixar os Seus apóstolos e discípulos naquela mesma noite em que proferiu as palavras de João 14:27. Vejamos as promessas que Ele deixou à Sua Igreja antes da Sua partida deste mundo. Como é que Jesus começa?

1. Deixo-vos a paz…
Jesus fala como quando alguém deixa um testamento. De facto, Jesus está prestes a morrer e a deixar os Seus discípulos. Como uma das Suas últimas vontades e como o melhor legado que Ele poderia deixar-nos, deixa-nos a paz. Deixo-vos a paz”. Pensemos bem nesta oferta.

Com a paz de Cristo teremos tudo o que é verdadeiramente bom. Jesus deixa a paz connosco, pessoalmente.

2. …a minha paz vos dou… - Que tipo de paz é esta?
a). Paz de Cristo - Quem a deixa não é uma pessoa qualquer. É uma paz que vem de Cristo, d’Aquele tem o poder de a fazer e de a conferir. Jesus afirma que é a minha paz.
É uma paz especial. Porquê? Porque tem um alcance e um objectivo que mais nenhuma paz pode sequer almejar. Qual é? É a…

b). Paz com Deus - Pelo sacrifício de Cristo na cruz, o pecador foi reconciliado com Deus e alcançou a paz com Deus: …Jesus nosso Senhor; o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. (Rom.4:24-5:1).

Cristo é a nossa paz, conforme lemos em Efésios 2:13-17. E é esta paz eterna que Jesus dá a toda aquela pessoa que, arrependida do seu pecado e transgressões a Deus, crê em Jesus Cristo, confia n’Ele, recebendo-O como único e divino Salvador.

É uma paz de tipo especial porque traz …

c). Paz na nossa consciência – Precisamos de paz na nossa consciência por causa da culpa dos nossos erros para com Deus e para com o nosso próximo, da culpa e da tristeza dos erros da nossa vida.

Só Jesus nos pode dar essa paz tranquilizadora da consciência. Hebreus 10:21-22 garante isso ao que tem Cristo no coração: E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa.
Que maravilhosa é a paz que Cristo nos dá. Mas Ele continua.

3. …não vo-la dou como o mundo a dá…
Não é a paz vazia do mundo. Jesus não no-la dá como o mundo. O que nos dá o mundo?

a).Prazer, fama, riqueza que não satisfazem e não proporcionam a paz que a alma precisa e anseia;

b). O mundo dá-nos palavras vãs e lisonjeiras, mas não temos a certeza da sua sinceridade;

c). O mundo e as suas filosofias e falsas religiões professam uma paz que não é real, que não concilia a alma com Deus, não concede o perdão da culpa do nosso pecado que nos retira a paz;

d). O mundo pode dar-nos muitas coisas, mas os nossos corações só ficam satisfeitos com a tranquilidade, com a felicidade sem fim, com a amizade eterna com Deus que Jesus nos dá com a Sua paz. Não existe paz igual.

Jesus diz: “A minha paz é que atende às necessidades da alma, silencia os alarmes das consciências, é segura e certa no meio de tantas mudanças externas no mundo. É uma paz que vai permanecer na hora da morte e para sempre.”

Por não ser uma paz do mundo, Jesus prossegue em prometer:

4. …Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
O sentido da palavra é “não deixar o nosso coração recuar por medo de qualquer mal que se aproxime.”
 Não nos aflijamos na nossa vida diária neste mundo. Temos um Senhor e um Amigo que nunca nos deixará e cuja paz permanece nos nossos corações para sempre.  Por isso, Ele pede para não ficarmos perturbados nem receosos.
  
Conclusão
            Guardemos nos nossos corações, dia a dia deste novo ano, estas palavras do nosso Senhor e Salvador.
            Só em Jesus Cristo, não no mundo, temos a paz que preenche todas as áreas da nossa vida.
            Se alguém ainda não conhece Cristo como Salvador, saiba que só por Ele temos paz com Deus, pelo perdão dos nossos pecados. Por isso, eis o permanente convite do Senhor Jesus Cristo:
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; E encontrareis descanso para as vossas almas. (Mateus 11:28-29)
       Que melhor início de ano desejaríamos, senão este que Cristo nos dá: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

Rui Simão
Pastor
Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

domingo, 1 de dezembro de 2013



(Veja no final as apresentações em PP)

O Verbo se fez Carne
João 1:1-14


            Esta é a época do ano quando, querendo ou não, as nossas mentes e corações voltam-se para no nascimento de Jesus Cristo. Não há nenhuma probabilidade de que o nosso Salvador Jesus Cristo tenha nascido nesse dia 25 de Dezembro, e a observância dele é puramente de origem papal e uma tradição. Não temos sequer no NT um exemplo de que alguma igreja tenha celebrado o nascimento de Cristo, nem nenhum mandamento para o fazer. 

           No entanto, ainda que não sigamos os passos de outros, não vemos dano algum em pensarmos na encarnação e no nascimento do Senhor Jesus Cristo.
Estamos a meditar nas Escrituras, e só nelas, sobre A Encarnação do Filho de Deus, a Sua Primeira Vinda ao mundo, pois, agora, aguardamos a Sua Segunda Vinda. Vamos olhar e meditar nas palavras do apóstolo João no seu Evangelho.

Propósito: Fortaleçamos a nossa fé com a revelação da verdade das Escrituras sobre a Encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo.

 

            Os primeiros versículos deste Evangelho contêm declarações e verdades importantíssimas e fundamentais sobre a Pessoa e a Natureza de Jesus Cristo.

I. A Pessoa do Verbo, Jesus Cristo – No princípio era o Verbo… - v.1-2
 Não é por acaso que o Evangelho começa com as mesmas palavras que Génesis 1:1: No princípio… Em Génesis inicia a história da primeira criação; aqui, inicia a história da nova criação. Nas duas obras da criação, o agente é a Palavra de Deus, o Verbo.
Temos que entender o que significa esta expressão o Verbo. 
Continuando a ler o texto bíblico, claramente entendemos que o Verbo é uma Pessoa, não é uma coisa. 
O v.3 diz que o Verbo criou todas as coisas e o v.14 revela que este Verbo encarnou e veio habitar entre nós. 

Portanto, não temos dúvidas, o Verbo é uma pessoa.
E que pessoa? Isto é muito importante. O Verbo tem existência real e relaciona-Se com outra pessoa. Por isso, é uma pessoa divina, é Deus: …o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
O Verbo é uma das Pessoas da Trindade Divina, mas distinto das outras duas Pessoas e tem uma relação pessoal muito íntima com elas; mais ainda, Ele participa da própria natureza de Deus, porque o Verbo era Deus.

No princípio de tudo, o Verbo já estava ali. Ele não começou a existir quando as coisas foram criadas. Em João 17:5, Jesus revela: E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo, antes que o mundo existisse. Colossenses 1:17 revela: E ele é antes de todas as coisas…

Portanto, desde a eternidade, antes que a terra e os céus fossem criados, o Verbo, que é uma Pessoa, a Pessoa de Jesus Cristo, já existia, eternamente. Ele não foi criado, porque é o próprio Criador, foi e é e sempre será Deus, nunca deixou de ser Deus Filho.

Temos, só neste versículo 1, quatro lições importantíssimas:
1.   O Verbo é uma Pessoa, Jesus Cristo;
2.   Jesus Cristo é eterno, já era, estava antes de tudo, antes do princípio;
3.   Jesus Cristo é uma pessoa distinta de Deus Pai e de Deus Espírito Santo, mas é um com Deus: ..o Verbo estava com Deus…Ele estava no princípio com Deus (v.2);
4.    Jesus Cristo é verdadeiro Deus: …e o Verbo era Deus.

II. O Verbo, Jesus Cristo, é o Criador e a fonte de toda a Vida – vs.3-4
Depois de termos visto a Pessoa de Jesus e a Sua relação com Deus, o Pai, vemos agora a Sua relação com o mundo.

v.3 – Jesus Cristo é o Criador de todas as coisas. Sem Jesus, não houve nada.
v.4 – Jesus é a fonte, a origem  de toda a vida, da vida espiritual e luz. Jesus é a origem de toda a espécie de matéria, a vida criada, a criação original, mas também de uma forma de vida especial, uma forma de vida mais elevada, a vida espiritual, a vida eterna.

A vida verdadeira, que dura para sempre, eterna, é uma vida diferente da vida física criada por Jesus. Esta vida vem da luz que Jesus nos dá. Por isso, Ele disse que era a Luz do mundo (João 8:12). Esta luz resplandece nas trevas (v.5), dissipa a escuridão do pecado.
  
III. A Realidade da Encarnação de Jesus – v.14
Os versos iniciais concorriam para a majestade deste v.14.: E o Verbo se fez carne… Há 2000 anos atrás, Deus, na Pessoa de Deus Filho - …o Verbo era Deus… - assumiu a natureza humana.

Sem deixar de ser Deus, Jesus foi gerado no ventre de Maria, virgem, e nasceu como pessoa humana, mas sem pecado e nunca pecou. Deus eterno, fez-se carne, humilhou-Se e deixou a glória eterna do céu.

Esta é a grande verdade do Cristianismo, verdade única, a encarnação de Deus, a vinda ao mundo de um Salvador que é ao mesmo tempo Deus e homem, sem pecado. Ele tornou-Se um homem igual a todos nós, mas sem pecado e sem deixar de ser Deus. Grande mistério, mas grande verdade. Só assim podia ser Salvador do mundo.

A outra afirmação também é muito importante: …e habitou entre nós… 
Este verbo tem o significado de fazer tenda. Vai buscar a referência ao tabernáculo do deserto, o lugar da presença de Deus entre o Seu povo de Israel. Deus habitava entre o Seu povo no tabernáculo. E o povo via a manifestação da Sua glória na nuvem e na coluna de fogo.

Mas agora, Deus veio habitar entre nós, fez a Sua morada connosco na Pessoa de Jesus.
E também vimos a sua glória, diz João. A glória de Jesus, Deus Filho, foi vista nos Seus milagres, na transfiguração, na Sua ressurreição dos mortos, na Sua ascensão ao céu.

Portanto, qual é a verdadeira celebração do Natal?
Será que o mundo, nesta ocasião de Dezembro, com todas as luzes e festas, celebra esta verdade revelada nas Sagradas Escrituras? Será que o mundo se curva perante esta verdade bíblica, espiritual, e a respeita e teme? Infelizmente, NÃO! O mundo celebra um Natal comercial ou da família que se reúne e se diverte.

Mas, o verdadeiro Natal é a celebração da encarnação de Deus, que Deus tornou-Se homem e habitou entre nós com uma missão única. Jesus encarnou para quê? Deus deixou a glória celestial para vir passear e conhecer este mundo pecador? Não! Ele não precisava de descer na terra para a conhecer como o homem desceu na Lua. Jesus é Deus e conhece todas as coisas

Lendo Filipenses 2:5-8 e Hebreus 5:8-9 compreenderemos mais profundamente o motivo da encarnação do Filho Unigénito de Deus. Jesus encarnou para dar a Sua vida na cruz para salvar, para resgatar o homem pecador da sua condenação eterna ao inferno, separado de Deus para sempre.


 A verdadeira celebração do nascimento de Jesus é esta, é esta verdade.

O que fazer, então, com Jesus Cristo? O mesmo Evangelho de João, cap.1, vs.11 e 12, dá-nos a resposta.
O v.11 apresenta-nos uma das respostas do mundo: "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam." Muitos não aceitam a Pessoa de Jesus Cristo como Ele é, ou seja, Deus que encarnou, o Messias prometido nas Escrituras, o Salvador do mundo. Não O recebem, não acreditam, não confiam n'Ele e na Sua verdade.

Mas, o v. 12 mostra-nos a resposta certa: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome." Celebrar o verdadeiro significado do Natal é crer, RECEBER Jesus Cristo na sua própria vida como Senhor e Salvador, como o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar o condenado pecador. 
"Arrependei-vos e crede no Evangelho", disse Jesus em Marcos 1:15. Porque, acrescentou Ele, "...se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis." (Lucas 13:5).
Natal, a vinda ao mundo do Senhor Jesus Cristo, o FIlho de Deus, o Salvador do Mundo. Que os nossos corações se curvem em amor profundo, gratidão sem limites, temor reverente e aceitação incondicional perante este maravilhoso Senhor e Deus, Jesus Cristo.

Rui Simão
pastor
(Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia)
























sábado, 9 de novembro de 2013



O Dia da Angústia


O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacob te proteja.
                                                                           Salmo 20 (v.1)


Introdução      
Este é um dos dezassete salmos reais. O Salmo 20 fala-nos do Dia da Angustia e está intimamente ligado ao Salmo seguinte, o salmo 21, um Salmo sobre o Dia da Alegria: O rei se alegre na tua força, SENHOR.
 Em ambos os salmos, o versículo final invoca ao Senhor e termina em louvor. O rei é louvado e precisa da intervenção divina para a sua segurança e vitória.

O rei é o rei de Israel e fala de algo que lhe é essencial. Também é um salmo de acção de graças, porque retrata as bênçãos do rei vencedor.
Este dia da tribulação é o de uma batalha que se aproxima (v.7).

AP.: Que angústia nos espera a nós? Qual a nossa batalha actual? A doença, o desemprego, problemas familiares ou outros?

Propósito: Possa o nosso coração confortar-se na força e na salvação do nosso bom Deus no dia da angústia.

I. O SENHOR te ouça! – vs.1-5

v.1 - Proferir o nome de Deus – o nome do Deus de Jacob - traz confiança. O Nome de Deus em a ver com a Sua Pessoa, os Seus atributos, o que Ele é e faz. Há poder no Nome do Senhor.
              Não é magia, é realidade, pois o nosso Deus é um Deus vivo. Não estamos sós. Há um Poder e um Deus nas alturas. Que o Senhor nos ouça é um alto desejo para o qual precisamos de fé e esperança.

v.2– Do Seu santuário celestial, Ele envia-te socorro e te sustém.

v.3 – Deus não Se esquece da nossa dedicação e do nosso culto ao Seu nome. Por isso, precisamos de ser-lhe fiéis e não nos afastarmos dos Seus caminhos: lembre-se… aceite.

v.4 – Conceda-tecumpra. O rei tinha saído com os exércitos para defender o seu povo. O seu plano e o que ele pede é justo. Precisamos do favor do Senhor para as nossas angústias. O que vai no nosso coração e quais os nossos planos aos olhos do Senhor?  

v.5 – Com a resposta de Deus, o dia da angústia transforma-se em dia de júbilo e de vitória. O homem vitorioso é jubiloso. A vitória dá-nos alegria. Os pendões são as bandeiras do exército que causam impacto no inimigo à frente. Geralmente continham a inscrição do nome de Deus. 

II. A Resposta Favorável – vs.6-9
v.6 - Veja-se a rápida mudança para a confiança: Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido.
             
              O ungido era o rei. Hoje é o crente, filho de Deus pela sua fé no Salvador Jesus, que é salvo e ajudado no dia da angústia.

              Onde está a força salvadora? Não está na força da pessoal. Onde está? …a força salvadora da sua mão direita, a mão do nosso Deus. Que bênção é receber a intervenção do próprio Deus que ouvirá desde o seu santo céu a nossa petição e oração.

v.7-8 – Uma vez mais dão-se exemplos de vãs confianças. Carros e cavalos eram as forças militares formidáveis naquele tempo. Hoje também existem forças e poderes em que as pessoas confiam. Mas, no dia da angústia, a vitória estará sempre quando proferimos, quando fazemos menção do nome do SENHOR nosso Deus.

v.9 – Termina como começou, com a petição e o desejo que o Senhor Deus nos ouça: Ouça-nos o rei quando clamarmos.
              O dia da angústia tornou-se numa ocasião de oração e que animou o coração atribulado.

Conclusão

         Este salmo termina com calma e confiança. No dia da angústia, oremos e esperemos com fé no nome do nosso Deus e Pai, a Quem vamos no nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.



O Dia de Alegria
O REI se alegra na tua força, Senhor; e na tua salvação grandemente se regozija.
                                                                  Salmo 21 (v.1)


Introdução      
Este é um dos dezassete salmos reais. Está intimamente ligado ao Salmo 20, como uma resposta à petição daquele. Em ambos os salmos, o versículo final invoca ao Senhor e termina em louvor.

O rei é o rei de Israel e fala de algo que lhe é essencial. Também é um salmo de acção de graças, porque retrata as bênçãos do rei vencedor.

Propósito: Possa o nosso coração alegrar-se na força e na salvação do nosso bom Deus.

I. O rei e o Senhor – As bênçãos e vitórias passadas do rei – vs.1-7
              Aqui, o assunto é somente entre Deus e o rei.
v.1 – O Senhor aparece no hebraico El, o Poderoso, pelo que é seguro confiar n’Ele. O Senhor dará livramento, pelo que podemos alegrar-nos nesta verdade.

              Naqueles tempos, as guerras eram intermináveis e a protecção divina tornava-se necessária. Portanto, ficaremos grandemente alegres em qualquer batalha que tivermos que enfrentar.

              O que é que o rei David mais queria? …o desejo do seu coração… (v.2)
              Era a vitória sobre os seus inimigos e a protecção do Senhor. E foi-lhe concedido. O que o rei pediu com tanta diligência não lhe foi negado pelo Senhor. Ele orara e Deus ouvira e respondera: Cumpriste-lhe…não negaste (não desatendeste) as súplicas…

              David não encontrou um Deus indiferente, mas sim um Senhor Poderoso que agiu em favor de um rei que n’Ele confiou. O seu Deus interveio em seu favor.

              O Salmo 2:8 confirma: Pede-me e eu te darei…

v.3 – Um símbolo de vitória foi posto na sua cabeça – a coroa permanente de um rei. O maior valor não é o do ouro fino, mas sim do Doador da coroa. Além disso, o Senhor o enche de bênçãos de bondade.

v.4 – David continua a agradecer a intervenção do Senhor Poderoso.
              Agora, está grandemente alegre porque o Senhor respondeu à sua oração e deu-lhe vida. Uma vida longa na terra, protegido dos seus inimigos e vitorioso.
              Mas, mais do que isso, o Senhor foi mais além e deu-lhe vida para sempre e eternamente. 

v.5 – Porque o Senhor Poderoso salvou, livrou o rei, qual foi o resultado, a bênção para David? Grande glória…honra e majestade… David sabe reconhecer que tudo o que ele é e tem vem das mãos de Deus. Esta também é uma grande verdade quanto as todas as coisas de que desfrutamos.

v.6 – David prossegue em reconhecimento das bênçãos divinas. Está cheio de alegria na presença de Deus que o tinha beneficiado para sempre.

v. 7 – Por fim, David exclama que todos os benefícios do rei assentam na sua confiança: Porque o rei confia no Senhor. Sejamos nós assim também: nunca vacilará. Estar sempre seguro no Senhor.


II. O rei e os seus inimigos – As Vitórias futuras do rei – vs.8-13
              Estas palavras também são proféticas e aplicam-se ao Messias, o Senhor Jesus Cristo.
              Os adversários do rei seriam aniquilados porque o Poderoso estava com ele.

v.8 – Este verso espelha o que o Senhor faz em favor do rei. A mão direita do rei só era forte por causa do Senhor. A vitória não é apenas para o rei, mas para todo o reino, toda a nação, todo o povo de Israel.

              Os versículos seguintes, até ao v.12, prosseguem em mostrar as vitórias do rei, mas também a vitória do Messias, o Senhor Jesus Cristo.

 v.11 – Intentaram o mal contra ti… - Atacar o rei e o povo do Senhor é a mesma coisa que atacar o próprio Deus. Jesus mostrou esta verdade quando perguntou a Saulo: Saulo, Saulo, porque me persegues?
              …mas não prevalecerão. A vitória será sempre do Senhor. O inimigo será posto em fuga.

v.13 -  A conclusão em exaltação e em louvor. Pela intervenção do Senhor na vida do rei e do seu povo, o povo de Israel irrompe em cânticos por causa do Poderoso Senhor que garantiu a vitória e as bênçãos.

               
Conclusão
              Vendo as vitórias finais do Senhor, a vitória do Messias que deu a Sua vida na cruz para nos salvar, morrendo e ressuscitando dos mortos, todos vão à Sua presença em cânticos: cantaremos e louvaremos o teu poder.

            Podem ser repetidas as palavras iniciais:
O REI se alegra na tua força, Senhor; e na tua salvação grandemente se regozija.