terça-feira, 8 de abril de 2014


    
  

O Amor a Deus – O Maior Mandamento

(12:28-34)
   Esta é a última semana de vida de Jesus. Depois de ter entrado triunfalmente em Jerusalém, aclamado por multidões, no Domingo, na Segunda-feira expulsou os vendilhões do Templo. Por esta Sua atitude, vários grupos de líderes judeus vêm ter com Jesus para O confrontar com questões a fim de O apanharem e terem de que O acusar perante as autoridades.

 

Primeiro, foram os principais dos sacerdotes, e os escribas e os anciãos (11:27), sobre a “Questão da Autoridade”, depois, alguns dos fariseus e dos herodianos (12:13), acerca do “Tributo a César – daremos ou não?”. Seguiram-se os saduceus (12:18), sobre a “Ressurreição”. Agora, é o quarto dos cinco encontros de Jesus no Templo, relatados por Marcos.

 

Impressionado pela resposta de Jesus aos Saduceus, um dos Escribas aproxima-se para perguntar sobre uma questão da Lei. Os Escribas desconfiam da fidelidade de Jesus à Lei, a primeira e maior marca do Judaísmo.

 

Os Escribas  - Quem eram estes personagens pouco atraentes que aparecem com tanta frequência nas narrativas dos evangelhos?

   Eram uma classe de peritos profissionais na interpretação e aplicação da Lei e outras Escrituras do Velho Testamento. No hebraico, o seu nome era sopherim (im é o plural em hebraico), do verbo hebraico saphar, que significa, escrever, colocar em ordem, contar. No grego do N.T., o seu título é grammateis ou nomikoi. Os Escribas eram os Doutores, Mestres, Intérpretes da Lei de Deus.

 

A função dos escribas era preservarem a Lei de Deus, eram os guardiães da Lei, estudavam-na, transmitiam-na aos seus alunos. Mas, com o passar dos anos, criaram leis orais para explicarem a forma de aplicar a Lei à vida diária.

 

Qual o problema básico dos escribas? Erradamente, desvalorizaram a própria Lei de Deus e passaram a afirmar que essa lei oral – a tradição dos anciãos… dos homens - era mais importante do que a própria Lei escrita: Depois, perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos? (Mc.7:5). Assim, reduziram a religião a um formalismo que não atingia o coração das pessoas.

Este é um cuidado que sempre temos que ter. Nunca dar mais valor às tradições religiosas e dos homens do que à bendita Palavra de Deus.

       

Não é de admirar que as pessoas ficassem surpreendidas, maravilhadas, comparando os ensinos directos, bíblicos e fiéis de Jesus e os ensinos dos escribas: …a multidão se admirou da sua doutrina; porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas (Mt.7:28-29).

Nem é de surpreender que o nosso Senhor condenasse a super-veneração da tradição dos homens (Mc.7:7-8) e que os escribas, decididos a manterem a sua posição, se opusessem determinadamente ao Senhor Jesus.


A passagem paralela de Mat.22:35, diz-nos da verdadeira atitude deste escriba ao dirigir-se a Jesus naquele dia no Templo: E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar...”. Há maldade na sua abordagem a Jesus. Há uma segunda intenção oculta. Qual é a questão que ele traz a Jesus? Ele queria saber a opinião de Jesus sobre qual é o maior mandamento, em que alicerçava Jesus a sua crença: …Qual é o primeiro de todos os mandamentos?

Jesus podia ter citado tantas coisas: circuncisão, sábado, dízimos, os sacrifícios, etc. Mas Jesus foi directamente ao centro da razão da nossa existência. Vejam a resposta de Jesus nos vs. 29 e 30.

PROP.: Como discípulos de Jesus, ouçamos a Sua voz e façamos 
            de Deus o alvo único do nosso supremo amor e adoração.

Qual é o objecto do teu supremo amor? Esse é o teu deus!

I. O PRIMEIRO DE TODOS OS MANDAMENTOS  vs.29-30

     Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás…
Jesus faz uma citação de Deut. 6:4-9. O mandamento que, de facto, contém todos os outros, o mandamento que serve de centro a todos os demais e que dá sentido a todos os mandamentos de Deus, é justamente este: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração…

Sobre este mandamento repousa todo o significado e razão da nossa existência, quer de crentes quer de descrentes. Este é o grande, o maior mandamento, o grande objectivo da nossa vida cristã.
Se amarmos a Deus, então cumpriremos todos os mandamentos.

Indo lá para Deut. 6:4, temos a introdução ao maior de todos os mandamentos, o amor.

1.   Amar a Deus é Ouvir a Voz do Senhor
Ouve, Israel…
Esta é uma das mais importantes e conhecidas expressões dos judeus, o Shema, a palavra hebraica para ouve. O Shema brilha nos cultos de todas as sinagogas que inicia com a oração do Shema, proferido duas vezes ao dia.

Precisamos de ouvir a voz de Deus, a voz do Altíssimo. Só ela é verdadeira. Só ela tem o verdadeiro ensino.
A mensagem de Deus precisa de ser ouvida de modo correcto para lhe podermos obedecer. Como crentes, temos que ouvir e obedecer: Ouve….
Estamos a ouvir a voz do Senhor? Ou a ouvir outras vozes?

2.   Amar a Deus é ser fiel ao Senhor único
…o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
Temos aqui uma clara lição acerca do monoteísmo. Só existe um Deus: …é o único Senhor. Não pode haver idolatria, não há outros deuses. Este único Deus é o …nosso Deus. Ele é nosso Senhor e dono, tem que ser o único objecto da adoração, lealdade, fidelidade, louvor e amor primeiro. Amá-LO é nunca abandoná-LO, não deixarmos o Seu caminho, mas sermos-Lhe fiéis.  

3.   Amar a Deus é fazê-lo com todo o nosso ser

O que significa amar a Deus, o primeiro e o maior dos Mandamentos?
Com que medida tenho que amar a Deus?
…de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder.
Em primeiro lugar, temos que ter sempre presente I João 4:19: Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. O nosso amor não tem origem em nós. Tem origem divina. Deus é a fonte e a origem de todo o amor. O nosso amor é reacção ao Seu amor por nós, mas Deus é que estabeleceu o exemplo.

Amar a Deus não é o mesmo que amar outro ser humano. O amor a Deus envolve temor santo e reverência (v.13a). Amar a Deus é a nossa alma a dar-se inteiramente a Ele a fim de obedecermos aos Seus mandamentos, a fim de pensarmos os Seus pensamentos, buscarmos o que Ele busca: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo… (Sal.42:1-2a).

O amor é a primeira qualidade do fruto do Espírito em Gál.5:22. No grande poema ao amor de Paulo em I Cor.13, conclui que o amor é a mais suprema excelência.

Deus pede uma atitude cumulativa: coração, alma, poder. Tem o sentido de amor elevado ao seu mais alto grau, com tudo o que em nós existe. E notemos que amamos o Senhor, não como Deus, mas como “nosso Deus”.
Coração refere-se ao mais interior do nosso ser, a vida interior.
Alma é a totalidade da pessoa, a pessoa completa.
Poder, força são todas as potencialidades do homem.
Assim, devemos amar a Deus com tudo o que somos, tudo o que temos, tudo o que podemos expressar: Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome (Sal.103:1).

4.   Amar a Deus é guardar este mandamento no coração  v.6
O v.6, Deus diz que, além de termos que ouvir estas palavras, nunca as poderemos esquecer, mas têm que estar onde? …estarão no teu coração. Não numa tábua, não num quadro na parede, mas no coração. Dt.11:18

5.   Amar a Deus é obedecer à Palavra e servir ao Senhor
Mas, que teste é feito ao nosso amor ao Senhor? Jesus diz que a prova do nosso amor é a observância dos Seus mandamentos: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele (Jo. 14:21); Se alguém me ama, guardará a minha palavra… (Jo.14:23); Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando (Jo.15:14).  Deut.11:13
       
Jesus perguntou a Pedro: Pedro, amas-me? Pedro disse que sim, e Jesus deu-lhe um mandamento para obedecer: Apascenta as minhas ovelhas.
Amar e obedecer ao Senhor …é mais que todos os holocaustos e sacrifícios.

IL.: Abraão mostrou que amava ao Senhor acima de todas as coisas quando obedeceu à ordem divina de sacrificar o seu único filho.
         Noé provou que amava a Deus quando obedeceu à ordem e dedicou cento e vinte anos da sua vida pessoal e familiar a construir uma arca em terra seca.
         Paulo mostrou o seu amor a Cristo quando deixou de ser perseguidor e, obedecendo à chamada dos céus, se tornou missionário de Cristo: Pelo que, ó rei Agrupa, não fui desobediente à visão celestial (Act.26:19)
     
     A ausência de obediência serve de prova da nossa falta de amor ao Senhor.
6. Amar a Deus é transmitir este mandamento às futuras gerações
vs.7-9. Porque este é o primeiro, o maior e o supremo mandamento, o seu ensino tem que ser completo. É nossa responsabilidade comunicar este mandamento e a sua obediência às gerações seguintes. É dever dos pais, dos educadores, ensinarem seus filhos que a primeira coisa da sua vida é amarem a Deus: Quando o teu filho te perguntar pelo tempo adiante… (v.20).

Como devem fazer isso?  Repete em Deut.11:19
As intimarás… e delas falarás... as atarás… e as escreverás.
A instrução deve ser levada a efeito diligentemente no lar, na família, quando caminhamos ou viajamos; quando nos vamos deitar para dormir; quando nos levantamos para começar um novo dia. Deus é presença constante no centro da nossa existência, do nosso pensamento, das nossas actividades.

Porque o amor a Deus tem que ser tão absorvente na nossa vida e porque nunca pode ser esquecido, os vs.8 e 9 dão uma ilustração de lembretes para o efeito, para que ninguém pudesse entrar ou sair de casa sem vê-los e obedecer-lhes. Mas, o que o Senhor mesmo quer é que este mandamento esteja escrito no nosso coração.

No resto do capítulo, os vs.10 a 25 mostram a importância de recordar e o perigo de esquecer estas palavras do Senhor: Guarda-te que não te esqueças do Senhor… (v.10).

Este é o primeiro e o maior de todos os mandamentos, o resumo de todos: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração…
AP.: Como está o nosso amor ao Senhor? E a nossa obediência?

II. QUANTA SABEDORIA RELIGIOSA ALGUÉM PODE TER E NÃO SER UM VERDADEIRO DISCÍPULO DE CRISTO   Marcos 12:32-34
 …não estás longe do reino de Deus… v.34
          
Este escriba elogia a profunda sabedoria de Jesus: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste… Jesus também se maravilhou com o escriba vendo que, ao contrário de outros líderes judeus, ele não se estava a afastar, mas a aproximar do reino de Deus:…não estás longe do reino de Deus… E o que faltava a este escriba? Amar e seguir Aquele que estava a falar com ele, ao Senhor Jesus, que é Deus. Vem e segue-me..., como Jesus disse ao jovem rico

Será que ele seguirá a Jesus?    Não sabemos!  Mas este é um grande perigo. Andar e trabalhar nas igrejas, ouvir mensagens e estudos bíblicos, saber muito de religião, mas nunca responder ao convite para arrependimento de pecados, amar e aceitar Jesus como Salvador único e pessoal e segui-LO para sempre como discípulo. Não chega estar perto, é preciso estar dentro.
  
CONC.: Como discípulos de Jesus, ouçamos a Sua voz e façamos de Deus o alvo do nosso supremo amor e adoração, …de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento.



Rui Simão
pastor

terça-feira, 4 de março de 2014



Vinde

Brancos como a neve

Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.
Isaías 1:18

Introdução      
            O nosso texto dá-nos uma clara explicação para entender a atitude que Deus tem para com o pecado e também como a vida é transformada pela salvação.

Propósito: Em Deus, e só no Senhor, temos esperança de que pelo Seu amor e bondade, tudo será transformado para o nosso bem.

I. O Grande convite divino - Vinde, então, e argui-me
 1. Um imperativo - Este convite é um imperativo, ou seja, dado em forma de mandamento, uma ordem.

            É propício notar pela Bíblia que quando o pecador é chamado ou instruído a crer, por exemplo, em Actos 16.31, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa, é sempre num imperativo, ou seja, como mandamento.

            Não é um convite informal, nem um choramingo. É falsa a ideia de que Deus choraminga. A Bíblia diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho, não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3.36).

            Nas Escrituras, os que não crêem, são considerados como os que “não obedecem à palavra” (I Ped.3.1). Por não crer no Evangelho e não agir conforme aquela fé, é tido como desobediência. Por isso, há maior punição para os que ouviram o Evangelho e negaram ouvi-lo.

            Maior punição para os que ouviram do que para os que nunca O ouviram: “E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” (Lc. 12.47-48).

2. Um convite com urgência - Também este é um convite com urgência.
            Ninguém sabe quanto mais anos, ou minutos, restam para viver. Acção imediata é necessária! “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tg. 4.14). “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb.9.27). “Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação;” (II Co.6.2).

 3. Um convite a arguir -“E argui-me, diz o Senhor”. Arguir aponta para entrar num diálogo argumentativo, expor um assunto e tratá-lo. É uma linguagem de tribunal em que, perante o juiz, se apresentam os motivos de um processo para a sua sentença.

            Aqui, o Senhor, o Juiz Supremo, Aquele que decide a salvação da pessoa para viver no céu eternamente, ou a condenação eterna do pecador no inferno, faz um convite misericordioso: argui-me.

Porque é que o Senhor convida a argui-Lo? Neste caso, porque está disposto a conceder o perdão ao pecador. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Ef.2:8-9).

II. A Atitude de Deus para com o pecado
1. O terrível pecado
            O pecado é transgressão e desobediência aos mandamentos de Deus. O pecado conduz à morte: O salário do pecado é a morte. (Romanos 6:23). Precisamos de compreender quão horrível é o pecado aos olhos de Deus e quão imensas são as suas consequências.  
IL.: Cancro: Doença mortal. Perante a notícia, as pessoas desesperam. Assim devia cada um ver o  seu pecado.
  
            Todo o mundo estará perante o grande trono branco para ser julgado por Deus e condenado eternamente ao inferno. E o motivo é o pecado que não alcançou o perdão divino porque o pecador não se arrependeu dele.

Mas, Deus fez e fará tudo para que o pecador alcance a salvação. Há esperança na misericórdia e no amor de Deus.

2. A cor do pecado aos olhos de Deus
            “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata ... ainda que sejam vermelhos como o carmesim”
            É interessante notar que muitos pregadores comparam o pecado à cor ‘preta’. A Bíblia não faz assim. As Escrituras usam duas tonalidades de vermelho, como aqui neste versículo, para representar o pecado.
             “Escarlata” é um vermelho brilhante. É uma cor obtida a partir dos ovos de um insecto, “coccus ilicis”, que vive nas árvores mediterrânicas.

            Carmesim também é uma cor vermelha muito viva, forte, profunda, obtida também a partir de um insecto – kermes vermilio. Combinado com algum azul, resulta em púrpura. A ideia é que os tecidos tingidos de escarlate ou carmesim ficam com cores vivas, fixas. Eram as cores mais permanentes.

            O que nos quer Deus ensinar aqui? Pelo uso dessas palavras, Deus revela que a alma está tingida pelo pecado e como o pecado é repugnante aos olhos do Senhor. Como poderá o homem brincar com pecado!?
            Nem o orvalho, nem a chuva, nem o lavar, nem o uso ao longo dos anos iria remover estas cores vivas e brilhantes de escarlata e carmesim. Seriam sempre vistas, destacadas. Representam a fixidez profunda do pecado no coração do homem.

            Nenhum meio humano pode lavar estas cores. São impossíveis de tirar como certas nódoas. Nenhum esforço humano, nenhum ritual, nem lágrimas, nem sacrifícios, nem orações, são suficientes para levar embora o pecado. Só um poder omnipotente o poderá remover.

3. A atitude do Deus amoroso
“Se tornarão brancos como a neve ... se tornarão como a branca lã”.
O branco é emblema de pureza, santidade, inocência. O branco não tem nódoas nem manchas.
O que nenhum ser humano poderia remover, será tirado. O pecado será perdoado e a alma será purificada, ficará alva como a neve.

A comparação da feiúra do pecado é contrastada à beleza da branquidão da neve recém caída do céu. Esta é um contraste fácil para a mente perceber e representa o contraste do pecado diante da santidade de Deus.

Deus deseja que vejamos o pecado conforme a podridão que é. Na verdade, para ser verdadeiramente arrependido, é necessário perceber o pecado como vil. “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42.5,6).

            O contraste feito pelas Escrituras também expressa a mudança que a salvação faz. Há diferença entre o perdão do pecado e a purificação do pecado. Se alguém pecar contra mim e pedir perdão, eu devo perdoar-lhe (Mt 18.21,22).

            Porém, somente o sangue do Senhor Cristo pode purificar-lhe o seu pecado. “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.25). Há poder de purificação no Sangue de Cristo. Que Deus amoroso, maravilhoso, nós temos
  
Conclusão
            Para que o pecado fosse perdoado foi necessária a vinda ao mundo do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Ele deu a Sua vida na cruz para o perdão e purificação do pecado. 

Esta purificação não é automática. É preciso que a pessoa reconheça a profundidade fixa e permanente das suas ofensas e pecados, vivos e brilhantes como carmesim e escarlata, arrepender-se e aceitar Jesus Cristo como Aquele que foi sacrificado na cruz para ser o Salvador do mundo.
           
            É preciso um coração rendido plenamente à Palavra de Deus, uma obediência manifesta pelo arrependimento do pecado e a fé em Cristo Jesus como Senhor e Salvador.

            Ouve e aceita o convite de Deus: Vinde.
Reconhece o Seu amor e bondade. No Senhor Deus há esperança e salvação. Só Ele tem o poder e a autoridade para salvar. Por Seu amor em Cristo, os nossos pecados se tornarão brancos como a neve, perdoados para a vida eterna com o Senhor no céu.



Rui Simão
pastor, Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

sábado, 1 de fevereiro de 2014


   Também vos notifico, irmãos, o evangelho...pelo                                  qual também sois salvos...


Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes e no qual também permaneceis.

Introdução      
 O que é o Evangelho? Qual é a mensagem do Evangelho? À medida que os anos passam, assistimos a uma diversidade de igrejas, de mensagens e de práticas que chegam a confundir as pessoas sobre o que é o Evangelho.

Propósito: Fiquemos firmes na verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo, não nos fascinando com enganos doutrinários.

I. O que é o Evangelho?
            1.º- Boas Notícias - A palavra grega “euangelion” significa “evangelho”, “boas novas, boas notícias”. E que boas e alegres notícias são estas? Ou seja, qual é a boa mensagem que o evangelho traz?
            É a boa notícia centrada na Pessoa e na obra de Jesus Cristo, de que Deus cumpriu as Suas promessas da antiguidade de enviar o Seu Ungido e, n’Ele, o caminho da salvação foi aberto para todos.

 II. O que é que o Senhor Jesus mandou pregar e anunciar? – I Cor.15:1-2
            Vamos ver isto na pessoa do apóstolo que antes tinha sido o maior perseguidor da igreja e que se tornou o maior missionário e fundador de igrejas no N.T.. Qual o seu método e a razão do "seu sucesso", o qual não era dele, mas sim do Senhor Jesus?

            Paulo foi o fundador da igreja na cidade de Corinto (Actos 18:1ss). Era apropriado lembrá-los do que ele, apóstolo de Cristo, lhes havia ensinado ao princípio. Lembrar os crentes das grandes verdades elementares e fundamentais em que a igreja tinha sido fundada, estabelecida e edificada.  
Assim, aqui, o apóstolo Paulo é muito claro no que ele anunciou àquela igreja de Corinto e o que cada igreja de Cristo deve anunciar em exclusivo às pessoas hoje e em todas a eras. O quê? Apenas e somente o Evangelho.
                     
1.º- Paulo anunciou o evangelho – Ele começa com uma palavra forte que tem o intuito de os impressionar, de os lembrar: vos notifico. O que vai dizer é importante que recordem e que gravem nos corações. Ele está a dizer: “Lembrem-se do que eu vos anunciei quando cheguei a Corinto - o Evangelho.”

2.º- O Evangelho tem que ser recebido – o qual também recebestes. Esta é a resposta que cada pessoa tem que dar ao anuncio do evangelho. Tem que abraçar a sua mensagem, crer e recebê-lo no seu coração.

3.º- O crente tem que permanecer no evangelho – e no qual também permaneceis. O crente não pode deixar de perseverar na mensagem exclusiva do evangelho, essa mensagem que apresenta a Pessoa e a obra do Senhor Jesus Cristo.

4.º- Só o evangelho salva as pessoas da condenação – pelo qual também sois salvos. Nada mais tem o poder de resgatar um pecador da condenação ao inferno senão a mensagem do Evangelho. Por isso mesmo, a uma outra igreja, à igreja de Roma, o mesmo apóstolo Paulo ensinou isto sobre o evangelho: Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê… (Ro.1:16).

            E este Evangelho não pode ser alterado. No v.2, Paulo adverte a igreja: se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado. Já naquele tempo, logo desde o início, Satanás quis adulterar a mensagem pura e central do evangelho para que as pessoas não fossem salvas.
            Se o evangelho não explicar às pessoas a verdade de Deus, as pessoas não serão salvas.

            Era justo o fundador da igreja lembrar aqueles cristãos destas verdades simples. Mas, Paulo vai prosseguir. Vejamos mais atentamente o conteúdo do Evangelho que ele pregou e comparemos isto com o que hoje está a ser anunciado e praticado por tantos pastores e igrejas.

III. O Evangelho consiste em três pontos – I Cor.15:3-4
            Paulo diz que a igreja ainda permanecia nos 3 pontos principais da mensagem do evangelho. E isto foi a primeira coisa que Paulo comunicou: primeiramente vos entreguei. Ele não era o autor desta mensagem. Ele pregou o que também recebi. Ele recebeu a inspiração do próprio Senhor Jesus para levar esta mensagem aos pecadores perdidos.
          E a igreja verdadeira continua a entregar esta mensagem, cujo Autor é Deus, é o Senhor Jesus Cristo:

1.º - Cristo morreu por nossos pecados; 2.º - Cristo foi sepultado; 3.º - Cristo ressuscitou dos mortos.

            Há aqui algum ensino ou prática de sinais, de milagres? Há aqui algum foco em curas, em libertação, em aproveitamento para assuntos materiais? Não. Porque o Evangelho não é nada disso. Ele é:
1.º- Cristo morreu por nossos pecados – A mensagem do Evangelho ensina que o Filho de Deus veio ao mundo morrer num sacrifício expiatório por causa das nossas desobediências aos mandamentos e às leis de Deus. Jesus foi crucificado, derramou o Seu sangue para fazer a expiação dos nossos (não dos d’Ele) pecados. Foi uma oferta vicária, substitutiva. Jesus não foi um mártir.
            E esta morte estava prometida na Palavra de Deus, foi programada por Deus, foi segundo as Escrituras do Antigo Testamento. Ver Isaías 53:4-9.

2.º- Cristo morreu e foi sepultado – Isaías 53:9 e Mateus 27:57-60 mostram como José de Arimateia sepultou Jesus no seu sepulcro novo que havia aberto em rocha.

3.º- Cristo ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras – Também o A.T. profetizou que Jesus haveria de ressuscitar dentre os mortos, no Salmo 16:10. O Evangelho estava previsto no A.T.

            Estas foram as primeiras coisas que o apóstolo Paulo pregou em Corinto, anunciou o Evangelho com estas verdades. A igreja foi fundada nestas doutrinas e por estas verdades é que foram salvos. A doutrina da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus é a base da fé cristã.
Não pode haver uma igreja verdadeira, nem nenhuma esperança de salvação se este evangelho não foi anunciado e recebido pelas pessoas.

Vamos ler I Cor.2:1-3 e veremos que os sinais, maravilhas, curas, bênçãos, prosperidade que hoje tanto se anuncia, não fazem parte do Evangelho. Bem pelo contrário! E eu estive convosco em fraqueza, e em temor e em grande tremor.
 O Evangelho diz respeito ao filho de Deus e sua obra por nós. Diz que Ele veio como salvador.

Escrevendo mais tarde à mesma igreja em Corinto, Paulo volta a advertir aqueles crentes para não se desviarem do puro Evangelho, da simplicidade que há em Cristo, sendo enganados pelo diabo. Ler II Coríntios 11:3-4.
Outro Evangelho, não é o mesmo que Paulo pregou, tem uma qualidade diferente.
  
            Hoje somos confrontados com um novo tipo de evangelho, de experiências sobrenaturais, curas e às vezes até mesmo ensino sobre prosperidade é incluído.  A promessa de cura como ensinada hoje não é encontrada na Bíblia. O foco era Cristo e seu perdão e o homem ser reconciliado com o santo Deus.

É interessante que quando ouvimos todas as promessas afirmadas hoje nunca é mencionada a promessa de perseguição ou tribulações para aqueles que verdadeiramente seguem ao Senhor (Marcos 10:30; João16:33; I Tessalonicenses 3:4; Apocalipse 1:9). Tente pregar isso num programa evangelístico e veja quem se manifestará, quem atrairá ou veja quão popular o seu ministério vai ser.

Mateus 7:21-23 fala de pessoas usando o nome do Senhor Jesus para profetizar, expulsar demónios e até mesmo fazer milagres (do grego dunamis). Mas Jesus vai dizer-lhes: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Eles apartaram-se de Jesus para começarem a praticar tais actos. Eles operavam por eles mesmos sem as instruções de Cristo. Não era esse o Evangelho que Jesus mandara anunciar.

E quem é que Jesus está a alertar? A Igreja, em todas as eras, a igreja de hoje.

Em Mateus 24:3, Jesus avisa: "Acautelai-vos, que ninguém vos engane…

Conclusão
 Seguimos os ensinos dos apóstolos, ensinos esses que lhes foram entregues em pessoa pelo Senhor Jesus ou que foram escritos por eles inspirados pelo Espírito Santo. Não nos desviamos da Palavra de Deus.

Pregamos o Evangelho de Jesus com os ensinos fundamentais, sem misturas, sem sensacionalismo nem populismo:
- Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou, segundo as Escrituras.

É por isso que Paulo disse na I Coríntios 4:6, a "para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito."

Estes são alertas para nosso bem e protecção. Ignorá-los é um grande perigo espiritual.


            É dever do crente não se tornar insensato, não se fascinar perigosamente ao abraçar outras doutrinas que corrompem a lição do Evangelho. Obedeçamos à verdade e que seja sempre evidente para nós Jesus Cristo crucificado.

Rui Simão
pastor - Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014




A Paz de Jesus Cristo
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.
 Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 14:27 

Introdução      
Estamos a iniciar o novo ano de 2014. O primeiro dia de Janeiro é o Dia Mundial da Paz. Esta escolha do tema da paz para o primeiro dia de cada ano, procura mostrar ao mundo que a paz é essencial à vida das pessoas. Contudo, a paz continua e continuará a faltar neste mundo trazendo tanta dor.

O ano que passou deixou as mais diversas marcas. Uma delas foi a de muitas vidas perdidas. Vidas perdidas pela fúria do nosso planeta, nas catástrofes naturais, tais como cheias, terramotos, furacões.   
Vidas perdidas nas guerras e atentados nos quatro cantos do mundo que deixam o mundo sem paz.  

Propósito: Estejamos preparados para enfrentar o novo ano de 2014, confiando e descansando no nosso Deus e Senhor que nos dá a verdadeira paz, paz sem igual.

No início deste novo ano, vamos falar de paz, de 3 tipos de paz.

I. A paz exterior
A guerra tirou vidas e paz em 2013. Pela graça de Deus, em Portugal, nós acompanhamos de longe, via satélite, pela TV, rádio, jornais, as guerras e catástrofes no mundo.
As guerras na Síria, Afeganistão, Faixa de Gaza, entre tantas outras, fizeram milhares de mortos e milhões de deslocados e refugiados. Cidades destruídas e vidas destruídas.
Vemos as pessoas em dor, a chorar com as perdas dos seus bens, de filhos e familiares.

Quão preciosa é a paz. Dormir sem medo de acordar ao som de bombas e de tiroteio. Saber que o pai, a mãe, o irmão, o avô voltarão para casa no final do dia. Saber que andamos em segurança nas ruas, que os nossos filhos podem ir normalmente para a Escola amanhã.

Quantas vezes agradecemos pela paz de que desfrutamos? Quantas vezes contribuímos para a paz à nossa volta? O que nos acontece quando perdemos a paz? Choramos, sofremos?

Mas falámos da paz exterior e é verdade que o mundo, e todos nós, precisamos deste tipo de paz.

II. A paz interior
Mas há um tipo de paz que é independente das circunstâncias que nos rodeiam. É a paz que vem de dentro. Esta paz não pode ser fabricada, nem fingida, porque esta paz reside no coração daquele que tem fé no Senhor Jesus Cristo, que tem fé no Príncipe da Paz que o profeta Isaías anunciou que nasceria.

Assim, mesmo estando no meio da guerra, ainda que atacados pelas lutas da vida, fustigados pelas catástrofes naturais, podemos desfrutar de paz interior, de paz no nosso coração, porque temos Jesus Cristo como Aquele que nos dá a Sua paz. E Ele está pronto para nos conceder esta paz todos os dias de 2014.

Neste novo ano iremos enfrentar muitas situações difíceis que nos quererão tirar a paz. Por isso, precisaremos de paz. Refugiemo-nos na Paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

III. A Paz de Cristo – João 14:27
Há paz onde Cristo está. Quando ele ressuscitou dos mortos e apareceu aos Seus discípulos, a Sua saudações foi: Paz seja convosco. Jesus é o Pacificador de Deus.

Ele estava para ser preso e deixar os Seus apóstolos e discípulos naquela mesma noite em que proferiu as palavras de João 14:27. Vejamos as promessas que Ele deixou à Sua Igreja antes da Sua partida deste mundo. Como é que Jesus começa?

1. Deixo-vos a paz…
Jesus fala como quando alguém deixa um testamento. De facto, Jesus está prestes a morrer e a deixar os Seus discípulos. Como uma das Suas últimas vontades e como o melhor legado que Ele poderia deixar-nos, deixa-nos a paz. “Deixo-vos a paz”. Pensemos bem nesta oferta.

Com a paz de Cristo teremos tudo o que é verdadeiramente bom. Jesus deixa a paz connosco, pessoalmente.

2. …a minha paz vos dou… - Que tipo de paz é esta?
a). Paz de Cristo - Quem a deixa não é uma pessoa qualquer. É uma paz que vem de Cristo, d’Aquele tem o poder de a fazer e de a conferir. Jesus afirma que é a minha paz.
É uma paz especial. Porquê? Porque tem um alcance e um objectivo que mais nenhuma paz pode sequer almejar. Qual é? É a…

b). Paz com Deus - Pelo sacrifício de Cristo na cruz, o pecador foi reconciliado com Deus e alcançou a paz com Deus: …Jesus nosso Senhor; o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. (Rom.4:24-5:1).

Cristo é a nossa paz, conforme lemos em Efésios 2:13-17. E é esta paz eterna que Jesus dá a toda aquela pessoa que, arrependida do seu pecado e transgressões a Deus, crê em Jesus Cristo, confia n’Ele, recebendo-O como único e divino Salvador.

É uma paz de tipo especial porque traz …

c). Paz na nossa consciência – Precisamos de paz na nossa consciência por causa da culpa dos nossos erros para com Deus e para com o nosso próximo, da culpa e da tristeza dos erros da nossa vida.

Só Jesus nos pode dar essa paz tranquilizadora da consciência. Hebreus 10:21-22 garante isso ao que tem Cristo no coração: E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa.
Que maravilhosa é a paz que Cristo nos dá. Mas Ele continua.

3. …não vo-la dou como o mundo a dá…
Não é a paz vazia do mundo. Jesus não no-la dá como o mundo. O que nos dá o mundo?

a).Prazer, fama, riqueza que não satisfazem e não proporcionam a paz que a alma precisa e anseia;

b). O mundo dá-nos palavras vãs e lisonjeiras, mas não temos a certeza da sua sinceridade;

c). O mundo e as suas filosofias e falsas religiões professam uma paz que não é real, que não concilia a alma com Deus, não concede o perdão da culpa do nosso pecado que nos retira a paz;

d). O mundo pode dar-nos muitas coisas, mas os nossos corações só ficam satisfeitos com a tranquilidade, com a felicidade sem fim, com a amizade eterna com Deus que Jesus nos dá com a Sua paz. Não existe paz igual.

Jesus diz: “A minha paz é que atende às necessidades da alma, silencia os alarmes das consciências, é segura e certa no meio de tantas mudanças externas no mundo. É uma paz que vai permanecer na hora da morte e para sempre.”

Por não ser uma paz do mundo, Jesus prossegue em prometer:

4. …Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
O sentido da palavra é “não deixar o nosso coração recuar por medo de qualquer mal que se aproxime.”
 Não nos aflijamos na nossa vida diária neste mundo. Temos um Senhor e um Amigo que nunca nos deixará e cuja paz permanece nos nossos corações para sempre.  Por isso, Ele pede para não ficarmos perturbados nem receosos.
  
Conclusão
            Guardemos nos nossos corações, dia a dia deste novo ano, estas palavras do nosso Senhor e Salvador.
            Só em Jesus Cristo, não no mundo, temos a paz que preenche todas as áreas da nossa vida.
            Se alguém ainda não conhece Cristo como Salvador, saiba que só por Ele temos paz com Deus, pelo perdão dos nossos pecados. Por isso, eis o permanente convite do Senhor Jesus Cristo:
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; E encontrareis descanso para as vossas almas. (Mateus 11:28-29)
       Que melhor início de ano desejaríamos, senão este que Cristo nos dá: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

Rui Simão
Pastor
Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia