quinta-feira, 1 de janeiro de 2015



O  homem   que   rejeitou   o   perdão


 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigénito Filho de Deus.
João 3:18
(Este estudo é uma adaptação)
Introdução     
            Imagine ser condenado por um crime, premeditado ou não, do qual se arrependeu profundamente, e receber uma oferta de perdão que o absolve de qualquer penalidade. Aceitaria? Deixem-me contar-lhes um caso verdadeiro sobre um homem que não aceitou.

Propósito: Deus oferece o Seu perdão gratuito e todo o mundo deveria aceitá-lo com alegria e gratidão.

I. O crime cometido, a culpa e a sentença
         Em 1829, dois homens, George Wilson e James Porter, assaltaram o serviço de entrega dos correios dos Estados Unidos.  Ambos foram capturados e julgados por um Tribunal de Justiça. Em Maio de 1830, os dois homens foram considerados culpados de seis acusações e por "colocar em risco a vida do motorista”, e receberam as suas sentenças: morte por enforcamento, a ser executada em 2 de Julho. 

II. O perdão excepcional do Presidente
         Porter foi executado como previsto, mas Wilson não. Amigos influentes apelaram em seu favor e pediram clemência ao Presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson. O Presidente formalizou o perdão, retirando todas as acusações. Wilson teria apenas que cumprir uma pena de 20 anos por outros crimes.

III. A incrível recusa do perdão do Presidente
         Inacreditavelmente, o condenado George Wilson recusou o perdão do Presidente!
         Um relato oficial afirma que Wilson escolheu "abrir mão e declinar de qualquer vantagem ou proteção que pudesse advir do perdão”. Wilson também afirmou que "não tinha nada a declarar, e não desejava de maneira alguma tirar proveito com a finalidade de evitar a sentença”.

         O Supremo Tribunal dos EUA determinou: "A Corte não pode dar ao prisioneiro o benefício do perdão, a menos que ele reivindique esse benefício. É uma concessão que lhe é feita; é sua propriedade; e ele pode aceitá-la ou não, conforme queira.

         Um dos membros do Tribunal Supremo, John Marshall, escreveu: "O perdão é um acto de graça, que procede do poder a quem foi confiada a execução das leis; mas a entrega não se completa sem a aceitação. Ele pode, portanto, ser rejeitado pela pessoa a quem é oferecido, e não temos poder na Corte para impô-lo.” 

         George Wilson cometeu um crime, foi julgado e considerado culpado. Foi condenado à execução, mas um decreto presidencial garantiu-lhe perdão total. Ao escolher rejeitar o perdão, escolheu morrer.

         Lendo esta história extraordinária, podemos imaginar: "Como pode alguém rejeitar o perdão de uma sentença de morte? Esse homem foi um tolo.”

         Mas, e se as pessoas deste mundo estiverem também a rejeitar o perdão divino?

Se as pessoas rejeitam a bondade d’Aquele único que capacita a passar a eternidade na presença de Deus em lugar de estar eternamente separado d’Ele, no lugar que a Bíblia chama de inferno? 

IV. O delito cometido aos olhos de Deus, a culpa e a sentença
         Aqueles dois homens transgrediram as leis da nação americana e foram considerados culpados. A Bíblia ensina que todos somos pecadores, pessoas que quebramos as leis de Deus. Romanos 3.23, declara:" Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” E também:" Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.” (I João 1.8). 

         E quanto à penalização pelo pecado, quais são suas consequências? Está escrito: "Porque o salário do pecado é a morte…” (Romanos 6.23).

         O Antigo Testamento confirma: "A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4). 

         Esta não é uma boa notícia para nós, mas Deus providenciou perdão e tornou-o disponível a todos nós. 

 V. O perdão excepcional do Senhor Deus
         Em II Pedro 3.9 lemos: O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para connosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” 

         E em I João 1.9 e Actos 3:19, o Senhor Deus explica que é preciso que aceitemos esse perdão: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” 
         Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

         Deus concede o Seu perdão total, gratuito, imerecido, porque o Seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, veio ao mundo, encarnou e morreu crucificado em lugar do culpado e condenado pecador. 

     A Bíblia diz que Jesus Cristo é o Salvador do mundo e que por Ele, unicamente por Ele, há esperança de salvação, de perdão dos pecados e das ofensas às leis e mandamentos de Deus: "E vimos e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo." (I João 4:14). Infelizmente, o mundo rejeita este Salvador amoroso e maravilhoso. Jesus Cristo é a pedra fundamental da salvação e do perdão divino. Mas tem que ser aceite e não rejeitado: "Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Actos 4:11-12)

            Conclusão
         Naquela altura, o mundo achou que estava louco aquele homem condenado à morte e que obteve o perdão total e imerecido do Presidente dos Estados Unidos da América e o rejeitou. Como era possível rejeitar a oferta da vida? Como era possível não aproveitar uma oportunidade única?

         E que diremos nós hoje das pessoas a quem falamos do perdão de Deus, um perdão total, gratuito, imerecido, e o rejeitam? É uma grande loucura e ingratidão rejeitar a oferta de escapar à condenação eterna no inferno e obter a vida eterna no céu. 

       A advertência de Deus é:Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus. (Hebreus 12:25) .

         A grande questão é: Vão receber ou rejeitar o perdão de Deus? Cada pessoa, individualmente, deve fazer esta importantíssima escolha: "Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus”  (João 3.18).  

         Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso. Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. (Hebreus 3:7-13)

         Para quem aceita o perdão, temos esta promessa:
         E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas… E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. (Apoc.21:3-4; 22:17).

Rui Simão
Pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia
Adaptado de Ken Korkow.




     

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014





O Nascimento do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo


(João 1:1, 14; Filipenses 2:5.11; Colossenses 1:15; 2:9; I Timóteo 3:16; I João 1:1; Lucas 2:11: 19:10; Hebreus 2:17; Lucas 23:33, 46; Marcos 16:6; Actos 1:9; Hebreus 1:3; João 14:3)



"CELEBRAI COM JÚBILO A DEUS..." 
(Salmo 66:1).

 Não interessa se foi em Dezembro, Setembro, Fevereiro ou Maio. Não podemos deixar de louvar a Deus pelo Seu grande amor e compaixão para com a humanidade perdida: "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas...", "...enviou seu Filho para Salvador do mundo." (Efésios 2:4 e I João 4:14).

Que estranho! Porque o mundo festeja um Natal pagão, trava o crente em Jesus Cristo de louvar a Deus porque Ele, há cerca de 2000 anos atrás, veio ao mundo na Pessoa do Filho, Jesus? Podemos agradecer a Deus este amor em qualquer altura do ano e, se for hoje mesmo, Ele que conhece os corações, rejeita-o? Não perca o crente esta oportunidade de lançar a verdadeira luz a um mundo que anda em trevas sobre o que de facto é o Natal. 

Se o Natal veio do paganismo, deixem os pagãos com o seu paganismo. Como crente, não quero saber do espírito deste "Natal Natal", da árvore, de luzes, de pai natal, de presentes, de presépios, etc. no valor que o mundo lhe proporciona. Só me interessa testemunhar de grande milagre de Jesus Cristo encarnado. Só me alegra o nascimento do meu Salvador, quer tenha sido em Janeiro, Março, Agosto ou em Novembro.

Que estranho! A vinda do Messias foi profetizada por milhares de anos, desde o Éden, Abraão, Moisés, tantos profetas do Senhor. A Sua vinda foi esperada, ansiada, muitos quiseram viver no tempo do Cristo. Foi anunciada por anjos do Senhor a Maria e a José. E na noite em que Ele de facto nasceu, Deus mandou grande celebração à terra por "uma multidão de anjos celestiais", "a glória do Senhor os cercou (aos pastores) de resplandor" (Lucas 2:8-15).


Nem poderemos sequer imaginar este espectáculo divino. Deus enviou, de longe, magos ao encontro do Seu Filho nascido: "viemos a adorá-lo" (Mateus 2:2). 

Que estranho, se perante profecias e anúncios milenares nas Escrituras, perante tamanha glória e celebração celestial no Seu nascimento há 2000 anos, o crente hoje não pode dar um louvor a Deus porque Jesus nasceu no nosso mundo! 

Deus rejeita a sinceridade de um culto de louvor a acções de graças pelo cumprimento da promessa do nascimento do Messias que veio resgatar o perdido? Um agradecimento sincero e humilde? Ser luz e sal é combater o paganismo e cegueira comercial destes natais com o esclarecimento da verdade para que, como Paulo fazia, "...Cristo seja anunciado de toda a maneira..." (Fil.1:18); "...para por todos os meios chegar a salvar alguns." (I Cor.9:22)

O erro do mundo não deve impedir o crente de mostrar a verdade.

Isaías escreveu: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado estará sobre os seus ombros; e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6).

Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

domingo, 2 de novembro de 2014





Obras literárias de referência  

                                                                                          
A minha lista de livros que estão sempre no TOP mundial

A Lista Definitiva dos Livros que Toda a Pessoa e todo o Cristão Deveria Ler


"Inspirado pelas listas do tipo “20  [ou 25 ou 30] livros que toda a pessoa deveria ler, resolvi entrar nessa e fazer uma lista definitiva. Muitos dos livros indicados neste tipo de listas são boas indicações. Alguns, nem tanto.

Mas posso dizer, com toda certeza, que as minhas indicações abaixo são, sem dúvida, os melhores livros escritos para toda e qualquer pessoa e são indispensáveis para qualquer cristão. 
São 66 livros e estão compilados num só volume - A Bíblia Sagrada ou  a Palavra de Deus. Foram escritos por dezenas de escritores, ao longo de cerca de 15 séculos, mas o Autor é Único - Deus.
Aqui tem História, romance, poesia, provérbios, profecia, ciência, etc. Cada um destes livros foi escrito com um objectivo. Por vezes, muitas pessoas não leram qualquer um destes livros por preconceito. Mas se aceitar o desafio e ler algum deles, certamente ficará surpreendido pela positiva. Por exemplo, compare as teorias do "Big-Bang" e do evolucionismo para a existência da vida e do Universo com os primeiros capítulos do livro de Génesis. 

Eis a lista de livros:
  1. Génesis
  2. Êxodo
  3. Levítico
  4. Números
  5. Deuteronómio
  6. Josué
  7. Juízes
  8. Rute
  9. 1 Samuel
  10. 2 Samuel
  11. 1 Reis
  12. 2 Reis
  13. 1 Crónicas
  14. 2 Crónicas
  15. Esdras
  16. Neemias
  17. Ester
  18. Salmos
  19. Provérbios
  20. Eclesiastes
  21. Cântico dos Cânticos
  22. Isaías
  23. Jeremias
  24. Lamentações de Jeremias
  25. Ezequiel
  26. Daniel
  27. Oseias
  28. Joel
  29. Amós
  30. Obadias
  31. Jonas
  32. Miqueias
  33. Naum
  34. Habacuque
  35. Sofonias
  36. Ageu
  37. Zacarias
  38. Malaquias
  39. Mateus
  40. Marcos
  41. Lucas
  42. João
  43. Actos dos Apóstolos
  44. Romanos
  45. 1 Coríntios
  46. 2 Coríntios
  47. Gálatas
  48. Efésios
  49. Filipenses
  50. Colossenses
  51. 1 Tessalonicenses
  52. 2 Tessalonicenses
  53. 1 Timóteo
  54. 2 Timóteo
  55. Tito
  56. Filemom
  57. Hebreus
  58. Tiago
  59. 1 Pedro
  60. 2 Pedro
  61. 1 João
  62. 2 João
  63. 3 João
  64.  Judas
  65. Apocalipse

Agora, pode parecer banalidade escrever uma lista como esta, mas faço-o por dois motivos:
1) Sei, por experiência, que muitos—se não a maioria—dos cristãos, nunca leu todos estes livros. E muitos que leram, leram rapidamente, uma única vez, para dizer que leram.

2) Sei, pela Palavra, que somente estes livros vem com essa garantia: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”. —2 Timóteo 3:16-17

Agora, existem milhares de bons livros para o cristão ler além destes que estão na Bíblia. Acho, porém, que devemos começar por estes."

Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia
(Adaptador de Pastor Kiko do Blog da Igreja Baptista do Barlavento, Lagos)


domingo, 5 de outubro de 2014


                                                                    E sabemos...

As Cinco Afirmações de Certeza, Conhecimento e Confiança
                                                              I João 5:13, 15, 18, 19 e 20 
              
Introdução      
            A Bíblia diz que o nosso Deus é um Deus de certezas. Um grande exemplo desta verdade está no cap. 5 de I de João. A partir do 13.º versículo temos o Epílogo, ou seja, a Conclusão, as afirmações e exortações finais desta epístola, que asseveram o propósito central porque foi escrita: A certeza, a confiança que temos em Jesus Cristo, na Sua verdadeira Pessoa e obra, e o combate aos gnósticos que assaltavam a igreja com falsidades.

Propósito: Como filhos de Deus, não deixemos de confiar no Senhor, com a certeza da Sua Palavra que nos encoraja e nos anima em todas as áreas da nossa fé e vida.

A Conclusão desta carta envolve cinco retumbantes declarações de Certeza, Conhecimento e Confiança que possuem os crentes autênticos e que caracteriza a epístola inteira. João também já o tinha enunciado no seu Evangelho: Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (20:31)

I. A Certeza da Vida Eterna – v.13
 Estas coisas vos escrevi…para que saibais que tendes a vida eterna... Que grande declaração de certeza! Esta carta apresenta-nos a Pessoa de Jesus e leva-nos a reconhecê-Lo como o Filho de Deus.

             Conhecendo a verdadeira Pessoa, a verdadeira natureza e a verdadeira missão remidora de Jesus Cristo, o pecador que for a Ele com fé, arrependido do seu pecado, confiando no nome do Filho de Deus, tem a certeza da vida eterna.
           
Não pode ser ignorado aqui o divino convite a toda e qualquer pessoa deste mundo: Estas coisas vos escrevi…para que creiais no nome do Filho de Deus.

E a esse que aceitar este convite, toda a pessoa que confiar a sua alma aos cuidados remidores de Jesus Cristo, torna-se um filho de Deus, nasce de novo e tem a certeza de vida eterna: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus. (v.1); Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome. (João 1:12)

            Mas não é uma crença qualquer, porque há milhões de pessoas que acreditam em Jesus. Não! É crer que Jesus é o Cristo, como os samaritanos em João 4:42: …sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.
            Ou seja, Jesus é o Messias prometido desde a antiguidade, o Verbo que se fez carne, Deus feito homem que veio ao mundo fazer expiação pelos nossos pecados pelo Seu sacrifício de morte na cruz: E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados… (3:5).
            Crer que Ele veio para me salvar da minha culpa e castigo do meu pecado, para me substituir a fim de eu poder ser justificado perante Deus. Esta fé dá a certeza da vida eterna que o crente nunca perderá.

II. A Certeza de que Deus nos ouve e nos atende – v.15 – Aqui temos duas certezas
 E se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizermos.  1. Ouve - Aqui está em foco a confiança (v.14) e a certeza de que Deus está atento, Ele nos ouve em tudo, ouve as nossas petições. Esta certeza está aqui bem firme e alicerçada. O nosso Pai ouve e pode dar-nos tudo.
Mas isto não significa que podemos pedir-Lhe qualquer coisa que quisermos e ela ser-nos-á dada. Há uma condição: …se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (v.14).

Deus é propício às nossas orações. Não duvidemos. Esperemos e confiemos. O que está envolvido nesta promessa é que temos que ser sábios e pedir, não apenas o que nos é proveitoso e necessário, mas que contribua para a glória de Deus. Peçamos o que tem a ver com o progresso do evangelho, com a salvação das almas, com a plenitude do Espírito Santo nas nossas vidas.

2. Alcançamos as petições - Deus incentiva-nos activamente a orar: se pedirmos. Pensamos que Deus é tão grande e nós tão pequeninos que não nos atrevemos a orar. Mas quando estamos conscientes das nossas necessidades e da Pessoa do nosso Pai celestial, podemos orar com confiança e com esta certeza: sabemos que nos ouve...sabemos que alcançamos as petições.

III. A Certeza de que o crente verdadeiro vive uma vida de santidade – v.18
 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca... É apresentado aqui o filho de Deus que, pela sua fé em Jesus, é uma pessoa que verdadeiramente nasceu de novo: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (II Cor.5:17). O crente não é uma pessoa perfeita. O v.16 fala de podermos ver pecado num nosso irmão.
           
Mas, o crente tem o poder do Espírito Santo que vive nele e que lhe confere vitória sobre o pecado, para que ele não viva vida pecaminosa. Foi-lhe conferida a natureza santa de Deus: Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. (I Pe.1:14-16).

            O crente é conhecido pela sua vida. Pelos seus frutos os conhecereis, disse Jesus. (Mt.7:16).

            I João 3:6-9 é muito claro. Não há dúvidas. Sabemos quem é o crente, ele não vive pecando.

IV. A Certeza de que pertencemos a Deus – v.19
 Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno. Esta é outra grande afirmação. Em 3:10, Deus revela dois tipos de filiação: os filhos de Deus e os filhos do diabo.

 1. Somos de Deus - Os crentes são filhos de Deus, carinhosamente intitulados em I João 4:4 de filhinhos: Filhinhos, sois de Deus… Sentimos segurança e certeza na nossa salvação porque um filho de Deus será sempre Seu filho: …somos de Deus.

       Aos Gálatas 4:6-7, lemos: E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai…e se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.

            Jesus Cristo veio, encarnou, e fez a propiciação dos nossos pecados na cruz. Por isso, o pecador arrependido do seu pecado confia em Jesus e torna-se filho de Deus, pertença d’Ele, saiu do mundo, separou-se deste mundo perdido. e condenado ao inferno se não aceitar o amoroso convite do Salvador.

2. Pelo contrário, os filhos do diabo são aqui designados por todo o mundo não arrependido aos pés de Cristo. Por isso, está no maligno, está perdido, pertence a Satanás, ao maligno.
           
            Mas, o Deus de amor dá esta certeza ao crente: Sabemos que somos de Deus. 

V. A Certeza de que o Filho de Deus encarnou – v.20
 E sabemos que já o Filho de Deus é vindo… Ao encerrar a sua epístola, o apóstolo João também dá um duro golpe nas falsas doutrinas dos “gnósticos” que assaltavam a igreja naquele tempo. Esses falsos profetas perturbavam a igreja com as seguintes falsidades sobre Jesus:
1. Acerca da Pessoa de Jesus, Ele era um “aeon”, um “espírito”, uma emanação angelical de Deus disfarçado de homem. A sua natureza humana não era real; 2. O homem Jesus de Nazaré era real. Mas um espírito apossou-se dele quando foi baptizado e abandonou-o quando foi crucificado. Ou seja, negavam a encarnação do Filho de Deus e, ao fazê-lo, negavam o valor da Sua morte e da expiação divina.

Por isso, nesta carta, o apóstolo João chama de mentirosos e anticristos a estes falsos profetas que negam a Pessoa de Jesus, Sua encarnação e Sua obra: I João 2:22; 4:1-6

Mas, sabemos, Deus dá-nos esta garantia e certeza que, de facto, o Filho de Deus é vindo encarnou e veio a este mundo. Isto é verdade. E, mais do que isso, é que esse Jesus, não apenas é o Filho, como é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Portanto, Deus, o verdadeiro Deus, fez-se homem, viveu entre nós na Pessoa do Filho.

Conclusão
No final da sua primeira carta, o apóstolo João recebe de Deus verdades que concedem ao crente verdadeiro estas certezas inabaláveis de conhecimento e confiança: “sabemos”:
I. A Certeza da Vida Eterna que o crente nunca perderá – v.13
 …para que saibais que tendes a vida eterna...

II. A Certeza de que Deus ouve as nossas orações e atende-nos – v.15
 E se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizermos.

III. A Certeza de que o crente verdadeiro é santo em toda a sua maneira de viver – v.18
 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca...

IV. A Certeza de que o crente pertence a Deus, é filho do Pai celestial – v.19
 Sabemos que somos de Deus…

V. A Certeza de que o Filho de Deus encarnou e viveu entre nós para poder ser o Salvador do mundo – v.20
 E sabemos que já o Filho de Deus é vindo…

Mensagem da Série: 8 – Despertar com Exortação o vosso Ânimo Sincero (II Pedro 3:1)
                                     
                                     Rui Simão
                                     Pastor na igreja Evangélica Baptista em Moreira da Maia  

  

terça-feira, 2 de setembro de 2014




MANDAMENTOS RECÍPROCOS
...uns aos outros…


A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos deveis amar uns aos outros.
                                                                          Romanos 13:8

         Em Marcos 12:28-31, em resposta a uma questão de um escriba, o Senhor Jesus Cristo apresenta os dois maiores mandamentos de Deus: “Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”.

         Introdução: Ao homem pecador, a toda a humanidade, Deus mostrou o Seu amor, ao enviar o Seu Filho Unigénito, o Messias, Jesus Cristo, que encarnou e viveu entre nós, indo à cruz para sacrificar a Sua vida a fim de salvar o pecador: Porque Deus amou o mundo, de tal maneira, que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

         Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes (v.31), disse Jesus.

         E como, de que forma, devemos nós amar o nosso próximo em obediência ao segundo maior mandamento?

         Eis os mandamentos recíprocos!

O que são estes mandamentos? 
São mandamentos, leis e preceitos divinos que devem estar presentes numa relação humana, em ambas as partes, mutuamente. São mandamentos que o Senhor nos deixa na Sua Palavra. O seu valor e importância são únicos e incalculáveis. 
        
I. O valor destes mandamentos no nosso mundo
         Como seria este mundo se todos fossemos obedientes a estes mandamentos? Que imagens veríamos na TV, que filmes seriam realizados para serem vistos, que fotografias seriam divulgadas pelos jornais, que mensagens seriam trocadas na internet, que "posts" seriam colocados nas redes sociais e que notícias ouviríamos nas rádios se o mundo amasse o seu próximo?

II. O valor destes mandamentos na igreja de Cristo
         E como seria a igreja de Jesus se os seus membros obedecessem a estes mandamentos recíprocos? Afinal, ...a igreja está sujeita a Cristo... (Efésios 5:24). 
         A parábola do bom samaritano é a inesquecível ilustração de Jesus em resposta à questão de um doutor da lei: ...E quem é o meu próximo? No final da história, Jesus lançou-lhe o desafio e disse: ...Vai, e faze da mesma maneira. (Lucas 10:25-37).
           
Propósito: Como cristãos e discípulos de Cristo, ouçamos a Sua voz e obedeçamos aos Seus mandamentos e preceitos, os mandamentos recíprocos.


            MANDAMENTOS RECÍPROCOS





Amai-vos cordialmente uns aos outros, com amor fraternal. (Romanos 12:10)
…preferindo-vos em honra uns aos outros. (Romanos 12:10)

A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Romanos 13:8)

Assim que, não nos julguemos mais uns aos outros; antes, seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. (Romanos 14:13)

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. (Romanos 14:19)


Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus. (Romanos 15:7)

Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros. (Romanos 15:14)

Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo… (I Coríntios 7:5)

Para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros. (I Coríntios 12:25)

Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
(II Cor.13:12; I Coríntios 16:20; Romanos 16:16; I Pedro 5:14)

…servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gálatas 5:13)

Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede, não vos consumais, também, uns aos outros. (Gálatas 5:15)

Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. (Gálatas 5:26)

Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.
(Gálatas 6:2; Romanos 15:1)

Com toda a humildade, e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor. (Efésios 4:2)

Antes, sede uns para com os outros benignos… (Efésios 4:32)

…sede uns para com os outros… misericordiosos… (Efésios 4:32)

perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
(Efésios 4:32)

Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. (Efésios 5:21)

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. (Colossenses 3:9)

Suportando-vos uns aos outros… (Colossenses 3:13)

…e perdoando-vos uns aos outros se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. (Colossenses 3:13)

A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao senhor com graça em vosso coração. (Colossenses 3:16)

O Senhor vos aumente, e faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também o fazemos para convosco. (I Tessalonicenses 3:12)

Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros. (I Tessalonicenses 4:9)

Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. (I Tessalonicensses 4:18)

Por isso, exortai-vos uns aos outros… (I Tessalonicenses 5:11)

… e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. (I Tessalonicenses 5:11)

Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos. (I Tessalonicenses 5:15)

Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros.    (II Tessalonicenses 1:3)

Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. (Hebreus 3:13)

E consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras. (Hebreus 10:24)

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hebreus 10:25)

Irmãos, não faleis mal uns dos outros… (Tiago 4:11)

Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta. (Tiago 5:9)

Confessai as vossas culpas uns aos outros… (Tiago 5:16)

… e orai uns pelos outros para que sareis: a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. (Tiago 5:16)

Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido, amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro. (I Pedro 1:22)

Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados. (I Pedro 4:8)

Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações. (I Pedro 4:9)

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. (I Pedro 4:10)

…e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. (I Pedro 5:5)

Conclusão/Aplicação
         Mandamentos recíprocos deixados pelo nosso Deus e Senhor. Não esqueçamos o Seu repto: Vai e faze da mesma maneira.

Rui Simão
pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia