segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015



 Carnaval – A Festa da Carnalidade

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”.
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."  
Romanos 8:13; 12:1-2

            Nesta altura do ano, o mundo está focado na Festa do Carnaval. É notícia de abertura dos telejornais, das manchetes dos jornais e das capas das revistas.
            O que nos diz a Palavra de Deus sobre o Carnaval e qual deve ser a nossa posição, como igreja de Jesus Cristo e como filhos de Deus, filhos da luz, em relação a esta festa mundana? 

I. A Origem do Carnaval
Há sempre um motivo, uma origem, para qualquer celebração. Temos o exemplo do Natal. Mesmo quem não crê em Deus, celebra o Natal, nem que seja no espírito da festa da família com as prendas, a árvore de Natal, o presépio, os enfeites luminosos. A Páscoa tem a sua origem em Deus, na saída dos judeus do Egipto. Na Páscoa, celebramos a morte redentora de Cristo e a Sua ressurreição. Mas, mesmo quem não crê, celebra a Páscoa, num espírito comercial.

A palavra carnaval vem da expressão latina carne levare, que significa abstenção da carne, o “adeus à carne”.  Este termo começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da “Quarta-feira de cinzas”, dia em que se inicia a exigência da abstenção de carne, ou jejum da “Quaresma” por parte da Igreja Católica Apostólica Romana. A Quaresma é uma tradição católica, um período de quarenta dias antes do domingo de Páscoa e que inicia na quarta-feira de cinzas, depois do carnaval. A “Quarta-feira de Cinzas” e a “Quaresma” são designações e tradições católicas romanas sem base bíblica.

            A real origem do carnaval é um tanto obscura e de alguma controvérsia. Alguns historiadores assentam a sua procedência das festas populares em honra aos deuses pagãos Baco e Saturno. Em Roma, realizavam-se comemorações em homenagem a Baco (deus de origem grega conhecido como Dionísio e responsável pela fertilidade. Era também o deus do vinho alcoólico e da embriaguez).

            Para entendermos um pouco mais, vamos até à sua raiz na antiguidade.       Os povos pagãos antigos homenageavam os seus deuses greco-romanos em grandes festas. Entre elas, existiam as saturnias (para o deus Saturno) e os bacanais (para o deus Baco, na mitologia romana, conhecido também como Dionísio, na mitologia grega). Essas comemorações eram geralmente realizadas em Novembro e Dezembro, e eram regadas com muito vinho alcoólico e com direito a pecaminosas orgias diversas.

            A partir do séc. IV, a ICAR torna-se a religião oficial do Império Romano. Como a Igreja se queria pautar por padrões éticos e morais, não permitia a realização das festas de bacanais e saturnias na Quaresma, que é uma época de reflexão e meditação espiritual. Então, as pessoas passaram a aproveitar os três últimos dias antes do início da Quaresma para fazerem tudo a que achavam ter direito. O carnaval é realizado justamente neste período e remonta às características das festas pagãs.

II. A Festa do Carnaval Hoje
            Depois de vermos a sua origem, o que se faz hoje no Carnaval? Evoluiu para pior.

            Hoje, a essência é a festa mundana da carnalidade humana. Ao lado de desfiles de crianças e de outros aparentemente com temas sem qualquer mal, o que marca o carnaval é a exibição do culto à sensualidade, extravagância, da luzes e das televisões a transmitirem para todo o mundo as fantasias dos corpos quase nus de homens e mulheres, fomentando o prazer carnal e sexual.
                      
            Vemos as bancadas dos sambódromos a abarrotar de multidões a gritarem e a aclamarem, como se fosse um culto explícito ao paganismo. Vemos os governos a fomentarem e a financiarem o carnaval, porque traz turismo e receitas avultadas em dinheiro. Vemos os governos a distribuírem largos milhares de preservativos porque sabem que o carnaval fomenta o sexo ilícito e pecaminoso aos olhos de Deus. 

            Vemos os excessos e o abuso do álcool e, a coberto do carnaval, a vingança que leva ao crime e à violência sobre as pessoas. Durante quatro dias, toda esta movimentação com ritmos atordoantes e alucinantes regados com bebidas alcoólicas e sexo enchem ilusoriamente o coração de seus participantes. Porquê?
                      
            Porque têm a esperança de poderem neste espaço de 4 dias, ceder, sem nenhum temor a Deus, às suas luxurias e desejos, na ignorância de que na quarta-feira, confessando os seus excessos pecaminosos, através da figura das cinzas, serão dos seus pecados perdoados como se Deus tivesse permitido e dado o Seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta celebração.
           
            Mas a Palavra do Senhor é clara: Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós, também, santos, em toda a vossa maneira de viver… Sede santos, porque eu sou santo (I Ped.1-15-16); Não erreis, Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também semeará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna (Gl.6:7-8).
                                                                                                                                                                                                                            
III. Deus, a Igreja, o Crente e o Carnaval
             Uma simples pergunta ajudar-nos-à muitíssimo. O Senhor Jesus, ou qualquer dos Seus apóstolos, ou qualquer dos profetas, assistiria, ou participaria num desfile de Carnaval? Assistiria a desfiles ofensivos da boa moralidade e decência, a desfiles de mulheres despidas e a inflamarem para a carnalidade e o sexo? Não, com toda a certeza. Ora, se Jesus o não faria, nós temos que o imitar porque Ele é o nosso Modelo e superior exemplo.

            Como podemos observar, o carnaval tem a sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Evoluiu para formas ainda mais pagãs e, hoje, trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, pecaminosas, condenadas claramente pela Bíblia.

            Como cristãos verdadeiros, diante do espírito a que o carnaval chama, temos que proclamar que cremos no Deus verdadeiro, o único Deus que salva e santifica, e que pede de nós vidas santas. O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explícita manifestação das obras da carne:              “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: …prostituição, impureza, lascívia, Idolatria…inimizades…bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gál. 5.19-21).

A Palavra de Deus tem as seguintes advertências: 
            "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do espírito é vida e paz.  Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus…    (Rm. 8.5-8)
   
            Um testemunho de um jovem: “No carnaval de 1976, preparava-me, uma vez mais, para celebrar esta festa pagã com os meus primos, quando Deus mudou radicalmente a história da minha vida. A convite do meu irmão, escolhi participar naquele ano num retiro de jovens crentes em Jesus. No meio de vários jovens, Deus restaurou a minha vida naqueles dias. Deu-me uma nova visão da Vida, perdoou os meus pecados. A seguir Deus preparou-me e capacitou-me para um ministério na Sua igreja até aos últimos dias da minha vida. Nestes vinte e oito anos de vida com Deus, não me arrependo um só instante daquele período de carnaval em que tomei a mais sábia decisão de todos os tempos, ou seja, entregar-me sem reservas ao Único e Soberano Deus, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, Jesus Cristo.”
            Como venceu? A resposta está na Palavra de Deus:” Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vende o mundo, a nossa fé”. (I João 5:4)

            Voltar as costas ao Carnaval e escolher Jesus Cristo, é muito melhor: Ele disse: Na verdade. Na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus… Necessário vos é nascer de novo… Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas eram más (Jo.3:3,6,17-19). Queres tu também tomar esta decisão de receber Jesus como teu Salvador pessoal?

            Como cristãos fiéis, temos o dever de esclarecer, a responsabilidade de marcar a nossa posição, não podemos ser omissos, nem concordar, nem participar no Carnaval, pois vai contra os princípios claros da Palavra de Deus. Assim, devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor actividade para a nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." (I Cor.10:31); "Abstende-vos de toda a aparência do mal." (I Tes.5:22).

            Tomemos uma decisão que agrade e glorifique ao Senhor Jesus. Viremos as costas e condenemos o Carnaval, e participemos em actividades que nos tragam vida, alegria, paz, mas no Caminho que conduz à vida eterna: Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo... assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:13-16).  Que obras os homens verão em nós?

                        
Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015



O  homem   que   rejeitou   o   perdão


 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigénito Filho de Deus.
João 3:18
(Este estudo é uma adaptação)
Introdução     
            Imagine ser condenado por um crime, premeditado ou não, do qual se arrependeu profundamente, e receber uma oferta de perdão que o absolve de qualquer penalidade. Aceitaria? Deixem-me contar-lhes um caso verdadeiro sobre um homem que não aceitou.

Propósito: Deus oferece o Seu perdão gratuito e todo o mundo deveria aceitá-lo com alegria e gratidão.

I. O crime cometido, a culpa e a sentença
         Em 1829, dois homens, George Wilson e James Porter, assaltaram o serviço de entrega dos correios dos Estados Unidos.  Ambos foram capturados e julgados por um Tribunal de Justiça. Em Maio de 1830, os dois homens foram considerados culpados de seis acusações e por "colocar em risco a vida do motorista”, e receberam as suas sentenças: morte por enforcamento, a ser executada em 2 de Julho. 

II. O perdão excepcional do Presidente
         Porter foi executado como previsto, mas Wilson não. Amigos influentes apelaram em seu favor e pediram clemência ao Presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson. O Presidente formalizou o perdão, retirando todas as acusações. Wilson teria apenas que cumprir uma pena de 20 anos por outros crimes.

III. A incrível recusa do perdão do Presidente
         Inacreditavelmente, o condenado George Wilson recusou o perdão do Presidente!
         Um relato oficial afirma que Wilson escolheu "abrir mão e declinar de qualquer vantagem ou proteção que pudesse advir do perdão”. Wilson também afirmou que "não tinha nada a declarar, e não desejava de maneira alguma tirar proveito com a finalidade de evitar a sentença”.

         O Supremo Tribunal dos EUA determinou: "A Corte não pode dar ao prisioneiro o benefício do perdão, a menos que ele reivindique esse benefício. É uma concessão que lhe é feita; é sua propriedade; e ele pode aceitá-la ou não, conforme queira.”

         Um dos membros do Tribunal Supremo, John Marshall, escreveu: "O perdão é um acto de graça, que procede do poder a quem foi confiada a execução das leis; mas a entrega não se completa sem a aceitação. Ele pode, portanto, ser rejeitado pela pessoa a quem é oferecido, e não temos poder na Corte para impô-lo.” 

         George Wilson cometeu um crime, foi julgado e considerado culpado. Foi condenado à execução, mas um decreto presidencial garantiu-lhe perdão total. Ao escolher rejeitar o perdão, escolheu morrer.

         Lendo esta história extraordinária, podemos imaginar: "Como pode alguém rejeitar o perdão de uma sentença de morte? Esse homem foi um tolo.”

         Mas, e se as pessoas deste mundo estiverem também a rejeitar o perdão divino?

Se as pessoas rejeitam a bondade d’Aquele único que capacita a passar a eternidade na presença de Deus em lugar de estar eternamente separado d’Ele, no lugar que a Bíblia chama de inferno? 

IV. O delito cometido aos olhos de Deus, a culpa e a sentença
         Aqueles dois homens transgrediram as leis da nação americana e foram considerados culpados. A Bíblia ensina que todos somos pecadores, pessoas que quebramos as leis de Deus. Romanos 3.23, declara:" Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” E também:" Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.” (I João 1.8). 

         E quanto à penalização pelo pecado, quais são suas consequências? Está escrito: "Porque o salário do pecado é a morte…” (Romanos 6.23).

         O Antigo Testamento confirma: "A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4). 

         Esta não é uma boa notícia para nós, mas Deus providenciou perdão e tornou-o disponível a todos nós. 

 V. O perdão excepcional do Senhor Deus
         Em II Pedro 3.9 lemos: O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para connosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” 

         E em I João 1.9 e Actos 3:19, o Senhor Deus explica que é preciso que aceitemos esse perdão: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” 
         Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

         Deus concede o Seu perdão total, gratuito, imerecido, porque o Seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, veio ao mundo, encarnou e morreu crucificado em lugar do culpado e condenado pecador. 

     A Bíblia diz que Jesus Cristo é o Salvador do mundo e que por Ele, unicamente por Ele, há esperança de salvação, de perdão dos pecados e das ofensas às leis e mandamentos de Deus: "E vimos e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo." (I João 4:14). Infelizmente, o mundo rejeita este Salvador amoroso e maravilhoso. Jesus Cristo é a pedra fundamental da salvação e do perdão divino. Mas tem que ser aceite e não rejeitado: "Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Actos 4:11-12)

            Conclusão
         Naquela altura, o mundo achou que estava louco aquele homem condenado à morte e que obteve o perdão total e imerecido do Presidente dos Estados Unidos da América e o rejeitou. Como era possível rejeitar a oferta da vida? Como era possível não aproveitar uma oportunidade única?

         E que diremos nós hoje das pessoas a quem falamos do perdão de Deus, um perdão total, gratuito, imerecido, e o rejeitam? É uma grande loucura e ingratidão rejeitar a oferta de escapar à condenação eterna no inferno e obter a vida eterna no céu. 

       A advertência de Deus é:Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus. (Hebreus 12:25) .

         A grande questão é: Vão receber ou rejeitar o perdão de Deus? Cada pessoa, individualmente, deve fazer esta importantíssima escolha: "Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus”  (João 3.18).  

         Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso. Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. (Hebreus 3:7-13)

         Para quem aceita o perdão, temos esta promessa:
         E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas… E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. (Apoc.21:3-4; 22:17).

Rui Simão
Pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia
Adaptado de Ken Korkow.




     

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014





O Nascimento do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo


(João 1:1, 14; Filipenses 2:5.11; Colossenses 1:15; 2:9; I Timóteo 3:16; I João 1:1; Lucas 2:11: 19:10; Hebreus 2:17; Lucas 23:33, 46; Marcos 16:6; Actos 1:9; Hebreus 1:3; João 14:3)



"CELEBRAI COM JÚBILO A DEUS..." 
(Salmo 66:1).

 Não interessa se foi em Dezembro, Setembro, Fevereiro ou Maio. Não podemos deixar de louvar a Deus pelo Seu grande amor e compaixão para com a humanidade perdida: "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas...", "...enviou seu Filho para Salvador do mundo." (Efésios 2:4 e I João 4:14).

Que estranho! Porque o mundo festeja um Natal pagão, trava o crente em Jesus Cristo de louvar a Deus porque Ele, há cerca de 2000 anos atrás, veio ao mundo na Pessoa do Filho, Jesus? Podemos agradecer a Deus este amor em qualquer altura do ano e, se for hoje mesmo, Ele que conhece os corações, rejeita-o? Não perca o crente esta oportunidade de lançar a verdadeira luz a um mundo que anda em trevas sobre o que de facto é o Natal. 

Se o Natal veio do paganismo, deixem os pagãos com o seu paganismo. Como crente, não quero saber do espírito deste "Natal Natal", da árvore, de luzes, de pai natal, de presentes, de presépios, etc. no valor que o mundo lhe proporciona. Só me interessa testemunhar de grande milagre de Jesus Cristo encarnado. Só me alegra o nascimento do meu Salvador, quer tenha sido em Janeiro, Março, Agosto ou em Novembro.

Que estranho! A vinda do Messias foi profetizada por milhares de anos, desde o Éden, Abraão, Moisés, tantos profetas do Senhor. A Sua vinda foi esperada, ansiada, muitos quiseram viver no tempo do Cristo. Foi anunciada por anjos do Senhor a Maria e a José. E na noite em que Ele de facto nasceu, Deus mandou grande celebração à terra por "uma multidão de anjos celestiais", "a glória do Senhor os cercou (aos pastores) de resplandor" (Lucas 2:8-15).


Nem poderemos sequer imaginar este espectáculo divino. Deus enviou, de longe, magos ao encontro do Seu Filho nascido: "viemos a adorá-lo" (Mateus 2:2). 

Que estranho, se perante profecias e anúncios milenares nas Escrituras, perante tamanha glória e celebração celestial no Seu nascimento há 2000 anos, o crente hoje não pode dar um louvor a Deus porque Jesus nasceu no nosso mundo! 

Deus rejeita a sinceridade de um culto de louvor a acções de graças pelo cumprimento da promessa do nascimento do Messias que veio resgatar o perdido? Um agradecimento sincero e humilde? Ser luz e sal é combater o paganismo e cegueira comercial destes natais com o esclarecimento da verdade para que, como Paulo fazia, "...Cristo seja anunciado de toda a maneira..." (Fil.1:18); "...para por todos os meios chegar a salvar alguns." (I Cor.9:22)

O erro do mundo não deve impedir o crente de mostrar a verdade.

Isaías escreveu: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado estará sobre os seus ombros; e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6).

Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

domingo, 2 de novembro de 2014





Obras literárias de referência  

                                                                                          
A minha lista de livros que estão sempre no TOP mundial

A Lista Definitiva dos Livros que Toda a Pessoa e todo o Cristão Deveria Ler


"Inspirado pelas listas do tipo “20  [ou 25 ou 30] livros que toda a pessoa deveria ler, resolvi entrar nessa e fazer uma lista definitiva. Muitos dos livros indicados neste tipo de listas são boas indicações. Alguns, nem tanto.

Mas posso dizer, com toda certeza, que as minhas indicações abaixo são, sem dúvida, os melhores livros escritos para toda e qualquer pessoa e são indispensáveis para qualquer cristão. 
São 66 livros e estão compilados num só volume - A Bíblia Sagrada ou  a Palavra de Deus. Foram escritos por dezenas de escritores, ao longo de cerca de 15 séculos, mas o Autor é Único - Deus.
Aqui tem História, romance, poesia, provérbios, profecia, ciência, etc. Cada um destes livros foi escrito com um objectivo. Por vezes, muitas pessoas não leram qualquer um destes livros por preconceito. Mas se aceitar o desafio e ler algum deles, certamente ficará surpreendido pela positiva. Por exemplo, compare as teorias do "Big-Bang" e do evolucionismo para a existência da vida e do Universo com os primeiros capítulos do livro de Génesis. 

Eis a lista de livros:
  1. Génesis
  2. Êxodo
  3. Levítico
  4. Números
  5. Deuteronómio
  6. Josué
  7. Juízes
  8. Rute
  9. 1 Samuel
  10. 2 Samuel
  11. 1 Reis
  12. 2 Reis
  13. 1 Crónicas
  14. 2 Crónicas
  15. Esdras
  16. Neemias
  17. Ester
  18. Jó
  19. Salmos
  20. Provérbios
  21. Eclesiastes
  22. Cântico dos Cânticos
  23. Isaías
  24. Jeremias
  25. Lamentações de Jeremias
  26. Ezequiel
  27. Daniel
  28. Oseias
  29. Joel
  30. Amós
  31. Obadias
  32. Jonas
  33. Miqueias
  34. Naum
  35. Habacuque
  36. Sofonias
  37. Ageu
  38. Zacarias
  39. Malaquias
  40. Mateus
  41. Marcos
  42. Lucas
  43. João
  44. Actos dos Apóstolos
  45. Romanos
  46. 1 Coríntios
  47. 2 Coríntios
  48. Gálatas
  49. Efésios
  50. Filipenses
  51. Colossenses
  52. 1 Tessalonicenses
  53. 2 Tessalonicenses
  54. 1 Timóteo
  55. 2 Timóteo
  56. Tito
  57. Filemom
  58. Hebreus
  59. Tiago
  60. 1 Pedro
  61. 2 Pedro
  62. 1 João
  63. 2 João
  64. 3 João
  65.  Judas
  66. Apocalipse

Agora, pode parecer banalidade escrever uma lista como esta, mas faço-o por dois motivos:
1) Sei, por experiência, que muitos—se não a maioria—dos cristãos, nunca leu todos estes livros. E muitos que leram, leram rapidamente, uma única vez, para dizer que leram.

2) Sei, pela Palavra, que somente estes livros vem com essa garantia: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”. —2 Timóteo 3:16-17

Agora, existem milhares de bons livros para o cristão ler além destes que estão na Bíblia. Acho, porém, que devemos começar por estes."

Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia
(Adaptador de Pastor Kiko do Blog da Igreja Baptista do Barlavento, Lagos)


domingo, 5 de outubro de 2014


                                                                    E sabemos...

As Cinco Afirmações de Certeza, Conhecimento e Confiança
                                                              I João 5:13, 15, 18, 19 e 20 
              
Introdução      
            A Bíblia diz que o nosso Deus é um Deus de certezas. Um grande exemplo desta verdade está no cap. 5 de I de João. A partir do 13.º versículo temos o Epílogo, ou seja, a Conclusão, as afirmações e exortações finais desta epístola, que asseveram o propósito central porque foi escrita: A certeza, a confiança que temos em Jesus Cristo, na Sua verdadeira Pessoa e obra, e o combate aos gnósticos que assaltavam a igreja com falsidades.

Propósito: Como filhos de Deus, não deixemos de confiar no Senhor, com a certeza da Sua Palavra que nos encoraja e nos anima em todas as áreas da nossa fé e vida.

A Conclusão desta carta envolve cinco retumbantes declarações de Certeza, Conhecimento e Confiança que possuem os crentes autênticos e que caracteriza a epístola inteira. João também já o tinha enunciado no seu Evangelho: Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (20:31)

I. A Certeza da Vida Eterna – v.13
 Estas coisas vos escrevi…para que saibais que tendes a vida eterna... Que grande declaração de certeza! Esta carta apresenta-nos a Pessoa de Jesus e leva-nos a reconhecê-Lo como o Filho de Deus.

             Conhecendo a verdadeira Pessoa, a verdadeira natureza e a verdadeira missão remidora de Jesus Cristo, o pecador que for a Ele com fé, arrependido do seu pecado, confiando no nome do Filho de Deus, tem a certeza da vida eterna.
           
Não pode ser ignorado aqui o divino convite a toda e qualquer pessoa deste mundo: Estas coisas vos escrevi…para que creiais no nome do Filho de Deus.

E a esse que aceitar este convite, toda a pessoa que confiar a sua alma aos cuidados remidores de Jesus Cristo, torna-se um filho de Deus, nasce de novo e tem a certeza de vida eterna: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus. (v.1); Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome. (João 1:12)

            Mas não é uma crença qualquer, porque há milhões de pessoas que acreditam em Jesus. Não! É crer que Jesus é o Cristo, como os samaritanos em João 4:42: …sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.
            Ou seja, Jesus é o Messias prometido desde a antiguidade, o Verbo que se fez carne, Deus feito homem que veio ao mundo fazer expiação pelos nossos pecados pelo Seu sacrifício de morte na cruz: E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados… (3:5).
            Crer que Ele veio para me salvar da minha culpa e castigo do meu pecado, para me substituir a fim de eu poder ser justificado perante Deus. Esta fé dá a certeza da vida eterna que o crente nunca perderá.

II. A Certeza de que Deus nos ouve e nos atende – v.15 – Aqui temos duas certezas
 E se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizermos.  1. Ouve - Aqui está em foco a confiança (v.14) e a certeza de que Deus está atento, Ele nos ouve em tudo, ouve as nossas petições. Esta certeza está aqui bem firme e alicerçada. O nosso Pai ouve e pode dar-nos tudo.
Mas isto não significa que podemos pedir-Lhe qualquer coisa que quisermos e ela ser-nos-á dada. Há uma condição: …se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (v.14).

Deus é propício às nossas orações. Não duvidemos. Esperemos e confiemos. O que está envolvido nesta promessa é que temos que ser sábios e pedir, não apenas o que nos é proveitoso e necessário, mas que contribua para a glória de Deus. Peçamos o que tem a ver com o progresso do evangelho, com a salvação das almas, com a plenitude do Espírito Santo nas nossas vidas.

2. Alcançamos as petições - Deus incentiva-nos activamente a orar: se pedirmos. Pensamos que Deus é tão grande e nós tão pequeninos que não nos atrevemos a orar. Mas quando estamos conscientes das nossas necessidades e da Pessoa do nosso Pai celestial, podemos orar com confiança e com esta certeza: sabemos que nos ouve...sabemos que alcançamos as petições.

III. A Certeza de que o crente verdadeiro vive uma vida de santidade – v.18
 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca... É apresentado aqui o filho de Deus que, pela sua fé em Jesus, é uma pessoa que verdadeiramente nasceu de novo: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (II Cor.5:17). O crente não é uma pessoa perfeita. O v.16 fala de podermos ver pecado num nosso irmão.
           
Mas, o crente tem o poder do Espírito Santo que vive nele e que lhe confere vitória sobre o pecado, para que ele não viva vida pecaminosa. Foi-lhe conferida a natureza santa de Deus: Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. (I Pe.1:14-16).

            O crente é conhecido pela sua vida. Pelos seus frutos os conhecereis, disse Jesus. (Mt.7:16).

            I João 3:6-9 é muito claro. Não há dúvidas. Sabemos quem é o crente, ele não vive pecando.

IV. A Certeza de que pertencemos a Deus – v.19
 Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno. Esta é outra grande afirmação. Em 3:10, Deus revela dois tipos de filiação: os filhos de Deus e os filhos do diabo.

 1. Somos de Deus - Os crentes são filhos de Deus, carinhosamente intitulados em I João 4:4 de filhinhos: Filhinhos, sois de Deus… Sentimos segurança e certeza na nossa salvação porque um filho de Deus será sempre Seu filho: …somos de Deus.

       Aos Gálatas 4:6-7, lemos: E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai…e se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.

            Jesus Cristo veio, encarnou, e fez a propiciação dos nossos pecados na cruz. Por isso, o pecador arrependido do seu pecado confia em Jesus e torna-se filho de Deus, pertença d’Ele, saiu do mundo, separou-se deste mundo perdido. e condenado ao inferno se não aceitar o amoroso convite do Salvador.

2. Pelo contrário, os filhos do diabo são aqui designados por todo o mundo não arrependido aos pés de Cristo. Por isso, está no maligno, está perdido, pertence a Satanás, ao maligno.
           
            Mas, o Deus de amor dá esta certeza ao crente: Sabemos que somos de Deus. 

V. A Certeza de que o Filho de Deus encarnou – v.20
 E sabemos que já o Filho de Deus é vindo… Ao encerrar a sua epístola, o apóstolo João também dá um duro golpe nas falsas doutrinas dos “gnósticos” que assaltavam a igreja naquele tempo. Esses falsos profetas perturbavam a igreja com as seguintes falsidades sobre Jesus:
1. Acerca da Pessoa de Jesus, Ele era um “aeon”, um “espírito”, uma emanação angelical de Deus disfarçado de homem. A sua natureza humana não era real; 2. O homem Jesus de Nazaré era real. Mas um espírito apossou-se dele quando foi baptizado e abandonou-o quando foi crucificado. Ou seja, negavam a encarnação do Filho de Deus e, ao fazê-lo, negavam o valor da Sua morte e da expiação divina.

Por isso, nesta carta, o apóstolo João chama de mentirosos e anticristos a estes falsos profetas que negam a Pessoa de Jesus, Sua encarnação e Sua obra: I João 2:22; 4:1-6

Mas, sabemos, Deus dá-nos esta garantia e certeza que, de facto, o Filho de Deus é vindo encarnou e veio a este mundo. Isto é verdade. E, mais do que isso, é que esse Jesus, não apenas é o Filho, como é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Portanto, Deus, o verdadeiro Deus, fez-se homem, viveu entre nós na Pessoa do Filho.

Conclusão
No final da sua primeira carta, o apóstolo João recebe de Deus verdades que concedem ao crente verdadeiro estas certezas inabaláveis de conhecimento e confiança: “sabemos”:
I. A Certeza da Vida Eterna que o crente nunca perderá – v.13
 …para que saibais que tendes a vida eterna...

II. A Certeza de que Deus ouve as nossas orações e atende-nos – v.15
 E se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizermos.

III. A Certeza de que o crente verdadeiro é santo em toda a sua maneira de viver – v.18
 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca...

IV. A Certeza de que o crente pertence a Deus, é filho do Pai celestial – v.19
 Sabemos que somos de Deus…

V. A Certeza de que o Filho de Deus encarnou e viveu entre nós para poder ser o Salvador do mundo – v.20
 E sabemos que já o Filho de Deus é vindo…

Mensagem da Série: 8 – Despertar com Exortação o vosso Ânimo Sincero (II Pedro 3:1)
                                     
                                     Rui Simão
                                     Pastor na igreja Evangélica Baptista em Moreira da Maia