sábado, 2 de maio de 2015



Dia das Mães

"Eis aí tua mãe."
                                                                        João 19:25-27
(no final, a história do Dia das Mães)
Introdução       
           A cruz do Calvário é o lugar onde podemos descarregar todas as nossas ansiedades e preocupações, todos os pecados, todas as aflições. A cruz é a maior prova do amor e do cuidado de Deus por nós, pois ali temos ajuda. Justamente na cruz, o Senhor Jesus nos mostra o quanto está preocupado connosco também a nível familiar com o exemplo que deixou em relação à Sua própria mãe terrena, Maria.
                 
Propósito: Todas as pessoas estão debaixo dos cuidados e do amor de Jesus, em especial as mães.

I. O amor para com as nossas mães em todas as situações
            Estamos no dia da crucificação de Jesus. Até mesmo no meio do Seu próprio sofrimento, quando estava pendurado na cruz, em sacrifício vivo, vicário, em grande sofrimento e dor por causa do pecado do homem, o Senhor Jesus preocupou-Se com a Sua mãe e com um dos Seus discípulos. Que maravilhoso exemplo do amor e do cuidado de Deus!

                Não sabemos a idade de Maria por esta época. Provavelmente já estaria sem marido, devia ter, pelo menos, uns 50 anos, numa época em que as mulheres tinham uma baixa expectativa de vida. Não havia qualquer sistema de previdência, senão o cuidado no interior da família. E mesmo aí, como nos dias de hoje, nem tudo corria bem.
                    Maria testemunhou a crucificação do pé da cruz. Poderemos imaginar como ela se deve ter sentido? 
Jesus está na cruz, tendo o peso dos pecados do mundo inteiro nos Seus ombros, mas Ele ainda olha para baixo para Se certificar da protecção e amparo para a Sua mãe depois de partir.
                    
                    Como Deus, Jesus está a lidar com questões eternas, mas como um Homem, Ele está a mostrar a todos nós como é importante hoje cuidar e amar as nossas mães!
 
                Naquela hora difícil para Maria, vendo Jesus crucificado, os Evangelhos não registam as presenças dos seus outros filhos, Tiago, José, Simão e Judas, nem das filhas. Por isso, Jesus não lhes pôde entregar a mãe aos seus cuidados. 
                Com as Suas últimas forças humanas, Jesus teve que lançar mão de um discípulo, cuja identidade não conhecemos, embora a tradição aponte para João, autor do Quarto Evangelho.
Mesmo na maior agonia, Jesus agiu como um filho que amava (e amava mesmo) a Sua mãe. Jesus preocupou-Se, embora estivesse numa situação em que Ele é que deveria ser alvo de preocupação.
                E aqui também Jesus nos ensina: os filhos devem cuidar dos seus pais, especialmente das mães, geralmente mais dependentes economicamente do que os pais.
                Aqui, Jesus também nos ensina que a honra aos pais (e mães) é prática tão necessária, que há uma promessa para este mandamento.
                Pais e esposos, filhos, digam às mães: “Muito obrigado” Digam quão gratos estão por tudo o que elas fazem em casa pela família. Dizer hoje e fazê-lo com mais regularidade. Agradeçam a Deus pela vida da vossa mãe! (Provérbios 31:10,28-30).
                Por isso, como Jesus amou a Sua mãe terrena, a mãe que foi escolhida para nascer neste mundo, também devemos amar as nossas mães, seguindo o exemplo de Jesus.
II. Algumas maneiras de amarmos as nossas mães
1. Ama-a verbalmente. 
                    Diz-lhe sinceramente, e do fundo do teu coração, as palavras: "Mãe, eu amo-te! "
 
2. Ama-a com os seus beijos, abraços e sorrisos (fisicamente)
                    Quando foi a última vez que lhe deste um grande abraço sem ela o ter pedido? Ou um beijo carinhoso, ou uma massagem no pescoço, ou apenas te sentaste no sofá e a escutaste com toda a atenção só para ela? 
                    A tua mãe terá sido a primeira pessoa que te tocou quando nasceste. Ela carregou-te no seu ventre por muitos meses. Ela cuidou de ti quando eras um bebé indefeso, pequenino, deu-te de mamar. Ela era tudo para ti e em amor. Eras o seu diamante.
 
3. Ama-a pacientemente
                    As mães têm um trabalho incrível e sem nenhum salário. Nenhuma posição no mundo dos negócios se compara ao compromisso físico, emocional e espiritual que a mãe tem para com os seus filhos. Por isso, à medida que as mães envelhecem, merecem mais respeito e paciência.
 
4. Ama-a com toda a atenção
                     As mães escutam enquanto os seus filhos derramam as suas preocupações e lhes abrem os seus corações no que respeita à vida. E isto quando os filhos são pequenos e mesmo quando já adultos. Ela procurará estar sempre ao teu lado. Por isso, filho, é a tua vez de a amar com toda a atenção do mundo. 
 
5. Ama-a com a tua gratidão
                    Pensa em quanto deves à tua mãe? O que serias sem ela? Pensa no amor que te concedeu dia a dia. Então, retribui com o teu amor grato: “Obrigado, mãe!”


6. Ama-a generosamente
                     Não há nada bom demais para ela que pudesse reembolsá-la por tudo o que ela foi como mãe. Ela não foi mãe para receber um pagamento. Mas merece o nosso generoso amor de filhos. Quantos sacrifícios fez a nossa mãe por nós? Muitos nem são do nosso conhecimento. Muitos já nem ela se lembra. As mães dariam as suas vidas pelos seus filhos. Elas desistiram de oportunidades para elas a fim de as darem aos seus filhos. Por isso, os filhos também as devem amar com toda a generosidade. 


7. Ama-a com honra
                     Êxodo 20: 12 manda: Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.
                    Este é um mandamento precioso que deve estar sempre nas nossas mentes e corações para o fazermos. Sempre e enquanto as nossas mães viverem. Deus honra os nossos pais e mães e ordena que o façamos, que os honremos.


            Conclusão
                    Senhor, ajuda-nos a nunca estarmos ocupados demais para com as nossas mães que estão entre nós. Recordemos com carinho e gratidão as mães que já partiram deste mundo.
 
                    Sem qualquer dúvida que o Senhor Jesus Cristo é o nosso Supremo exemplo em todas as coisas e áreas da nossa vida. E Ele foi esse exemplo até ao fim da Sua vida terrena: "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé..." (Hebreus 12:2).
                     Se o Senhor Jesus teve tempo e grande esforço para a Sua mãe quando já estava cravado na cruz, quase a morrer, que o Senhor nos ajude a amarmos também a nossa mãe enquanto ela estiver aqui na nossa vida.
 
       Rui Simão
Pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia
A HISTÓRIA DO DIA DAS MÃES

Durante o séc. XVII, 40 dias antes da Páscoa, a Inglaterra celebrava o Domingo da Mãe, pretendendo homenagear todas as mães inglesas. Nesse Domingo, os servos que trabalhavam longe de casa eram encorajados a regressar a casa e a passarem esse dia com a sua mãe.
           
Mas, a razão e a idealizadora da criação de um Dia da Mãe partiu de uma crente chamada Anna Jarvis que, em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção da sua igreja para um dia especialmente dedicado a todas as mães.

Três anos depois, em 12 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia das Mães, tendo sido usados cravos encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas.

Ao longo dos anos que viveu, Anna Jarvis enviou mais de 10.000 cravos para a sua igreja, simbolizando a pureza, a força e a resistência das mães. Segundo ela, o objectivo deste dia é termos um pensamento mais activo sobre as nossas mães, através de palavras, presentes, actos de afecto e, de todas as maneiras possíveis, proporcionar-lhes prazer e felicidade ao seu coração.

            Face à aceitação geral, a Sra Jarvis e seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes e a políticos com o intuito de estabelecer oficialmente este dia.

            Em 8 de Maio de 1914, foi aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos da América o segundo domingo de Maio como o Dia das Mães. No âmbito desta resolução, o Presidente dos Estados Unidos, Thomas Woodrow Wilson, proclamou que no Dia das Mães os edifícios públicos devem ser decorados com bandeiras.

 Assim, em 9 de Maio de 1914, foi celebrado pela primeira vez o Dia das Mães, no segundo domingo de Maio.

Em Portugal, este dia foi primeiramente celebrado a 8 de Dezembro, passando depois para o 1.º Domingo de Maio em homenagem a Maria, Mãe de Cristo, não tendo nada a ver com a verdadeira e original razão da existência deste dia

Contudo, nós, cristãos evangélicos e baptistas, celebramo-lo como ele foi originalmente intencionado, não a Maria nem no 1º domingo de Maio, mas no 2.º Domingo de Maio, e em honra das nossas queridas mães – o Dia das Mães.

sexta-feira, 3 de abril de 2015


A Ressurreição de Jesus Cristo



Mateus 28:1-8
Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. (v.6)

Introdução - A Notícia da Ressurreição  
         As mulheres, Maria Madalena e a outra Maria, foram ao sepulcro bem cedo na madrugada de Domingo. Porquê? Esperavam encontrar lá sepultado o corpo de seu  Mestre e Senhor. Queriam tratar dele, ungi-lo como era costume. As suas intenções eram boas, mas o seu desejo não lhes foi concedido. Porquê? Era contrário aos desígnios de Deus. Inclusive, não estava em conformidade com o que Cristo tinha predito e declarado antes: …já ressuscitou, como havia dito..., esclareceu o anjo.

         Isto ensina-nos que, como crentes, por vezes abrigamos desejos e esforçamo-nos por coisas, e oramos intensamente por assuntos que jamais alcançaremos, ou por nossa ignorância, ou nosso esquecimento, ou nossa falta de atenção à Palavra de Deus. Não alcançamos aquilo que é contrário à vontade e aos planos de Deus.
        
         Foi o caso da ida matinal das mulheres ao sepulcro em busca do corpo morto de Jesus Cristo. Deus tinha trocado a tristeza de um cadáver pela alegria de um corpo ressuscitado.
                
         “Ele não está aqui” pode ser uma notícia muito triste de se ouvir. Porém, de seguida, o anjo proclama logo uma notícia muito alegre: …já ressuscitou….

         As Marias já não podiam ver o Cristo sepultado e morto. Igualmente, o mundo não pode ver o Cristo morto. Elas não podiam ungir o Cristo que morreu. Mas vão poder ver o Cristo que vive, que ressuscitou. E poderão prostrar-se aos Seus pés e adorá-Lo.
         
       O mundo, as igrejas, pode e deve, hoje, prostrar-se e adorar o Cristo ressuscitado dentre os mortos. Podemos ouvir as jubilosas palavras: Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos.” (v.7). Lembremo-nos desta preciosa lição.

         O texto contém pelo menos três lições centrais. Uma certeza; um Convite e um Mandamento.

I. Uma Certeza – “Ele não está aqui, porque já ressuscitou…”  
         Jesus Cristo realmente RESSUSCITOU DE ENTRE OS MORTOS. 
     
     Há tanta evidência da ressurreição de Cristo como de qualquer outro feito comprovado da história. Provavelmente, não haverá nenhum outro evento da história que esteja tão plenamente demonstrado e corroborado como o facto de que Jesus de Nazaré, que foi cravado na cruz, que morreu, e foi sepultado, ressuscitou verdadeiramente.
              
         Tal como cremos nas histórias de Julio César, Alexandre, Vasco da Gama, Colombo, e de outros feitos da História Mundial, baseados em documentos históricos, estamos obrigados a aceitar o testemunho de, pelo menos, quatro livros universais: Mateus, Marcos, Lucas e João. Para sermos honestos, temos que aceitar os testemunhos daquelas pessoas que foram testemunhas oculares de Sua morte, e que O viram depois que ressuscitou dos mortos.
        
         1. Jesus morreu e foi sepultado - Que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos é uma realidade de facto. Ele permaneceu morto e sepultado para que a Sua morte fosse corroborada, tanto pelos amigos como pelos inimigos.
        
          Não há dúvida que Jesus era um cadáver que tinha que ser depositado no túmulo escavado numa rocha. Podiam tocar aquele corpo frio. Era o mesmo Cristo que antes tinham conhecido em vida. Exactamente o mesmo, mas morto. Podia ver-se o seu rosto desfigurado e aflito pela agonizante morte. E também ver-se os sinais dos cravos, as marcas do ferro que furou as Suas amorosas mãos. Também observar os Seus pés perfurados e o rasgão da lança do soldado romano que fez sair água e sangue do Seu corpo morto. É Ele, o mesmo Cristo! 

        2. O Corpo morto de Jesus ressuscitou - Não foi uma ressurreição espiritual. E foram estes mesmos membros frios, feridos e inertes, que ganharam vida gloriosa pela ressurreição. Foi com este corpo ressurrecto que Jesus Se apresentou aos Seus discípulos, e comeu com eles na praia. Foi este mesmo corpo que Jesus mostrou a todos e foi com os Seus lábios que disse ao incrédulo Tomé:  Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. (Jo.20:27). Não era um fantasma nem um espectro, como Ele disse: “Um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.

         Jesus era um homem real, tão real depois da ressurreição como o tinha sido antes. E Ele é um homem real e Deus hoje na glória celestial, tal como O foi quando estava aqui embaixo na terra.
              
         A ressurreição é um facto tão literal como qualquer outro feito registado na história. Cremos nela: Não está aqui, pois já ressuscitou. E esta verdade alegra-nos muito e consola-nos. Agora, ressuscitado, é o nosso Advogado e Intercessor junto do Pai e está a preparar-nos um lugar no Céu. 

       De qualquer forma, pela fé cremos nessa ressurreição, mesmo que não tivéssemos hoje tantas evidências. Pois, a vida do crente é uma vida de fé.   



II. Um Convite – “Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”
         Jesus de facto esteve morto no túmulo. Foi o lugar onde o Senhor jazia. Jesus esteve sepultado e morto por 3 dias. Aquele que criou os céus e a terra, Aquele que tem a imortalidade, o Deus eterno, o Filho Unigénito do Pai foi entregue à morte e foi sepultado como um qualquer mortal. Ele esteve realmente morto no sepulcro.

          Por quer deveríamos ir e ver o lugar onde Jesus jazia? Bem, primeiro, a Bíblia não nos manda ir visitar o sepulcro de Cristo. O N.T. nunca mostra os discípulos, as igrejas a viajarem para visitar o sepulcro, ou o berço, de Cristo. Isso não se deve fazer. É uma visita em termos espirituais. Quer dizer, devemos meditar nos acontecimentos daquela madrugada de há 2000 anos e reflectir nas suas verdades e lições.
              
         Devemos “ir e ver” o sepulcro de Cristo por dois motivos principais:

 1.º - Para que vejamos que fomos nós os causadores da Sua morte. Foi o nosso pecado que levou o Salvador a jazer no sepulcro.  Eu, pecador e transgressor das santas leis do Senhor Deus, eu fui o causador da Sua morte. O meu pecado, o pecado de cada pessoa deste mundo, separa-me do Deus Santo, mas Jesus veio ao mundo e morreu e foi sepultado em meu lugar para que eu, crendo n’Ele, arrependido do meu pecado, amando-O, possa ter a vida eterna. Jesus morreu e jazeu no sepulcro para salvar o imundo pecador, a ti e a mim.

          Jesus esteve morto pela culpa dos nossos pecados. Fazemos bem em ver, espiritualmente, o sepulcro, pois foi causado, não pelos crimes ou pecados de Jesus, pois ele é Santo, mas pelo meu pecado. Fazemos bem em ir e ver para que nos arrependamos e nunca mais vivamos para o pecado.

         Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Vamos e vejamos onde colocaram Jesus para ressuscitar ao terceiro dia, para que celebrarmos o triunfo sobre a morte. Cristo despedaçou as portas do inferno e ressuscitou.” Agora, hoje, cantemos-Lhe e demos-Lhe toda a glória.

2.º - Para vermos que o túmulo de Cristo está vazio. Jesus ressuscitou. Ele não está mais pendurado numa cruz, nem está mais sepultado. Jesus está vivo, sentado à direita do Pai, reinando como Rei e Senhor.

III. Um Mandamento – “Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou de entre os mortos” (v.7)
         Por fim, a ressurreição de Cristo é para ser anunciada, não é para ficar escondida. A mensagem do Evangelho tem poder, salva e dá nova vida às pessoas, dá esperança da glória eterna e dá a certeza de que os crentes também ressuscitarão, porque Jesus ressuscitou dos mortos.


         A igreja, os crentes, têm que continuar hoje, não apenas a crer, mas a testemunhar ao mundo que Jesus Cristo ressuscitou. A morte já foi vencida. E devemos fazê-lo imediatamente.

     Crer e confiar na ressurreição de Jesus Cristo é um privilégio. Dar testemunho aos outros desta verdade e do seu impacto na vida de cada um é outro privilégio precioso. Quando o fazemos, estamos a ser aquilo que o Senhor Jesus Cristo nos pediu: Vós sois o sal da terra...vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. (Mateus 5:13-14). Não se pode esconder a ressurreição de Jesus Cristo.

Rui Simão
pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

terça-feira, 3 de março de 2015

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A  ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM

Mat.21:1-13; Mar.11:1-11, 15-17; Luc.19:28-44; João 12:12-19

   INT.: Nos nossos dias viaja-se muito, das mais diversas maneiras, pelos mais diversos motivos e para os mais variados lugares: viajamos por férias, doença, negócios, estudos, missões, estudos, etc.
    A Bíblia regista viagens muito importantes, todas elas com significados espirituais relevantes: Abraão, o pai da fé, desde Ur até Canaã; José, de Canaã até ao Egipto; Israel, desde o Egipto até Canaã; José e Maria, até Belém. 
         Mas, a mais importante viagem que já houve na história da Humanidade foi a viagem de Jesus para a cidade de Jerusalém. Ele viajou até ali para tratar da salvação do mundo. Este foi o principal objectivo da Sua vinda ao mundo e da sua viagem a Jerusalém: Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo… para que o mundo fosse salvo por ele (Jo.3:17). Podemos comprovar isto em todos os quatro evangelhos.
      E foi para concretizar este objectivo que Jesus viajou para Jerusalém.
        
E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém (Luc.9:51).
O texto de hoje fala-nos do dia em que Jesus Cristo entrou triunfante em Jerusalém.

1. O ETERNO AMOR DE JESUS LEVOU-O A JERUSALÉM
Completando-se os dias…, aproximava-se a hora, chegara o dia decisivo escolhido pelo Senhor Deus. Tudo o que acontece está sob o omnisciente e soberano controlo divino. Deus tinha a Sua hora no tempo da salvação, essa hora tinha chegado e o Filho Unigénito de Deus ia cumprir o plano de Seu Pai.

Muitos crentes, líderes ou não, recebem uma chamada de Deus, mas não a cumprem. O profeta Jonas recebeu uma ordem de Deus e fugiu, desobedecendo.


Mas, diz o texto que Jesus…manifestou o firme propósito de ir… Jesus aceitou voluntária e decididamente a decisão de ir. O Pai sempre esteve a conduzir todas as coisas. Jesus sabia da crueldade que o aguardava, das multidões, primeiro a aclamá-Lo e, depois, a odiá-Lo, sabia da cruz, mas foi.

O eterno amor de Jesus levou-O a Jerusalém, pois Ele mesmo disse: Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mar.10:45). Movia-O o amor, porque …o amor é sofredor, não busca os seus interesses, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha… (I Cor.13).

No relato paralelo de Lucas 19:41-42, lemos que Jesus quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela… 


E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, Dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.
Que espírito gentil e manso tinha Jesus. Nunca lemos que Ele riu, mas encontramo-Lo algumas vezes a chorar. E porque motivos chorou Jesus? Porque,
1.   Jerusalém não conheceu o tempo da visita do Salvador;
2.   Jerusalém não aproveitou a oportunidade daquele dia;
3.   Jerusalém fechou os olhos Àquele que lhe poderia dar a paz eterna;
4.   Jerusalém, por isso, não poderia escapar do julgamento de Deus.

Também hoje, no Seu amor, Deus visita-nos na proclamação do Seu
Evangelho, no testemunho da Palavra da salvação. Não sejamos como Jerusalém, não reconhecendo o tempo de Deus, a oportunidade deste dia. Não fechemos os olhos e os ouvidos Àquele que nos pode dar a paz eterna.

1.   O GRANDIOSO PODER DE JESUS TRIUNFA NA ENTRADA EM
     JERUSALÉM
         Mas quem era este que entrava assim aclamado e triunfante na cidade capital de Israel? 
          Havia uma expectativa no povo judeu da chegada do Messias, o enviado de Deus, o Ungido e Escolhido de Deus. Mas o povo esperava a vinda de um Messias guerreiro e libertador que liderasse o povo e pela força das armas libertasse Israel do jugo inimigo e opressor. Esperavam um Messias que fosse um rei para Israel como David, Salomão e outros.

         Contudo, a profecia de Zacarias 9:9 cumpriu-se naquele dia: Alegra-te muito, ó filha de Sião, exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado em jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.

         Ali estava a entrar Jesus, o Rei, mas não como os reis de então quando entravam triunfantes na cidade, depois das vitórias, das batalhas, das conquistas.

Esses reis militares, do mundo, luxuosamente vestidos, entravam a cavalgar um cavalo branco, altivos, mantendo as multidões à distância. Os seus exércitos seguiam-nos, mostrando o seu poder militar e bélico, ostentavam bandeiras, havia pompa, aparato. À sua frente tinham vindo os arautos para, com trombetas, proclamarem e anunciarem magnificamente o rei.
 As multidões enchem as ruas, por toda a parte está tudo enfeitado. Apesar de muitos terem perdido filhos, maridos na batalha, de terem ficado órfãos e viúvas, aclamam o rei com flores, lenços, palmas e gritos.

         Pelo contrário, Jesus, o verdadeiro Rei, o Rei dos reis, o Cristo de Deus, entrou triunfante, mas de forma diferente, porque o Seu reino não é deste mundo, pois se fosse, os Seus servos lutariam. Ele é Rei espiritual. Nasceu numa manjedoura, os Seus discípulos, qual exército, eram humildes pescadores.

         Que tipo de Rei é Jesus? De que tipo é o Seu reino e súbditos?
         Cumprindo as profecias bíblicas do profeta Zacarias, entra triunfante na cidade. De facto, Jesus é Rei, mas justo e pobre, cavalgando, não num corcel empinado, mas num jumentinho emprestado. Nenhuma trombeta a soar, Ele está contente com a voz dos homens e das crianças que clamavam: Hosana ao filho de David; bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

É um Rei acessível, quer bem aos mais humildes, não se separa deles. Não reclama ser Seu superior, mas servo de todos. Lá vai o Rei, o mais pobre de toda a nação, pois não teve onde reclinar a sua cabeça. Onde está o Seu exército, os batalhões, as espadas? São os Seus discípulos. Estranhíssimo Rei, Rei da paz, Rei da paz é o Seu domínio. Não travou batalhas de sangue, com mortes e mutilações. A força não é para ser usada. Este é o reino de Cristo. O Seu exército é amoroso, as Suas tropas são amáveis. É um Rei salvador, mas do poder do mal e do pecado.

Esta é a Sua batalha, só Ele sofre, só Ele morre. Morre em substituição da humanidade inteira, pecadora e separada de Deus, morta nos seus pecados e ofensas ao Deus Santo. Jesus é o Rei que morre, é sepultado, mas ressuscita. O Rei Jesus vai entrar na cidade onde dará a Sua vida na cruz. Pagará nela a culpa dos nossos pecados que é a morte e a condenação eterna ao inferno.

      Vejam como O receberam. Vejam a reacção da multidão em Mateus 21:8-11. Grande festa!  Gritavam; "Hosana ao filho de David." Mostra o reconhecimento de que Jesus é o rei de Israel, o Messias prometido havia séculos. Jesus aceita que O aclamem assim. Não esconde mais que é o Rei de Israel.

 
         Nenhum adorno sobre o Seu jumento, a não ser as vestimentas dos Seus próprios discípulos. Nenhuma pompa, além das pompa dos corações que agora o aclamam e que estendia as suas vestes pelos caminhos e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho. Ele prossegue cavalgando, o Seu reino é de submissão, reino de humilhação.

         Irmãos, poderíamos nós pertencer a este reino? Poderíamos aceitar que Cristo vem a nós para nos fazer humildes, para subjugar toda altivez e todo o pensamento orgulhoso? Aceitar que este Rei Jesus quer entrar triunfante, mas em nossas vidas e corações, ser Rei das nossas decisões e escolhas?

         A profecia diz: Eis que o teu rei virá a ti… Estás a ver que Jesus está a chegar, hoje, e que ser teu Rei? Queres aceitá-Lo como teu Senhor, Salvador e dominador? Queres gritar como a multidão: Hosana! Que significa: “Salva-nos, por favor, nós te pedimos!"
        Deixa o Rei salvar-te da condenação dos teus pecados, que é a morte e a separação de Deus para sempre. O Rei está a chegar hoje, aclama-O, aceita-O, rende-te ao Rei  justo e pobre.

Cortemos nós, hoje, não os ramos de árvores como cortaram naquele dia, mas sim o pecado das nossas vidas e tudo o que nos afasta de Deus. E, em arrependimento e humildade, lancemo-lo aos pés do Rei Jesus que o perdoa. 

Deixa-O alvoroçar a tua vida como alvoroçou a cidade Jerusalém no v. 10. Jesus Cristo faz isso quando O aceitamos e o Espírito Santo nos transforma com o novo nascimento, fazendo de nós novas pessoas, fazendo-nos luz do mundo e sal da terra.
Pergunta no teu coração como Jerusalém perguntou: Quem é este? Perguntemos, interroguemos, questionemos para não sermos ignorantes acerca da Pessoa daquele que nos visita.
Perguntemos, como Saulo na estrada de Damasco: Quem és tu, Senhor? E a resposta é que este é Jesus Cristo, o Filho de Deus que veio ao mundo dar a Sua vida numa cruz para pagar o preço dos nossos pecados; no Seu sangue derramado são lavados os pecados de todas as pessoas que crêem nele, se arrependem dos seus pecados e O aceitam como Salvador.  

3. A Suprema santidade do Rei Jesus purifica o templo - Marcos 11:11, 15.17
Este texto diz que neste mesmo dia "Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia." Jesus entrou para ver o que se passava no lugar do culto central em Israel, o templo, a casa de Deus. Ele viu tudo, mas deixou como estava, pois já era tarde.
Deus observa tudo ao nosso redor., sobretudo o nosso coração, que é o templo do Deus vivo: "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus; glorificai, pois, e que não sois de vós mesmos?...glorificai, pois, a Deus no vosso corpo..." (I Cor.6:19-20).
Deus pode não agir de imediato, mas Ele tomará as decisões e as medidas necessárias se precisarmos de purificação e de correcção.
Foi o que Jesus fez no dia seguinte. Ele purificou o templo dos abusos que ali se cometiam. Tinham feito daquele lugar de culto, separado para Deus, um lugar de oração, tinham-no transformado num lugar de negócio, de comércio ilegal e abusivo, um autêntico "covil de ladrões".  Fizeram da casa de Deus um centro comercial.
Não devemos fazer da casa de Deus o que Lhe desagrada. Pelo contrário, fazer com que ela cumpra o seu divino propósito: Adoração, culto, louvor, ensino para edificação, pregação da Palavra, do Evangelho de Jesus para a salvação dos perdidos.
A atitude purificadora de Jesus ao expulsar os comerciantes cumpria a profecia de Isaías 56:7: "A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações". Reparem, para todas as nações.
Que fazemos nós, hoje, da e na casa de Deus? Temos visto a corrupção entrar na casa de Deus desde há séculos atrás até hoje. Cada vez mais se vê fazer da casa de Deus um lugar de comércio, de promessa de prosperidade, de promessa de milagres, em troca de dinheiro promete-se aos incautos e ignorantes chuvas de bênçãos que são autênticas distorções da Palavra de Deus.
Servem-se da igreja, quando deveriam servia a igreja. Mas Deus julgará tudo isso!
Zelemos pela casa de DEus para que ela seja como o Senhor de facto quer que ela seja, "casa de oração.
Zelemos para que nós mesmos, templo do Deus vivo, sejamos puros e santos.
 
CONCLUSÃO
1. O eterno amor de Jesus levou-O a Jerusalém. Foi até à cidade onde seria preso, açoitado, escarnecido, crucificado, morto e ressurrecto 3 dias depois. Morreu para pagar o preço dos nossos pecados que causam separação entre nós pecadores e o Deus Santo. Hoje, Jesus vem com amor, não a Jerusalém, mas até nós para salvar. Vem até às nossas almas. Vem até ti em especial.

2. Jesus entrou triunfante em Jerusalém. Era o Messias de Deus, o Rei de Israel, justo,manso e humilde. Mas, hoje Ele quer entrar e triunfar nos corações de cada pessoa, quer ser Rei, dominador nas nossas vidas. Há uma decisão a tomar por cada coração. Rende-te a este amado Rei dos céus e da terra. Recebe, aclama este Rei. Faz d'Ele o teu Rei. Aceita-O.Clamemos novamente: Hosana! – “Salva-nos, por favor, nós te pedimos”. Bendito o que vem em nome do Senhor.
 
3. A suprema santidade do Rei Jesus purifica o templo
Glória ao Rei Jesus. Se Jesus já é o nosso Rei e Salvador, adoremo-lo e agradeçamos com júbilo tão grande amor e justiça.

Rui Simão
Pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015



 Carnaval – A Festa da Carnalidade

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”.
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."  
Romanos 8:13; 12:1-2

            Nesta altura do ano, o mundo está focado na Festa do Carnaval. É notícia de abertura dos telejornais, das manchetes dos jornais e das capas das revistas.
            O que nos diz a Palavra de Deus sobre o Carnaval e qual deve ser a nossa posição, como igreja de Jesus Cristo e como filhos de Deus, filhos da luz, em relação a esta festa mundana? 

I. A Origem do Carnaval
Há sempre um motivo, uma origem, para qualquer celebração. Temos o exemplo do Natal. Mesmo quem não crê em Deus, celebra o Natal, nem que seja no espírito da festa da família com as prendas, a árvore de Natal, o presépio, os enfeites luminosos. A Páscoa tem a sua origem em Deus, na saída dos judeus do Egipto. Na Páscoa, celebramos a morte redentora de Cristo e a Sua ressurreição. Mas, mesmo quem não crê, celebra a Páscoa, num espírito comercial.

A palavra carnaval vem da expressão latina carne levare, que significa abstenção da carne, o “adeus à carne”.  Este termo começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da “Quarta-feira de cinzas”, dia em que se inicia a exigência da abstenção de carne, ou jejum da “Quaresma” por parte da Igreja Católica Apostólica Romana. A Quaresma é uma tradição católica, um período de quarenta dias antes do domingo de Páscoa e que inicia na quarta-feira de cinzas, depois do carnaval. A “Quarta-feira de Cinzas” e a “Quaresma” são designações e tradições católicas romanas sem base bíblica.

            A real origem do carnaval é um tanto obscura e de alguma controvérsia. Alguns historiadores assentam a sua procedência das festas populares em honra aos deuses pagãos Baco e Saturno. Em Roma, realizavam-se comemorações em homenagem a Baco (deus de origem grega conhecido como Dionísio e responsável pela fertilidade. Era também o deus do vinho alcoólico e da embriaguez).

            Para entendermos um pouco mais, vamos até à sua raiz na antiguidade.       Os povos pagãos antigos homenageavam os seus deuses greco-romanos em grandes festas. Entre elas, existiam as saturnias (para o deus Saturno) e os bacanais (para o deus Baco, na mitologia romana, conhecido também como Dionísio, na mitologia grega). Essas comemorações eram geralmente realizadas em Novembro e Dezembro, e eram regadas com muito vinho alcoólico e com direito a pecaminosas orgias diversas.

            A partir do séc. IV, a ICAR torna-se a religião oficial do Império Romano. Como a Igreja se queria pautar por padrões éticos e morais, não permitia a realização das festas de bacanais e saturnias na Quaresma, que é uma época de reflexão e meditação espiritual. Então, as pessoas passaram a aproveitar os três últimos dias antes do início da Quaresma para fazerem tudo a que achavam ter direito. O carnaval é realizado justamente neste período e remonta às características das festas pagãs.

II. A Festa do Carnaval Hoje
            Depois de vermos a sua origem, o que se faz hoje no Carnaval? Evoluiu para pior.

            Hoje, a essência é a festa mundana da carnalidade humana. Ao lado de desfiles de crianças e de outros aparentemente com temas sem qualquer mal, o que marca o carnaval é a exibição do culto à sensualidade, extravagância, da luzes e das televisões a transmitirem para todo o mundo as fantasias dos corpos quase nus de homens e mulheres, fomentando o prazer carnal e sexual.
                      
            Vemos as bancadas dos sambódromos a abarrotar de multidões a gritarem e a aclamarem, como se fosse um culto explícito ao paganismo. Vemos os governos a fomentarem e a financiarem o carnaval, porque traz turismo e receitas avultadas em dinheiro. Vemos os governos a distribuírem largos milhares de preservativos porque sabem que o carnaval fomenta o sexo ilícito e pecaminoso aos olhos de Deus. 

            Vemos os excessos e o abuso do álcool e, a coberto do carnaval, a vingança que leva ao crime e à violência sobre as pessoas. Durante quatro dias, toda esta movimentação com ritmos atordoantes e alucinantes regados com bebidas alcoólicas e sexo enchem ilusoriamente o coração de seus participantes. Porquê?
                      
            Porque têm a esperança de poderem neste espaço de 4 dias, ceder, sem nenhum temor a Deus, às suas luxurias e desejos, na ignorância de que na quarta-feira, confessando os seus excessos pecaminosos, através da figura das cinzas, serão dos seus pecados perdoados como se Deus tivesse permitido e dado o Seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta celebração.
           
            Mas a Palavra do Senhor é clara: Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós, também, santos, em toda a vossa maneira de viver… Sede santos, porque eu sou santo (I Ped.1-15-16); Não erreis, Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também semeará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna (Gl.6:7-8).
                                                                                                                                                                                                                            
III. Deus, a Igreja, o Crente e o Carnaval
             Uma simples pergunta ajudar-nos-à muitíssimo. O Senhor Jesus, ou qualquer dos Seus apóstolos, ou qualquer dos profetas, assistiria, ou participaria num desfile de Carnaval? Assistiria a desfiles ofensivos da boa moralidade e decência, a desfiles de mulheres despidas e a inflamarem para a carnalidade e o sexo? Não, com toda a certeza. Ora, se Jesus o não faria, nós temos que o imitar porque Ele é o nosso Modelo e superior exemplo.

            Como podemos observar, o carnaval tem a sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Evoluiu para formas ainda mais pagãs e, hoje, trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, pecaminosas, condenadas claramente pela Bíblia.

            Como cristãos verdadeiros, diante do espírito a que o carnaval chama, temos que proclamar que cremos no Deus verdadeiro, o único Deus que salva e santifica, e que pede de nós vidas santas. O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explícita manifestação das obras da carne:              “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: …prostituição, impureza, lascívia, Idolatria…inimizades…bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gál. 5.19-21).

A Palavra de Deus tem as seguintes advertências: 
            "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do espírito é vida e paz.  Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus…    (Rm. 8.5-8)
   
            Um testemunho de um jovem: “No carnaval de 1976, preparava-me, uma vez mais, para celebrar esta festa pagã com os meus primos, quando Deus mudou radicalmente a história da minha vida. A convite do meu irmão, escolhi participar naquele ano num retiro de jovens crentes em Jesus. No meio de vários jovens, Deus restaurou a minha vida naqueles dias. Deu-me uma nova visão da Vida, perdoou os meus pecados. A seguir Deus preparou-me e capacitou-me para um ministério na Sua igreja até aos últimos dias da minha vida. Nestes vinte e oito anos de vida com Deus, não me arrependo um só instante daquele período de carnaval em que tomei a mais sábia decisão de todos os tempos, ou seja, entregar-me sem reservas ao Único e Soberano Deus, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, Jesus Cristo.”
            Como venceu? A resposta está na Palavra de Deus:” Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vende o mundo, a nossa fé”. (I João 5:4)

            Voltar as costas ao Carnaval e escolher Jesus Cristo, é muito melhor: Ele disse: Na verdade. Na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus… Necessário vos é nascer de novo… Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas eram más (Jo.3:3,6,17-19). Queres tu também tomar esta decisão de receber Jesus como teu Salvador pessoal?

            Como cristãos fiéis, temos o dever de esclarecer, a responsabilidade de marcar a nossa posição, não podemos ser omissos, nem concordar, nem participar no Carnaval, pois vai contra os princípios claros da Palavra de Deus. Assim, devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor actividade para a nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." (I Cor.10:31); "Abstende-vos de toda a aparência do mal." (I Tes.5:22).

            Tomemos uma decisão que agrade e glorifique ao Senhor Jesus. Viremos as costas e condenemos o Carnaval, e participemos em actividades que nos tragam vida, alegria, paz, mas no Caminho que conduz à vida eterna: Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo... assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:13-16).  Que obras os homens verão em nós?

                        
Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia