quinta-feira, 25 de outubro de 2018




Os Sacrifícios Levíticos - As Ofertas Voluntárias de Adoração ao SENHOR

O Tabernáculo e a Adoração

E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceite por ele, para a sua expiação.

Porque a vida da carne está no sangue; porque vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.

 (Levítico 1:4; 17:11)

Introdução 
        Em primeiros lugar, não compreenderemos profundamente a obra de Jesus Cristo, a adoração a Deus, a forma do pecador se aproximar do Deus Santo e Justo se não tivermos a base do AT, em especial aqui em levítico.

               Tudo apontava para Jesus e tudo se cumpriu no Senhor Jesus Cristo.

         Neste primeiro artigo temos três estudos: A Introdução e as três Ofertas Voluntárias: Holocausto, Oferta de Manjares e Oferta de Paz ou Pacífica.
  
          O livro de Levítico tem seu início onde finda o livro de Êxodo — ao pé do Monte Sinai. O Tabernáculo estava concluído e levantado (Êx.40:17), o sumo-sacerdote e os sacerdotes estavam escolhidos (Êx.35-40) e Deus estava pronto para ensinar o povo a como adorá-Lo naquele lugar e por meio de todos os utensílios do Tabernáculo.


I. O Propósito de Levítico

          O Livro de Levítico é dedicado à adoração a Deus e a sua mensagem, tema central é a santidade de Deus. A exigência de Deus pela santidade do Seu povo baseia-se na Sua própria natureza santa: Sede santos, porque eu sou santo. Não podemos perder isto de vista.


Outro tema correspondente é o da expiação. A santidade deve ser mantida diante de Deus, e ela só pode ser alcançada através de uma adequada expiação dos pecados do povo.


1. Quem ministrava junto do povo e perante Deus – Os sacerdotes levitas

Os sacerdotes levitas instruíam o povo acerca da adoração e cuidavam das necessidades do povo. Eles eram os ministros naquele tempo para mostrarem a Israel o caminho até Deus. Foi o serviço dos levitas que providenciou a base histórica para Cristo, que é o nosso Sumo-Sacerdote. Eles também regulavam as leis morais, civis e cerimoniais, e supervisionavam a saúde, a justiça e o bem-estar da nação que o próprio Deus legislou.



 2. Os vários temas em Levítico - O objetivo de Levítico é fornecer instruções, preceitos e leis para orientar um povo pecador, mas redimido, no seu relacionamento com um Deus santo em todas as áreas da vida. Há uma ênfase em Levítico na necessidade de santidade pessoal em resposta a um Deus santo. O pecado deve ser expiado através de ofertas e de sacrifícios próprios indicados por Deus (cap.1-7).



Outros temas abordados no livro são dietas (alimentos puros e impuros), o parto e doenças que são cuidadosamente regulamentadas (capítulos 11-15).



O cap. 16 descreve o Dia da Expiação, em que um sacrifício anual é feito pelo pecado cumulativo de todas as pessoas. Além disso, o povo de Deus deve ser discreto na sua vida pessoal, moral e social, em contraste com as práticas atuais e pagãs ao seu redor (cap.17-22).



          Nós podemos ser tentados a considerar o livro de Levítico um registo de rituais estranhos de uma época diferente, mas as suas práticas faziam sentido para as pessoas daquele tempo e dão-nos uma melhor compreensão da natureza e do carácter de Deus. 



II. Como é que as Pessoas podem viver próximas, em comunhão com Deus? – Lev.1:1-2

É para este fim que veremos o início das orientações de Deus ao Seu povo em Levítico.



          "E chamou o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de vacas e de ovelhas." - Levítico 1:1-2



1. Oferecer - Vejam as importantes palavras “oferecer oferta”.

O significado é “chegar perto de, achegar-se, aproximar-se”: “…quando algum de vós achegar-se…”. A questão é, então, esta:

“Como é que as pessoas podem viver em comunhão com Deus? Como podem adorá-Lo?”.



É, pois, aqui em Levítico que Deus começa a ensinar a forma como a pessoa, pecadora, pode relacionar-se com um Deus Santo. Esta aproximação, adoração, envolve ofertas ou sacrifícios.



2. Oferta - Oferta é o termo geral para todo o tipo de ofertas apresentadas a Deus.

         

          Mas, ATENÇÃO: A ideia do texto não é sacrifício e oferta como é o nosso entendimento atual destas palavras. Significa “algo levado para perto de”. É usado exclusivamente aqui com alusão à relação do homem com Deus. Revela a intenção de instruir como se aproximar de Deus. Ou seja, cultuar implica sacrificar ou ofertar.



          A ideia principal por detrás dos sacrifícios é importante. O seu propósito era revelar um Deus Altíssimo e Santo que devia ser amado, obedecido e adorado. As leis de Deus e os sacrifícios serviam para revelar a verdadeira devoção do coração É algo multifacetado: Envolve comunhão, mas comunhão com Deus implica propiciação, gratidão e petição.

          Assim, a nossa atenção é remetida para proximidade, intimidade com Deus. Tudo o que tem a ver com aproximar-se de Deus está implícito no sacrifício.



3. Quantas ofertas? - Deus determinou 5 ofertas em Levítico: Holocausto, Oferta de Manjares, Oferta de paz, Pacífica, Oferta pelo pecado e a Expiação pela culpa.



          Cada oferta fala de uma faceta diferente da proximidade com Deus.



MUITO IMPORTANTE: Levítico toma por certo que quando as pessoas se aproximam e se chegam a Deus, elas não devem ir de mãos vazias. É correto, apropriado e necessário que nessa relação homem/Deus uma oferta seja levada. É isso que Deus está aqui a ensinar.

Cada pessoa oferecia um presente a Deus sacrificando-o no altar. No Antigo Testamento, o sacrifício era a única maneira de alguém se aproximar de Deus e restaurar o relacionamento com Ele.



      Contudo, desde os tempos do NT que é muito fácil esquecer esta verdade. Os crentes são chamados a irem a Deus com ousadia, mas esquecem-se que não devem ir de mãos vazias.



4. A Oferta Suprema - Na Antiga Aliança, os adoradores iam com dádivas próprias. Mas hoje, na Nova Aliança, os crentes vão com a própria Dádiva, a própria Oferta, o próprio sacrifício de Deus: o Seu Filho Jesus Cristo. Jesus Cristo, e apenas Ele, é a base e a possibilidade de aproximação dos adoradores a Deus. Vamos a Deus por causa de Jesus e unicamente por Jesus. Era para Jesus que apontavam todas as ofertas levíticas.



          O v.3 mostra esse propósito: …ele oferecerá de sua própria vontade, perante o SENHOR. O hebraico pretende dizer: “…ele oferecerá para que seja aceite pelo SENHOR”: As instruções de Deus eram para que os homens se aproximassem do SENHOR e obtivessem a aceitação d’Ele dessa adoração.



          É aqui que temos os fundamentos para a necessidade do sacrifício de Jesus Cristo, a única oferta que Deus aceita para essa comunhão. Por isso João, o Baptista, identificou Jesus corretamente quando proclamou: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.



          Para o judeu, o seu entendimento apoiava-se intensamente neste livro de Levítico onde estavam as leis divinas para que qualquer pessoa pudesse adorar e aproximar-se de Deus de uma forma que Ele aceitasse.



          As dádivas do AT eram de tipos diferentes. Podiam ser animais do rebanho, aves ou cereais. Eram acompanhadas por diversos ingredientes como sal, mel, incenso ou vinho.



          Os animais em oferta para sacrifício provinham de rebanhos de gado, vacas, ovelhas, cabras. Eram animais domésticos. Animais selvagens, de caça, eram inaceitáveis. Porquê? Porque não custariam nada ao ofertante. Tal como o sacrifício de Jesus que custou MUITO, custou TUDO para Deus, pois era o próprio Filho Unigénito.



Deus usou o método de sacrifício para ensinar a fé ao seu povo. O pecado precisava de ser levado a sério. Quando os pecadores viam os animais do sacrifício a serem mortos, as pessoas eram sensibilizadas quanto à seriedade do seu pecado e culpa.



          A atitude despreocupada da nossa cultura em relação ao pecado ignora o seu custo e a necessidade de arrependimento e restauração. Esquece que o salário do pecado é a morte.



          Quando ensinou o seu povo a adorá-Lo, Deus ressaltou especialmente os sacrifícios. Porquê? Os sacrifícios eram o modo escolhido por Deus no AT, para o povo buscar o perdão dos seus pecados. Desde a criação, Deus deixara claro que o pecado separa as pessoas d'Ele, e que os que pecam merecem morrer. Porque "todos pecaram" (Romanos 3:23), Deus designou o sacrifício como forma de buscar perdão e restaurar o relacionamento com Ele.



Conclusão - Sendo um Deus de amor e de misericórdia, Ele decidiu desde o início que viria a este mundo e morreria a fim de pagar a pena por toda a humanidade. Isto foi realizado por meio do seu Filho, que, sendo Deus, se tornou homem. Mas, antes que Deus fizesse este sacrifício final, Ele instruiu o povo a matar animais como sacrifício pelo pecado.



Este método de sacrifício continuou por todo o AT e foi eficiente para ensinar e guiar o povo de volta para Deus. Durante o Novo Testamento, porém, a morte de Cristo tornou-se a última oferta, o último sacrifício necessário. Agora, todas as pessoas podem ser livres do castigo do pecado simplesmente crendo em Jesus e aceitando o perdão que Ele oferece.


                    Moreira, 20 de Setembro de 2018 (RO)


O Tabernáculo e a Adoração
Os Sacrifícios Levíticos – O Holocausto
E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceite por ele, para a sua expiação.
Porque a vida da carne está no sangue; porque vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.
 (Levítico 1:4; 17:11)
Introdução – Qual a importância do livro de Levítico? A verdade é que “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para corrigir, para instruir em justiça.” (II Tm 3:16). Levítico é o grande livro dedicado à adoração a Deus e a sua mensagem central é a santidade de Deus. A exigência de Deus pela santidade do Seu povo baseia-se na Sua própria natureza santa: Sede santos, porque eu sou santo. Nunca esqueçamos isto.

Outro tema correspondente é o da expiação. A santidade deve ser mantida diante de Deus, e ela só pode ser alcançada através de uma adequada expiação dos pecados do povo.

          Para tal, Deus determinou 5 ofertas em Levítico, única maneira de se aproximar do Senhor e restaurar o relacionamento com Ele: Holocausto, Oferta de Manjares, Oferta de paz, Pacífica, Oferta pelo pecado e a Expiação pela culpa. As ofertas e os sacrifícios eram oferecidos em louvor, adoração e agradecimento, e também para perdão e comunhão.

          Cada oferta fala de uma faceta diferente da aproximação a Deus. Cada uma, das cinco, estava relacionada a uma situação específica da vida de cada pessoa pecadora.

A LIÇÃO PRINCIPAL - O sacrifício de Jesus Cristo na cruz cumpriu todas estas ofertas e sacrifícios.

MUITO IMPORTANTE: …quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR… (v.2). Levítico toma por certo que quando as pessoas se aproximam e se apresentam perante Deus, elas não devem ir de mãos vazias. Hoje, nós apresentamo-nos perante Deus com Jesus.

Os animais em oferta para sacrifício provinham de rebanhos de gado, vacas, ovelhas, cabras, ou aves, pombos ou rolas. Eram animais domésticos. Animais selvagens, de caça, eram inaceitáveis.
O que os sacrifícios e as ofertas ensinavam às pessoas? (1) A exigência de animais “sem defeito” e sacerdotes santos ensinava a reverência ao Deus santo; (2) A exigência de obediência completa ensinava total submissão às leis de Deus.

I. O Holocausto – 1:1-17
      A primeira oferta que Deus descreve é o holocausto. Vamos ver as instruções de Deus quanto ao holocausto. É importante notar que o fogo jamais se apagava e havia dois holocaustos contínuos, cada manhã e cada tarde:
Lev.6:13: O "fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará."

          No holocausto, o animal era morto e queimado sobre um altar em oferta ao Senhor. Ou seja, era uma oferta queimada totalmente ao Senhor, com excepção do couro que ia para o sacerdote. Nada dele era comido, pois o fogo consumia o sacrifício inteiro.

Normalmente eram oferecidos animais de gado (bois, ovelhas, bodes, etc.). Os mais ricos tinham essa possibilidade. Também eram oferecidos holocaustos de aves (pombas, rolinhas, etc.). Os mais pobres traziam essas ofertas, pois estavam dentro das suas possibilidades económicas.

O pecador deveria trazer um animal sem defeito ao sacerdote. O animal inocente simbolizava a perfeição moral exigida pelo santo Deus bem como a natureza perfeita do real sacrifício futuro - Jesus Cristo.

1. Como era feito – O adorador, a pessoa, colocava a mão sobre a cabeça do animal para simbolizar completa identificação com o seu substituto. A tradição judaica indica que a mão, ou mãos, do ofertante tinha de ser imposta sobre o animal com certa pressão. Caracteriza a sua identificação completa com o animal do sacrifício, como se ele estivesse na morte do sacrifício que morria por ele. O adorador tinha a consciência de que este animal inocente de pecado estava a ser reputado por pecador. Este gesto servia para que o pecador tomasse consciência do peso do seu erro. A pessoa buscava ao SENHOR para perdão, era renovado e santificado no corpo e na alma e entrava em comunhão com Deus.

Esta identificação era necessária para que a oferta fizesse expiação pelo ofertante. O v.4 indica que isto era necessário para que fosse aceite a favor dele, para a sua expiação.
Expiação – A palavra hebraica indica “cobrir o pecado” porque Deus não pode vê-lo”. Mais uma vez indica a necessidade de proximidade com o Senhor, a qual não pode acontecer sem sacrifício. Os sacerdotes, identificados como os filhos de Aarão, aspergiam o sangue do animal à roda de todo o altar para que todos os lados fossem atingidos.

De seguida, o ofertante matava o animal, …degolará o bezerro perante o SENHOR… (v.5), esfolava-o e partia-o em pedaços (v.6). Os sacerdotes eram responsáveis por oferecer o sangue e espargir o sangue à roda, sobre o altar… pôr em ordem a lenha sobre o fogo… lavar com água as partes e coloca-las sobre o altar para o holocausto (1:4-9).

A palavra holocausto significa literalmente: “aquilo que sobe, aquilo vai para cima”.

2. O que estava a acontecer perante Deus? – Simbolicamente, os pecados da pessoa eram transferidos para o animal. Por fim, o animal era queimado no altar (exceto o sangue e o couro) como sinal de completa consagração da pessoa a Deus. Obviamente, Deus requeria mais do que sacrifício. Ele também exigia que o pecador tivesse uma atitude de arrependimento. O símbolo exterior (o sacrifício) e a mudança interior (arrependimento) precisavam de estar juntos. Porém, é importante lembrar que o sacrifício não retirava de fato o pecado da pessoa. Só Deus pode tirar e perdoar o pecado e isto porque o perdão faz parte da natureza amorosa de Deus.   

          O livro de Hebreus explica-nos a lição das ofertas levíticas: Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, NUNCA, pelos mesmos sacrifícios, que continuamente se oferecem, cada ano, poderá aperfeiçoar os que a eles se chegam… porque é IMPOSSÍVEL que o sangue dos toiros e dos bodes tire os pecados… holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. (Hb.10:1-6)

          Ou seja, tudo era uma lição que apontava para Jesus Cristo, cujo único sacrifício na cruz do Calvário é que finalmente “tirou o pecado do mundo”: Porque, com UMA SÓ oblação, aperfeiçoou para sempre os que são santificados. (Hb.10:14)

          Em geral, as ofertas trazidas perante Deus deveriam custar algo àquele que as trazia. A oferta em si não era o mais importante, mas a mudança que acontecia no coração das pessoas. Oferta sem mudança de coração não valia de nada. Por isso, o salmista reflete:
“Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores. Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.” (Sl 51. 15-17)

3. O que significa “cheiro suave”  (v.9) - …holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR (v.9, 13,17).
 Indica a ideia do ofertante querer subir mais alto, até à presença do Senhor para a reconciliação. O fumo do sacrifício subia e era como se Deus o cheirasse e ficasse satisfeito.  
   
A totalidade da oferta é para Deus, pois nenhuma parte era comida nem pelos sacerdotes nem pelo ofertante, como acontecia noutro tipo de ofertas. É uma oferta total a Deus em amor, adoração e louvor. É uma oferta que é agradável a Deus, que satisfaz a Sua justiça e que cumpre o propósito e a especificação de Deus.

Tinha que ser um macho sem defeito, pois apontava para Jesus: “Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós” (II Cor 5:21). Jesus também tomou sobre Si a maldição da lei (Gl 3:13) quando foi pregado na cruz.


Conclusão - A cruz de Jesus foi o verdadeiro holocausto de que Levítico era apenas uma imagem uma simples figura.
O nosso Senhor Jesus cumpriu plenamente a oferta do holocausto na terrível cruz do Calvário, por amor ao pecador e para a sua salvação: E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. (Ef.5:2)

Por isso, Paulo aos Romanos, diz que nós, crentes em Jesus temos que apresentar os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (12:1). Só o melhor é suficientemente bom para Deus.
“Pois para Deus somos o bom cheiro suave de Cristo” (II Cor 2:15). Que privilégio maravilhoso termos em nossa vida o cheiro suave de Cristo!  

                    Moreira, 27 de Setembro de 2018 (RO)



O Tabernáculo e a Adoração
Os Sacrifícios Levíticos – A Oferta de Manjares
E quando alguma pessoa oferecer oferta de manjares ao SENHOR…
 (Levítico 2:1-16; 6:14-23)
Introdução – Qual a importância do livro de Levítico? A verdade é que “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para corrigir, para instruir em justiça.” (II Tm 3:16). Levítico é o grande livro dedicado à adoração a Deus e a sua mensagem central é a santidade de Deus. A exigência de Deus pela santidade do Seu povo baseia-se na Sua própria natureza santa: Sede santos, porque eu sou santo. Nunca esqueçamos isto.

          Deus determinou 5 ofertas em Levítico, única maneira de se aproximar do Senhor e restaurar o relacionamento com Ele: Holocausto, Oferta de Manjares, Oferta de paz, Pacífica, Oferta pelo pecado e a Expiação pela culpa. As ofertas e os sacrifícios eram oferecidos em louvor, adoração e agradecimento, e também para perdão e comunhão.

 Cada oferta fala de uma faceta diferente da aproximação a Deus. Cada uma, das cinco, estava relacionada a uma situação específica da vida de cada pessoa pecadora. Levítico ensina-nos que quando as pessoas se aproximam e se apresentam perante Deus, elas não devem ir de mãos vazias. Levam uma oferta. Hoje, nós apresentamo-nos perante Deus com a Oferta que o próprio Deus preparou, Jesus Cristo, Seu Filho.
         
          Havia dois grupos de ofertas: Voluntárias (três) e Obrigatórias (duas).
A Oferta de Manjares situa-se no grupo das três ofertas VOLUNTÁRIAS ao Senhor: Holocausto, Oferta de Manjares e Oferta Pacífica. Voluntárias porque ninguém foi obrigado. Eram do coração, algo que a pessoa queria dar a Deus.

Destas ofertas Deus dizia: …oferta queimada é, de cheiro suave ao SENHOR. (v.2,9,12). O fumo da oferta subia e Deus agradava-Se. Não quer dizer que Deus cheirava o fumo, mas é o significado espiritual da oferta.

I. A Oferta de Manjares – 2:1-16
A segunda oferta que Deus descreve é esta. Vejam o espírito desta oferta. Era uma refeição, símbolo de comunhão íntima, de proximidade, de partilha à mesa.
Era um ato voluntário de adoração, de gratidão a Deus e de reconhecimento da Sua bondade e provisão. Indicava uma sincera afeição e piedade, desejo de mostrar a sua apreciação ao Senhor por suprir a pessoa do alimento que sustentava a sua vida física e da sua família.
De facto, sobre Jesus, Paulo aos Colossenses 3:4 diz que Jesus é a nossa vida.

Reparem que nesta oferta NÃO há sangue. Geralmente associam-se os sacrifícios ao Senhor sempre com sangue de animais, mas não é assim. Por regra nós olhamos para o sacrifício de Jesus e vemos sempre sangue nele.

Mas a Oferta de Manjares não destaca mais exatamente a cruz, mas sim a vida do Filho de Deus. Jesus era Deus feito carne, feito homem. Ele encarnou. Ali estava o Santo e perfeito Deus a viver no meio dos pecadores que Ele veio resgatar. Assim a Oferta de Manjares vai destacar mais a humanidade de Jesus.

1. Quais eram os elementos que Deus mandou usar nesta oferta?
Grão de cereal, flor de farinha, azeite de oliveira, incenso, bolo assado, sal.
Nenhum fermento e nenhum mel. Esta oferta era preparada em casa e depois levada para ser apresentada a Deus como uma refeição. Uma parte da oferta era queimada no altar e outra parte desta Oferta de Manjares pertencia aos sacerdotes que a comiam.

a). A flor de farinha era o ingrediente principal, base, desta oferta. Quão significativa é a expressão “flor de farinha”! Farinha é cereal esmagado entre as pedras do moinho. Antes,  era grão próprio para ser plantado, para perpetuar a vida. Agora, esse grão jaz esmagado, sem vida.  Jamais poderá ser novamente plantado; está morto. Foi-lhe esmagada a vida. Será inútil Não! Ao morrer, deu a sua vida, morreu, para ser usado agora no sustento da vida de outros. Assim foi a vida de Jesus, entregue para sustentar a vida eterna dos que creem n’Ele.

É a flor por ser a mais fina, de maior qualidade, sem impureza, a melhor parte da farinha, representa o melhor das ofertas ao Senhor, Jesus Cristo na Sua perfeição.

b). Incenso aromático representa as orações do povo que subiam à presença do Senhor. É a fragrância do sacrifício de Jesus. Quanto mais o incenso se aproxima do fogo, maior a sua fragância. Assim foi a dura cruz de Jesus onde nela deu a Sua vida em cheio suave agradável a Deus. A oração é vital na vida do povo de Deus.

c). Azeite é símbolo do Espírito Santo na Bíblia. Além de na alimentação, e de ser usado como combustível para dar luz, o azeite destacava-se por ser usado para ungir sacerdotes, reis e profetas para o seu ministério ao Senhor. Jesus foi concebido em Maria pelo E.S. e ungido com o Espírito Santo para exercer o Seu ministério.

d). Fermento é símbolo da corrupção do pecado na Bíblia. Por ser proibido pelo Senhor nesta Oferta, mostra que ela era totalmente livre de corrupção, santa e pura. Jesus foi o sacrifício perfeito, santo.

e). Sal exerce o seu poder para preservar. O fogo purifica, o sal preserva e impede corrupção. Diz o Senhor que era o sal do concerto do teu Deus. Todas as ofertas levavam sal (2:13)

Jesus disse: “Cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal”. Mar. 9:49. O fogo purifica, o sal conserva. Ser salgado com fogo quer dizer não só purificação, mas também conservação. Deus quer um povo puro, povo cujos pecados estão perdoados.  Temos de ser conservados puros. O fogo não deve ser fogo destruidor, mas purificador. Temos de ser “Salgados com fogo!” “Salgados com sal!” Purificado e conservado puro! Isto é a admirável providência divina.

Todas as Ofertas de Manjares eram oferecidas e queimadas sobre o altar, tal como Jesus Se entregou e morreu no altar da cruz.
Queimada significa total entrega, consagração e dedicação ao Senhor Deus.
2. Os tipos da Oferta de Manjares – A Oferta de Manjares tinha cinco maneiras distintas de ser oferecida. O ofertante podia escolher o tipo de Oferta. Vejamos a sua variedade.
1. (v.2-3) – Flor de farinha, azeite e incenso.
2. (v.4) – Cozida no forno – tinha bolos asmos de flor de farinha, amassados com azeite e coscorões asmos, untados com azeite.
3. (v.5-6) – Cozida na caçoila – seria da flor de farinha, sem fermento, amassada com azeite, partida em pedaços.
4. (v.7) – alimentos de frigideira, seria de flor de farinha com azeite
5. (v.14-15) – oferta das primícias,  seria de espigas verdes tostadas ao fogo, espigas cheias, deitando-lhe azeite e incenso.

Conclusão - A LIÇÃO PRINCIPAL - O sacrifício de Jesus Cristo na cruz cumpriu todas estas ofertas e sacrifícios.
          A oferta de manjares encerra lindas e importantes lições para a alma devota. Tudo que possuímos deve achar-se sobre o altar. Tudo que temos pertence a Deus. E Deus purificará e guardará o que Lhe pertence. Oxalá habitem conosco estas lições.

                    Moreira, 04 de Outubro de 2018 (RO)


O Tabernáculo e a Adoração
Os Sacrifícios Levíticos – A Oferta de Sacrifício Pacífico
E se a sua oferta for sacrifício pacífico…
 (Levítico 3:1-17; 7:11-16)
Introdução – Depois do Senhor ter dado todas as orientações para a construção Tabernáculo, o lugar, a estrutura de culto do Seu povo escolhido, Israel, o Senhor prosseguiu com as lições sobre as diversas formas de adoração e de culto. Tudo isso foi registado num livro muito importante do AT – Levítico. Levítico é o grande livro dedicado à adoração a Deus. Pensemos bem em apenas estes quatro exemplos, entre muitos outros:

 1. – Como compreenderemos totalmente as palavras de hinos e cânticos que cantamos, tais como estas: “…A nós só nos cabe tudo dedicar, oferta suave ao Senhor, e a vida em teu altar para teu louvor…”? Apenas se conhecermos as lições de Deus em Levítico.
2. – Quando lemos no NT em Efésios 5:2 que Jesus “se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” como chegamos a compreender o alcance destas palavras? Como explicar isto a quem nos pergunte?
3. – Quando Paulo aos Romanos 12:1 diz que a vontade de Deus para os Seus filhos é que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional, como compreendemos o que significa?
Porque é que Deus valoriza agora esta dedicação dos crentes? (Salmo 50:13-14).
4. – Quando Paulo quer ensinar que os apóstolos, os pastores, que quem serve na obra de Deus é digno do seu salário, ele pergunta: Não sabeis… que os que de contínuo estão junto do altar, participam do altar? (I Cor.9:13) e mais adiante em I Cor.10:18: Vede a Israel… os que comem os sacrifícios não são, porventura, participantes do altar? Onde vamos buscar a compreensão bíblica para este princípio bíblico para quem serve a Igreja de Jesus no NT?

Compreenderemos se formos à base, à origem de tudo que Deus registou em Levítico 1 a 7. Deus determinou 5 ofertas em Levítico, única maneira de se aproximar do Senhor e restaurar o relacionamento com Ele: Holocausto, Oferta de Manjares, Oferta de paz, Pacífica, Oferta pelo pecado e a Expiação pela culpa.

Uma das grandes lições que Deus dá em Levítico é que ninguém ia à Sua presença, quer em busca de perdão, quer em agradecimento, quer em petição, quer em louvor, de mãos vazias. Até o mais pobre dos pobres Deus possibilitou como se apresentar na presença do Senhor: ou com um punhado de flor de farinha, ou com duas rolas ou dois pombinhos, ou Porém, se em sua mão não houver recurso para duas rolas, ou dois pombinhos, então…trará como oferta a décima parte de um efa de flor de farinha… (Lv.5:11)

I. A Oferta de Sacrifício Pacífico – 3:1-17; 7:11-16
         Chegamos agora à terceira e última das Ofertas Voluntárias. Lições bíblicas, espirituais, muito ricas, profundas e importantes o Senhor nos dá com esta Oferta. Pena que o nosso tempo não o permita. Esta é diferente das duas anteriores. Temos que realçar que eram VOLUNTÁRIAS. Era iniciativa da pessoa. Há uma progressão nestas Ofertas. Vejam:
Na 1.ª, o Holocausto, tudo era consumido no fogo do altar para o Senhor.
Na 2.ª, a Oferta de Alimentos (Manjares), uma parte era queimada ao Senhor no altar e a outra parte pertencia ao sacerdotes, mas tinha que ser comida apenas pelos sacerdotes no próprio recinto do tabernáculo: …se comerá no lugar santo, no pátio da tenda da congregação o comerão. (Lv.6:16). Nada podia sair dali.

Mas quando chegamos a esta 3.ª Oferta, Deus determinou que uma parte era queimada no altar para o Senhor, outra parte era para o sacerdote e a outra parte para quem a oferecia. Além disto, podia ser levado para suas famílias em casa. Era a única oferta que permitia que o ofertante também a comesse. Porquê? Porque era uma oferta da comunhão.  
Toda a cerimónia constituía uma espécie de serviço de comunhão, em que o sacerdote e o povo participavam, com o Senhor, da Sua mesa; uma ocasião de regozijo, em que todos se uniam em gratidão e louvor a Deus, por Sua misericórdia.
       Vejam que esta Oferta é estipulada no cap. 3 e explicada mais em detalhe em Lv.7:11ss.

1. O que é esta Oferta – Temos aqui outra lição muito importante. A Oferta de Paz não vem em busca de perdão, não é uma oferta de súplica pelo pecado. Ela é oferecida ao Senhor quando antes o perdão já foi rogado por outra Oferta própria para isso. Já se fizera expiação, o perdão foi alcançado e dado pelo Senhor e já há paz entre o pecador e o Deus Santo. Por isso, o que é então?
As ofertas pacíficas eram usadas em qualquer ocasião que apelasse à gratidão e regozijo, e também para fazer um voto. Eram ofertas de cheiro suave. Eram uma expressão, da parte do ofertante, de sua paz com Deus e gratidão ao Senhor pelas Suas muitas bênçãos.
          Ao escolher uma oferta pacífica, o ofertante não era limitado na escolha. De sua livre vontade, podia escolher e usar desde animais, machos ou fémeas, bezerros, ovelhas, cordeiros, cabras, sem defeito, a bolos asmos amassados com azeite, flor de farinha.

As ofertas pacíficas eram de louvor por graças recebidas, ofertas de gratidão pelas bênçãos desfrutadas, ofertas voluntárias, de um coração transbordante. Tributavam louvor a Deus pelo que Ele já havia feito e exaltavam o Seu nome pela Sua bondade e misericórdia.

          Muitos acham que ofertas no tabernáculo e no templo eram sempre de animais mortos e sangue, sempre com pessoas cheias de temor e pesar. Mas não era assim. As ofertas do Antigo Testamento incluíam orações. Combinavam a fé e as obras. Expressavam a completa relação do homem para com Deus e a sua necessidade dEle.
As ofertas pacíficas eram ofertas de comunhão entre as partes: Deus, sacerdote, ofertante e famílias. Os holocaustos eram totalmente queimados sobre o altar; as ofertas pelo pecado, ou eram queimadas fora do arraial ou comidas pelo sacerdote, mas as ofertas pacíficas não eram simplesmente divididas entre Deus e o sacerdote; uma parte, a maior, era dada ao ofertante e sua família.

A parte de Deus era queimada sobre o altar. Lev. 3:14-17. O sacerdote recebia o peito movido e a espádua alçada. Lev.7:33 e 34. O resto pertencia ao ofertante, que podia convidar qualquer pessoa purificada para com ele participar disso. Podia ser comido no mesmo dia, ou, em alguns casos, no dia seguinte, mas não mais tarde, por razões sanitárias. Lev. 7:16-21.

 Assim, para que lição apontava a  oferta pacífica? Representa a comunhão entre Deus e o homem tornada possível por meio do Senhor Jesus Cristo. Ela aponta para Aquele que “é a nossa paz” (Efésios 2:14), e que “fez a paz pelo sangue da sua cruz” (Colossenses 1:20).

II. As três espécies de Oferta de Sacrifício Pacífico – 7:11-16
As ofertas pacíficas eram de três espécies: ofertas de gratidão, ofertas por um voto e ofertas voluntárias. Todas elas eram oferecidas como “Oferta de Aroma Suave ao Senhor”.

1. Oferta de Ação de Graças, de louvores – vs.11-15 – Era um agradecimento, uma confissão da dependência da misericórdia de Deus feita à pessoa e um louvor vivo. Era a que mais se destacava. Oferecia-se em ocasiões de regozijo, de gratidão por algum livramento especial, ou bênção recebida. Era oferecida por um coração cheio de louvor a Deus e transbordante de alegria.

2. Oferta Voluntária – v.16 – Era como um presente, de vontade própria, para o sacerdote no exercício de suas funções (Ex.29.26-28; Lv.7.29-34). Apresentava-se a oferta diante do Senhor como um reconhecimento de que era Ele quem dava tudo, todas as bênçãos. 

3. Voto – v.16 – Por vezes as ofertas pacíficas eram ofertas votivas. Por uma ou por outra razão, talvez por alguma bênção especial desejada, o ofertante fazia um voto ao Senhor. Ele podia consagrar-se a si mesmo a Deus, ou a esposa ou os filhos, ou gado, casa, terras (Lev. 27). Foi assim que Ana suplicou por um filho, o Senhor respondeu e Samuel foi consagrado ao Senhor (I Sam.1:11). Há quem não olhe com agrado os votos. Todavia Deus providenciou-os, mas alerta que é melhor não votar, do que fazê-lo e não pagar (Ec.5:5). Muitos votos são justos e aceitáveis diante de Deus. “Abstendo-te de votar, não haverá pecado em ti”. (Deut. 23:22). É facultativo, mas se uma pessoa faz um voto, “não tardará em pagá-lo” (v.21): …não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará” (Num.30:2; Sl.15).

Conclusão – A LIÇÃO PRINCIPAL - O sacrifício de Jesus Cristo na cruz cumpriu todas estas ofertas e sacrifícios. Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 5:1). “Ele é a nossa paz”. Efés. 2:14.
O que estamos nós a dar ao nosso Senhor hoje? Voluntariamente? Como é a expressão do nosso louvor, gratidão? Comparemos a rica lição de aproximação ao Senhor nos dias do AT e a nossa hoje. O Israel de outrora era convidado a celebrar a sua paz com Deus, o perdão dos seus pecados, e o ser-lhes restituída a graça, o favor divino. Esta celebração incluía a família, bem como o servo e a serva, e também o sacerdote. Todos se sentavam à mesa do Senhor e se regozijavam juntos: …e perante o SENHOR, teu Deus, te regozijarás (Dt.12:18). Da mesma maneira nos devemos gloriar em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual, agora, alcançamos a reconciliação. (Rm.5:11).

                    Moreira, 11 de Outubro de 2018 (RO)

Rui Simão
Pastor na igreja evangélica baptista em moreira da maia 



domingo, 23 de setembro de 2018



Identidade dos Crentes em Jesus - "Mas vós sois"

 Primeira Epístola Universal de Pedro


Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido…

I Pedro 2:9-10

Introdução  

            Pedro está a escrever para animar e dar esperança aos crentes daquelas igrejas que vivam no meio de grande paganismo e idolatria, numa sociedade governada pelo império romano que infligia grande sofrimento a eles que seguiam um novo caminho, o Evangelho de Jesus Cristo.

              Vejam o que Pedro diz dos seus conflitos como crentes: 1:6, 2:20, 3:14, 16, 17, 4:4, 12-19.

              O Apóstolo Pedro continua a mostrar àqueles grupos de cristãos o que implica o seu novo estatuto, o resultado da sua fé em Jesus. Agora vai falar da sua (nossa) Identidade como Crentes.
         
I. A Identidade dos Crentes em Jesus  - Mas vós sois… - O que somos nós?


              Os vs.9-10 apresentam uma descrição da identidade dos cristãos. Eles são vistos como um grupo, como uma comunidade. AS palavras e as imagens têm como pano de fundo passagens bíblicas dos livros de Isaías e Êxodo do AT.


               Os crentes são o oposto dos não-crentes, aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes (v.8b). Desde a vinda de Jesus que a humanidade se divide em dois grupos: aceitar ou rejeitar Jesus, crentes ou descrentes, salvos ou perdidos.

              Mas vós, estabelece o contraste entre o v.8: “Mas vós, que obedeceis à palavra (ao contrário dos outros). "que tropeçam, que são desobedientes"


               E Pedro vai dar agora duas lições importantes. Quais são? Primeiro, uma série de quatro designações para o que são os crentes em Jesus. Segundo, segue-se uma descrição da missão para a qual foram chamados os crentes. É a identidade do crente. Vamos ver:


1. Mas vós sois a geração eleita – Tal como os judeus foram o povo que Deus escolheu para Se revelar ao mundo, os crentes no Filho Unigénito de Deus, Jesus, formam agora também o povo de Deus.

              Os cristãos são diferentes dos judeus. Os judeus rejeitaram o Messias Salvador desobedecendo à palavra de Deus. Mas os cristãos creram n’Ele, aceitaram-No. Os crentes foram eleitos para habitarem na pátria celestial com Deus eternamente. Que bênção e que privilégio! O ensino de que Deus elegeu alguns para a salvação e outros não, não tem base bíblica.  Não é a isto que Pedro aqui se refere.

2. Mas vós sois… o sacerdócio real – Os judeus, pela sua incredulidade e desobediência ao Messias Jesus, também perderam o sacerdócio que lhes pertencia para, por meio dele, serem uma bênção a todos os povos da humanidade. O sacerdote tinha a gloriosa responsabilidade de levar os pecadores a Deus, de tomar os seus sacrifícios para perdão e expiação dos seus pecados.



              Todos os crentes em Jesus são agora "sacerdócio". Nós temos agora a missão de, pelo Evangelho, levar o mundo ao Salvador Jesus para que se arrependam do seu pecado, creiam e sejam salvos. Como sacerdotes, nós também levamos ao mundo a mensagem da cruz, onde o Salvador foi crucificado, morreu para o perdão da culpa do pecador. A mensagem da Sua ressurreição dos mortos ao 3.º dia.


              O sacerdócio pertence agora àqueles que seguem o grande sumo-sacerdote, Jesus. Mas é acrescentado um ingrediente novo a este sacerdócio. No v.5 foram chamados de sacerdócio santo. Agora, somos sacerdócio real, do Rei, porque servimos ao Rei da terra, o Rei dos reis, o Reino de Deus. Apoc.1:6 diz que Jesus nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai.



3. Mas vós sois a nação santa – É uma designação semelhante a geração (gr.genos, etnos). É extraída de Êxodo 19:6: E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.



            Mais uma vez é frisada a santidade que é requerida do povo de Deus. É um imperativo para aqueles que nasceram de novo e que estão a ser transformados à imagem de Jesus dia a dia. Somos santos porque fomos separados do mundo com as suas corrupções.



              Vejam, irmãos. Os crentes são um povo, uma nação exclusiva que vive no meio das outras nações da terra. Mas estamos separados para Deus, pela nossa conduta, fé, modo de viver. É isso que significa ser santo: Sede santos, porque eu sou santo, diz Deus (1:16).



3. Mas vós sois o povo adquirido – Por fim, os crentes são o povo de propriedade exclusiva de Deus. Vai buscar a ideia de Isaías 43:21; A esse povo que formei para mim…



            Os crentes em Jesus são um povo que pertence a Deus verdadeiramente.

              Vejam I Cor.6:19-20: Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.



            Não pertencemos a nós mesmo. Pertencemos ao Senhor e o preço, o custo da expiação foi a vida, o sangue de Jesus na cruz.



              Estas quatro designações dadas aos que são crentes em Jesus, geração, sacerdócio, nação, povo, deviam unir cada vez mais os crentes. Possuímos isto em comum. Somos povo de Deus, eleitos por Ele. Somo igreja, corpo de Cristo.



              Este povo descrito em palavras tão magnificentes e repletas de conteúdo tem uma grande missão no mundo: …para que… (v.9)



II. A Missão do povo de Deus no mundo - …para que, a fim de…

              Qual é o propósito, qual é a finalidade, qual é a missão dos crentes em Jesus neste mundo?



1. …para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas…

            Deus salvou-nos e fez-nos povo Seu para proclamarmos, anunciarmos, pregarmos pela palavra, mas também mediante o testemunho das nossas vidas dedicadas, o quê? As virtudes (de Deus).

            A palavra grega fala de “excelências, grandezas, louvores” de Deus. Estão em vista as grandes obras de Deus na história. No AT, Israel devia dar testemunho dos grandes feitos de Deus que os libertou do Egipto, abriu o Mar Vermelho, fez grandes milagres, deu-lhes grandes vitórias.

                                        

              Quais serão os grandes, os maravilhosos feitos de Deus que os cristãos devem anunciar agora? O milagre da encarnação de Jesus, a Sua morte e ressurreição, a transformação libertadora de vidas que confiam n’Ele como Salvador. O feito maior de Deus é, sem dúvida, é a vida e obra de Jesus que abre definitivamente diante dos homens, não o êxodo dos judeus, mas o êxodo, a libertação para a vida eterna. Temos que proclamar o feito do Evangelho. Isto é o Evangelho.



              E como é que Pedro aqui designa Deus? Deus é apresentado aqui como aquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.



            Vejam de novo o tema da chamada de Deus. Deus chama o pecador e este, no seu livre arbítrio, escolhe se aceita ou se rejeita a chamada de Deus. Vejam que no v.8 aqueles que tropeçam em Jesus são designados de desobedientes. Fizeram uma escolha deliberada,



                A nossa salvação é descrita aqui em forma figurada como “passar das trevas para a luz”. Trevas é o obscurantismo, o entenebrecimento causado pelo pecado. Vejam o grande contraste: Trevas é perdição. Luz é salvação. Também, a luz é sua, de Deus, é a Sua luz. E é caraterizada como maravilhosa; admirável, notável é o que sugere o grego.



              Vemos, assim, que aos grandes feitos de Deus, do passado, na vida, morte e ressurreição de Jesus, acrescentam-se os Seus grandes feitos de hoje, na vida dos crentes, fazendo-os passar “do império das trevas para o reino do Filho do seu amor. (Col.1:13), ou, como diz Pedro em 1:3, nos gerou de novo para a salvação. Esta é a nossa missão, anunciar estas maravilhas.



              No v.10 continua a descrição do que são agora os crentes em Jesus iniciada no v.9.



III. Duas coisas que os crentes antes não eram – v.10

              Antes da vinda do Messias Salvador Jesus, antes de crermos n’Ele, o que nós não éramos? Vejam a construção da frase: Vós que não… mas agora… Duas coisas que eles, leitores desta carta de Pedro, não eram, nem nós, e agora são, pela fé em Jesus Cristo.


1. Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo

            Vejam o que Pedro escreve sobre o passado deles, o que os caracterizava, as paixões mundanas que os dominavam, em 1:14 (ignorância) e 4:2-3. Sim, naquele tempo não eram povo. Longe de Deus ninguém pode achar-se povo de Deus. Mas agora sois povo de Deus, por causa de Jesus.


 2. Que não tínheis alcançado misericórdia

            A misericórdia de Deus, embora presente no mundo, não tinha ainda chegado a eles. Foi necessário Jesus entrar nas suas vidas para receberem a misericórdia salvadora (1:3): …mas agora alcançastes misericórdia.


Conclusão

            Estes versículos são eloquentes, pois enfatizam a distinta identidade (O que somos – Mas vóis sois…) e conduta apropriada (somos povo de Deus para quê?).

            Mesmo sendo estranhos na sociedade onde vivemos, estamos unidos pela mesma fé no mesmo Senhor, Jesus, a principal pedra da esquina, eleita e preciosa. Por isso, somos povo de Deus que alcançou a Sua grande misericórdia.

Rui Simão, pastor 

                    Moreira, 9 de Setembro de 2018 (17h)  

quinta-feira, 23 de agosto de 2018



O Único Fundamento é Cristo

 Primeira Epístola Universal de Pedro


Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa… a pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi a principal da esquina.

I Pedro 2:6-7

Introdução  

            Pedro está a escrever àquelas igrejas que vivam no meio de grande paganismo e idolatria, com enormes templos e lugares de adoração aos inúmeros deuses gregos e romanos. Quer animá-los e, sobretudo, fortalecê-los com o ensino sobre Qual é e Quem é o verdadeiro alicerce, fundamento da nossa fé: Jesus Cristo é a pedra principal da esquina, O ÚNICO FUNDAMENTO da nossa fé. Este fundamento, Jesus, é o eleito por Deus, e é precioso. O mundo rejeita-O, troca-O por outro fundamento, mas tal conduz ao erro e à perdição. De facto, apenas quem crer em Jesus, a pedra principal, o fundamento, não será confundido. O resto é falso.

            Não apenas o próprio Deus o afirma através de Pedro, mas também através de Paulo em I Coríntios 3:11: Porque ninguém, vejam bem, ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

            Eles e nós não podemos esquecer isto: O fundamento teológico sobre o qual construímos a nossa fé. Na nossa caminhada cristã temos que trazer de novo à memória, periodicamente, as verdades bíblicas sobre as quais assenta a nossa fé.

            É o que agora vai ser lembrado àqueles crentes.



I. O único fundamento é Cristo 

          Irmãos, nós cremos que Jesus é o nosso único fundamento. Só por Ele somos salvos. Mas porquê? Por que é que Jesus é a pedra angular, a pedra de esquina?

O diabo é anti Deus, mentiroso, odeia Jesus, é inimigo da verdade e combate a fé. Por isso, nós estamos rodeados de religiões e de grupos religiosos que, ou negam a divindade de Jesus ou negam Jesus como único e suficiente Salvador, como único fundamento da fé. Ou então, além disto, vão desprezar Jesus em tudo, vão acrescentar algo ao que Jesus é e fez.

Se queremos saber se alguma teologia é verdadeira ou falsa, é fácil. Até podem ter uma aparência fantástica, de evangelho, carregam a Bíblia debaixo do braço, etc. Pergunte o que acham sobre Jesus: “Para si quem é Jesus? “Mediante a resposta, por mais que se pareça com a verdade, se negam a divindade de Jesus, negam Jesus como fundamento. Dividem o fundamento dizendo que é Jesus e mais alguém, mais Maria, mais obras, isto aqui também faz parte, também ajuda à salvação, então negam o único fundamento e é falsidade.

De facto, apenas Jesus nos permite aferir da verdade baseada nas Escrituras.



Posso dar apenas alguns exemplos que nos são mais conhecidos que nos ajudam a fortalecer a nossa fé e confiança em Jesus como único fundamento, a pedra principal da fé.



1. Mórmons – Grupo com milhões de seguidores em todo o mundo, considera que Jesus nada mais é do que o irmão mais velho da humanidade, o primeiro que foi criado por Deus, mas que não é Deus nem o único Salvador. Para eles, mais importante do que a Bíblia, é o Livro do Mórmon. Têm outros fundamentos, os seus profetas, mas não é Jesus nem a Sua expiação na cruz. Para eles, Jesus é um tropeço, não a pedra de esquina, o fundamento da fé.



2. Espiritismo de Allan Kardec – Para este grupo, a pessoa alcançará a eternidade com Deus através de sucessivas reencarnações: morre o corpo, o espírito renasce noutra existência, e assim por diante com sucessivas existências, reencarnações ao longo de milhares de anos e que levam ao aperfeiçoamento. Dizem que é pela reencarnação que a pessoa vai sendo expiada das suas imperfeições e sendo aperfeiçoada. Jesus Cristo e a Sua obra redentora na cruz não é o seu fundamento.

Para eles, Jesus é um tropeço, não a pedra de esquina, o fundamento da fé.



3. Testemunhas de Jeová

            Este grupo é amplamente conhecido em todo o mundo. Têm aparência de cristianismo, mas seguem um evangelho que eles próprios criaram pela sua particular interpretação da Bíblia. São fiéis à Torre de Vigia cujo Corpo Governante, considerado por eles como os profetas atuais, recebe revelação de Deus e as suas revistas e publicações são os seus verdadeiros guias e principais fundamentos.

            Para este grupo, quem está fora da direção da Torre de Vigia não tem salvação. Jesus não é Deus, mas um deus, foi o primeiro ser que Deus criou. Negam claramente a divindade de Jesus, por isso, negam o verdadeiro fundamento bíblico. Têm uma tradução bíblica só deles.

Para eles, Jesus é um tropeço, não a pedra de esquina, o fundamento da fé.


4. Catolicismo

            Este é o maior grupo cristão no mundo inteiro. Poderão estar a pensar: “Calma, a igreja católica até crê que Jesus é o Salvador!” Mas temos que ver como é que eles tratam Jesus. Se Jesus não é o único Salvador, é heresia. Se dividem o fundamento que é Jesus, que a salvação é pela fé mais as obras da pessoa, já é fugir da Bíblia. O líder da igreja é o papa, não é Jesus. Fazem uma interpretação completamente errada de Mateus 16:13-18. Vou ler e atentar bem nas palavras de Jesus quando responde: … tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja. (v.18) Jesus faz um trocadilho nas palavras no grego: “Tu és Petros (substantivo masculino) que indica pequenos fragmentos de pedra, pedrinhas, e sobre esta Petra (substantivo feminino, grande bloco rochoso, rocha sólida) distinto de Petros, sobre esta declaração (tu és os Cristo, o Filho do Deus vivo) edificarei a minha igreja.

Jesus está a dizer: “Sobre mim, a Pedra, o fundamento sólido, edificarei a minha igreja.”

            E como a Bíblia se explica a si mesma, como a Bíblia se interpreta a ela mesma, dentro de si mesma, a explicação para esta afirmação de Jesus sobre qual é o fundamento da igreja, vamos para I Pedro 2:6. Jesus é a principal pedra da esquina e quem nele crer não será confundido. Paulo diz o mesmo em I Cor.3:11 e em Efésios 2:20: Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina.

            Portanto, o ensino católico de que a igreja foi assente em Pedro, o primeiro papa, é um desvio do único fundamento que é Jesus Cristo.



            Jesus é o único fundamento da nossa fé. Vamos ver alguns motivos



II. Porque é que Jesus é o Único Fundamento da nossa fé? Porquê? Porque não o dividimos com mais nada nem ninguém?



1. Jesus é Deus – I João 5:20 - E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.


            E Jesus é Deus apenas por esta declaração? Não! Para ser Deus, tem que possuir 4 atributos exclusivos da divindade. Quais são? A Eternidade (não deve a Sua existência a ninguém), a Omnipotência (possui todo o poder), a Omnisciência (possui todo o conhecimento) e a Omnipresença (está em todo o lugar simultaneamente)

a) Eternidade - Em João 8:58, Jesus escandalizou os judeus quando disse: Antes que Abraão existisse, eu sou. Jesus é eterno, não deve a Sua existência a ninguém.

b) Omnipotência - Em Mateus 2818, Jesus disse: É-me dado todo o poder, no céu e na terra.

c) Omnisciência – Hebreus 7:25 diz: …vivendo sempre para interceder por eles. Jesus sabe de tudo o que acontece connosco. Sabe do que precisamos, conhece as nossas lutas. Tranquilizemos as nossas almas, pois Jesus sabe de tudo, intercede junto do Pai por nós.

d) Omnipresença – Jesus disse em Mateus 28:20: Eis que estou convosco até à consumação dos séculos. Jesus está aqui, está em África, está na Ásia, na Austrália, está em todo o lugar.



2. Jesus ressuscitou de entre os mortos - Jesus está na glória celestial, sentado à direita do Pai, dirigindo todo o Universo cheio de poder e majestade. Ele não está morto, venceu o diabo. Por isso, é o fundamento da nossa fé.



3. Jesus é perfeito, nunca pecou quando esteve em carne – Hebreus 4:15 afirma que Jesus, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Por isso, é o fundamento da nossa fé. Só Jesus tem o Nome Salvador: E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (At.4:12).

            I Timóteo 2:5 diz que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. É só Jesus. Não pode ser trocado por nada nem por ninguém.

            Em João 6:68-69, Pedro disse a Jesus: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

      

Conclusão - As pessoas têm que ser muito cuidadosas em termos espirituais, bíblicos. Onde, sobre o quê e sobre Quem, Quem está a edificar a sua vida? Hoje, vemos fora e dentro do meio evangélico, a serem lançados diversos fundamentos, como cada um quer, e mesmo sem Cristo. Só existe um fundamento sobre o qual se pode erigir o edifício espiritual. Vejam bem em I Cor.3:10 que Paulo adverte: Veja cada um como edifica sobre ele. No v.11 confirma que o fundamento da fé verdadeira já está posto. Foi Deus que O pôs, não há outro e ninguém pode pôr outro. É Jesus Cristo, o fundamento da nossa fé.

 Rui Simão, pastor

                    Moreira, 22 de Julho de 2018 (17h)