sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O Testemunho de João o Baptista – O Cordeiro de Deus

"Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo."

João 1:29

Introdução

Depois de um testemunho profundamente teológico e doutrinário sobre a Pessoa de Jesus nos vs.1-18, começando agora neste versículo 19 e até ao 51, passamos à segunda secção do evangelho de João, a saber, o testemunho dado por João o Batista e pelos seus discípulos sobre a Pessoa de Jesus.

 

Hoje queremos debruçar-nos sobre a grandiosa declaração de João o Batista: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (1:29, 36).

 

I. O Testemunho de João sobre Jesus

João é extremamente cuidadoso para que, na missão que recebeu de Deus, não seja confundido. Por isso, ele afirma que NÃO É o Cristo, nem Elias, nem o profeta (1:25).

Assim, João dá grande testemunho sobre Jesus, dizendo que Jesus é Superior, de tal forma que ele nem era digno de sequer abaixar-se e desatar-lhe a correia da alparca. Diz também que Jesus é eterno, é antes de mim, porque foi primeiro do que eu (vs.27,30).

 

Por que é que João o Batista está a dizer isto agora?

Porque João quer destacar a grande Pessoa e a grande Missão de Jesus no v.29: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nenhum homem normal poderia ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Tudo o que foi dito de Jesus até agora, desde o v.1, era essencial para que fosse o Cordeiro de Deus removedor do pecado.

 

Nenhum homem comum poderia ou pode tirar pecados. Ninguém está qualificado para poder tirar o pecado do mundo a não ser Jesus. Apenas o Verbo eterno, Deus que Se fez carne, apenas Aquele que é a luz, apenas o Filho Unigénito pode ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Tinha que ser Deus feito homem. Só Jesus o pode ser. É um aviso que aqui temos.

 

Reparemos como é que João o Batista podia estar tão certo sobre Jesus. Foi o próprio Deus, Aquele que o chamou para esta missão de preparar Israel para a chegada do Messias, que lhe revelou isto. Vemos isso no v.33.

 

 

II. O Cordeiro de Deus – v.29 – O que tinha que ser?

Este é o grande destaque, o ponto alto do testemunho de João o Batista sobre Jesus. A partir daqui, ele vai começar a diminuir e Jesus vai começar a crescer em Israel (3:30).

 

Esta afirmação sobre Jesus vai designar a razão da vinda ao mundo do Filho de Deus. Vemos isto em I João 3:5: E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Esta é a razão da aparição de Jesus. Esta é a razão da encarnação.

 

Agora, porque é que João acrescenta …e nele não há pecado? Porque era assim que os cordeiros tinham que ser para poderem tirar pecados. Tinham que ser sem mancha.

 

Vamos ler no AT como tinham que ser escolhidos os cordeiros que apontavam para Jesus, o Cordeiro de Deus. A primeira referência está na instituição da primeira Páscoa, quando Deus determina: O cordeiro será sem mancha…o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. (Êx.12:5).

Depois, em Lev.4:32-35: Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira para expiação do pecado, sem defeito trará. E porá a sua mão sobre a cabeça da oferta da expiação do pecado, e a degolará por oferta pelo pecado, no lugar onde se degola o holocausto. Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação do pecado, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então todo o restante do seu sangue derramará na base do altar…assim o sacerdote por ele fará expiação dos seus pecados que cometeu, e ele será perdoado.

 

         Mas todo o crente do NT e todo o temente a Deus do AT sabe que o sangue de animais não pode tirar o pecado humano. É o que diz Hebreus 10:4: Porque é impossível que o sangue dos toiros e dos bodes tire os pecados.

 

 Então, o que é estava a acontecer no tempo do Êxodo, de Levítico, no Tabernáculo, no templo?

Parábolas, dramas, figuras que apontavam para o futuro em que o verdadeiro cordeiro removeria o pecado do mundo. Mas lá no AT, quando o pecador levava o cordeiro para sacrifício, punha as suas mãos na cabeça do animal, o sangue dele era aspergido no altar, ele podia ver que de nenhuma forma aquele animal poderia na verdade retirar o seu pecado, a sua culpa. Mas apontava para o futuro.

 

        E João o Batista sabia isto muito bem. Ele conhecia Isaías 53, ele conhecia Levítico, ele era profeta, saturado com a Palavra de Deus. Assim, quando viu Jesus, quando recebeu a revelação de Deus, pôde ver que tudo estava a tornar-se realidade. Tinha chegado o tempo. Ali estava agora o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

 

        Pedro não escreveu nenhum evangelho, mas também deu testemunho desta realidade na sua primeira carta: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o procioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. (I Pe.1:18-19).

 

        Perante o Deus Santo, cada pecador precisa de um substituto, de um cordeiro puro e sem mancha, que não existe. Nenhum homem pode levar e pagar o pecado do outro. Todo o homem é pecador. Mas não foi assim com Jesus.

 

        Quando Jesus nasceu, não foi de semente humana. Ele é Filho de Deus.

       

        Como sabemos isto?

Quando o anjo anunciou a Maria o nascimento de Jesus, disse: E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. (Lc.1:35).  

Jesus podia ser o Cordeiro de Deus porque não era um homem normal, era Santo, era Deus-homem, puro e perfeito, sem pecado, sem mancha.

Pedro acrescenta: O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano (I Pe. 2:22).

Hebreus 3:15 diz de Jesus: …como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

 

III. O Cordeiro de Deus – v.29 – O que significa?

Significa duas coisas muito importantes.

 

1. Que Jesus teria que morrer.

Mas teria que morrer como um cordeiro sacrificial morria: abatido. Só João, o escritor, usa a palavra grega “σφάζω” (sphazó, sfad'-zo) que incida a forma como se matavam os cordeiros no sacrifício pelo pecado: matar com violência.

 

Temos isto noutro livro que João escreveu, Apocalipse, onde o Cordeiro aparece por cerca de 24 vezes: E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos, um Cordeiro, como havendo sido morto (grega “σφάζω” (sphazó, sfad'-zo)…

 

 Reparem que Jesus já tinha encarnado, tinha cumprido o Seu ministério redentor na terra, tinha sido crucificado, ressuscitado e ascendido à glória celestial, sentando-Se à direita do Pai no trono.

 Mas mesmo no céu, glorificado, Jesus é visto como o Cordeiro.

 

Neste mundo, Jesus era o Cordeiro de Deus porque tinha que morrer. Foi por isto que Deus O mandou e foi para isso que Ele veio. Para poder tirar o pecado do mundo, tinha que ser o Cordeiro de Deus e tinha que ser morto, abatido com violência.

 

Então, este é o grande testemunho de João o Batista, o Filho de Deus tomou a forma humana para poder ser sacrificado como um cordeiro.

 

2. Todo o mundo beneficiaria da Sua morte, não apenas os judeus.

Jesus era o Messias judeu, profetizado séculos antes, nasceu na mais pequenina terra do mundo, entre um pequeníssimo povo chamado Israel, mas não morreria apenas pelo pecado de Israel. João diz que este Cordeiro morreria para tirar o pecado do mundo inteiro.

 

Estas duas verdades, de que Jesus teria que morrer como cordeiro, não apenas pelos judeus mas pelo mundo inteiro, estão juntas e sumarizadas nas palavras do sumo-sacerdote  Caifás que falou profeticamente em João 11:49-52. E Caifás, um deles que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis, nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação. Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.

 

Jesus não morreria só pelos judeus, mas pelo mundo.

 

 João também escreve sobre isto em I João 2:2: E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

 

Propiciação  é uma oferta que se dá a alguém que está irado para acalmar a sua ira. A propiciação de Jesus significa que a Sua morte remove a ira do Deus Santo contra o pecado porque tira o pecado.

O Cordeiro tira o pecado e remove a ira de Deus, não apenas dos judeus, mas dos gentios de todo o mundo.

Apocalipse 5:9-10 diz: Digno és de tomar o livro… porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo e nação… digno é o Cordeiro que foi morto…

 

Vemos este precioso removedor da ira de Deus em João 3:36: Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.

 

O que é que isto significa?

Não que cada pessoa no mundo está salva, mas que qualquer pessoa no mundo que ponha a sua fé em Jesus será salva. Se crer em Jesus, o seu pecado foi removido pelo Cordeiro. A ira de Deus foi tirada pelo Cordeiro. Não nenhuma raça, nenhuma nacionalidade, nenhuma etnia, nenhum estatuto sócio-económico excluído.

 

Mas a todos quantos o receberem, quem crer no Seu nome (João 1:12), os seus pecados são tirados e a ira de Deus removida e são feitos filhos de Deus e tenha vida eterna (Jo.1:12; 3:16).

 

Nós olhamos para o mundo e vemos como está perdido no seu pecado. Tantas religiões, milhares e milhares de deuses na Índia, no Japão, na China, tantos rituais, tanta procura por purificação, tantos sacrifícios e ofertas, tantos caminhos propostos, pessoas caminham centenas, milhares de quilómetros, atravessam continentes em busca de algo que possa purificar as suas almas, as suas consciências, mas tudo em vão.

Vemos ocidentais a irem em busca nas religiões orientais, e vice-versa, mas tudo em vão, tudo perdido, porque só o Deus-homem, Jesus Cristo, puro e perfeito, na cruz Se deu em sacrifício pelo pecado do mundo inteiro.

 

Conclusão

Jesus é o nosso Cordeiro e o nosso Senhor. Cada pessoa presente nesta sala é um pecador merecedor da ira de Deus. Só há um caminho para que o teu pecado seja tirado éter o favor de Deus. Não é trabalhando para Deus. Não é limpando a nossa vida. Isso é fruto.

O único caminho é crer em Jesus como o glorioso Cordeiro de Deus. Jesus disse: Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados. (João 8:24).

 

Creiamos em Jesus como o nosso Cordeiro, Salvador e Senhor. E diremos como os apóstolos: E o sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado. (I João 1:7)

terça-feira, 31 de dezembro de 2019


O Pacto da Igreja Baptista

São admitidos a membro da igreja somente as pessoas que se arrependeram, que exerceram a sua fé na Pessoa e obra de Jesus Cristo e professaram esta fé publicamente  pelo seu baptismo nas águas por imersão. Estes, são salvos pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo, foram regenerados, nasceram de novo.  

As Sagradas Escrituras, a Bíblia, é a única regra de fé e prática do crente em Jesus Cristo. A igreja tem, também, a sua Declaração Doutrinária (ou Confissão de Fé) que é conhecida e aceite por cada membro da igreja, e o Pacto da Igreja. A Declaração Doutrinária resume o que a igreja crê. O Pacto, por sua vez, descreve como a igreja espera que os membros se comportem. A Declaração Doutrinária diz respeito à doutrina. O Pacto da Igreja diz respeito à conduta, ao testemunho de vida de cada crente. 



sábado, 23 de novembro de 2019



Evangelho de João

A Glória de Deus Revelada em Jesus – Jesus, a Luz Divina

Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo…

João 1:9-13



Introdução

O início do quarto evangelho antecipa a temática de todo o livro: que na vida e obra de Jesus Cristo a glória de Deus foi revelada de maneira única e perfeita.



No início, 1:1-18, está contida toda a substância e o tema do evangelho inteiro: Deus Filho, o Verbo eterno, originário de toda a existência, vida e luz, tornou-se carne, habitou entre nós. Jesus foi a revelação perfeita que Deus quis fazer de Si mesmo ao mundo.



Este evangelho de João mostra-nos como Deus Se fez carne para que homens e mulheres cressem nele e vivessem: Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (João 20:31).



          No Prólogo (1:1-18), na abertura do seu evangelho, João revela-nos o Senhor Jesus numa linguagem metafórica, figurada. Ele diz-nos que Jesus é o Verbo (a Palavra), a vida e a luz. Cada uma destas é uma forma de falar da Divindade de Jesus. Ao apresentar Jesus como o Verbo, a vida e a luz, João ensina-nos verdades básicas, essenciais e importantíssimas para a fé cristã. São ensinamentos muito profundos e necessários a todo o crente em Jesus.



Ele é o Verbo, ou a Palavra, porque é a comunicação de Deus. Ele é a vida porque é a vida eterna em Si mesmo e é o Criador que trouxe tudo à existência e que dá a vida a tudo o que vive. E Ele é a luz porque é o verdadeiro iluminador da vida.



Nós já considerámos os primeiros 8 versículos e falámos sobre Jesus como o Verbo e a vida. Hoje vamos prosseguir no texto e debruçar-nos sobre o v.9 em diante em que Jesus é apresentado como a luz. Na verdade, João refere-se a Jesus várias vezes como a luz.



v.9 – Ali estava a luz verdadeira… -  Pensando apenas na vida num mundo natural ela é feita de luz e de trevas. De dia temos o sol e luz. À noite temos escuridão, trevas, um pouco atenuadas pela luz da lua e das estrelas. Mas para vermos na escuridão precisamos de uma luz. Então, Jesus é descrito aqui como sendo essa luz que ilumina, mas não a noite escura.



Jesus, com o Seu divino poder, é uma iluminação espiritual que dissipa as trevas, que rasga, que vence as trevas e a escuridão do pecado e da descrença. Jesus é uma luz que brilha a fim de capacitar o homem a conhecer a verdadeira vida e a razão da sua existência neste mundo.



          Um exemplo: Quando estamos às escuras nada vemos, e um raio de luz atinge a retina do nosso olho, ilumina as coisas e passamos a vê-las. Onde há luz, nós vemos. Onde não há luz, não vemos. É isso que faz Jesus, no Seu poder divino. Quando Jesus, a luz divina atinge a alma do homem, há iluminação para que o homem conheça as coisas espirituais.



          Aparte de Jesus não há Palavra, não há vida, não há a luz do entendimento, tudo é trevas.

Mas Ele é a luz verdadeira no meio de um mundo de engano. Num mundo cheio de religiões que dizem ser a verdadeira, na verdade apenas Jesus é a luz verdadeira.



Neste Evangelho, a Luz, Jesus, brilhou neste mundo e mostrou a verdade do Salvador. A Luz brilhou e revelou a natureza do pecado e dos pecadores aos olhos de Deus. Iluminou a verdade sobre os crentes, a verdade sobre Deus. Isto porque Ele é a luz verdadeira.



Prossegue o v.9 e diz que esta revelação verdadeira veio para quem?

Veio todo o homem que vem ao mundo. É para TODOS sem distinção. Deus amou o mundo, Deus quer que todos sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade. (I Tim.2:4).



Portanto, se as pessoas permanecem nas trevas, não é por falta da luz, mas porque deliberadamente preferem as trevas. Ninguém chegou à salvação senão pela luz verdadeira que é Jesus. Ele diz em Jo.8:12: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Também diz em João 3:16-19.



V.10. – Jesus estava no mundo que Ele criou, que Lhe deve a existência, mas esse mundo não o reconheceu. Por trinta anos, Jesus esteve em Nazaré e foi vizinho das pessoas. Mas na primeira vez que Ele pregou lá quiseram matá-Lo.

Depois, por mais três anos, Jesus andou por todo o Israel, fez milagres fabulosos, pregou grandes mensagens. Ele era Deus em carne. Ele era o Deus invisível tornado visível e palpável. Ele mostrou a Sua glória às pessoas ao estar no mundo. No entanto, o mundo das pessoas não o conheceu. Recusaram reconhecer Jesus a luz verdadeira.



v.11 – Veio… e os seus não o receberam – Este é um versículo muito conhecido e decorado do NT. João vai dar-nos a compreensão da natureza dos pecadores neste mundo. E vai aprofundar ainda mais este ensino ao realçar antes que a luz veio e estava no mundo.



Este versículo não repete o anterior. O v.10 diz que Jesus veio para o mundo das pessoas em geral. E agora no 11 Jesus veio numa revelação especial ao povo de Deus, Israel.



Veio para a Sua casa. Veio para o povo com quem Deus fez Alianças. No entanto, fizeram como antes. Deus queixa-Se que lhes mandou profetas, mas ignoraram-nos e não fizeram caso de Deus. E fizeram o mesmo com Jesus.

Nós sabemos como o homem tem rejeitado Deus. Isso é sério. Mas uma coisa é rejeitar homens, profetas de Deus, rejeitar a Palavra escrita inspirada por Deus num rolo. Mas muito pior é rejeitarem a luz verdadeira. Rejeitar Deus feito carne, vendo a sua glória cheio de graça e de verdade. E isto foi verdade há dois mil anos e também o é hoje.



v.12 – Mas, a todos quantos o receberam… - Esta é uma das grandes declarações do NT. MAS… indica que entre quem não compreendeu, não conheceu, não recebeu Jesus, houve um remanescente que Lhe deu as boas-vindas quando Ele veio. Houve quem o recebeu.



Receber, aqui é “aceitar, apossar-se, tomar com a mão algo ou alguma pessoa para usar”. Então, todos aqueles que receberam o Verbo divino que encarnou, a vida, a luz verdadeira que veio ao mundo, Jesus. Aqueles que creram, aqueles que aceitaram, que tomaram a Jesus pela sua mão, esses entraram para a família de Deus, foram feitos filhos de Deus.

Receber é depositar a sua fé em Jesus, é crer no seu nome.  



v.13 –  O v.13 antecipa a declaração mais completa sobre o novo nascimento que será feita mais à frente no cap. 3. O nascimento na família de Deus é bem diferente do nascimento físico.  A pessoa teve um nascimento espiritual que lhe permite entrar na família cujo Pai é Deus. Depende da pessoa receber, aceitar, crer n’Aquele a quem Deus enviou, Jesus.



Resumindo os vs. 12 e 13: TODA a pessoa que não despreza, que não ignora, mas que aceita, que toma pela sua mão, que recebe pela fé o enviado de Deus ao mundo, Jesus, entra para a família de Deus como Seu filho. Estes nascem de Deus.



I João 5:1 confirma esta verdade: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus.   



Conclusão

Jesus Cristo é o Deus eterno que se fez homem, que deixou a glória celestial e assumiu a forma humana, vivendo neste mundo como qualquer pessoa. João apresenta-O de uma maneira única e profunda chamando-Lhe o Verbo, a vida, a luz verdadeira que veio ao mundo.

Apesar de Jesus ser Deus e de trazer a luz da verdade da vida e do propósito da vida para cada pessoa, poucos O compreenderam e não O aceitaram naquele tempo, tal como hoje.

          Mas a todos quantos o receberam, foram feitos filhos de Deus.

Rui Simão
pastor na igreja evangélica baptista em moreira da maia

quinta-feira, 31 de outubro de 2019




Apocalipse 
As Últimas Palavras de Jesus à Igreja

A Chave da Revelação

“Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim, diz o Senhor…”

Apocalipse 1:8-11

Introdução - Estas são as últimas palavras de Jesus à Sua Igreja! Porque é que Deus nos deu este livro? O Título e o motivo do livro estão logo no v.1: REVELAÇÃO… É uma revelação do futuro que aguarda a humanidade: …as coisas que brevemente devem acontecer… É uma revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu e que, pelo seu anjo entregou esta revelação ao Seu apóstolo João, o último apóstolo vivo. Isto ocorreu cerca de 65 anos depois da Sua ressurreição de entre os mortos. João encontrava-se exilado na ilha de Patmos e o v.9b explica bem a razão. 
          Enquanto a igreja de Jesus estava ser perseguida e muitos outros foram martirizados às mãos do imperador romano Domiciano, João foi banido para ali por causa da sua fé.
          Então, no meio dessa situação, Deus concedeu à Sua igreja esta grande revelação d’Ele mesmo e do futuro. E Jesus ordenou que toda a revelação fosse escrita num livro e que tudo fosse enviado às sete igrejas. O Senhor achou que aquelas igrejas precisavam deste livro. E não apenas elas, mas também nós hoje precisamos desta revelação.

          Mas antes de ter a primeira visão da revelação, João, o último apóstolo de Jesus vivo, recebe uma reafirmação do senhorio soberano de Cristo na história, o Governador de tudo.

         
I. Apocalipse apresenta-nos a Pessoa de Deus e do Senhor Jesus Cristo
          Todo o livro faz-nos uma descrição poderosa e majestosa de Deus no céu e uma apresentação gloriosa do Senhor Jesus Cristo. João repete e repete esta grande verdade da Pessoa de Deus e Jesus. Vamos ler com atenção para concluirmos que um dos propósitos é ensinar quem Deus é e que Jesus é este Deus: Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim… (Vejam bem Apoc. 1:4 e 5a, 7-8, 11-13; 21:4-6 e 22:12-13).
Alfa e Ómega são as primeiras letras do alfabeto grego. Temos que nos apropriar da verdade desta afirmação de Deus. Por isso, não podemos ter apenas uma mensagem.

          O que significa? Eu sou… o princípio mostra a divindade de Jesus Cristo, que Ele é eterno, que Ele é incriado. “Não há nada, não ninguém antes de Mim, nada Me precede”. É uma declaração surpreendente.

          Vejam, Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Eu sou o Alfa, quer dizer que, na Divindade, Jesus não é o Beta, Ele é Deus. Ele é eterno, possui todos os atributos divinos. Jesus é absolutamente o início e o fim de tudo. Tudo começa e acaba n’Ele.

          Por exemplo, Isaías 44:6 diz: Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus. Reparem que afirma–se de Deus o mesmo que de Jesus. Ele tem a primeira e a última palavra da História. Nunca houve um momento em que Deus não estava.

          O Salmo 90:2 diz: Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.

          Deus é infinito. Deus é Santo, Justo, Misericordioso, amor, todos os atributos, e Ele nunca deixou de O ser, não melhorou, nunca começou a ser, mas sempre foi O que é e Quem é. Ele é eternamente tudo o que é. Cristo é o início de tudo, é o Alfa.

          Jesus é o propósito da história. A Bíblia diz que todo o Universo foi criado por Ele e para Ele mesmo, para a Sua glória, para manifestar tudo o que Jesus é. Tudo foi orientado em relação a Cristo, o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. Tudo para manifestar essa grandeza. Vejam as portentosas palavras de Colossenses 1:15-19 sobre Cristo:
          O qual é imagem do Deus invisível, o primogénito (O Alfa) de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogénito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse…

Jesus é o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro, como diz Apoc. 22:13

         Olhando para a criação, nada do que foi criado expressa melhor a Pessoa de Deus, a não ser o eterno Filho de Deus. Hebreus 1:8, 10 revela o que o Pai diz do Filho: Mas, do Filho, diz… Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos.

O Universo inteiro com cada uma das suas partes, visíveis e invisíveis, poderes, anjos, tudo o que sabemos e que desconhecemos, tudo foi criado pelo Filho e para o Filho. Tudo é por causa do Filho, o Alfa e o Ómega. Deus queria que cada coisa que fosse vista no céu e na terra, na criação, queria que nós soubéssemos que foi criado por causa do Filho.

Deus criou a nossa fantástica mente para pensarmos em Cristo, criou o olho para um dia contemplarmos a Cristo. Deus criou todos os nossos sentidos para que por eles percebêssemos quão grande é o amor do Pai pelo Filho. Todo o Universo é uma expressão do dom do Pai para o Filho, porque tudo foi criado por ele e para ele, o Alfa e o Ómega.

Em Génesis 1:31 lemos que terminada a criação viu Deus tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom. Porquê? Apenas porque o mar era bonito, o céu era lindo, os animais, as estrelas, etc? Não, mas sim porque tudo mostrava a glória de Cristo, do Filho, pois tudo foi feito para Ele. Deus via a glória do Filho amado reflectida na criação.

 Por isso, o Salmo 19 diz: Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia… A criação “fala” do grande amor de Deus pelo Filho exibida na majestade de tudo quanto foi feito. Assim, Jesus declara; Tudo quanto o Pai tem é meu.. (Jo.16:15)

Também em Génesis 1:26-27, vemos Deus ao criar o homem, dizendo, …à nossa imagem, conforme à nossa semelhança. O homem é a coroa da criação de Deus. Porquê? Porque no homem Deus pode expressar mais a glória de Cristo. Assim, em Rom.8:29 lemos que o propósito final é que o homem salvo será conforme à imagem de seu Filho. Tudo por causa da glória de Jesus, porque Ele é o Alfa e o Ómega de tudo.

I João 3:2 diz: Amados, agora somos filhos de Deus e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim como é, o veremos.
Em Romanos 8:29 lemos: Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho. Este é o propósito máximo de Deus, de sermos a imagem de Cristo, Seu querido Filho, o Alfa e o Ómega. 

Conclusão - A história está nas mãos de Cristo e, no final, a humanidade vai encontrá-Lo como Juiz, o Ómega. O futuro é certo porque Jesus é eterno. Jesus abrange toda a realidade. Ele é o princípio e o fim, o eterno Jesus, que criou todas as coisas, que fez com que todas as coisas viessem a ser e a existir, como vemos em Gén.1:1; No princípio, criou Deus os céus e a terra. E agora, em Apocalipse 21:6, Ele fará tudo de novo, eternamente: Eis que faço novas todas as coisas… Eu sou o Alfa e o Ómega.



E esta renovação de todas as coisas pelo Alfa e o Ómega inclui a satisfação da mais profunda necessidade do homem: a salvação, estar com Deus, fome e sede de Deus. Daí o convite a todos os homens: A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.



O caminho está aberto para todos que sentirem a sua necessidade e se voltem para Deus para serem satisfeitos. Ou beber do vinho da ira de Deus, o cálice do vinho da indignação da sua ira (Ap.14:10; 16:19; 18:3), ou, muito melhor, aceitar o convite, esta oferta da água da vida, a vida eterna, oferecida pelo Alfa e Ómega, o princípio e o fim.



E por fim, em Apoc.22:12-13, Jesus, o Alfa e o Ómega diz que cedo venho e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Ou seja, Ele vai criar tudo de novo, faz um convite para a salvação e tem um galardão para a dar a cada um.



Jesus, Deus, é a chave desta revelação à humanidade porque Ele é o Alfa e o Ómega, o primeiro e o derradeiro, o que é, e que era, e que há-de vir.


Rui Simão
pastor na igreja evangélica baptista em moreira da maia

quinta-feira, 18 de abril de 2019


 Jesus Cristo, o Messias, o Servo Sofredor do Senhor

(Isaías 53)  
          
  Isaías tem cerca de 70 citações no NT. Escrito 700 anos antes de Cristo, o profeta faz revelações desde o nascimento à morte e ressurreição de Jesus. O cap. 53 dá-nos uma imagem clara e real dos sofrimentos e do triunfo do Messias, Jesus Cristo. A mensagem profética aplica-se, em primeiro lugar, a Israel. Mas Jesus veio e morreu por todo o mundo.
O israelita João o Baptista disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29), não apenas de Israel. Paulo, apóstolo, pregava que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego (Rom.1:16).
Outro israelita, o apóstolo João, também disse que Jesus é a propiciação pelos nossos pecados, mas não apenas de Israel, mas, também, pelos de todo o mundo (I Jo.2:2)

Intriga-nos a violenta forma de entrega, a forma de sacrifício de Jesus? A Escritura revela-nos claramente que o MOTIVO que levou o próprio Filho de Deus a entregar-Se assim nas mãos de Deus e dos homens foi o AMOR de Deus pelo homem perdido, condenado a uma eternidade no inferno sem Deus: Mas Deus prova o seu amor para connosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. (Rom.5:8). Não havia outra forma de salvação dadas as exigências da justiça do Deus Santo e tipificadas pelos sacrifícios da Lei de Moisés.

Vejamos a majestosa profecia de Isaías 53.

 

v.1 – A incredulidade daqueles que ouviram a mensagem. Jesus disse em João 12:37-38: E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?


          A mensagem do evangelho de Jesus foi propalada, foi anunciada por profetas e estava contida nas Escrituras. Foi clara, mas caiu em ouvidos surdos, rejeitaram Jesus, o Messias. Romanos 10:16 diz: Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? Apenas poucos creram.

 

v.2 – Aqui começa a revelação dos sofrimentos de Jesus, o Messias. Cristo será depois grandemente exaltado: será exaltado, e elevado e mui sublime (Is.52:13). Mas primeiro é descrita a Sua profunda humilhação, sofrimentos e morte. A humilhação de Jesus é mostrada com grande profundidade.

O texto inicia mostrando a Sua humilde aparência, não impressionou ninguém, não foi filho de rei num palácio, mas foi sem glória, num lar de carpinteiro (Is.52:14).

 

v.3 – Não tinha qualidades visíveis atractivas que impressionassem. Foi homem de tristezas mesmo antes da crucificação. Desprezado e rejeitado pela própria família e conterrâneos, como um leproso cortado do convívio da sociedade.

O verso começa e termina dizendo que Jesus foi desprezado. Foi o Servo Sofredor por excelência, tido sem valor algum.

 

v.4 – A profecia assume agora um novo aspeto. Começa a desvendar o mistério do sofrimento descrito. Jesus sofreu por nós, pecadores, um sofrimento vicário, substitutivo, voluntário: ele tomou sobre si… levou sobre si… as nossas enfermidades. Os sofrimentos de Jesus deveram-se ao pecado, nosso, não d’Ele. Aflito… oprimido sugere alguém violentamente atingido pela mão de Deus. Na verdade, Jesus foi ferido de Deus, um sofrimento como castigo pelo pecado, expressão da ira do Deus Santo contra o pecado.

 

v.5 – Continua a profecia sobre sofrimento vicário de Jesus, o Messias. Mas ele contrasta novamente com o nós. Foram as nossas transgressões a causa de ter sido ferido (“traspassado”), moído. Aponta para grande sofrimento e morte violenta. Foi o castigo da nossa paz. Um castigo resultou em paz, chagas trouxeram cura. Foi assim que a nossa dívida foi paga. E porque Jesus aceitou as suas pisaduras pelas nossas transgressões, resultou em termos sido sarados, perdoados. O que nós merecíamos, Jesus suportou.

 

v.6 – Um retrato da situação do pecador: desgarrado… desviado pelo seu caminho que leva à perdição, destituído da glória de Deus. O ato supremo de Deus foi pôr sobre o Seu Servo os pecados das ovelhas levando-O a dar a Sua vida pelas ovelhas. Foi assim que Ele Se tornou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Foi Deus Quem fez e decidiu isso.

 

v.7 – A descrição do Seu sofrimento chega agora ao clímax ao descrever a maneira como Jesus suportou tudo. Ele não ofereceu resistência nem proferiu um único som. Jesus sofreu violentos maus-tratos como um animal às mãos dos homens (Is.50:6ss). Jesus permitiu ser humilhado sem oferecer resistência, sem reagir até mesmo com palavras: mudo… não abriu a sua boca. Foi um silêncio voluntário do nosso Salvador.  Foi, como um cordeiro…


v.8 – Jesus foi levado para a execução na cruz, condenado à morte: foi cortado da terra dos viventes. O tempo da sua vida foi curto, morreu aos 33 anos. Tudo aconteceu, Jesus foi atingido por causa da transgressão do pecador. Meu povo refere-se profeticamente a Israel. Mas a morte de Jesus foi por toda a humanidade.

v.9 – A intenção do sepultamento do Santo Filho de Deus, o Servo Sofredor, foi tão vergonhosa e humilhante quanto a Sua morte: Puseram a sua sepultura com os ímpios. Mas dois homens ricos, tementes a Jesus, José de Arimateia e Nicodemos, adiantaram-se, pediram o Seu corpo e sepultaram-No com honra num sepulcro novo (Mat.27:57-60; Jo.19:39-40).
O v.8 conclui que a morte de Jesus foi a de um inocente, de atos e de palavras, mas que cumpria a redenção sacrificial do mundo; …nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
Deus recompensou a Sua inocência e o primeiro sinal disto é o lugar do Seu túmulo.

v.10 – Temos aqui a questão de como deve ser entendido o sofrimento de Cristo. O profeta oferece mais uma vez uma explicação, revela as razões profundas e misteriosas do sofrimento de Jesus. Não foi condenado por qualquer culpa encontrada n’Ele, mas porque ao SENHOR agradou moê-lo. Era a vontade oculta de Deus: agradou. Havia um objetivo divino glorioso. A vida, a alma de Jesus foi posta por expiação do pecado. Este foi o motivo, o glorioso propósito de Deus. Jesus foi a oferta pela culpa do pecado.

Foi do agrado de Deus moê-lo – nada menos! Era a obra de Deus fazer enfermar o Seu Filho. No sistema sacrificial da Lei de Moisés, a Oferta pela Culpa e a Oferta pelo Pecado era as únicas ofertas expiatórias.

A segunda metade do versículo apresenta já o resultado glorioso do sofrimento e sacrifício vicário de Jesus. Posteridade aponta para os descendentes espirituais, os crentes. Bom prazer do SENHOR prosperará… é o futuro fruto da obra de Cristo.

v.11 – O Senhor agradou-Se e aceitou como completo o sacrifício do Messias. Continua a satisfação de Deus pela oferta sacrificial de Jesus. A justiça de Deus foi satisfeita. A salvação foi alcançada.
A justificação do pecado foi concretizada e disponível a todo o que crê em Jesus: justificará a muitos, não todos, pois nem todos creem.
Somente porque o Messias leva as iniquidades deles sobre si, confere a Sua justiça vicária a todo aquele que crê, e este, por sua fé, é justificado do seu pecado e salvo.

v.12 – Por ter concretizado a redenção, Deus vai dar ao Seu Filho todos aqueles a quem Ele confere a Sua justiça, ou seja, a todos aqueles que crerem.  O Homem de Dores, o Servo Sofredor é agora um Rei conquistador, pois venceu a batalha da salvação.

          A finalizar, o profeta repete as bases para Jesus receber tudo isto, porquanto…
         
Voluntariamente, derramou a sua alma na morte.

… foi contado com os transgressores, morreu crucificado no meio de criminosos.
         
Mais uma vez, para que fique bem claro, Cristo levou sobre si o pecado de muitos…
…pelos pecadores intercedeu, logo no local da Sua morte e hoje no céu, ressurecto, à direita do Pai.

Conclusão
 Esta grande profecia fornece-nos um quadro tremendamente completo da morte que Cristo realizou em favor de Israel e por todo o mundo. O Redentor, o Messias, não pode ser outro senão Jesus.
A morte de Jesus satisfez as justas exigências de Deus no julgamento contra o pecado. Nós nunca nos poderíamos salvar a nós mesmos. Apenas este sacrifício era necessário e suficiente: E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas, também, pelos de todo o mundo. (I João 2:2)

                    Moreira, 18 de Abril de 2019 (RO)                                                    
Rui Simão
Pastor na Igreja Evangélica Baptista em Moreira da Maia