sábado, 5 de outubro de 2013

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As Misericórdias de Deus

O Conforto que Deus supre nas horas de angústia e de dor 

Introdução      
A Bíblia é a Palavra de Deus e tem 66 livros divinamente inspirados. Um dos livros que encontramos no A.T. chama-se “Lamentações de Jeremias”. Foi escrito numa das épocas mais duras, mais tristes e mais difíceis para a nação de Israel, quando o seu território foi invadido pelo rei Nabucodonosor. Por isso, lemos ali: As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
 
Quais os motivos para Nabucodonosor ter invadido Judá?
O profeta Daniel desvenda-nos os motivos desta invasão que foi um severo castigo de Deus devido à permanente desobediência do Seu povo. Foi na própria cidade do cativeiro, Babilónia, que Daniel em oração confessa o pecado do povo e pede perdão e a misericórdia de Deus. Lemos isto no capítulo 9:
 
"E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti. Ó Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, E não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra ele. E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Jerusalém. Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para nos aplicarmos à tua verdade. Por isso o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente.
Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.

Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

          O profeta Jeremias deixou-nos, assim, um excelente livro de ensino sobre as misericórdias de Deus. Ele tem bem presente a destruição de Jerusalém e o desterro do seu povo para a Babilónia.  
 
O que é a misericórdia divina? É um acto do Deus Santo e Justo não castigando o homem pecador como merecem os seus pecados. Misericórdia é libertação. Se Deus nos desse tudo o que merecemos, todos estaríamos condenados eternamente. Cada dia que vivemos é um acto da misericórdia de Deus. No Salmo 51:1-2, o rei David apela que Deus suspenda o Seu julgamento: Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade…

Propósito: Descansemos e confiemos nas misericórdias de Deus que nos trazem conforto nas horas de angústia e de dor.

I. O Lamento de Jeremias - 3:19-20
            Não era possível esquecer a aflição, a angústia por que todos passaram e sofreram: “Lembra-te da minha aflição, do meu pranto, do absinto e do fel. Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim.(vs.19-20).
       Jeremias bem sabia que tudo por que ele e o povo de Israel estavam a passar era fruto do pecado e é exactamente o pecado que torna o cálice da aflição num cálice de amargor profundo. 

II. A Esperança no meio da tristeza – v.21
            Entretanto, a partir do verso 21, as nuvens negras começam a dissipar-se e surge esperança. O profeta não quer entregar o seu coração ao desespero. As coisas que podem dar esperança a Jeremias não são, neste contexto, as coisas passadas e sim as que ele espera que virão no futuro.

 Vamos juntos ver a que coisas o profeta se poderia estar a referir quando disse: Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei” (Lm.3.21)

O que nos pode dar esperança. O que nos ensina o profeta.

III. Em 1.º lugar, o profeta reconhece que mesmo que as coisas estejam ruins, é somente pela graça de Deus que elas não estão piores – 3:22
Nós sabemos que as situações podem ser sempre piores. Nós somos afligidos pela vara do Senhor, mas é por causa das misericórdias do Senhor que não somos consumidos e que não estamos pior.  
                               
Ele reconhece o fluxo constante das misericórdias do Senhor: …não têm fim. Por causa deste fluxo constante nós não somos consumidos. O apóstolo Paulo resumiu bem esta verdade ao dizer:Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos…” (II Co.4.7-10).

As misericórdias fluem de uma única fonte: Deus. Notem a forma plural "misericórdias" que denota tanto abundância como variedade. Deus é uma fonte inesgotável de misericórdias. É por este motivo que ele é chamado de “…o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação” (II Co. 1.3). Todos nós somos devedores à misericórdia de Deus pelo facto de não sermos consumidos.

IV. Em 2.º lugar, o profeta, na sua profunda dor e aflição, ainda pode experimentar esperança na ternura e na compaixão do Senhor – v.23
            Em 3:17-18, ele tinha perdido a esperança. Mas, agora, sabe que pode confiar e descansar que as misericórdias de Deus são novas cada manhã, renovam-se constantemente. Porquê? Porque grande é a tua fidelidade. Deus é fiel. 
                      
            Mesmo em tempos difíceis, quando parece que Deus bloqueou as Suas misericórdias, elas continuam, de facto, a fluir. Os rios das misericórdias de Deus correm cheios e transbordantes e nunca estão secos. Renovam-se pela manhã. Tenhamos esperança. No meio das suas aflições, Jó disse que Deus visita os filhos dos homens a cada manhã: Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração, E cada manhã o visites, e cada momento o proves?” (Jó 7.17-18)
            Não importa que tipo de dores e problemas nós tenhamos que enfrentar. Mantenhamos firme a nossa confiança na Palavra de Deus que promete: grande é a tua fidelidade”.

V. Em 3.º lugar, o profeta lembra-se que o Senhor Deus é e sempre será a alegria completa e suficiente do Seu povo – v.24
            O que é que nós afirmamos, o que diz a minha alma? Que quando eu tiver perdido todas as coisas que tenho neste mundo, inclusive a minha liberdade, o meu sustento e quase a própria vida, ainda assim eu não perdi meu interesse em Deus. Porções na terra são todas perecíveis, mas o Senhor é porção por toda a eternidade. Vou escolher sempre o Senhor, depender sempre d’Ele, …esperarei nele”.

            Enquanto tivermos amor ao Senhor, temos tudo o que precisamos. Ele é a minha porção. "Esperarei nele". Vou lançar-me sobre Ele completamente. Vou encorajar-me em Deus quando todos os outros apoios que me sustentavam desabarem. Notemos bem: É nossa obrigação fazer do Senhor a porção das nossas almas e recebê-lo como Consolador no meio das nossas lamentações.

VI. Em 4.º lugar, a confiança depositada no Senhor não é em vão – v.25
            Isto é evidente pelos seguintes fatos:

a. Deus é especialmente bom para os que confiam n'Ele e O buscam: Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca” (Lm.3.25). Busquemo-Lo em oração, na leitura da Sua Palavra.

b. Todos aqueles que esperam no Senhor descobrirão que isto é algo bom: Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR” (Lm 3.26). Busquemo-Lo com fé e com esperança. Veremos a Sua bondade e a Sua salvação e livramento.

c. Sejamos humildes perante o Senhor: Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança” (Lm 3.29). Humilhemo-nos, confessemos o nosso pecado e esperemos no Senhor. Quando nos humilhamos desta maneira o profeta nos diz: “talvez ainda haja esperança.                                                    
 
d. Ainda que nos traga aflição, é para nosso bem, e o Senhor não tem prazer nisso–vs.31-33: "
Pois o Senhor não rejeitará para sempre.

Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.

Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens. "
            As aflições são um incentivo de Deus ao arrependimento, à santidade. A mão de Deus está no controlo. Há um propósito santo e sábio por detrás. De facto, o que o Senhor quer é derramar o Seu amor, compaixão, misericórdia, salvação. É isto que O move. Não duvidemos disto.
 
Conclusão
            O maior acto da misericórdia divina revela-se na encarnação do Seu Filho Unigénito, Jesus Cristo. Veio para, pela cruz, resgatar o homem pecador condenado :


Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,  Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador;  Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. (Tito 3:3-7)
 
            Tal como Deus, sejamos nós também misericordiosos para o nosso próximo. Isto ensinou o Senhor Jesus no Sermão da Montanha: Bem-aventurados os misericordioso, porque eles alcançarão misericórdia.


            Descansemos e confiemos nas misericórdias de Deus que nos trazem conforto nas horas de angústia e de dor. As Suas misericórdias são permanentes e contínuas. São novas cada manhã, como o caudal de um rio. Esperemos no Senhor, seja Ele a nossa porção e a nossa esperança.

Pastor Rui Simão
Retiro no Acampamento Monte das Oliveiras, Castelo Branco, 5-10-2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013


Arraigados e Edificados em Jesus Cristo


Despertar com Exortação o vosso Ânimo Sincero - (II Pedro 3:11)


Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em acções de graças.
                                                                         Colossenses 2:7  


Introdução      
            Como crentes, temos que estar e permanecer firmes no Senhor Jesus Cristo. Um dos maiores cuidados dos apóstolos e líderes das primeiras igrejas do NT era a firmeza espiritual dos crentes. Foi este zelo pela firmeza na fé das igrejas que levou Paulo a empreender a sua segunda viagem missionária: E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciámos a palavra do Senhor, para ver como estão. (Actos 15:36).

Propósito: Como crentes, permaneçamos arraigados e firmados na fé no nosso Senhor Jesus Cristo.

           
I. A Firmeza na Fé dos Colossenses – Col.2:5  
Aos crentes desta igreja, Paulo diz que mantinha constante oração por eles, no que ele chama em 2:1 de quão grande combate tenho por vós… Mas ficou descansado e alegre quando recebeu boas notícias da igreja: vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo. (Cl.2:5)
Também nós temos que estar sempre firmes. No quê? Na fé. Em quem? Em Cristo.

II. Andar arraigados e edificados em Jesus – Col.2:6-7
“Como recebestes o Senhor Jesus” O que quer dizer?

Receber o Senhor Jesus é crer e confiar n’Ele. Eles creram em Jesus na totalidade, a Sua Pessoa como Deus e Homem, como Salvador e Redentor. Receberam-No como Aquele que os remiu da culpa do pecado e aceitaram-No como Senhor.

Recebestes o Senhor Jesus. Que diferença há entre dizer “Senhor Jesus Cristo” e “Jesus Cristo”?
Senhor” mostra reverência, temor, respeito, mostra uma relação. Jesus é Senhor.

Portanto, o apóstolo incentiva-os a continuar, a seguir em frente, acreditando n’Ele: andai nele.

O apóstolo continua a ensinar-nos sobre o valor da firmeza e perseverança nos caminhos de Jesus. Agora, ele vai usar duas figuras, duas comparações importantes. v.7

a) Arraigados – É a imagem de uma árvore. Refere-se à segurança das árvores porque têm raízes fortes e fundas que resistem às fortes tempestades e ventos. Os crentes estão arraigados em Jesus.

b) Edificados – É a comparação com um edifício, um prédio. Edificar é ir construindo uma casa, tijolo a tijolo, crescendo solidamente para não cair. Os crentes são edificados firmemente e ficam firmes na sua fé em Jesus. Vão crescendo na fé.

Naquele tempo, na construção de um edifício, a pedra de esquina, a pedra angular, era crucial. Ela orientava toda a construção e dava solidez aos alicerces. Jesus é a principal pedra da esquina. (Ef.2:20-22).

Confirmados na fé – É estar bem instruído nas doutrinas do Evangelho, conhecer bem a Palavra de Deus, lendo-a, estudando-a, praticá-la em cada dia. É permanecer na verdade que nos foi ensinada: assim como fostes ensinados…

A vida cristã não nos permite parar. O zelo do apóstolo Paulo é o zelo do Senhor por nós que somos Seus filhos: firmeza da nossa fé em Cristo, andar em Jesus, arraigados, edificados e confirmados na fé em Jesus.


III. Procurar fazer mais firme a nossa vocação – II Pedro 1:10
             O apóstolo Pedro também nos ensina a necessidade de ficarmos firmes na nossa fé.

            Pedro usa palavras que indicam que a vida do crente é uma forma contínua de vida: …procurai fazer cada vez mais firme…

 É um processo que dura toda a nossa vida cristã.

IV. A firmeza dos Tessalonicenses – I Tes.3:1-13
         Nesta primeira carta àquela igreja, Paulo revela o seu zelo e cuidado por eles. Paulo estava preocupado pela firmeza e fidelidade daqueles irmãos na fé. Como não podia ele mesmo ir lá, os vs.2 e5 dizem que Paulo mandou Timóteo saber da vossa fé.

Qual era o receio de Paulo? …temendo que o tentador vos tentasse…(v.5)
Mas as notícias que recebeu de volta eram boas e alegres – vs.6-8.

Qual era a situação espiritual daqueles crentes? …estais firmes no Senhor.

Com esta boa notícia, o que faz Paulo? Orando abudantemente, dia e noite… (v.10)

Qual é o motivo das orações de Paulo por eles? (vs.12-13)

a)    E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor…
b)     - Para confirmar os vossos corações…


            Uma vez mais, vemos a importância da firmeza, da perseverança, em aumentar, em confirmar a nossa fé em Jesus.

Conclusão
            Os apóstolos do Senhor Jesus Cristo, Paulo, Pedro e João, escreveram e ensinam-nos importância do crente estar firme e edificado em Jesus.

O apóstolo João diz: Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. (II João 8)


Fiquemos firmes na nossa fé no Senhor Jesus, andando n’Ele.

Rui Simão,
pastor
Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

sexta-feira, 23 de agosto de 2013



 O NOSSO MUNDO - CRIAÇÃO DIVINA OU EVOLUÇÃO?

VEJA OS FILMES DIGITANDO NO LINK ABAIXO: (o filme é para mostrar a imensidão do Universo criado por Deus. NÃO ACEITAMOS O QUE O FILME REGISTA SOBRE O BIG-BANG)

http://www.youtube.com/watch?v=17jymDn0W6U 

               https://www.youtube.com/watch?v=MlOjSQeO1Dg&fbclid=IwAR3MhmPWje-12AL5c1N3WFEBoqaqjHZ0jL5void7AH1d4z1W20PthPBPXG4  

               O sábio e inspirado apóstolo Paulo, quando discursou perante os sábios atenienses há cerca de 2000 anos, que tema usou na sua mensagem? Precisamente o da Criação divina. 

            Explicou que Deus é o criador de todas as coisas, de todo o Universo, é a fonte de tudo o que existe. Toda a vida tem origem em Deus. Toda a vida depende d'Ele:"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra...ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; e de um só sangue fez toda a geração dos homens...". 

       Depois, a partir daqui, Paulo testemunha da ressurreição do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, que encarnou e morreu crucificado em lugar do homem pecador, avança para a necessidade do homem buscar a Deus e de arrepender-se dos seus pecados. (Ler na Bíblia em Actos 17:15-34). 

       A expressão "de um só"  refere-se ao primeiro homem criado, Adão, de quem, com a sua mulher, Eva, descendem todos os homens. 

        A rejeição da criação divina, que tem pouco mais de 6000 anos, a favor de uma evolução ao longo de muitos milhões de anos, é uma arma de Satanás para afastar as pessoas da verdade e da salvação eterna pela fé no salvador Jesus.  



Esta "curta e rápida " viagem pelo maravilhoso e harmonioso Universo prova-nos que ele não é resultado do acaso, nem do Big-bang (duma explosão vem o caos, não a harmonia), mas sim de uma poderosa criação, inteligente, amorosa e sábia, com um propósito magnífico. A Palavra de Deus revela que tudo o que existe é criação de Deus em seis dias literais: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos." (Salmos 19:1); "No princípio criou Deus os céus e a terra...e disse Deus: Haja luz; e houve luz.(Génesis 1).  

Veja no link abaixo (uso o filme apenas para mostrar o universo e sua dimensão, não concordando, nem subscrevendo a teoria da evolução, o big-bang):





O livro de Hebreus, 1:10, revela que Jesus Cristo é o Criador: "E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos." O rei David, no Salmo 8, escreve: "Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus...Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem para que o visites?"
Há 2700 anos atrás, o divinamente inspirado profeta Isaías revelou que a Terra é redonda: "Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende o céu como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar." (Isaías 40:22).

segunda-feira, 8 de julho de 2013


"Uma igreja do 1.º século no mundo do séc.XXI"
I Tes.1:1-10

Introdução      
Paulo escreve que a igreja dos tessalonicenses teve um grande impacto no seu tempo. Cada igreja deve ser assim também. Como igreja, precisamos de dar bom testemunho ao mundo na nossa geração e para o futuro.
Três aspectos bíblicos muitos importantes são vistos nesta igreja do primeiro século.

I. FÉ
            Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé…”.  (v.3)

            A fonte do seu testemunho estava na sua fé. Fé é a primeira coisa que Paulo refere aqui sobre aquela amada igreja. As obras daquela igreja tinham a sua base na fé operante: a obra da vossa fé.
Foi uma igreja que se converteu da idolatria: …como dos ídolos vos convertestes a Deus para servir o Deus vivo e verdadeiro. (v.9)
            A fé em acção agrada ao Senhor: “Ora, se fé, é impossível agradar-lhe…” (Hebreus 11:6). Somos encorajados a andar pela fé: “Porque andamos por fé e não por vista.” (II Cor.5:7).
            A sua fé causou grande impacto e inspirou-os para as boas obras. Fé é confiança no Senhor.

II. AMOR
            …do trabalho do amor…”
            As nossas igrejas precisa de fé e do amor. Amor é a primeira qualidade do fruto do Espírito Santo descrito em Gálatas 5:22ss. Em I Tes. 3:12, Paulo refere que o amor na igreja, que existe entre os irmãos, deve crescer sempre.. Satanás está activo nas igrejas para causar divisões. Há igrejas onde os bancos são separados por um corredor central. E há irmãos zangados que não se sentam na outra fila e assim permanecem sem se amarem e sem se perdoarem.
Paulo escreve que sabia que a igreja de Tessalónica tinha grande amor: …visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros; porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedónia. Exostamo-vos, porém,  a que ainda nisto aumenteis cada vez mais. (I Tes.4:9-10).
Eles já tinham amor profundo, mas deviam ter sempre cada vez mais amor nos seus corações e vidas. Se houver amor, servimo-nos uns aos outros.  (Heb.13:11).

III. PACIÊNCIA
…e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo….” (verso 3)
           
            Deus sabe que precisamos de paciência. Não é novidade que haverá desafios, aflições na nossa vida e ministério cristão. O que faremos? Devemos ter muita paciência nas provas. Temos uma grande esperança no Senhor Jesus. A igreja dos tessalonicenses tinha os seus olhos fixos no céu à espera da Segunda Vinda de Jesus Cristo. Fazia com paciência e esperança.
As provas são temporárias e ajudam-nos a crescer espiritualmente. Fortalecem a igreja e a nossa fé. As provas são para nosso bem, para a saúde da igreja: Para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados. Pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis. (I Tes.3:3-4).
Paulo diz que fomos escolhidos até para as tribulações.

Conclusão
            Será que a nossa igreja tem estes três elementos: Fé, Amor, Paciência? Eles fazem com que a igreja do Senhor Jesus Cristo tenha um grande impacto e testemunho na nossa comunidade.

Mensagem do Pastor David Loop, da Igreja Baptista de Esgueira, Aveiro, no culto do 2.º aniversário da nossa igreja.

                   Moreira, 07 de Julho de 2013   

                                                               Pastor David Loop









segunda-feira, 3 de junho de 2013



A Família Harmoniosa
A Prática dos Filhos         
Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.”
(Salmo 128:1)

I. Introdução
O que é a família? Uma pergunta simples mas muito profunda. É uma pergunta que merece resposta. Com relativa frequência deveríamos fazer uma análise e uma avaliação à nossa família.
Cada geração deveria fazer esta pergunta: “O que é a minha família?”
Será que existe outra coisa mais essencial, mais importante para uma existência humana saudável do que a família? Quais os efeitos de uma família unida e feliz? Quais os efeitos de uma família dividida e infeliz? Qual é a família verdadeiramente feliz? – É a Família do Senhor e a que tem Deus como Senhor da Família. É disso que falam os Salmos 127 e 128.

            As livrarias estão cheias de livros sobre a família. Contudo, o que precisamos é de olhar a família do ponto de vista do Criador da família, o Senhor Deus.
Quais as palavras que descreveriam melhor o que acontece dentro das quatro paredes da sua casa, entre os membros da sua família? A sua família é agitada, pacífica, tensa, receptiva, amorosa, HARMONIOSA?
Uma família harmoniosa é o que todos queremos. E este é o tema deste ano da nossa Conferência da Família.
Hoje vamos ver qual o papel e a responsasilidade dos filhos numa família, ou seja, o contributo dos filhos para uma família harmoniosa.

Quando os filhos são pequenos tudo é mais fácil. Quando eles começam a crescer os cuidados são maiores para a boa harmonia da família.

II. A Harmonia que vem do Senhor Jesus Cristo
Em 1.º lugar, a harmonia na família assenta no Senhor Jesus Cristo. Bem-aventurado o lar onde há temor, respeito pelo Senhor (Salmo 128:1). Temos aqui o quinhão da família que teme ao Senhor. Os...filhos são como plantas (rebentos) de oliveira… (v.3). Eles precisam de ser criados, educados, adubados, podados, acompanhados, guiados nos caminhos da vida.

E o que é que a Bíblia diz disto tudo? Diz que a chave, a base continua e será sempre o Senhor. Reparem que no Salmo 127, é o Senhor que edifica… guarda a família (v.1). Agora, no Salmo 128, a família bem-aventurada, HARMONIOSA, é aquela que …teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Portanto, o Senhor está sempre presente.

Deus recompensará a família que obedece à Sua Palavra, mandamentos e preceitos.

Por isso, podemos afirmar que a pedra base para uma família harmoniosa é Cristo, é o facto do Senhor Jesus estar no centro de tudo.

Importantíssimo para uma família cristã harmoniosa é que os filhos sejam crentes salvos pela fé em Cristo, fiéis na igreja.

III. A Necessidade de Respeito Mútuo – O Princípio da Autoridade
            Respeito mútuo é cada um na família reconhecer o seu lugar nela e respeitar a autoridade familiar. Deus organizou a família e estabeleceu uma ordem, um princípio de autoridade e de responsabilidade no lar que todos têm que conhecer e respeitar. Qual é?

1. O Homem - Responsável para o lar: Mas quero que saibais que …o homem é a cabeça da mulher… (I Cor.11:3)

2. A Mulher - Em sujeição ao seu marido (não de inferioridade, mas de autoridade):  Vós, mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos, como ao Senhor. (Efésios 5:22)

3. Os Filhos - Estão sempre debaixo da autoridade dos pais: Vós, filhos, obedecei em tudo aos vossos pais… (Col.3:20).

            Isto é muito importante. É nestes mandamentos e no seu respeito que há a garantia da harmonia no lar. Este respeito mútuo das posições que Deus colocou no lar logo influencia os filhos que Deus traz para o lar.

IV. A Necessidade dos filhos respeitarem os seus limites de filhos
            Quando os filhos não são humildes e obedientes a este princípio, e querem ser eles a mandar nos pais, surgem problemas na harmonia familiar. Quando os filhos crescem da meninice para a adolescência, para a juventude e chegam aos 14, 15, 16, 17, 18 anos de idade, e chegam à maioridade, e não obedecem aos seus pais, quando começam a resistir no seu dever de filhos, quebra-se a harmonia no lar e irrompem dificuldades: O filho insensato é tristeza para seu pai, e amargura para aquela que o deu à luz. (Prov.17:25).

V. Filho, honra a teu pai e a tua mãe
            Paulo destaca que a honra devida aos pais é, dos Dez, o primeiro mandamento com uma promessa e o 1.º mandamento de Deus para os filhos: Honra o teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem e vivas muito tempo sobre a terra. (Efésios 6:2-3 e Êxodo 20:12).

O verbo vem de uma raiz que significa “peso”. Honrar alguém é atribuir-lhe peso, o prestígio que a sua posição ocupa. Honrar, como a palavra grega sugere, significa valorizar ou considerar altamente, ter em grande estima.

Este Mandamento trata do mais sagrado dever das relações humanas: o amor e o respeito aos pais. Enquanto as pessoas podem escolher os seus amigos, os pais não se escolhem, são um dom de Deus, chamados a exercer um ministério importantíssimo.

            Quando os filhos não respeitam os seus pais, quando não se deixam guiar pelos pais na formação do seu carácter, quando não aceitam e prezam a sua correcção e disciplina, os filhos estão a pôr em perigo a harmonia na família e a trazerem problemas.

VI. Filho, obedece aos teus pais em tudo
Vós filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. (Ef.6:1)
Vós filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor
(Colossenses 3:20)

            Reparem no valor da obediência dos filhos. Duas coisas: é justo… é agradável ao Senhor. Se tal não se verificar, como fica a harmonia na família?
E a desobediência? O que está envolvido nela? Grandes riscos familiares. Muitos pais acreditam que a desobediência é uma coisa natural dos filhos e precisa ser tolerada.

Mas a Bíblia revela que Deus considera a desobediência dos filhos uma coisa muito séria:
- Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria e o porfiar é como iniquidade e idolatria (I Sm.15:23).

            A Obediência é responsabilidade dos filhos. É interessante que Paulo não escreveu: "Pais, façam com que vossos filhos vos obedeçam." Naturalmente, os pais são responsáveis por ensinarem e corrigirem os seus filhos, mas Paulo dirigiu-se primeiro aos filhos e colocou sobre eles a responsabilidade de obedecerem aos seus pais. 

            O que quer dizer a palavra obedecer?  Vem do grego (hypakouo) e quer dizer: “obedecer a ordens”, tem o sentido de “obediência literal à autoridade”. Implica mais do que o termo submeter-se. Uma pessoa pode submeter-se sem obedecer. Mas um filho não tem escolha. Tem mesmo que obedecer aos seus pais. E nisto está a harmonia no lar.

VII. Filhos pondo a harmonia na Família em acção
Vamos ver alguns exemplos práticos que são necessários da parte dos filhos e que têm benefícios importantíssimos para a harmonia no seio da família.

a. Os filhos podem contribuir para perturbar o relacionamento entre o pai e a mãe gerendo conflitos entre eles. Isto acontece quando recebem um não do pai e vão tentar o sim da parte da mãe. O pai vê-se desautorizado e acha que a mãe é a culpada, ou vice-versa, desconhecendo o jogo do filho: Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe (Prov.6:20). Filhos, não façam isto. Todos têm a perder.

b. Fazer do irmão/irmã o melhor amigo. É tão importante que, quando há mais do que um filho, eles sejam amigos e companheiros. Os problemas entre irmãos no lar estragam a harmonia na família: O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio. (Prov.18:19). Ama o teu irmão, sejam grandes amigos, pois isso traz grande alegria e felicidade à família.

Filho meu, ouve a instrução de teu pai… (Prov.1:8)

c. Cuidado com as tuas companhias e amizades: Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites. (Prov.1:10). Temos visto os grandes males para os nossos filhos quando as más companhias os levam ao crime, ao vício, à droga. Como isto traz tristeza, preocupação e angústia ao lar.

d. Uma advertência contra o pecado sexual e seus perigos. Provérbios 5:1-5 e 6:24-35 deixam este sério aviso do pai ao seu filho. O mundo segue um caminho muito pecaminoso na área sexual. Por vezes, os nossos filhos são atraídos para esses caminhos que parecem deliciosos como favos de mel e mais macios do que o azeite.
               
Contudo, para o filho, o resultado é amargoso, agudo como uma espada, morte e inferno. Destrói a sua alma o que tal faz. São palavras fortes mas reais e o filho que faz uma escolha pecaminosa deste tipo trará muita tristeza aos seus pais.

e. Filhos não preguiçosos, mas trabalhadores dedicados e diligentes em casa, na escola, na faculdade, no emprego, na igreja. Provérbios 6:6ss adverte que o preguiçoso pode estar a caminhar para a pobreza e para a infelicidade. Sê um filho dedicado e prepara o teu futuro. Isto traz grande alegria e esperança aos pais, harmonia na família.

            Os filhos são essenciais para a boa harmonia no lar. Não quer dizer que tudo depende deles, mas a parte deles é muito importante.

Provérbios é um livro de grande sabedoria. Ouçam o pedido dos pais aos seus filhos, pedidos que contribuem para a boa harmonia na família: FILHO meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. (3:1);
Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio…. Dá-me, filho  meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.  (23:15,26);
Teme ao Senhor, filho meu… (24:21)

Conclusão
Onde vemos a perfeita harmonia? No nosso Deus Trino: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus, como Homem encarnado para a obra da salvação na cruz, é o nosso grande exemplo:
- Enquanto criança e adolescente, foi submisso a seus pais. Ainda que Ele fosse a Divindade em carne, Ele seguia o plano de Deus para a família (Lucas 2:51);
- Por isso, quando foi baptizado, o Pai disse do Filho: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mt.3:17);
- Jesus, como Filho, disse: porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou. (João 5:30). O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. (João 8:29). Assim, Jesus, o Filho, honrou e glorificou o Pai. Obedeceu ao Seu Pai até à morte, e morte de cruz.

Igreja Baptista de Esgueira, Domingo, 30 de Junho de 2013 (10h) – Conferência da Família
Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia