terça-feira, 13 de maio de 2014




O Namoro Cristão e as Armadilhas do diabo nos dias de hoje
Pureza – Um Sonho ou Realidade?
I Coríntios 6:13-20
Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.
                                                                  Salmo 119:9

(2.º Seminário de “Jovens que Movem Montanhas” - Igreja Baptista de Barcelos)

Introdução      
Este é um assunto muito importante para os jovens. É uma orientação necessária para uma área muito importante das vossas vidas presentes e futuras. Aprender exige esforço. Por isso, esta manhã, precisam de se esforçar, de estar atentos e abrir os vossos corações e mentes para o que o Senhor Deus vos quer oferecer nesta área da pureza no namoro cristão.
            Estamos agora no terceiro milénio. O avanço tecnológico tem trazido muitos benefícios, sem dúvida, mas também muitos malefícios ao mundo. Hoje, temos a televisão, a internet, o cinema, o telemóvel, etc., com a influência dos filmes, fotos, mensagens e das novelas que promovem libertinagem e liberalidade que influenciam negativamente e enganam os jovens com ilusões. Por isso, é preciso dar aos jovens o verdadeiro ensino sobre o que é e o que fazer num namoro agradável e puro aos olhos de Deus.

 Princípios para a Pureza no Namoro Cristão

I. Qual a base para os nossos princípios de um namoro cristão puro?

1. A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada – MUITO IMPORTANTE
            Em primeiro lugar temos que definir a base do nosso ensino. Vocês encontrarão centenas de livros nas livrarias, bibliotecas, lojas sobe este assunto do namoro, escritos pelos mais variados autores. Mas quero, desde já, afirmar que o melhor livro que existe sobre qualquer área da vida do homem, e também sobre este tema do namoro, é a BÍBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS.

Porquê? Por várias razões. Se lerem livros sobre o namoro escritos há 50 anos atrás, há 30, 10, 2, 1 ano atrás, verificarão que, com o passar dos anos, as opiniões dos autores estão sempre a mudar e isto traz-nos dúvidas e incerteza.
Mas, a Palavra de Deus, que foi inspirada pelo Espírito Santo, é imutável. Os padrões do mundo mudam, mas os padrões de Deus, não. Portanto, a Bíblia é o nosso livro base e de eleição, acima de tudo.

2. Deus criou-nos e conhece tudo o que eu sou
Por que é que Deus é Quem sabe o que é melhor para o homem? Porque Ele é o Criador, o “fabricante”. IL: Livro de instruções do carro e do telemóvel. Posso usar o do carro para o telemóvel?

 Vejam o que a Bíblia diz do nosso Criador. Ele criou-nos e conhece tudo o que sou e preciso:
- E criou Deus o homem à sua imagem… homem e mulher os criou. (Gén.1:27)
- O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida. (Job 33:4);
- As tuas mãos me fizeram e me formaram… (Salmo 119:73);
- Senhor, tu me sondaste e me conheces…conheces todos os meus caminhos…ó SENHOR, tudo conheces. (Salmo 139.1-4)
Deus tem o melhor para cada um de nós, para ti em particular. Crê e confia n’Ele no teu namoro.
 
            Deus deu-nos o manual que inclui os parâmetros de vida que Lhe agrada e que é o melhor para nós. Esse manual é a Bíblia. Reparem: Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra. (II Tim.3:16).
            A Bíblia tem as melhores instruções para o namoro com pureza. Através de um estudo bíblico podemos achar princípios bíblicos para dirigir o namoro cristão puro. Pela Palavra de Deus podemos ter todas as ferramentas que dirigem as nossas acções.

II. Quando é que o namoro é bom?
1. É bom, se namorar for a vontade de Deus para a tua vida
            Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente (Rom.14:5b). Este ensino da Bíblia é muito importante. Temos que estar seguros das decisões que escolhermos para a nossa vida. 
            Podes achar esta pergunta estranha: Por que é que queres namorar? Qual é o teu objectivo? Será por pressão dos amigos ou da família, porque queres mostrar isso a toda a gente, para provares que já és crescido, para obteres gozo físico e sensual? Tens uma razão válida para namorar? Estás seguro?
           
            O namoro cristão deve significar que os jovens pensam em se casar. O namoro é uma preparação. Deus tem um plano para a vida de cada um de nós. Nem todos têm que namorar e casar. Ninguém deve sentir-se obrigado a namorar só porque todos namoram. Procura a vontade de Deus para ti nesta área do namoro.
            Mas se decidires namorar, sabe que Deus tem regras de pureza e conduta no namoro cristão.
            E, MUITO IMPORTANTE, os crentes devem namorar apenas com crentes.

2. É bom, se namorares dentro dos puros padrões de Deus e da Sua Palavra
            Vocês conhecem muitos namorados que não são crentes. Vocês observam como os jovens descrentes namoram, o que fazem, o que dizem e, muitas vezes, as coisas impróprias que praticam no namoro. Pois podem ter a certeza que o que Deus quer para um namoro cristão é totalmente diferente. Deus quer pureza entre os Seus filhos crentes que namoram. Prov.30:5 diz: Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.
            Uma vez mais podemos comprovar que as orientações da Bíblia são as melhores para um namoro puro, pois essa é a vontade de Deus. Só a Palavra de Deus nos conduz à pureza: Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. (Salmo 119.9)

            No namoro, o rapaz e a rapariga estão a entrar num relacionamento que antes não conheciam. Por isso, precisam de instruções para um namoro com toda a pureza. Paulo aconselhou o jovem Timóteo:
            Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no Espírito, na fé, na pureza. (I Tim.4:12)
            Foge, também, das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. (II Tim.2:22)

III. Quando é que o namoro é prejudicial?
1. É mau quando a impureza entra no namoro. Mas, o que é a impureza?
A impureza é tudo o que é indecente, sujo, imoral, manchado, impróprio. Em Génesis 39 temos um grande exemplo de um jovem puro, José, no Egipto. O v.6 diz que José era um jovem muito bonito e atraente. Mas ele amava a Deus e queria ser um jovem decente e puro, com um bom exemplo para todos.
A prova disto é que a mulher do oficial para quem José trabalhava quis ter um relacionamento sexual com este jovem. Mas José ficou firme, recusou estes avanços e pedido imorais diários daquela mulher impura que lhe pedia: Deita-te comigo. Sabem o que José fez? Fugiu e saiu para fora.

2. A Natureza explosiva da proximidade e do contacto físico
Os jovens precisam de conhecer a natureza do masculino e do feminino. Fomos criados de forma diferente e os dois completam-se. Com a adolescência, um mundo de coisas novas, sentimentos, desejos, emoções, que antes vocês não conheciam, brotam dia a dia nas vossas vidas. Surge, naturalmente, uma atracção sexual, física e emocional entre os dois sexos, entre o masculino e o feminino. Deus criou-nos assim mesmo e isto não é mau.

Mas tem regras a seguir e há coisas muito importantes que o rapaz e a rapariga precisam de saber quanto há parte física, sexual e emocional dos seus corpos e dos seus corações, especialmente quando começam a namorar.

IL.: Isqueiro e papel. Arde e queima.
Provérbios 6:27: Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Realmente, isto é impossível. É um alerta muito firme para a explosão física e sexual nos namorados que se atreverem a uma proximidade física dos seus corpos. Quando o iniciam, será muito difícil parar e ficar por ali, pois avançarão para a impureza.

O pecado habita no coração de todas as pessoas, e também do rapaz e da rapariga que namoram. Em Romanos 7:17-23, Paulo ensina e diz: …o pecado que habita em mim…na minha carne, não habita bem algum…a lei do pecado está nos meus membros.
 Temos um grande inimigo que usa o pecado e o desejo carnal para nos fazer cair, pecar e levar para a impureza, o diabo. Por causa desta natureza pecaminosa em nós, e porque o namoro é entre pessoas do sexo oposto, naturalmente, não podemos ignorar o poder das armadilhas do diabo e da carnalidade e, por isso, há coisas que temos que prevenir para o namoro ser puro. Quais são?

a) A roupa – Um exemplo: A rapariga chega ao lugar combinado para se encontrar com o seu namorado. Ela vai vestida com uma saia curta e justa, destacando as suas formas femininas. A blusa mostra quase metade dos seus seios. Quando se senta ao lado do namorado, tudo fica ainda mais desnudado. Para onde acham que o olhar do rapaz se dirige imediatamente e em primeiro lugar? Para os lindos olhos da namorada? Não! Infelizmente, ela apareceu de uma forma que incita a sensualidade e ele dificilmente deixará de olhar para isso. O rapaz é muito influenciado pelo que os seus olhos vêem. Por isso, a rapariga deve ter muito cuidado com as roupas que usa. Não deve vestir-se de maneira a mostrar o seu corpo de forma sensual e a levar o rapaz a pecar com desejos difíceis de controlar. Sabem o que fez Deus ao primeiro casal? Por causa do seu pecado, Deus vestiu Adão e Eva que antes estavam nus.

Usem roupas decentes, que não destaquem o formato do vosso corpo e porque estimula o pecado. A tua roupa apresenta uma mensagem para o outro. O jovem que quer ser puro usa uma roupa moderada e não agressiva, para cuidar das intenções do coração e que glorifica o nome de Deus. Usa uma roupa modesta para cuidar de um namoro puro.

Paulo escreveu a Tito: Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. (2:6)

           
b) Intimidade física – A impureza surge no namoro por causa do aconchego excessivo, da proximidade física entre os dois. No acampamento “Caravela”, havia a regra dos “três dedos” para os jovens. Três dedos era a distância a que sempre deveriam estar um do outro. E assim deve ser sempre.

Não podemos esquecer que o rapaz é excitado pelo que vê ou toca, mas a rapariga é muito mais pelo que ouve. E é neste ponto que a impureza aparece no namoro. Se se abraçarem, o rapaz fica abrasado pelo contacto físico e, então, as suas declarações calorosas a respeito das suas emoções irão incendiar a namorada. É como um vulcão a entrar em actividade. A intimidade física não é para o namoro cristão.

            Como já disse, o namoro cristão deve sempre visar o casamento. Um namoro que não tem como alvo um futuro casamento, nem sequer deve ser iniciado. Se não houver cuidado, o desejo dos namorados é que se tornem íntimos no seu relacionamento. Mas, isso não quer dizer liberdade no aspecto físico e muito menos liberdade sexual entre os namorados.

            Quem tem direito à intimidade física, o direito de tocar, de acariciar e, sobretudo, à relação sexual?
            Os namorados? Não, nunca! Está reservado a ser desfrutado apenas entre pessoas devidamente casadas:
            Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gén.2:24)
Venerado seja entre todos o matrimónio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará. (Hebreus 13.4)

Na nossa sociedade, pensa-se que prostituição é apenas quando se fala de mulheres que vendem o seu corpo, que levam dinheiro. Mas aos olhos de Deus significa muito mais do que isso. Entregar o seu corpo para o outro acariciar e desfrutarem de prazer, é o que a Deus chama na Bíblia de prostituição. Se os namorados o fizerem, o seu namoro é impuro e estão a cometer o pecado de prostituição. Essa é a cultura e a prática do mundo e do namoro mundano, mas não do namoro puro de um cristão.

O corpo é muito importante. O que fazemos com o nosso corpo tem grande impacto no presente e no futuro. Vejam como Deus é claro nesta área do uso do nosso corpo:
Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição. (I Tes.4:3). Deus não aprova intimidade sexual antes do casamento.
…Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor… (I Cor.6:13, 18-20)

Digo, porém, aos solteiros…se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. (I Cor.7:8-9). Eis a solução bíblica para a paixão e para o desejo sexual: O casamento. Não se pode usar o namoro para isto. Se o fizer, o seu namoro é impuro, pecaminoso e desagradável aos olhos de Deus e da igreja do Senhor Jesus Cristo. É só no casamento que se pode abraçar, beijar, acariciar e desfrutar de intimidade.

c) Qual o perigo de acariciar fisicamente?
      Mata a espiritualidade de ambos os namorados. Faz com que fiquem cegos para os valores verdadeiros, as virtudes de cada um, e pode conduzir para a realização do acto sexual proibido por Deus antes do casamento: Mas a prostituição, e toda a impureza… nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos. (Efésios 5:3)

IV. Conselhos práticos para um namoro cristão puro
            Queres um namoro que seja bom e puro para ambos os namorados? Queres, acima de tudo, agradar a Deus no teu namoro e na sua vida? Procura aplicar na prática os seguintes princípios:

1. – Deus em primeiro lugar - …fazei tudo para glória de Deus. (I Cor.10:31)
            Quanto mais próximos estiverem de Deus, mais próximos estarão de um namoro puro. O contrário também é verdadeiro: quanto mais longe estiverem de Deus, mais longe ficarão de ter pureza no vosso namoro: Espiritual – forte. Deus em primeiro lugar, nunca o seu namorado. Vontade, emoções e mente dentro do plano de Deus. Corpo (físico) – sob controlo:

2. Vigiai e orai – Jesus disse: Vigiai e orai para que não entreis em tentação. (Mat.26:41). Vigiar significa: Estar atento, de sentinela, tomar cuidado, precaver-se.
            Limitem e controlem o contacto físico, evitando criar ou alimentar desejos sensuais.
Orar é falar com Deus, ter comunhão com Ele. Orem diariamente para que Deus vos dê a vitória.

3. Guardar o nosso coração, a nossa mente
O que é concebido no nosso coração dará lugar à acção. Se pudermos proteger o nosso coração, haverá pureza no namoro. Jesus ensinou-nos que o problema principal é o nosso coração: Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição… (Mat.15:19). Por isso, ocupemos a nossa mente e coração com coisas puras – Ler Fil.4:8-9

4. Os lugares
            As pessoas do mundo podem achar normal os namorados irem a uma discoteca dançar ou passarem horas a fio agarrados num banco de jardim, mas os cristãos não seguem o padrão sensual do mundo. Fujam destes lugares.
            Evitem ficar sozinhos em ambientes fechados e em lugares impróprios. É sabedoria resistir aos ambientes que não são propícios para criar um relacionamento que glorifica o Senhor. Não devemos ser ignorantes ou ingénuos às armadilhas de Satanás para que não sejamos vencidos por ele: Sede sóbrios, vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar. (I Pedro 5:8).

5. As conversas
            A pureza no namoro também tem a ver com o estilo de linguagem que usam. Tenham cautela com as palavras que trocam e os assuntos que abordam. As vossas conversas podem despertar desejos sexuais e conduzir à impureza. Reparem no aviso da Bíblia: Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. (I Cor. 15:33).

Conclusão
            Quero concluir alertando que Satanás é manhoso para preparar armadilhas para os jovens no namoro e reafirmando que Deus é Santo, quer a santidade na nossa vida e na Sua Palavra temos tudo para um namoro cheio de pureza. Duas últimas coisas que favorecem a pureza no namoro cristão.

1. Permissão dos pais
Muitos acham que é antiquado, mas o rapaz deve pedir aos seus pais e aos pais da menina autorização para namorar com ela. A experiência e maturidade dos pais trazem bons conselhos. Embora não sejam a autoridade final, os pais devem estar de acordo com o namoro. Um namoro que os pais não apoiam, geralmente, resulta em muitas dificuldades: Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a instrução da tua mãe. (Prov.6:20)

2. Procurem o apoio do vosso pastor da igreja
O pastor poderá ver coisas que os jovens não estão a ver. O pastor orará por vós. O pastor dar-vos-á bons conselhos como servo de Deus. Se pecarem no vosso namoro, busquem rapidamente a ajuda dos vossos pais e do vosso pastor para que busquem o perdão de Deus em arrependimento.

Faz do teu namoro cristão uma realidade em pureza. Se amas o teu namorado, lembra-te disto:
O amor… não se porta com indecência. (I Cor.13:5)

       Igreja Evangélica Baptista de Barcelos
2.º Seminário de “Jovens que Movem Montanhas”, 3 de Maio de 2014
Rui Simão
        Pastor

terça-feira, 8 de abril de 2014


    
  

O Amor a Deus – O Maior Mandamento

(12:28-34)
   Esta é a última semana de vida de Jesus. Depois de ter entrado triunfalmente em Jerusalém, aclamado por multidões, no Domingo, na Segunda-feira expulsou os vendilhões do Templo. Por esta Sua atitude, vários grupos de líderes judeus vêm ter com Jesus para O confrontar com questões a fim de O apanharem e terem de que O acusar perante as autoridades.

 

Primeiro, foram os principais dos sacerdotes, e os escribas e os anciãos (11:27), sobre a “Questão da Autoridade”, depois, alguns dos fariseus e dos herodianos (12:13), acerca do “Tributo a César – daremos ou não?”. Seguiram-se os saduceus (12:18), sobre a “Ressurreição”. Agora, é o quarto dos cinco encontros de Jesus no Templo, relatados por Marcos.

 

Impressionado pela resposta de Jesus aos Saduceus, um dos Escribas aproxima-se para perguntar sobre uma questão da Lei. Os Escribas desconfiam da fidelidade de Jesus à Lei, a primeira e maior marca do Judaísmo.

 

Os Escribas  - Quem eram estes personagens pouco atraentes que aparecem com tanta frequência nas narrativas dos evangelhos?

   Eram uma classe de peritos profissionais na interpretação e aplicação da Lei e outras Escrituras do Velho Testamento. No hebraico, o seu nome era sopherim (im é o plural em hebraico), do verbo hebraico saphar, que significa, escrever, colocar em ordem, contar. No grego do N.T., o seu título é grammateis ou nomikoi. Os Escribas eram os Doutores, Mestres, Intérpretes da Lei de Deus.

 

A função dos escribas era preservarem a Lei de Deus, eram os guardiães da Lei, estudavam-na, transmitiam-na aos seus alunos. Mas, com o passar dos anos, criaram leis orais para explicarem a forma de aplicar a Lei à vida diária.

 

Qual o problema básico dos escribas? Erradamente, desvalorizaram a própria Lei de Deus e passaram a afirmar que essa lei oral – a tradição dos anciãos… dos homens - era mais importante do que a própria Lei escrita: Depois, perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos? (Mc.7:5). Assim, reduziram a religião a um formalismo que não atingia o coração das pessoas.

Este é um cuidado que sempre temos que ter. Nunca dar mais valor às tradições religiosas e dos homens do que à bendita Palavra de Deus.

       

Não é de admirar que as pessoas ficassem surpreendidas, maravilhadas, comparando os ensinos directos, bíblicos e fiéis de Jesus e os ensinos dos escribas: …a multidão se admirou da sua doutrina; porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas (Mt.7:28-29).

Nem é de surpreender que o nosso Senhor condenasse a super-veneração da tradição dos homens (Mc.7:7-8) e que os escribas, decididos a manterem a sua posição, se opusessem determinadamente ao Senhor Jesus.


A passagem paralela de Mat.22:35, diz-nos da verdadeira atitude deste escriba ao dirigir-se a Jesus naquele dia no Templo: E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar...”. Há maldade na sua abordagem a Jesus. Há uma segunda intenção oculta. Qual é a questão que ele traz a Jesus? Ele queria saber a opinião de Jesus sobre qual é o maior mandamento, em que alicerçava Jesus a sua crença: …Qual é o primeiro de todos os mandamentos?

Jesus podia ter citado tantas coisas: circuncisão, sábado, dízimos, os sacrifícios, etc. Mas Jesus foi directamente ao centro da razão da nossa existência. Vejam a resposta de Jesus nos vs. 29 e 30.

PROP.: Como discípulos de Jesus, ouçamos a Sua voz e façamos 
            de Deus o alvo único do nosso supremo amor e adoração.

Qual é o objecto do teu supremo amor? Esse é o teu deus!

I. O PRIMEIRO DE TODOS OS MANDAMENTOS  vs.29-30

     Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás…
Jesus faz uma citação de Deut. 6:4-9. O mandamento que, de facto, contém todos os outros, o mandamento que serve de centro a todos os demais e que dá sentido a todos os mandamentos de Deus, é justamente este: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração…

Sobre este mandamento repousa todo o significado e razão da nossa existência, quer de crentes quer de descrentes. Este é o grande, o maior mandamento, o grande objectivo da nossa vida cristã.
Se amarmos a Deus, então cumpriremos todos os mandamentos.

Indo lá para Deut. 6:4, temos a introdução ao maior de todos os mandamentos, o amor.

1.   Amar a Deus é Ouvir a Voz do Senhor
Ouve, Israel…
Esta é uma das mais importantes e conhecidas expressões dos judeus, o Shema, a palavra hebraica para ouve. O Shema brilha nos cultos de todas as sinagogas que inicia com a oração do Shema, proferido duas vezes ao dia.

Precisamos de ouvir a voz de Deus, a voz do Altíssimo. Só ela é verdadeira. Só ela tem o verdadeiro ensino.
A mensagem de Deus precisa de ser ouvida de modo correcto para lhe podermos obedecer. Como crentes, temos que ouvir e obedecer: Ouve….
Estamos a ouvir a voz do Senhor? Ou a ouvir outras vozes?

2.   Amar a Deus é ser fiel ao Senhor único
…o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
Temos aqui uma clara lição acerca do monoteísmo. Só existe um Deus: …é o único Senhor. Não pode haver idolatria, não há outros deuses. Este único Deus é o …nosso Deus. Ele é nosso Senhor e dono, tem que ser o único objecto da adoração, lealdade, fidelidade, louvor e amor primeiro. Amá-LO é nunca abandoná-LO, não deixarmos o Seu caminho, mas sermos-Lhe fiéis.  

3.   Amar a Deus é fazê-lo com todo o nosso ser

O que significa amar a Deus, o primeiro e o maior dos Mandamentos?
Com que medida tenho que amar a Deus?
…de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder.
Em primeiro lugar, temos que ter sempre presente I João 4:19: Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. O nosso amor não tem origem em nós. Tem origem divina. Deus é a fonte e a origem de todo o amor. O nosso amor é reacção ao Seu amor por nós, mas Deus é que estabeleceu o exemplo.

Amar a Deus não é o mesmo que amar outro ser humano. O amor a Deus envolve temor santo e reverência (v.13a). Amar a Deus é a nossa alma a dar-se inteiramente a Ele a fim de obedecermos aos Seus mandamentos, a fim de pensarmos os Seus pensamentos, buscarmos o que Ele busca: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo… (Sal.42:1-2a).

O amor é a primeira qualidade do fruto do Espírito em Gál.5:22. No grande poema ao amor de Paulo em I Cor.13, conclui que o amor é a mais suprema excelência.

Deus pede uma atitude cumulativa: coração, alma, poder. Tem o sentido de amor elevado ao seu mais alto grau, com tudo o que em nós existe. E notemos que amamos o Senhor, não como Deus, mas como “nosso Deus”.
Coração refere-se ao mais interior do nosso ser, a vida interior.
Alma é a totalidade da pessoa, a pessoa completa.
Poder, força são todas as potencialidades do homem.
Assim, devemos amar a Deus com tudo o que somos, tudo o que temos, tudo o que podemos expressar: Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome (Sal.103:1).

4.   Amar a Deus é guardar este mandamento no coração  v.6
O v.6, Deus diz que, além de termos que ouvir estas palavras, nunca as poderemos esquecer, mas têm que estar onde? …estarão no teu coração. Não numa tábua, não num quadro na parede, mas no coração. Dt.11:18

5.   Amar a Deus é obedecer à Palavra e servir ao Senhor
Mas, que teste é feito ao nosso amor ao Senhor? Jesus diz que a prova do nosso amor é a observância dos Seus mandamentos: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele (Jo. 14:21); Se alguém me ama, guardará a minha palavra… (Jo.14:23); Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando (Jo.15:14).  Deut.11:13
       
Jesus perguntou a Pedro: Pedro, amas-me? Pedro disse que sim, e Jesus deu-lhe um mandamento para obedecer: Apascenta as minhas ovelhas.
Amar e obedecer ao Senhor …é mais que todos os holocaustos e sacrifícios.

IL.: Abraão mostrou que amava ao Senhor acima de todas as coisas quando obedeceu à ordem divina de sacrificar o seu único filho.
         Noé provou que amava a Deus quando obedeceu à ordem e dedicou cento e vinte anos da sua vida pessoal e familiar a construir uma arca em terra seca.
         Paulo mostrou o seu amor a Cristo quando deixou de ser perseguidor e, obedecendo à chamada dos céus, se tornou missionário de Cristo: Pelo que, ó rei Agrupa, não fui desobediente à visão celestial (Act.26:19)
     
     A ausência de obediência serve de prova da nossa falta de amor ao Senhor.
6. Amar a Deus é transmitir este mandamento às futuras gerações
vs.7-9. Porque este é o primeiro, o maior e o supremo mandamento, o seu ensino tem que ser completo. É nossa responsabilidade comunicar este mandamento e a sua obediência às gerações seguintes. É dever dos pais, dos educadores, ensinarem seus filhos que a primeira coisa da sua vida é amarem a Deus: Quando o teu filho te perguntar pelo tempo adiante… (v.20).

Como devem fazer isso?  Repete em Deut.11:19
As intimarás… e delas falarás... as atarás… e as escreverás.
A instrução deve ser levada a efeito diligentemente no lar, na família, quando caminhamos ou viajamos; quando nos vamos deitar para dormir; quando nos levantamos para começar um novo dia. Deus é presença constante no centro da nossa existência, do nosso pensamento, das nossas actividades.

Porque o amor a Deus tem que ser tão absorvente na nossa vida e porque nunca pode ser esquecido, os vs.8 e 9 dão uma ilustração de lembretes para o efeito, para que ninguém pudesse entrar ou sair de casa sem vê-los e obedecer-lhes. Mas, o que o Senhor mesmo quer é que este mandamento esteja escrito no nosso coração.

No resto do capítulo, os vs.10 a 25 mostram a importância de recordar e o perigo de esquecer estas palavras do Senhor: Guarda-te que não te esqueças do Senhor… (v.10).

Este é o primeiro e o maior de todos os mandamentos, o resumo de todos: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração…
AP.: Como está o nosso amor ao Senhor? E a nossa obediência?

II. QUANTA SABEDORIA RELIGIOSA ALGUÉM PODE TER E NÃO SER UM VERDADEIRO DISCÍPULO DE CRISTO   Marcos 12:32-34
 não estás longe do reino de Deus… v.34
          
Este escriba elogia a profunda sabedoria de Jesus: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste… Jesus também se maravilhou com o escriba vendo que, ao contrário de outros líderes judeus, ele não se estava a afastar, mas a aproximar do reino de Deus:não estás longe do reino de Deus… E o que faltava a este escriba? Amar e seguir Aquele que estava a falar com ele, ao Senhor Jesus, que é Deus. Vem e segue-me..., como Jesus disse ao jovem rico

Será que ele seguirá a Jesus?    Não sabemos!  Mas este é um grande perigo. Andar e trabalhar nas igrejas, ouvir mensagens e estudos bíblicos, saber muito de religião, mas nunca responder ao convite para arrependimento de pecados, amar e aceitar Jesus como Salvador único e pessoal e segui-LO para sempre como discípulo. Não chega estar perto, é preciso estar dentro.
  
CONC.: Como discípulos de Jesus, ouçamos a Sua voz e façamos de Deus o alvo do nosso supremo amor e adoração, …de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento.



Rui Simão
pastor

terça-feira, 4 de março de 2014



Vinde

Brancos como a neve

Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.
Isaías 1:18

Introdução      
            O nosso texto dá-nos uma clara explicação para entender a atitude que Deus tem para com o pecado e também como a vida é transformada pela salvação.

Propósito: Em Deus, e só no Senhor, temos esperança de que pelo Seu amor e bondade, tudo será transformado para o nosso bem.

I. O Grande convite divino - Vinde, então, e argui-me
 1. Um imperativo - Este convite é um imperativo, ou seja, dado em forma de mandamento, uma ordem.

            É propício notar pela Bíblia que quando o pecador é chamado ou instruído a crer, por exemplo, em Actos 16.31, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa, é sempre num imperativo, ou seja, como mandamento.

            Não é um convite informal, nem um choramingo. É falsa a ideia de que Deus choraminga. A Bíblia diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho, não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3.36).

            Nas Escrituras, os que não crêem, são considerados como os que “não obedecem à palavra” (I Ped.3.1). Por não crer no Evangelho e não agir conforme aquela fé, é tido como desobediência. Por isso, há maior punição para os que ouviram o Evangelho e negaram ouvi-lo.

            Maior punição para os que ouviram do que para os que nunca O ouviram: “E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” (Lc. 12.47-48).

2. Um convite com urgência - Também este é um convite com urgência.
            Ninguém sabe quanto mais anos, ou minutos, restam para viver. Acção imediata é necessária! “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tg. 4.14). “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb.9.27). “Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação;” (II Co.6.2).

 3. Um convite a arguir -E argui-me, diz o Senhor”. Arguir aponta para entrar num diálogo argumentativo, expor um assunto e tratá-lo. É uma linguagem de tribunal em que, perante o juiz, se apresentam os motivos de um processo para a sua sentença.

            Aqui, o Senhor, o Juiz Supremo, Aquele que decide a salvação da pessoa para viver no céu eternamente, ou a condenação eterna do pecador no inferno, faz um convite misericordioso: argui-me.

Porque é que o Senhor convida a argui-Lo? Neste caso, porque está disposto a conceder o perdão ao pecador. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Ef.2:8-9).

II. A Atitude de Deus para com o pecado
1. O terrível pecado
            O pecado é transgressão e desobediência aos mandamentos de Deus. O pecado conduz à morte: O salário do pecado é a morte. (Romanos 6:23). Precisamos de compreender quão horrível é o pecado aos olhos de Deus e quão imensas são as suas consequências.  
IL.: Cancro: Doença mortal. Perante a notícia, as pessoas desesperam. Assim devia cada um ver o  seu pecado.
  
            Todo o mundo estará perante o grande trono branco para ser julgado por Deus e condenado eternamente ao inferno. E o motivo é o pecado que não alcançou o perdão divino porque o pecador não se arrependeu dele.

Mas, Deus fez e fará tudo para que o pecador alcance a salvação. Há esperança na misericórdia e no amor de Deus.

2. A cor do pecado aos olhos de Deus
            “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata ... ainda que sejam vermelhos como o carmesim
            É interessante notar que muitos pregadores comparam o pecado à cor ‘preta’. A Bíblia não faz assim. As Escrituras usam duas tonalidades de vermelho, como aqui neste versículo, para representar o pecado.
             “Escarlata” é um vermelho brilhante. É uma cor obtida a partir dos ovos de um insecto, coccus ilicis”, que vive nas árvores mediterrânicas.

            Carmesim também é uma cor vermelha muito viva, forte, profunda, obtida também a partir de um insecto – kermes vermilio. Combinado com algum azul, resulta em púrpura. A ideia é que os tecidos tingidos de escarlate ou carmesim ficam com cores vivas, fixas. Eram as cores mais permanentes.

            O que nos quer Deus ensinar aqui? Pelo uso dessas palavras, Deus revela que a alma está tingida pelo pecado e como o pecado é repugnante aos olhos do Senhor. Como poderá o homem brincar com pecado!?
            Nem o orvalho, nem a chuva, nem o lavar, nem o uso ao longo dos anos iria remover estas cores vivas e brilhantes de escarlata e carmesim. Seriam sempre vistas, destacadas. Representam a fixidez profunda do pecado no coração do homem.

            Nenhum meio humano pode lavar estas cores. São impossíveis de tirar como certas nódoas. Nenhum esforço humano, nenhum ritual, nem lágrimas, nem sacrifícios, nem orações, são suficientes para levar embora o pecado. Só um poder omnipotente o poderá remover.

3. A atitude do Deus amoroso
Se tornarão brancos como a neve ... se tornarão como a branca lã”.
O branco é emblema de pureza, santidade, inocência. O branco não tem nódoas nem manchas.
O que nenhum ser humano poderia remover, será tirado. O pecado será perdoado e a alma será purificada, ficará alva como a neve.

A comparação da feiúra do pecado é contrastada à beleza da branquidão da neve recém caída do céu. Esta é um contraste fácil para a mente perceber e representa o contraste do pecado diante da santidade de Deus.

Deus deseja que vejamos o pecado conforme a podridão que é. Na verdade, para ser verdadeiramente arrependido, é necessário perceber o pecado como vil. “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42.5,6).

            O contraste feito pelas Escrituras também expressa a mudança que a salvação faz. Há diferença entre o perdão do pecado e a purificação do pecado. Se alguém pecar contra mim e pedir perdão, eu devo perdoar-lhe (Mt 18.21,22).

            Porém, somente o sangue do Senhor Cristo pode purificar-lhe o seu pecado. “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.25). Há poder de purificação no Sangue de Cristo. Que Deus amoroso, maravilhoso, nós temos
  
Conclusão
            Para que o pecado fosse perdoado foi necessária a vinda ao mundo do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Ele deu a Sua vida na cruz para o perdão e purificação do pecado. 

Esta purificação não é automática. É preciso que a pessoa reconheça a profundidade fixa e permanente das suas ofensas e pecados, vivos e brilhantes como carmesim e escarlata, arrepender-se e aceitar Jesus Cristo como Aquele que foi sacrificado na cruz para ser o Salvador do mundo.
           
            É preciso um coração rendido plenamente à Palavra de Deus, uma obediência manifesta pelo arrependimento do pecado e a fé em Cristo Jesus como Senhor e Salvador.

            Ouve e aceita o convite de Deus: Vinde.
Reconhece o Seu amor e bondade. No Senhor Deus há esperança e salvação. Só Ele tem o poder e a autoridade para salvar. Por Seu amor em Cristo, os nossos pecados se tornarão brancos como a neve, perdoados para a vida eterna com o Senhor no céu.



Rui Simão
pastor, Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia