sexta-feira, 4 de julho de 2014



Os Recabitas

 O Dever da constância e da firmeza em observar os princípios bíblicos
                                                                      Jeremias 35
…os filhos de Jonabade, filho de Recab, guardaram o mandamento de seu pai que eles lhes ordenou, mas este povo não me obedeceu.

Introdução      


A mensagem de hoje faz referência a uma família que, na sua história, contribuiu para limpar de Israel os idólatras profetas de Baal que ali chegaram pela mão de Jezabel, mulher do rei Acabe, no tempo do profeta Elias.

 

Jeremias foi um profeta de Deus durante um período muito complicado de declínio e de queda da nação. Deus pediu a Jeremias para levar a mensagem divina ao povo de Jerusalém e de Judá e usou algumas ilustrações para despertar o povo: Um cinto de linho (cap.13): O vaso do oleiro (cap.18): Uma botija de oleiro (cap.19); Dois cestos de figos (cap.24); Grilhões e jugos ao pescoço (cap.17)

 

Agora, no cap.35, Deus vai pedir ao profeta que use como ilustração o exemplo de vida da família dos Recabitas para dar uma importante lição ao povo de Judá e de Jerusalém.

 

Propósito: Se quisermos agradar ao Senhor, precisamos de obedecer-Lhe e isto é uma prova do nosso amor ao nosso Pai celestial.

 

I. Quem são os Recabitas, sua origem

1. A sua origem. Quando o Senhor ordenou a Jeremias que visitasse os Recabitas, (no hebraico, significa “carreteiros”, de “montar, dirigir”) estes já tinham uma história de aproximadamente 300 anos.

A casa de Recabe, ou seja, os Recabitas, de uma tribo nómada e dedicada ao pastoreio, foram a pouco e pouco aparentando-se com os queneus e com os descendentes de Jetro, sogro de Moisés, até se constituírem num expressivo e piedoso clã na linha de Judá: …estes são os queneus, que vieram de Hamate, pai da casa de Recabe. (I Crón.2:55).

 

2. O seu relacionamento com Israel. Os Recabitas entram na história do povo de Deus de maneira heróica. No tempo do profeta Elias, o rei Acabe e sua mulher Jezabel introduziram em Israel centenas de profetas de Baal que fizeram desviar o povo dos caminhos de Deus para a idolatria. Isto levou ao castigo de Deus com 3,5 anos de seca em Israel.

 

         Elias matou cerca de 450 desses profetas no desafio heróico no Monte Carmelo (I Reis 18). Mas ainda sobraram muitos desses profetas idólatras.

 

Então, Jonadabe, o fundador da disciplina dos Recabitas, é convidado pelo rei Jeú para extirpar os profetas de Baal do Reino do Norte (842-815 a.C.). Nesta ocasião, o recabita Jonabade identifica-se como tendo um coração recto diante de Deus (II Reis 10.15-17-28).

 

         Neste encontro, no diálogo entre Jonabade e o rei Jeú, e neste ter convidado Jonabade a subir no seu carro de guerra, confirma que firmaram uma aliança militar.

E uma coisa é clara. Por causa do lugar proeminente que o novo rei Jeú lhe deu, indica que a influência de Jonabade não era de pequena monta, e sim que teria uma importante posição social.

 

         A declaração em II Reis 10:15 de que …Jonabade, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro… (do rei Jeú), mostra que foi Jonabade quem tomou a iniciativa

 

Apesar dos desvios do rei Jeú e de outros líderes em Israel, os Recabitas mantiveram-se fiéis à Lei de Deus, embora não passassem de forasteiros entre os hebreus.

 

Isto mostra que os Recabitas eram defensores radicais e zelosos do nome de Yahweh, especialmente quando o nome do SENHOR estava debaixo da ameaça de um crescente  baalismo idólatra durante o reinado dos maus reis Onri e Acabe.

 

Mais tarde, Malquias, o filho de Recabe, aparece na história da reconstrução de Jerusalém a reparar a Porta do Monturo sob o governo de Neemias (Ne.3:14), depois do exílio na Babilónia.

 

II. O Estilo de vida dos Recabitas

         Deus vai aqui utilizar o exemplo dos Recabitas para ensinar o Seu povo a respeito da fidelidade aos Seus mandamentos.

Foi exatamente entre as trevas e as apostasias de Israel, que Jonadabe se sentiu impulsionado a fundar uma sociedade que tinha por base a temperança, a modéstia e, principalmente, o temor a Deus. O seu estilo de vida está bem descrito em Jeremias 35:6-7.

 

1. Abstinência total de vinho – O seu patriarca Jonabade decidiu que toda a sua casa se absteria totalmente do vinho, pois sabiam muito bem do perigo do álcool quanto à moral e aos bons costumes (Gn 9.20-23; 19.32-38). Além disso, naquele tempo, o vinho estava intimamente associado às depravadas festas dos ímpios cananeus. Assim, decidiram abster-se do vinho para terem uma conduta sóbria e recatada.

 

2. Peregrinos: Não edificavam casas, não semeavam e não plantavam vinhas, mas viviam em tenda – Vistos de nosso contexto cultural, os recabitas pareciam os mais estranhos dos homens. Além de se absterem das bebidas alcoólicas, faziam questão de viver como peregrinos (Hb 11.13), sem raízes permanentes na terra e para não serem influenciados pela cultura pecaminosa daquela época.

 

3. Honravam a tradição dos seus antepassados. Ao contrário dos judeus que já se haviam esquecido da Lei de Moisés e do exemplo dos patriarcas, os Recabitas respeitavam e levavam em consideração o que lhes havia determinado Jonadabe, filho de Recabe: “Assim, ouvimos e fizemos conforme tudo quanto nos mandou Jonadabe, nosso pai” (Jr.35.10). A força do caráter de Jonabade vê-se no facto dos seus descendentes ainda lhe serem obedientes cerca de 300 anos após a sua morte.

 

4. O encontro dos recabitas com Jeremias. Os recabitas armaram as suas tendas perto de Jerusalém para escaparem às forças babilónicas que, dentro em breve, haveriam de destruir a Cidade Santa (605 a.C.). E, agora, recebem o inesperado convite do profeta para se dirigirem à Casa de Deus. Aqui, seria encenado mais um duro sermão aos descendentes de Jacó, visando demovê-los de sua rebelião contra o Senhor.

 

III. O Exemplo dos Recabitas – vs.4-5

         Famosos pela sua abstinência total de vinho, a fim de realçar a fidelidade dos recabitas, Deus pede ao profeta Jeremias que os conduza ao Templo. E, aqui, na câmara de Hanã, oferece-lhes taças cheias de um delicioso vinho, e ordena-lhes que o bebam: Bebei vinho. Por ter a ordem vindo da boca do profeta, os recabitas sabiam que o Senhor Deus é quem tinha dado a ordem.

 

A recusa dos Recabitas – Mas eles disseram: Não beberemos vinho…

Todos eles se recusam a beber. Prontamente, na boca deles está bem patente o que permanecia nos seus corações havia séculos: …porque Jonabade, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou…

 Coisa alguma era capaz de os convencer a abandonar a sua decisão.

 

 Com esta demonstração corajosa, Jazanias, o maioral dos recabitas, deixa bem patente a todos, principalmente aos ministros do altar, porque é que eles não se davam ao vinho e a fidelidade a toda a prova aos seus compromissos.

 

            Tentemos imaginar o cenário.

Os Recabitas a entrarem bem no interior do maravilhoso templo do SENHOR, a serem conduzidos pelo profeta de Deus, Jeremias, até às câmaras dos príncipes.

Como uma tentação, o vinho é posto diante dos recabitas exatamente no interior da Casa de Deus, numa forma em que eles se viram pressionados a quebrarem a sua tradição.

        

Os rústicos recabitas são submetidos ao teste na presença do profeta e de representantes dos sacerdotes, mas dão-lhes uma lição de zelosa fidelidade.

Todos eles, homens, mulheres e crianças, em todos os níveis da sua sociedade, eram fiéis: Obedecemos, pois, à voz de Jonabade, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou… (v.8)

 

            Comecemos por enfatizar o contraste entre os Recabitas e os israelitas e aprendamos que a obediência aos preceitos divinos deve ser eterna.
 
                    Recabitas                                 x                           Israelitas

 Mantinha os votos feitos a um             /  Quebraram a aliança com o Deus líder humano                                          Todo-Poderoso
Obedeciam às leis temporais                /  Recusavam-se a obedecer às leis                                                                divinas
Obedeceram por mais de 300 anos     / Desobedeceram por centenas de anos
Seriam recompensados                     /  Seriam castigados



IV. A Lição Objectiva - A aprovação do SENHOR aos Recabitas

O Senhor não recomendou tanto as regras deles, mas sim a OBEDIÊNCIA deles às suas regras, contrastando-os com os demais membros membros da nação de Israel, que não odebeciam ao SENHOR.

 

Deus usou uma família inteira para ensinar aos israelitas acerca da importância de se respeitar as ordenanças divinas. Os recabitas recusavam beber vinho, edificar casa, semear sementes, plantar e possuir vinha, porque o patriarca da família o havia determinado para os seus descendentes (vs.6-7).

 

            Os recabitas foram obedientes e demonstraram respeito às tradições dos seus pais que lhes deu uma ordem apenas UMA VEZ e excediam até essa ordem em zelo.

 

Nos vs.14 e 15, Deus queixa-Se porque falou ao Seu povo não UMA VEZ, mas muitas vezes, desde Moisés no Sinai e ao longo de séculos. Em vez de se tornarem uma nação distinta obediente às leis do Deus vivo e verdadeiro, paganizaram-se e acabaram por se tornar um povo idólatra qualquer em que o Senhor era mais um entre inúmeros deuses.

 

Nos vs.16-17, Deus determina o resultado da sua deliberada desobediência: …mas este povo não me obedeceu. Seriam gravemente disciplinados com a invasão, destruição de Jerusalém, do templo e exílio na Babilónia.

 

Conclusão

            Vemos como o mundo é tão acérrimo praticante de tradições que nada têm a ver com a vida cristã e espiritual. O que podemos aprender, como igreja, com a lição dos Recabitas?

 

         Fidelidade: Constância e firmeza em observar os princípios bíblicos. Deus utiliza o exemplo dos recabitas para ensinar ao Seu povo a respeito da fidelidade aos Seus mandamentos.

 

         Num momento de apostasia e de infidelidade, que levou Deus a castigar Judá com a invasão babilónica e a destruição de Jerusalém, os recabitas tornaram-se um singular exemplo, para todo o povo de Deus de moderação, prudência e fidelidade.

 

         Legaram-nos os recabitas um exemplo tão marcante que, passados vinte e seis séculos, ainda nos inspiramos no seu equilíbrio e temperança e fidelidade a toda a prova

 

         E Deus levou-lhes em conta a piedade. Quando da destruição de Jerusalém, o Senhor deu-lhes suas almas como despojo; foram preservados do mal enquanto os intemperantes e viciosos judeus eram entregues à ruína.

         Os recabitas honravam a tradição dos seus antepassados, ao contrário dos judeus, que já se haviam esquecido da Lei de Moisés.

 

         Mas nós, como igreja de Cristo, também devemos ter um forte compromisso, não com as tradições do mundo, mas com os mandamentos e preceitos que o Senhor nos deixou.

 

         Precisamos de ter convicções bíblicas das quais não nos devemos afastar. A igreja de hoje mais parece a Judá do tempo de Jeremias. Devemos zelas pela espiritualidade e não pelo mundanismo.

         Ao serem peregrinos na terra, os Recabitas não seriam tentados pelo mundo à sua volta. Hoje, quanto mais dinheiro, quanto mais conforto, quanto mais facilidades os crentes têm, mais pensam neste mundo e menos pensam no paraíso no céu com o Senhor. Os crentes não se olham como peregrinos. Somos tentados pelo mundo e enquanto os Recabitas disseram “NÃO, nós obedecemos aos preceitos do nosso pai”, a igreja tentada sucumbe e não rejeita o mundo.

 

         A fé dos Recabitas trabalhava a favor deles. A fé da igreja de hoje  trabalha mais a favor do seu próprio ego, não honrando a Cristo.

        

         Estamos nos últimos dias. O momento requer sobriedade e vigilância. Como estamos a nos comportar? Agimos como os recabitas?

 

         Neste tempo, ordena-nos o Senhor que visitemos a casa dos recabitas. À semelhança dos recabitas, primemos pela excelência das virtudes cristãs. Caso contrário, seremos tidos como profanos quando da volta do Senhor Jesus.

        

         E que jamais nos esqueçamos: a Igreja de Cristo tem um forte compromisso com a Palavra de Deus, com a temperança, com a sobriedade, com a prudência, com os bons costumes e com a excelência moral. Afinal, somos a luz do mundo e o sal da terra (Mt 5.13-16; Ef 5.8-13).

 

Como os Recabitas haviam honrado os seus pais, foi justamente esta obediência que lhes conquistou a aprovação de Deus. Tinha-lhes o Senhor dado, agora, uma gloriosa promessa (ler Jer. 35.18,19).

 

Aos crentes de hoje, diz o Senhor:

         “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (II Ts.2.15
 
        

                   Rui Simão, pastor
               Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia

domingo, 8 de junho de 2014



A Família Segundo o Coração de Deus
A Mulher, Esposa e Mãe Segundo o Coração de Deus

“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.”
(Provérbios 31:10)

(Conferência da Família na Igreja Baptista de Esgueira, Aveiro)
I. Introdução
Em Actos 13:22, temos um grande elogio de Deus a David: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.
Estas palavras podem aplicar-se também a cada mulher, a cada esposa, a cada mãe que quer viver uma vida segundo o coração de Deus, para que o Senhor também possa dizer isto dela.

O que precisa fazer? Que passos deve seguir? O segredo da mulher segundo o coração de Deus começa pela vontade de querer obedecer ao primeiro e maior mandamento que o Senhor Jesus nos ensinou e deixou: “E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento… (Lucas 10:27)

Vamos estudar o papel da mulher como mulher crente, esposa e mãe.

II. A Mulher criada por Deus – O que o Senhor espera dela
            Em primeiro lugar, devemos ir ao começo, à origem da mulher, a fim de vermos o que o Senhor tinha em mente e qual o Seu propósito ao criar essa pessoa fantástica que é a mulher.   

            Encontramos isso em Gén.2:18.25: …Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idónea para ele. (v.19).

            A mulher vai ser criada por Deus para suprir uma grande necessidade de Adão, para completar o homem, porque ele estava sozinho, incompleto.
            Ela nasceu da carne de Adão, de uma costela, é parte do homem. E Deus cria-a nestas condições únicas e maravilhosas:

            1. Ajudadora - Esta palavra hebraica significa “socorrer, ajudar”.
            O princípio básico para a criação da mulher, a primeira causa para ela existir, foi para ser uma companheira para o homem, para o ajudar, para o socorrer na vida. O homem foi o primeiro a ser criado, é o cabeça, o líder do lar. A mulher foi-lhe dada pelo Senhor para estar ao seu lado.

2. Idónea – Deus especificou que tipo de mulher Ele criou, o seu carácter: apta, útil, conveniente, honesta, íntegra, correcta.

Deus deu a Adão uma mulher adequada à sua pessoa e às suas necessidades.
Em complemento, no N.T., Paulo disse em I Cor.11:8-9 que a mulher provém do homem e foi criada por causa do homem. Os dois, homem e mulher, completam-se.

Portanto, a mulher segundo o coração de Deus procurará viver a sua vida cumprindo o objectivo da sua criação – ajudadora e idónea - fazendo-o das mais variadas formas como veremos.
Aquilo que encontramos na Bíblia sobre a mulher é de uma grande riqueza, variedade, profundidade, o que mostra o valor único da mulher criada por Deus.

III. A Mulher cristã na Igreja – O seu valor - O que o Senhor espera dela
“Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.”(Pv.31:10)

1. O Valor da mulher cristã
Como se mede o valor da mulher cristã? Pv.31:30 tem uma boa resposta de Deus:

Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa, sim, será louvada.

Mas quantas mulheres crentes confiam nesta verdade? Infelizmente, muitas mulheres crentes lutam pelos valores do mundo e não por aquilo a que Deus dá realmente valor.

Ser uma mulher de valor para Deus é muito diferente de ser uma mulher de valor para o mundo. Nos nossos dias, "ter valor" é ser bonita, vestir-se bem e na moda, usando roupas de marca, ter sucesso, ser alta, magrinha, fazer parte de uma família influente, etc.

Mas Deus não pensa assim: Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. (I Sam.16:7)

Uma mulher de valor para Ele é aquela que O teme, que O ama, que é Sua filha pela fé em Cristo, que tem prazer em servi-Lo na Sua igreja e que vive para O agradar. É a mulher que coloca Deus em primeiro lugar na sua vida. É uma mulher de oração, que ora pelos perdidos, pela sua família. Se for casada, ora pelo marido e pelos filhos. Lê a Bíblia diariamente.

O seu valor aos olhos de Deus, não é porque é uma mulher perfeita, por não há mulheres perfeitas, mas porque zela por honrar a Deus pela maneira como anda, como se veste, o que pensa, o que fala, como trata os outros e como se comporta no dia-a-dia.

a) O Andar da mulher crente – Tem que haver grande diferença entre a mulher crente e a descrente. A crente tem o mandamento de não ser conformada com este mundo, mas ser transformada pela renovação do seu entendimento. (Rm.12:2).

b) O Vestir da mulher crente – A sua Aparência – A mulher gosta de estar bonita, de usar uma roupa nova, e não há mal nenhum nisso. Mas, a mulher crente mostra ser luz e sal também pela maneira como se veste.
Veste-se para agradar ao mundo, com roupa muito explícita aos olhares masculinos, ou para agradar a Deus? A mulher do mundo, sem Cristo, que expõe o seu corpo pela sua roupa, diz: “O que é bonito e bom é para ser mostrado. O que importa é sentir-me bem.”

A mulher crente é habitada pelo Espírito Santo, é santa e o seu corpo é santo. O Senhor manda que se vista com decência e modéstia. Somente a mulher que teme a Deus e que Lhe quer agradar e estar no centro da Sua vontade, se vestirá como diz a Escritura. Vejam o mandamento do Senhor: Que, do mesmo modo, as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia… (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. (I Tm.2:9-10) E pode fazê-lo da forma mais bonita possível.

c) O Cultuar e Servir a Deus da mulher crente – Ela vai conhecer a Palavra de Deus e ser fiel ao Senhor trabalhando para Ele e para a igreja da maneira como Deus determinou, e não da maneira que ela acha que é certa. Isso demonstrará a sua humildade, a sua reverência e o seu verdadeiro amor ao Senhor. Não fará aquilo que Deus não permite à mulher na igreja.

Por isso, a mulher crente orará assim: Cria em mim, Ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito recto. (Sal.51:10)

2. Qual o papel da mulher crente na igreja. Diante de Deus, a mulher tem a mesma posição que o homem, mas a Bíblia ensina que, dentro da igreja, a liderança e o ministério do ensino está atribuído ao homem. Mas a igreja precisa do contributo valioso da mulher. Como?

a) Serviço - Em Romanos, cap. 16, temos vários exemplos de mulheres crentes a servirem de variadas formas. Porque se distinguiram, Paulo menciona-as pelo próprio nome:

- Febe (vs.1-2) - …serve na igreja que está em Cencreia…tem hospedado a muitos…
- Priscila (vs.3-5) – Ela e o marido eram dedicados cooperadores de Paulo, conhecidos  
                                           das igrejas e tinham uma igreja em sua casa.
- Maria (v.6) - …trabalhou muito por nós.
- Júnia (v.7) –
- Trifena e Trifosa (v.12) – trabalham no Senhor…
- Amada Pérsida (v.12) - …muito trabalhou no Senhor.

b). Ensinar as mulheres – Não podendo ensinar aos homens, Deus abre as portas para ensinar as crianças, as adolescentes, as mulheres jovens e idosas – Ler Tito 2:3-5.

c). Ensinar a hospitalidade –A hospitalidade é uma atitude cristã muito importante e um mandamento de Deus. Temos vários exemplos de mulheres hospitaleiras.
- Lídia (Actos 16:15) – Era uma mulher comerciante, provavelmente com bons recursos, e que se converteu através de Paulo. Recebeu o grupo de Paulo em sua casa em Filipos.
-­ A viúva de Sarepta (I Reis 17:12-16) – Era muito pobre, não tinha nada que comer, mas recebeu o profeta Elias, mandado por Deus, e foi abençoada.

Quer sejas pobre ou abastada, tenhas uma casa boa ou humilde, sê hospitaleira e ensina a hospitalidade às outras mulheres na igreja.

d). Ensinar a dar, mesmo com sacrifício – Temos dois bons exemplos no N.T.
 - Um, é o da pobre viúva -  O Senhor Jesus observou a dar a sua oferta no templo. E o Senhor elogiou-a, porque da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento. (Mc.12:44).
- Tabita (Dorcas) (Actos 9:39) – Trabalhava para as viúvas e necessitados sem esperar nada de volta. Quando ela morreu, chamaram o apóstolo Pedro que a ressuscitou, depois de ver e ouvir as suas amigas testemunharem das túnicas e roupas que ela fazia com dedicação e amor.

Mulher irmã, dá para o Senhor sacrificialmente, mais do que podes e não do que sobra, como os fariseus. Sacrifica o teu tempo nas necessidades dos outros e ensina-o isso às outras mulheres.
Deus não se esquece das mulheres. Pelo contrário, deu-lhes capacidades únicas, e responsabilidades para O servirem amorosamente. Sê a mulher crente cujo valor muito excede o de rubis; Sê a mulher crente que deseja agradar ao Senhor.

IV. A Mulher como Esposa e Mãe segundo o coração de Deus
Começaria por dizer que não é obrigatório que a mulher case. Muitas mulheres descobriram que a vontade de Deus para as suas vidas é ficarem solteiras. E isto também está certo. Solteiras, viúvas, cumprem os propósitos do Senhor Deus da mesma forma e muito bem.

Primeiro as senhoras é uma norma de etiqueta e de educação bastante conhecida.
Ao tratar do padrão divino para a família, as Escrituras dirigem-se em primeiro lugar às mulheres esposas: Vós, mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher… (Efésios 5:22).

A mulher não é inferior ao marido, mas Deus deu ao marido a autoridade na família, e tudo é feito em amor e respeito. O exemplo é o da nossa humildade e submissão perante Cristo, o Cabeça da Igreja. Não permito, porém, que a mulher…use de autoridade sobre o marido. (I Tim.2:12)
Por exemplo, a mulher que é Presidente de Câmara, está numa posição de autoridade na sociedade. Contudo, na família, aceita sem reservas a autoridade do marido.

1. O Domínio da Mulher – A sua casa
Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça. Pv.31:27.
…se criou os filhos… governem a casa… (I Tim.5:10, 14)
…boas donas de casa… (Tito 2:5)

A mulher tem a tarefa de cuidar da maior parte do seu lar. Empenha-se no cuidado de todos no lar, marido e filhos. E isso abrange uma multiplicidade de tarefas que estão descritas em Provérbios 31:10-31. Só uma mulher empenhada e de grande valor pode fazer isto.

Mas, a Bíblia também alerta para o perigo de um mau testemunho da mulher, que em Provérbios 14:1 é chamada de tola: Toda a mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos
Esta mulher tola é o total oposto da mulher idónea, virtuosa. Pode ver-se em I Tim.5:13: …aprendem, também, a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém.

a) Quanto ao seu marido - ...a amarem os seus maridos… (Tito 3:4)
Como esposa e mãe, tratará o seu marido com a sua fidelidade conjugal, amor e carinho. O seu marido precisa da sua sabedoria e bons conselhos. Os dons femininos de uma esposa dedicada estão entre os maiores tesouros que um marido pode ter. Dar ouvidos aos conselhos sábios da esposa é um privilégio e uma responsabilidade que o marido tem.

Por isso, ser submissa não é ficar calada e sem opinião em nada. O casal precisa do bom contributo e dos avisados conselhos da esposa.

Por outro lado, é através da submissão que a esposa passa a ter poder espiritual que vem do Alto, especialmente quando tem um marido ainda não crente: Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que, também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte das suas mulheres, sejam ganhos, sem palavra. (I Pedro 3:1). Será o poder da submissão e não o da autoridade da mulher, que ganhará o marido. Deus fará o resto.

b) Quanto aos filhos - …a amarem a seus filhos. (Tito 3:4) – Grande é a tarefa da mãe e esposa que educa, ama e cuida dos seus filhos nos caminhos do Senhor. Ela fará tudo para que eles sejam levados aos pés de Cristo para a salvação.

Conclusão
Este ministério e trabalho da mulher, esposa e mãe é por quanto tempo? Prov. 31:12 diz que a influência da mulher que quer agradar ao Senhor, virtuosa, de valor aos Seus olhos, é para durar a vida inteira: …todos os dias da sua vida. (Prov.31:12).

É para toda a vida, quanto ao Senhor, quanto ao marido e quanto aos filhos. Por causa disso, receberá o devido louvor, não apenas do Senhor Deus, mas também do seu marido e dos seus filhos: Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente. (Prov.31:28-29). Os filhos, o marido, o Senhor louvam-na.

     Igreja Baptista de Esgueira, Domingo, 29 de Junho de 2014 – Conferência da Família

     Rui Simão 
 Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia