segunda-feira, 2 de novembro de 2015


 

A Alegria do louvor a Deus
 
 
 

Regozijai-vos no SENHOR, vós, justos, pois aos rectos convém o louvor.

Salmo 33 (v.1)


Introdução      

Este Cântico de Louvor não apresenta título nem indicação de autoria. Olhamos para a Escritura como totalmente inspirada por Deus e não a avaliamos pelos seus autores. É um hino a Deus como Criador e Senhor de toda a história do mundo. É também uma convocação à adoração.
 

Propósito: Como filhos de Deus somos exortados a louvar e a alegrar-nos no louvor ao nosso Deus e Senhor.

 I. Uma exortação para que se louve a Deus – vs.1-3

v.1 – Regozijai-vos no SENHOR – O louvor ao Senhor é o assunto deste salmo. O louvor é pedido por Deus, é conveniente. Também há uma chamada para a alegria. Regozijar é “cantar com alegria. A alegria é uma das qualidades do fruto do Espírito Santo. Devemos alegrar-nos em Quem? …no SENHOR…

              Quem deve louvar? Não os ímpios, mas os justos. Os que são beneficiados pelo Benfeitor sempre terão razões para cantar e louvar. Viver sem louvor não condiz com o crente.

v.2 – …com a harpa… com o saltério de dez cordas – Louvamos com as nossas vozes, mas também com instrumentos musicais. São legítimos, agradam ao Senhor e melhoram o louvor da congregação. Pertencia aos levitas este ministério musical. Não podiam tocar um instrumento não aceite no templo.

v.3 – Cantai-lhe… tocai bem… com júbilo – O dever de mantermos o frescor no louvor, entusiasmo, de louvarmos ao Senhor bem, com arte, não do género “qualquer coisa serve.. já está bom”.

II. Os argumentos para que se louve ao Senhor – vs.4-19

vs.4-5 – Porque a palavra do SENHOR é recta… – Temos pelo menos quatro fortes motivos para o nosso louvor que têm a ver com a natureza do próprio Deus: A Sua palavra é recta, Ele é fiel, Ele ama a justiça e a rectidão, a Sua bondade não tem limites.

              Louvamo-Lo por causa da excelência do Seu carácter e isto inspira os homens a entoar cânticos de louvor.

              Estes atributos são visíveis pelas acções divinas no Seu mundo.

vs.6-7 – Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus… – A criação divina é um dos grandes motivos de louvor ao Criador. O poder da Sua Palavra no acto criativo e o controlo que exerce sobre tudo.

v.8 – Ao vermos a poderosa criação divina, compreendemos melhor o que, na verdade, somos, a nossa pequenez e devemos temer a Deus. Não apenas os crentes o devem fazer: …toda a terra… todos os moradores do mundo. Em lugar de desafiarem a Deus, devem respeitá-Lo.

              Neste temor começa a sabedoria do homem. Temos aqui a reverência, a admiração, a nossa obrigação em relação ao Senhor. É a alma do culto.

v.9 –  O poder da Sua palavra e o controlo que exerce sobre tudo. Deus não abandonou a Sua criação. Continua a preservá-la, a dirigi-la, a sustentá-la. Como? Pelo poder da palavra que sai da Sua boca: …falou e foi feito… É a palavra irresistível de Deus. A mesma palavra que chama o Seu povo para o consolar e livrar nas necessidades. A mesma Palavra que chama à salvação e cria uma nova pessoa, regenerada, nascida de novo.

              Por isso, louvamo-Lo pela majestade da criação.
 

O Conselho do SENHOR Deus – vs.10-12

vs.10-11 –  A atenção do salmista volta-se agora para a terra, depois de falar sobre a glória divina.

              Agora, ensina-nos que Deus é o Senhor, não apenas da criação, mas também da História humana, desde que criou tudo, no princípio, e até ao fim da história da humanidade.

     Devemos alinhar-nos por ele. Ele não abandonou a Sua criação. Pelo contrário, o Senhor está atento, Ele intervém nas actividades humanas, recompensa, pune, guia, faz-Se presente: …desfaz … quebranta…

              As decisões de Deus, os Seus planos, são uma realidade e são eficazes. Nada acontece por acaso. E Deus continuará a fazê-lo …para sempre… de geração em geração. (v.11).

               O Seu conselho é eterno. O Seu conselho durará para sempre, frustrando os planos e pensamentos das nações pagãs.

v.12 –  Há um povo bendito, escolhido por Deus, em contraste com os ímpios e pagãos que não O reconhecem: Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR…

              Este povo é aquele que Ele escolheu para sua herança. É o povo de Israel, mas também todos os crentes em Jesus Cristo (I Pedro 2:9)

              Este é outro motivo porque Deus deve ser louvado. Ele é o Deus de palavras e de obras poderosas e que intervém na História. Não é o homem que faz a história, mas Deus.

O Olho do SENHOR Deus – vs.13-19 – A vigilância de Deus
vs.13-14 –  O Poderoso lá dos céus mostra-Se alerta para com tudo quanto os homens fazem e é activo nas Suas recompensas e castigos. Ele conhece os nossos pensamentos e planos. É omnisciente e omnipresente. Nenhum truque nosso pode distorcer, ocultar-nos ou opor-se aos propósitos do Senhor.

              Da Sua habitação celestial, o Rei Todo-Poderoso, sentado no trono, observa, vigia tudo e depois age. Com Ele temos que tratar todos os dias. Ele tem as Suas leis e mandamentos para os homens.

vs.15-17 –  O Criador do Universo também e o Criador dos indivíduos. Governa os destinos das nações e também dos homens. Conhece-nos e quer ajudar-nos a fazermos o que Lhe agrada.

              O poder que as autoridades têm não está nelas, mas vem de cima, vem de Deus. Golias era bem mais forte que David, mas foi o mais fraco que ganhou a batalha, porque recebeu a força de Deus.

 vs.18-19 –  Os olhos do SENHOR sabem muito bem quais são os homens que O amam e temem. Para estes tem reservadas grandes bênçãos. Temos boas razões para esperar e depender da Sua misericórdia.

              Também aqui temos um outro grande motivo para louvar a Deus, o nosso Deus.

III. A confiança do povo de Deus no Seu nome, sua felicidade e petição – vs.20-22

              O salmo termina com uma fervente expressão de confiança e uma oração sincera. A vida inteira do crente pauta-se por isto: a nossa alma espera no SENHOR.

              Porquê? Porque ele é nosso auxílio e o nosso escudo.

              Confiamos, não nas autoridades, não nas multidões, não nos exércitos, não nos guerreiros, não nas circunstâncias, não em nós mesmos, mas em Deus.

               E como confiamos em Deus?

              A par desta confiança, que continua dia a dia a esperar em Deus, está em que o fazemos, não gemendo, não queixando-nos, mas com alegria no nosso coração. Há alegria em quem serve a Jesus. Por isso, a alegria é uma das qualidades do fruto do Espírito santo.

Conclusão
              No final do Salmo são reafirmadas verdades fulcrais para o crente: É reafirmada a fé, a esperança, a confiança e a alegria no SENHOR. O povo de Deus demonstra estas verdades: pois temos confiado no seu santo nome.

               E o Deus em quem confiamos tem um nome santo, pois Ele é Santo. Por isso, pede-nos: Sede santos, porque eu sou santo.

              Deste Deus esperamos misericórdia neste mundo tão difícil, tal como o estamos a ver dia a dia, com crimes, atentados terroristas, etc. Não nos cansemos de orar pedindo-lhe esta dádiva tão preciosa: Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos.

 Rui Simão

                                                                            

 

sábado, 10 de outubro de 2015





A Expiação substitutiva de Cristo


Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades…
Isaías 53:4-6 
Introdução   
         A palavra expiação encontra-se na Bíblia e é um dos principais assuntos do A.T e do N.T. 

O que significa? 

       Deus fez o homem à Sua imagem e, como Criador, tem o maior direito de estipular o procedimento correcto para com a Sua criação. Ele fez isso na forma de leis destinadas ao nosso bem (Deut.10:13). O pior que podemos fazer é violar a lei de Deus. A isso chamamos pecado ou transgressão da lei (I João 3:4).
   Os primeiros seres humanos, Adão e Eva, transgrediram e a culpa deles evidenciou-se pela tentativa de se esconderem de Deus. A justiça de Deus exigia uma pena pelo pecado. A pena era a morte, a separação de Deus, manifestada logo pelo afastamento deles de Deus no jardim do Éden (Gén.3:8, 24). 
       O pecado continua até hoje, desde aquele primeiro momento transgressor no Éden. Paulo resumiu a história e as consequências do pecado em Romanos 5:12:  "Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram".          Se morremos em nossos pecados, não podemos ir para onde Cristo está (João 8:21, 24).  Vemos, então, que a necessidade suprema de todo homem é ter os pecados expiados, cobertos, para que receba o perdão dos pecados. Isso é a Expiação.

         O pior e o mais mortal dos enganos espirituais é uma pessoa acreditar que poderá obter o perdão de Deus e a salvação eterna por um qualquer meio humano: boas obras, fidelidade numa igreja, ser boa pessoa, peregrinação, procurar obedecer aos mandamentos, confissão e perdão de um sacerdote ou de uma igreja, etc.
        
Propósito: O único caminho da salvação do pecador é a Pessoa de Jesus Cristo e pela Expiação que Deus fez pelo sangue de Jesus.

A Bíblia regista a Criação do Universo em dois capítulos no livro de Génesis. A Queda do homem ocupa um capítulo. Mas o Tabernáculo, com o seu sacerdócio, sacrifícios e culto ocupa 50 capítulos. 
Por isso, precisamos de entender as lições que Deus tem para nós no primeiro lugar de culto que foi o Tabernáculo, porque tudo nele apontava para Jesus Cristo: O seu design, os materiais, as cores, a porta do átrio, o altar dos sacrifícios, a pia, a tenda com as suas cortinas, o véu do Santos dos Santos, o Candelabro, a mesa dos pães da proposição, o altar do incenso, a Arca da Aliança, o Sumo-sacerdote, as ofertas e sacrifícios. Tudo o que as pessoas viam e faziam no Tabernáculo, orientado por Deus, tudo era Cristo, apontava para Jesus que viria milhares de anos depois. O Tabernáculo ensina o sacrifício expiatório de Cristo. Os sacrifícios de animais, com a sua morte, derramamento de sangue, apontavam para o preço que foi pago pela morte de Jesus na cruz para a redenção, para a expiação do homem.

A expiação significa que Deus vai perdoar, cobrir esse pecado apenas pelo sangue derramado na morte de Jesus na cruz. Ele não morreu apenas como um mero exemplo de amor. Cristo morreu pelos nossos pecados numa expiação substitutiva. Quer dizer, eu, pecador, mereço a morte e a separação eterna do Deus Santo e puro. Mas Jesus substituiu-me expiando o meu pecado pelo Seu sangue na cruz.

Os versículos seguintes mostram a Expiação substitutiva de Cristo em oposição ao perigoso engano que as pessoas têm, muitas vezes ensinadas incorrectamente por igrejas ou líderes espirituais, de que alcançam o céu e a salvação pelas suas obras. Devemos ter em especial atenção a referência que estes versículos fazem ao sangue de Jesus e o seu significado.

1. Êxodo 12:13 – A Primeira Páscoa - E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egipto.

2. Mateus 26:28
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.

3. Marcos 10:45 - Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

4. Actos 20:28 - Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.

5. Romanos 3:23-26 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

6. Romanos 5:8-9 - Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

7. Efésios 1:7 - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,

8. Efésios 2:13 - Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

9. Colossenses 1:20-22 - E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou, no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis…

10. Hebreus 9:14 - Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

11. I Pedro 1:18-19 - Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado…

12. Apocalipse 1:5 - E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados.

14. Apocalipse 5:9 - E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;

 

Conclusão

         A nossa esperança assenta em nada mais do que na justiça e no sangue de Jesus. Não nos podemos atrever a confiar em mais nada. Só Jesus é a Rocha sólida da salvação do pecador. Fora do Seu sangue são areias movediças traiçoeiras e mortais. 
       O capítulo 9 de Hebreus é muito claro nesta verdade. Deve ser lido com toda a atenção: "...E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." (Hebreus 9:22).
     A Expiação substitutiva de Cristo no Calvário traz, não apenas a salvação individual, mas muito mais: …por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. (Col.1:20).
É apenas pela obra da Expiação que o pecado pode ser pago, coberto, retirado do pecador. É só pela expiação que Deus pode perdoar um pecador que vai a Ele arrependido e aceitando o Salvador Jesus pela fé. 
Tudo foi resolvido na cruz. O mais completo engano e ofensa a Deus é a pessoa atrever-se a achar que pode apresentar alguma boa obra sua perante Deus para ser salva: Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra. (Efés.1:9-10).
 A expiação de Jesus é a pedra angular da salvação de todo o mundo.

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015




Cremação – O que Deus pensa sobre ela

…esperando a adopção, a saber, a ressurreição do nosso corpo.
Romanos 8:22-23
                                                               Uma Reflexão
Introdução   
        Primeiro que tudo, este estudo não visa julgar nada nem ninguém. Deus é que é o Justo Juiz. Servirá, sobretudo, para alertar pastores das igrejas para este assunto no que respeita a auxiliar os crentes sobre esta decisão futura quanto ao funeral, numa altura em que a cremação está cada vez mais na ordem do dia.
       Além disso, muitos já foram cremados e muitos já se decidiram pela cremação. Por outro lado, há que considerar que, por vezes, surgem circunstâncias excepcionais em que a cremação foi a escolha possível (Por exemplo, um nosso querido que morreu num local distante e em que manifestamente era muito difícil transportá-lo a fim de lhe dar um sepultamento, etc).
           Também não se pode forçar as pessoas na sua decisão de sepultarem ou não, pois é uma escolha de cada um. E sabemos que a opção de cada um quanto ao seu funeral  não afecta a sua ressurreição futura.


E se os que já partiram foram cremados? – Temos que recordar que a maneira como o corpo é tratado não tem consequências eternas. O mais importante de tudo, isto sim, é que aquele que partiu, na sua vida, creu e confiou em Jesus Cristo como seu Salvador, se nasceu de novo pela fé em Jesus.

         O sepultamento testemunha da fé na ressurreição corporal, mas é um testemunho para os ainda vivos. A alma do que morre crente vai logo para o céu. A alma do que morre sem Cristo vai logo para o inferno. O que é feito ao seu corpo morto não afecta o destino da sua alma nem a ressurreição futura. Portanto, se foi cremado, nada há que preocupar.


             Mas, o testemunho do cristão é dado, não apenas pela sua vida, mas também na sua morte. Por isso, a pergunta: Deve o crente optar por ser cremado, ou não?

       Cada vez mais assistimos a um aumento da cremação. Nos EUA, em 1975, apenas 6% das pessoas que morriam eram cremadas. Em 1996, passou para 20%, mas em 2010 dobrou para 40%. Historicamente, este aumento da cremação está em paralelo com a rejeição da Bíblia. Historicamente, onde o Evangelho do Senhor Jesus Cristo tem sido aceite, a prática da cremação tem sido rejeitada. Hoje, quase sempre, a cremação é mais barata que o sepultamento e há cada vez mais pressão para optar por ela.
        
Propósito: Como filhos de Deus precisamos de saber que também o nosso funeral deve ser de forma a glorificar o nosso Deus.

         Algumas razões para nos ajudar nas nossas decisões quanto à morte e para crermos que a prática da cremação deve ser rejeitada pelo povo de Deus.

I. A Cremação é de origem pagã
        À medida que o paganismo aumenta, a cremação torna-se mais popular. Nos países tecnicamente desenvolvidos, o corpo é queimado por cerca de 3 horas a mais de 1000 graus temperatura. Mas, na sua origem, ao longo dos séculos e na actualidade dos países asiáticos, sobretudo os mais pobres, como o Nepal ou Índia, a sua prática chocaria qualquer cristão. Sem entrar em grandes pormenores, os corpos são queimados, muitos mal, e depois lançados nos rios. Um crente em Jesus não trataria assim o seu querido que morreu.

   A origem da cremação é pagã, serve propósitos pagãos. Hindus e outras religiões cremam os corpos pela sua crença na reencarnação. Mas não há nada de cristão na cremação. 

II. A Bíblia e o sepultamento – Rom.15:4; I Cor.10:11
         Os exemplos do passado ajudam-nos. Abraão, Sara, Raquel, Isaque, Jacob, José, Moisés, Josué, David, João o Baptista, Ananias e Safira, Estêvão, foram sepultados.

1. Sepultados mesmo quando era difícil – Mesmo em circunstâncias difíceis, o povo de Deus na antiguidade sepultava os seus mortos. Por exemplo, o corpo de José foi guardado por mais de 400 anos no Egipto e depois carregado através do 40 anos no deserto até ser sepultado na Terra Prometida (Gén.50:24-25; Êxodo 13:19; Josué 24:32).

Teria sido muito mais fácil para os israelitas cremar José e depois carregar as suas cinzas num vaso! Mas recusaram isto. José, um seguidor do Deus verdadeiro, um homem que olhava para o futuro, para a ressurreição do corpo, teve um honrado funeral.

2. O sepultamento olha para a ressurreição – (I Cor.15:20-23, 57). Acreditamos numa ressurreição do corpo. Sim, de facto, o corpo sepultado irá decompor-se e desaparecer com o tempo. Sim, há situações de cristãos que morrem e o sepultamento é impossível (naufrágios, etc). Mas, sempre que for possível, sepultamos. Porque é a nossa esperança certa que o mesmo indivíduo ressuscitará no mesmo corpo, mas transformado.

         O corpo físico é chamado de a semente para a ressurreição do corpo. Nós plantamos, a semente decompõe-se e nasce uma nova planta (I Cor.15:35-44): "Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há-de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de qualquer outra semente... Assim também a ressurreição de entre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Há corpo natural, e há também corpo espiritual." 
      Reparem que, nesta passagem, o Apóstolo responde àqueles que perguntam como é possível a Deus ressuscitar um corpo já decomposto. A terminologia usada pelo Espírito Santo é a da agricultura.
        
         O agricultor não destrói a sua semente; ele planta-a e, depois, da semente decadente nasce uma nova vida. É assim também o sepultamento e a ressurreição.

         Quando sepultamos um crente em Jesus, estamos a plantar o corpo morto como uma semente para a ressurreição do corpo. É um poderoso testemunho da nossa firme fé na Palavra de Deus olhando a promessa da ressurreição do corpo.

         O paganismo é o contraste. Não têm este conhecimento, nem esta esperança. Os Hindus e o Budistas acreditam na reencarnação. Acreditam no corpo e na alma, mas que a alma reencarnará noutro corpo inteiramente diferente ou numa esfera de existência não física.

         O povo de Deus sempre teve algum conhecimento da ressurreição do corpo deste a antiguidade. O livro de Job é um dos mais antigos da Bíblia. E em Job 19:25-27, vemos este homem fiel falar da ressurreição do corpo: "Porque eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão..." 
O povo de Deus sempre sepultou os seus mortos com esta magnifica esperança ardendo nos seus corações.

3. Deus pratica o sepultamento – (Deut.34:5-6). MOISÉS - Foi o próprio Deus Quem sepultou o Seu fiel servo Moisés.

4. Cremação é um sinal de maldição de Deus – (II Pedro 2:6): "E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente".
    Através da Bíblia, a destruição de um corpo humano ou de um objecto pelo fogo é usado como um sinal da ira de Deus. Alguns exemplos: Sodoma e Gomorra; Nabad e Abiú (Lev.10:1-2); rebelião de Coré (Nm.16:35); ídolos (Êx.32:20; Dt.7:25; II Rs.10:26; I Cr.14:12); livros de magia (Actos 19:18-19); Os perdidos lançados no lago de fogo para eterna punição (Apoc.20:15).
A falta de um funeral adequado é uma desonra, como o caso de Jezabel (I Rs.21:23-24).

Amós 2:1 chama à cremação de transgressão. "Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque queimou os ossos do rei de Edom, até os tornar a cal."

5. O corpo do cristão não lhe pertence – (I Cor.6:19-20)."Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." Certamente não temos o direito de o destruir, pois pertence a Deus. Deixemos Deus decidir o que fazer-lhe: "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morrermos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor." (Ro.14:8)

6. O Senhor Jesus foi sepultado – (João 19:38-42). Tal como o Senhor Jesus foi sepultado na certeza de que Ele ressuscitaria de novo ao terceiro dia de acordo com as Escrituras, assim é o crente. O corpo morto forme na sepultura enquanto a alma redimida aguarda na glória pelo grande dia da ressurreição.

É claro que nós não podemos forçar as pessoas a sepultarem ou não. E sabemos que a opção de cada um quanto ao seu funeral  não afecta a sua ressurreição.

7. E se os que já partiram foram cremados? – Temos que recordar que a maneira como o corpo é tratado não tem consequências eternas. O mais importante de tudo é que aquele que partiu confiou em Jesus como seu Salvador, se nasceu de novo pela fé em Jesus.

         O sepultamento testemunha da fé na ressurreição corporal, mas é um testemunho para os ainda vivos. A alma do que morre crente vai logo para o céu. A alma do que morre sem Cristo vai logo para o inferno. O que é feito ao seu corpo morto não afecta o destino da sua alma nem a ressurreição futura. Portanto, se foi cremado, nada há que preocupar.

         Conclusão
         Existe maior pressão para a escolha da cremação dos que morrem, e não sepultar, quer seja por causa da falta de espaço, quer por ser mais barato, mais higiénico.
         Mas, o mais importante de tudo é que a pessoa tenha entregado a sua vida a Jesus para a salvação eterna da sua alma.

Os crentes são recordados de que devem glorificar o Senhor pela vida ou pela morte: … De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. (Rom.14:8).
As Escrituras dizem que devemos amar os nossos corpos em Efésios 5:28: Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.

No julgamento de Deus sobre o pecado de Adão, disse: ...até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. (Gén3:19).

 O sepultamento é um grande testemunho do cristão para com os vivos. O corpo é plantado na terra, como uma semente, semeia-se em corrupção (I Cor.15:42,44), à espera do glorioso dia da ressurreição. Isto testifica da fé na esperança da ressurreição.

                                     Bibliografia: "Cremação: O que Deus pensa" - David Cloud

 Rui Simão
Pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia


domingo, 2 de agosto de 2015



O Amor de Deus – Deus é Amor
Porque Deus amou o mundo…
João 3:16  
Introdução      
            Deus ama-nos muito mais do que imaginamos. O amor de Deus suporta tudo e é longânimo.
            Ele ama-nos com um amor que nós nem conhecemos, porque não há amor humano comparável ao amor divino.
E é nas páginas da Bíblia que podemos ler sobre a realidade do incomparável amor de Deus.

Propósito: Como crentes, saibamos que não há amor como o amor de Deus.

           
I. O Significado do Amor de Deus 
            Como é o amor de Deus? O amor de Deus é conforme o Seu carácter. Porque Ele é perfeito, o Seu amor é perfeito. Porque Ele é Santo, o Seu amor é santo e puro. Por meio do Seu amor, Deus procura despertar amor por parte do homem: Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. (I João 3:16). Imitemos o amor de Deus.

            E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. (I João 4:16)

            Deus criou-nos à Sua imagem e semelhança. Por isso, como pessoas, somos importantes para Ele. Não importa até onde as pessoas tentam fugir de Deus. Ele ama-nos, os Seus olhos estão sobre nós. Ele vê-nos e a Bíblia diz que o Seu cuidado amoroso por nós leva a que até os cabelos da nossa cabeça estejam todos contados (Lucas 12:7).

            Cada momento da nossa vida é observado por Deus. O profeta Jeremias revela-nos em 29:11: Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Deus ama-nos e quer dar-nos esperança para o futuro.

1. O objecto do amor de Deus é Jesus, Seu Filho
            E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mat.3:17). As mesmas palavras no Monte da Transfiguração: Este é o meu amado Filho em quem me comprazo; escutai-o. (Mat.17:5
            Jesus é Deus, o Filho. Por ser Deus, a unidade das Pessoas divinas, Pai, Filho e Espírito Santo, é perfeita em tudo, sobretudo no amor. Esta verdade está bem expressa na Bíblia: Deus é amor. (I Jo.4:9)

            O amor do Pai pelo Filho é uma verdade que Cristo afirmou muitas vezes ao longo do Seu ministério: Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; (João 5:20); Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. (Jo.15:9-10)

            Igualmente, o Filho ama o Pai: Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai. (Jo.14:31)

2. Deus ama aqueles que, pela fé, estão unidos ao Seu Filho, Jesus
            Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus. (João 16:27). Deus ama todos os homens, mas Ele tem um amor peculiar por aqueles que estão unidos pela fé ao Senhor Jesus.  Esses são os filhos de Deus.

            Mas o nosso amor por Deus é o resultado do Seu amor por nós: Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. (I João 4:19).

II. A maior prova do amor de Deus é a encarnação do Seu Filho Unigénito, Jesus
            Deus ama as Suas criaturas que caíram em pecado e estão perdidas e separadas d’Ele. Deus ama os pecadores, os ímpios, aqueles que estão mortos em pecado.

            E a maior prova do amor de Deus é que, a despeito da nossa impiedade e pecado, Deus mandou-nos Jesus Cristo: Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. (Rom.5:6-8)

            Deus mostra o Seu amor no sacrifício infinito que Jesus Cristo fez na cruz para a salvação dos pecadores perdidos que Ele ama. Mesmo que tu fosses a única pessoa no planeta, Ele teria morrido por ti na mesma para te salvar. Ele ama-nos. Nunca nos podemos esquecer disto: Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor. (I João 4:9)

E o que é que o amor de Deus revelado em Jesus proporciona? Bênçãos únicas e divinas.

 1. Pleno e completo perdão aos crentes arrependidos do seu pecado
     Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. (Is.55:6-7)

2. A provisão para as nossas necessidades
            O Senhor, teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. (Sofonias 3:17)

Quando os Seus filhos, objecto do Seu amor, sofrem aflição, Deus mostra a Sua compaixão e auxílio: As benignidades do Senhor mencionarei, e os muitos louvores do Senhor, conforme tudo quanto o Senhor nos concedeu; e grande bondade para com a casa de Israel, que usou com eles segundo as suas misericórdias, e segundo a multidão das suas benignidades. Porque dizia: Certamente eles são meu povo, filhos que não mentirão; assim ele se fez o seu Salvador. Em toda a angústia deles ele foi angustiado, e o anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade. (Isaías 63:7-9)

3. Confiança no dia do julgamento de Deus
 Onde podemos, também, comprovar que o amor de Deus é perfeito? Será no dia do Seu julgamento. A Bíblia atesta, sem qualquer dúvida, que Deus julgará todas as pessoas.

Um julgamento divino aguarda toda a humanidade. Nem todas as pessoas terão o mesmo destino, o mesmo fim.
Em Apocalipse 20:11-15 temos a revelação do julgamento de Deus para a perdição eterna. Vamos ler com toda a atenção e respeito e, sobretudo, com temor: E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

Mas, por outro lado, o Deus de Amor dá esta esperança e confiança, apenas aos crentes em Jesus Cristo, arrependidos do seu pecado: Nisto é perfeito o amor para connosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança…no amor não há temor… (I João 4:17-18). Um amor que nos dá paz.

Conclusão
            O amor de Deus:
1. Não é influenciado por algo que haja em nós, não é pelas nossas obras, mas pela Sua graça: Que nos salvou, e chamou, não segundo as nossas obras… (II Tim.1:9);

2. É eterno e infinito, porque Ele também é eterno e infinito. Ele amou-nos de tal maneira… pelo seu muito amor com que nos amou… (João 3:16; Efés.2:4). Isto conforta-nos como amados de Deus, pois, não tendo começo, também não terá fim: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. (Jeremias 31:3);

3. É Soberano. Ele não tem obrigação de nos amar, mas ama: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. (Rom.9:15; Deut.32:39);

4. É imutável, porque Deus é imutável. Nada nos pode separar do amor de Deus (Rom.8:35-39)

5. É gracioso. Quando o Senhor Jesus Se entregou crucificado no Calvário, Ele fez isso por nós. Isso mostra o quanto Ele nos ama: Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; (I Pedro 3:18).

            Se nos deu Cristo, o Filho Unigénito, sabemos que, no Seu amor, Deus não deixará faltar nada aos Seus filhos amados e queridos: Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará, também, com ele, todas as coisas? (Rom.8:32)


             Rui Simão
              Pastor na Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia