quarta-feira, 1 de julho de 2015



O Testemunho de uma pessoa que conheceu Jesus Cristo e o amor de Deus na recta final da sua vida
Este relato pretende dar toda a glória a Deus que "veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10). É um exemplo de que, ainda que passem décadas, sempre devemos persistir, com paciência e amor, no testemunho do amor de Deus em Jesus Cristo, crendo e confiando que "para Deus, nada é impossível". (Lucas 1:37).
A DEUS TODA A GLÓRIA!
12-02-1965 / 16-07-2015

"Tens mãe, tens pai, tens marido, esposa, filhos, tens irmão ou irmã, tens amigos? Ama-os sinceramente neste tempo que Deus te dá, pois rapidamente passa ou, quando deres por conta, já tudo passou.
UM TRIBUTO À MINHA QUERIDA IRMÃ"
Maria do Carmo

Uma vida na história

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará… e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Salmo 23

I. Maria do Carmo, uma vida na história

            Intitulei este testemunho, este tributo, esta homenagem à minha querida irmã, que o Senhor Deus chamou para Si, para a eternidade, de: “Maria do Carmo, uma vida na história”.

            Pode parecer estranho ou presunçoso, porque, à excepção da família e dos amigos, a minha irmã Maria do Carmo não tem qualquer notoriedade neste mundo. Nenhum jornal nem revista falará dela e nenhuma televisão a referirá hoje. Assim é ela para o mundo, mas não para Deus, o Criador de todas as coisas. Porque, para Deus, cada pessoa tem um lugar na história da humanidade. Deus garante isso mesmo quando escreve o Salmo 139:13-16: “

Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

            Neste maravilhoso texto inspirado por Deus, o escritor descreve de forma clara o início de cada vida humana no ventre materno, em que é o próprio Deus que vai formando a pessoa, célula a célula, órgão a órgão, osso a osso, músculos, nervos, tudo o que somos: …entreteceste-me no ventre de minha mãe….
       
            Mas, o mais surpreendente vem a seguir quando Deus aqui garante que cada pessoa, quando ainda está no ventre da sua mãe, já está registada no livro de Deus, o livro da existência de cada alma, de cada pessoa que Deus criou e a quem Ele dá vida: … e no teu livro todas estas coisas foram escritas…

            Deus revela aqui claramente que há um livro com o registo divino para a vida de cada existência humana. Ninguém é ignorado, ninguém é esquecido, ninguém é por Deus deixado para trás. E cada pessoa que viveu na terra, em todos os séculos e milénios, prestará contas a este Deus Criador.

   Isto acontece com cada uma das biliões de pessoas e também aconteceu com a Maria do Carmo. Deus conhece-nos perfeitamente desde sempre e para sempre. Por isto mesmo, cada pessoa tem o seu lugar na história da humanidade.

Ainda recordo quando a minha irmã nasceu. Eu tinha cinco anos de idade. Saímos de Portimão, cidade onde ela foi nascer em 12 Fevereiro de 1965, e chegámos à casa da guarda dos caminhos-de-ferro onde morávamos na altura, nas proximidades de Beja, na Corte Pinto, em S. Matias. Era um lugar isolado, com muito pouca gente por perto, sem outras crianças.

Fomos criados e crescemos num lar pobre em que os nossos pais nos deram o que precisámos e que lhes era possível. Nunca faltou o amor e o carinho na nossa educação. Como a minha irmã amava e respeitava os pais. Passeava com eles, telefonava-lhes. Poupou-os de preocupações nesta fase crítica e final da sua vida não lhes revelando a gravidade e a evolução preocupante do seu estado de saúde.

Eu e a minha irmã fomos muito amigos um do outro. Respeitávamo-nos e estivemos juntos nestes cinquenta anos, tanto nos momentos mais alegres como nos mais críticos: nos nossos casamentos, no nascimento e crescimento dos meus filhos, seus sobrinhos. Também nas dificuldades da vida, a minha irmã experimentou a minha ajuda, mais tarde a nossa, a da minha esposa também, que a amava como a uma irmã que ela não teve. Os conselhos que me pediu para decisões importantes.

Lembro-me quando a Carmo, jovem com os seus cerca de 19 anos, subiu as escadas dos escritórios da Delegação da CUF/Quimigal onde eu trabalhava em Beja, nas Portas de Mértola. Estava radiante e quis dar-me em primeira mão a notícia de que tinha conseguido o seu primeiro emprego como auxiliar de odontologia num dos consultórios mais conhecidos da cidade na altura. Ficava frente ao Liceu de Beja e ali conheceu não apenas colegas, mas amigas maravilhosas, uma verdadeira família com lindos e fortes laços de amizade que perduraram para toda a sua vida.

Como a Carmo e o seu marido, José Paulo, desfrutaram de maravilhosos momentos de diversão quando recebiam os sobrinhos, Pedro e Daniel, nas férias em Ferragudo e em Silves, à medida que eles iam crescendo. Hoje, eles recordam tudo isso com muita emoção e, sobretudo, gratidão. Momento inesquecíveis para todos, à mesa a comerem pizzas, as idas à praia, à piscina da urbanização, à pesca, nos mergulhos no mar a observar os peixes, nos jogos e brincadeiras, tantas coisas boas.

Que mais poderei da minha querida irmã? O tempo e o espaço desta ocasião não seriam suficientes. Tantas coisas boas e tantas outras que ainda ficaram por fazer. Não apenas eu, seu irmão, mas os seus inúmeros amigos, colegas de trabalho, familiares. Muitos vieram aqui, ontem e hoje, na despedida final. Da Maria do Carmo, tenho que salientar a sua verdadeira e sincera amizade, a afeição pelas pessoas, a simpatia, a solidariedade, sempre disponível para ouvir, ajudar, encorajar.

II. Deus na vida da Maria do Carmo
Gostaria agora de abordar outra área da sua vida. Durante 31 anos orei/orámos pela minha irmã Maria do Carmo, para que ela conhecesse o amor de Deus e o Salvador Jesus Cristo. Levei-a ao acampamento de jovens da nossa igreja de Beja em Vila Nova de Milfontes. Levei-a à igreja em Beja onde participou em programas. Um dos jovens da igreja, o Eduardo, também já na glória celestial, ofereceu-lhe uma Bíblia no seu 18º aniversário.

Contudo, nessa altura e por mais três décadas, a Maria do Carmo viveu longe do Deus vivo e verdadeiro. Mas, a partir de 2013 as coisas mudaram com o aparecimento da sua doença. As orações a Deus por ela, e pelo seu marido José Paulo, e os testemunhos intensificaram-se.

Em 2014, o Pr. Lenildo Gonçalves, da Igreja Baptista Esperança Viva em Albufeira, veio visitá-la com o meu filho Daniel em Silves. Trouxe-lhe uma Bíblia e orou com ela. A minha irmã aceitou muito bem este encontro. A minha esposa continuou a confortá-la em Deus com bom testemunho bíblico.

Eu mandei-lhe 4 estudos bíblicos do Evangelho de João que ela fez e começou a ler a Bíblia com alguma regularidade, tanto de sua iniciativa, como das sugestões de leitura que lhe fazia. Disse-me que passou a tê-la na sua mesa-de-cabeceira: “Mano, não fazia ideia que a Bíblia era assim. Estou a gostar muito”. (“Mano” é a expressão alentejana no trato entre irmãos). Perante a necessidade de uma decisão de abrir o seu coração e a sua vida para Deus e de reconhecer que Jesus Cristo é o único Salvador, a minha irmã deu este passo importante e único na história da vida de qualquer pessoa.

Depois, já em 2015, em Junho passado, o mesmo Pr. Lenildo veio de novo visitá-la, agora já no Hospital de Portimão, pois a sua doença agravou-se. Neste novo encontro, o Pr. Lenildo procurou confortá-la com a Palavra de Deus. Tiveram um bom diálogo. No final, o Pr. Lenildo telefonou-me e garantiu: “Em nada posso duvidar da certeza das palavras da Maria do Carmo de que já tinha aceitado o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. Ela agradeceu a visita, as leituras bíblicas e, no final, disse-me: O Pastor não sabe a paz que trouxe e sinto no meu coração!”

Alguns dias depois, também vieram visitá-la o Pr. Mark Hale e a sua esposa Michele, da Igreja Baptista do Barlavento, em Lagos. A sua esposa Michele leu-lhe a Palavra de Deus. Nesse mesmo dia, telefonei-lhe e a minha irmã disse-me que tinha gostado muito desta visita e agradeceu a leitura bíblica, embora parecesse estar a dormir devido à sua debilidade e fraqueza.

Nestes últimos dias, eu recebi tantos contactos a perguntar pela Maria do Carmo. Ela recebeu inúmeras visitas dos seus muitos amigos, colegas, familiares, uns vieram de perto, outros de mais longe. Eu não conseguiria referi-los a todos, nem quero ser injusto ao esquecer-me de alguém. Mas sei que lhe deram muito calor humano, muita força, ânimo, alegria, conforto, esperança. Deram mais vida à sua vida e isto foi muito relevante.

Mas não tenho dúvida de que também recebemos muitíssimo da Carmo. A alegria, o sorriso com que a todos recebia, mesmo num grande esforço devido à sua debilidade física. A esperança que ela manteve sempre, nenhum desespero, nenhuma queixa. A força e o desejo de viver. Débil e fraca, sim, mas contagiou-nos a todos de uma forma única. A sua debilidade não lhe permitia falar muito, mas a sua expressão mais usada nestes dias finais foi: “FIXE”.

A nossa filha Joana, que a visitou durante a semana, falou com os enfermeiros do piso para autorizarem a entrada do animal de estimação da minha irmã. Assim, no sábado, dia 11 de Julho, a Carmo recebeu uma visita muito especial que a deixou encantada, o seu gato “Mel”. Ele ficou calmamente junto da Carmo na sua cama, recebeu as suas festas como ela lhe costumava fazer, ouviu o seu chamamento – “Mel, Mel” - e comeu naturalmente aos seus pés. Foi um momento enternecedor.

Um dos seus sobrinhos, Rui Pedro, veio expressamente de Londres no dia 12 de Julho também para estar com ela o que a deixou tão feliz. Lembraram os bons momentos que viveram, primeiro com ele, depois com o Rui Daniel e com o José Paulo. Quando ele se despediu, orou abraçado à sua tia e leu-lhe o Salmo 23: “O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas…”. Quando terminou, ela disse: “Amém!”

Apesar de estarmos a mais de 600 km de distância, também eu passei com a minha irmã dias muito especiais e intensos nos cuidados paliativos. Orámos juntos, li-lhe a Bíblia, sobretudo salmos: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia…” (Salmo 46); “A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; não serei grandemente abalado…” (Salmo 62); “Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha lama está anelante, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo…” (Salmo 84). Ficava tão feliz e confortada e, sobretudo, agradecida: “Obrigada, mano, gostei muito”. No final de cada leitura bíblica, sempre dizia: “Amém!”

Na noite de sábado, 11 de Julho, estivemos juntos até depois já da meia-noite. Chorámos juntos, confortei-a em Deus e a paz e alegria dela eram imensas. Gravámos 15 minutos de recordações, das suas memórias e ela tão cheia de alegria: “Foram bons tempos”, disse a Maria do Carmo.

Só Deus lhe podia dar aquele conforto, paz, aceitação, discernimento e memórias.
- “Às vezes parece que isto é um sonho, que esta doença não me está a acontecer a mim.”
- “Tenho uma fé fraca!”
“Porquê, maninha?” perguntei-lhe eu”.
“Porque gostava de me expressar mais e não sou capaz”.
“Não te preocupes, Deus lê o teu coração e sabe todas as coisas. Não precisas de falar. O que é importante é a decisão que já tomaste, de arrependimento de pecados, porque Jesus é o nosso Salvador, morreu numa cruz para pagar a nossa culpa. Não podemos ir à presença do Deus Santo se não formos purificados do nosso pecado e lavados. E Jesus fez isso mesmo.”

“Pois é, mano!”, respondeu ela.

Continuei a confortá-la em Deus e disse-lhe o que a Palavra de Deus garante: “Deus vai dar-nos um novo corpo, onde não haverá mais dor, sofrimento, lágrima e estaremos assim sempre com o nosso Deus. E porque és crente, eu também estarei contigo e para sempre, maninha”.   

Lemos Apocalipse 21, as promessas de Deus ali, a Nova Jerusalém, lemos o Salmo 23.

O lema dos Cuidados Paliativos é: ”Não damos dias à vida das pessoas, mas damos vida aos dias das pessoas”. No fundo, foi o que Deus fez à minha irmã. Não deu mais dias à sua vida aqui na terra, mas deu vida aos seus dias eternamente.

De facto, pedi a Deus com toda a minha pequena fé que a curasse e lhe desse mais vida aqui na terra. Fiz minhas as próprias palavras de Jesus. “Pai, se for possível, passa da minha irmã este cálice, mas seja feita a Tua vontade. Se for a Tua vontade e o Teu plano e propósito para a minha irmã, cura-a. Tu podes fazê-lo, porque para ti nada é impossível. Mas aceitarei com alegria e humildade o que vier da Tua bondosa mão”.

E Deus respondeu, como sempre, à Sua maneira santa, da forma mais justa e perfeita, exactamente como Ele mesmo É. Respondeu quando lhe deu dias, mas de vida eterna com Ele no Céu, por causa da fé e da confiança da Carmo em Jesus Cristo, o único Salvador do mundo.

Na sua última semana de vida, despedi-me dela na segunda-feira, dia 13 de Julho, e prometi-lhe que regressaria para junto dela na sexta-feira. Mas na quarta-feira à noite, a nossa prima Lénia Neves, enfermeira no 2º piso, foi visitá-la. A Lénia foi incansável em dedicação e carinho para que nada faltasse à Maria do Carmo desde que ela foi internada. Foi a Lénia que lhe deu aquela que foi a sua última refeição, naquela quarta-feira. Com um novo vigor, a Carmo pediu gelatina e comeu duas. Falaram de muitas coisas e a Carmo disse-lhe que queria fazer uma festa. A Lénia colocou-a ao telefone, em alta-voz, comigo e com a minha esposa, que sugeriu que a Lénia lhe lesse o Salmo 91. No final da leitura, que a Lénia fez tão bem, a Carmo disse: “Amém. Senti-me rejuvenescida com estas palavras, prima”. Eu recordei-lhe, do outro lado da linha: “Mana, sexta-feira já estou aí de novo contigo”. E a Carmo respondeu: ”Que bom, mano, mas se calhar já será tarde”.

 Perante isto, parti logo no dia seguinte, quinta-feira e cheguei ao pé dela ao meio dia, mas já estava a entrar em inconsciência. Segurei a sua mão e orei com ela, li-lhe salmos de conforto e ela já só conseguiu apertar debilmente a minha mão em reconhecimento.

Ao fim da noite, de novo à sua cabeceira, vi que o Senhor Deus a ia levar. Saí uns instantes do quarto para me encontrar na sala de visitas com a nossa prima Lénia e alguns momentos depois recebemos de uma das enfermeiras a notícia da sua partida definitiva. Apressámo-nos para junto dela e fechei os seus olhos.

Agradeci ali a Deus pela vida da minha querida irmã Maria do Carmo, por tudo o que vivemos, a família que fomos e, sobretudo, porque Deus, no Seu grande amor, a salvou para viver eternamente com Ele no céu: “Porque, para Deus, nada é impossível.” (Lucas 1:37)

Não poderia deixar de falar do José Paulo. Foi um marido ímpar, em amor, carinho, dedicação, fidelidade e ajuda para a minha irmã. Um casal muito unido, “uma só carne”. Foram feitos um para o outro. Merece todo o nosso carinho e gratidão. Ela não poderia ter tido, sem sombra de dúvida, melhor marido do que o José Paulo que cuidou dela com extremo cuidado para que nada lhe faltasse até ao fim. Como eles se amavam, como se respeitavam e completavam, como viveram e desfrutaram os dois tempos fantásticos. Um exemplo de união e amizade. As inúmeras fotografias espelham muito bem esta verdade.

Conclusão – I Timóteo 2:4-6ª (uma abordagem e aplicação da Bíblia)

 v.4 - Que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.

            Este é o testemunho de vida da Maria do Carmo e que devia ser o de cada pessoa. Ela conheceu e aceitou o amor de Deus na Pessoa do Seu Filho, Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Esta é a grande verdade da vida. Deus é O Criador de todas as coisas e todas as pessoas Lhe prestarão contas da sua vida. Mas Deus ama cada um de nós e quer que todos se salvem. Quer resgatar cada pessoa da condenação eterna ao inferno de fogo provocada pelo pecado. Deus quer também que todos, sem excepção, venham ao conhecimento da verdade. A verdade é o que está escrito a seguir.

v.5 – Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.

            Há um único Deus vivo e verdadeiro que é o Criador de todas as coisas. Os homens inventaram muitos deuses, criaram deuses para si mesmos. Hoje mesmo podem ser visitados os túmulos onde estão sepultados Maomé, Buda, etc. Mas Jesus Cristo, não. Ele é Deus que encarnou e viveu neste mundo há 2000 anos para ser o Salvador do mundo. Morreu crucificado em sacrifício substitutivo pelo pecador, foi sepultado, mas ressuscitou.

            Por isso é que Jesus Cristo é a verdade. Jesus Cristo é o Mediador entre Deus e os homens. Não há nenhum outro que nos represente diante de Deus Pai. Quando se trata da vida eterna e do nosso relacionamento com Deus, não há muitos árbitros, não há muitos mediadores. Só há um e é especificamente identificado como Jesus Cristo. Durante a Sua vida aqui na terra, Jesus foi muito directo e claro: Eu sou o Caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (João 14:6).

A verdade é que a humanidade não tem outro Mediador, não tem outro Salvador senão Jesus Cristo. Não nos deixemos iludir com filosofias, sentimentos, tradições. O próximo versículo deste curto trecho explica.

v.6 – O qual se deu a si mesmo em resgate por todos; testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.

            A morte de Cristo na cruz há 2000 anos foi um sacrifício d’Ele em substituição do pecador transgressor das leis e mandamentos do Deus Santo. O pecado gera a morte, separação eterna de Deus. Mas Cristo assumiu essa morte em resgate por todos.

A verdade é que no final da história da humanidade, Deus vai julgar todo o mundo pelas coisas que estão escritas no livro da vida de cada um. Os que amam a Deus e aceitaram Jesus, O Mediador, estão salvas para viverem eternamente com Deus no céu, ressuscitadas com novos corpos. Os que não tomaram esta decisão, estão perdidos eternamente, longe de Deus no inferno. Foi o próprio Jesus Cristo que isto revelou e garantiu.

O que fazer? Confessar a Deus o seu pecado, arrepender-se e aceitar Jesus Cristo como seu Salvador. Procure Deus, procure conhecer o Seu amor através da Sua Palavra, a Bíblia, procure a ajuda de um crente em Jesus, um pastor, uma igreja fiel, evangélica, baptista. Não deixe para amanhã.

Estou muito agradecido a Deus porque a minha irmã Maria do Carmo tomou esta decisão e é uma herdeira da vida eterna. O testemunho dos seus últimos dias revela esta verdade bíblica. Posso comprová-lo porque conheci a Carmo desde sempre. Quando Jesus Cristo estava pendurado na cruz, um dos outros dois condenados à morte ao seu lado voltou-se para Jesus e suplicou-lhe: Senhor, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus disse-lhe: Em verdade te digo, hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.

Maior verdade, maior certeza e garantia não existe nesta terra. E a Maria do Carmo recebeu de Jesus Cristo esta mesma garantia. Não pelo seu mérito, mas por causa da sua fé. Ela está viva com Cristo na e para a eternidade, conforme a Sua gloriosa promessa: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá." (João 11:25)

                        Silves, Casa Mortuária, 18 de Julho de 2015 (11h)
                        (Funeral da minha irmã, Maria do Carmo)  

Dirigiu a cerimónia e deu testemunho da Palavra de Deus, o Pastor Lenildo, da Igreja Baptista Esperança Viva de Albufeira, que veio com a sua esposa, Dulcineia Monteiro

Participou em oração o Pastor Mark Hale, da Igreja Baptista do Barlavento, Lagos, que veio com a sua esposa Michele e o seu filho Joshua. No final, disse-me o Pastor Mark Hale: ”Irmão Rui, 102 pessoas ouviram hoje o Evangelho”.

Cantámos os hinos 504 e 506 do Cantor Cristão:

“Há um lar mui feliz lá no céu,
Onde não há tristeza nem dor,
Onde os salvos irão habitar,
Na presença do seu Salvador.

Lá no céu, lá no céu,
Há um lar mui feliz lá no céu.
Lá no céu, lá no céu,
Há um lar mui feliz lá no céu.
……” Hino 504

“Junto ao trono de Deus preparado,
 tens cristão um lugar dado a ti;
Há prazeres, há gozo exaltado,

 há delícias profusas ali;
Sim ali, sim ali, 

de Seus anjos fiéis rodeado,
E cercado de glória e de luz,

 junto a Deus já te espera Jesus.
Não nos podem da terra os encantos, 

dar ideia do gozo dali;
Se no mundo os prazeres são tantos,

são prazeres que cessam aqui;
Mas ali, mas ali, 

as venturas eternas concorrem,
Na existência perpétua da luz,

pra tornar-te feliz com Jesus.
Conservemos em nossa lembrança, 

as riquezas do lindo país;
E guardemos connosco a esperança, 

de uma vida melhor, mais feliz;
Pois dali, pois dali, 

uma voz verdadeira não cansa,
De chamar-nos ao Reino da Luz, 

é a voz divinal de Jesus.
Se quisermos gozar da ventura, 

que no belo país haverá;
E somente pedir de alma pura, 

que Jesus Sua graça nos dá;
Pois ali, pois ali, 

todo cheio de amor de ternura,
Desse amor demonstrado na cruz, 

nos escuta e recebe Jesus.” Hino 506
Rui Simão
Pastor da Igreja Evangélica Baptista em Moreira da Maia

segunda-feira, 8 de junho de 2015




O Alá do Alcorão não é o Deus da Bíblia
  


Introdução   
        Recentemente, o Papa católico Francisco deu mais um passo no ecumenismo ao pregar sobre o valor da unidade religiosa, colocando ao mesmo nível Alá, Deus, Jesus e Maomé. Na segunda-feira (07-06-2015), o bispo de Roma dirigiu-se aos seguidores católicos sobre a importância extrema de exibir a tolerância religiosa. Durante seu discurso de uma hora, um sorridente Papa Francisco foi citado dizendo aos convidados do Vaticano que o Corão, e os ensinamentos espirituais contidos nele, são tão válidas como a Bíblia Sagrada. Disse: “Jesus Cristo, Maomé, Jeová, Alá. Estes são todos os nomes utilizados para descrever uma entidade que é distintamente o mesmo em todo o mundo.”
         Muitas pessoas e, infelizmente, muitos cristãos, pensam que o Alá do Alcorão é o mesmo Deus da Bíblia. Mas isto é um grande e perigoso engano.
         Um factor que fortalece esta ideia é porque dizem que islamismo e cristianismo são religiões monoteístas. Mas também aqui temos que ser rigorosos para não errarmos.
         Erradamente, quase todos os escritores tomam por certo que o Deus do Alcorão é o mesmo Ser e tem os mesmo atributos que o Senhor Deus do Antigo e Novo Testamentos da Bíblia.

Propósito: Como cristãos e filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, o único Deus vivo e verdadeiro é o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo revelado nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

         Outro componente estranho desta questão é:
- Erradamente, muitos concluem que “Alá” é só o nome árabe do Deus Bíblico. Jeová e Alá seriam o mesmo Deus. Mas, na verdade, pelo contrário, Alá não é o nome árabe de "Deus". Alá é um ídolo.

I. Algumas diferenças entre Personagens e acontecimentos bíblicos
         Na Bíblia encontramos repetidamente o refrão: Abraão... Isaque... Jacó... José. Mas os muçulmanos ensinam e acreditam no que Maomé escreveu: "Abraão... Ismael... Jesus... Maomé".
         No Corão está escrito que Ismael, e não Isaque, foi levado por Abraão, seu pai, para ser sacrificado no Monte. Essa é a doutrina central de uma das maiores celebrações muçulmanas (Eid).

II. O Alá do Alcorão não é o Deus da Bíblia – Grandes diferenças

1. - Alá não é o mesmo Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia é um, mas trino, enquanto que o do Alcorão não. Alá define-se como uma unidade absoluta, mas o Deus da Bíblia como uma Trindade.

2. - Alá não possui um filho, o Deus da Bíblia sim. Alá opõe-se, por meio do Alcorão, às doutrinas cristãs de Deus e à Divindade e Filiação de Jesus. Porém, ao longo da História, estas doutrinas foram reveladas por Deus nas Escrituras Sagradas, a Bíblia. A doutrina do Alcorão não aceita e opõe-se ao cristianismo e ao judaísmo.

3. -   O Senhor Deus e o Alá do Corão não são o mesmo. O SENHOR Deus refere-Se a Si mesmo 12 vezes como “o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Por um número impressionante de vezes, 203 em 201 versículos (de Êxodo 5.1 até Lucas 1.68), Ele é chamado de “Deus de Israel”, mas nunca de “Deus de Ismael”.

 

4. - O SENHOR da Bíblia afirma repetidas vezes que Ele é o único Deus verdadeiro: “Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.6,8). Ele também declarou: “fora de mim não há Salvador” (Is 43.11; Os 13.4).

         Isaías profetizou que o Messias prometido, que viria para pagar a penalidade pelo pecado conforme exigia Sua própria justiça, seria “Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). Por isso, Jesus declarou: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

       
        Para entender melhor as implicações dessa afirmação de Jesus sobre a Sua eternidade e existência antes de Abraão, Jesus disse: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”.

5. – Idolatria Islâmica – Caaba, a veneração da Pedra Negra – Os muçulmanos manifestam-se duramente contra a idolatria, mas a Caaba é o Santuário islâmico localizado no centro da Grande Mesquita, em Meca. Lugar sagrado dos muçulmanos, guarda a Pedra Negra, que, segundo eles, teria sido dada a Adão depois da sua expulsão do Paraíso. Levada pelo dilúvio, a Caaba teria sido reconstruída por Abraão e seu filho Ismael. A Peregrinação para Meca, ou Hajj, é um dos pilares do islamismo. Essa peregrinação ao lugar do nascimento de Maomé deve ser feita por todo o muçulmano pelo menos uma vez na vida.
 
 Um peregrino realiza uma oração perto da Caaba em Meca



III. Os Atributos de Deus
         A Bíblia e o Alcorão possuem aqui pontos de vistas diferentes acerca de Deus. Quando comparamos os atributos de Deus, como se encontram na Bíblia, aos atributos de Alá, encontrados no Alcorão, fica mais do que óbvio de que os dois não são o mesmo Deus. A visão Bíblica acerca de Deus não pode ser igualada à que se tem de Alá. Alá não pode ser o Deus dos Patriarcas Bíblicos, os Judeus, ou Cristãos.

    Eis as diferenças essenciais sobre o Alá do Alcorão e o Deus da Bíblia:

1. – Muito importante é a natureza de Deus e como Ele se relaciona com a Sua criação. Islamismo e Cristianismo estão, apesar de algumas semelhanças formais, muito distanciados.

2. - CONHECIDO VERSUS DESCONHECIDO
         Segundo a Bíblia, Deus pode ser conhecido. Jesus Cristo veio a este mundo para que conheçamos a Deus: "E a vida eterna é esta: Que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17: 3).

         No Islamismo, porém, Alá é desconhecido. É tão transcendente, tão exaltado, que nenhum homem pode sequer conhecer Alá pessoalmente. Enquanto, segundo a Bíblia, o homem pode chegar a um relacionamento pessoal com Deus, o Alá do Alcorão é tão distante, tão longínquo, tão abstrato, que ninguém pode conhecê-lo.

3. - PESSOAL VERSUS IMPESSOAL
Fala-se do Deus da Bíblia como um Ser pessoal com intelectuo, vontade. Isto contrasta com o Alá do Alcorão, que não é entendido como uma pessoa.

4. - ESPIRITUAL VERSUS NÃO ESPIRITUAL
         Para o Islamismo, a ideia de que Alá é uma pessoa ou um espírito é blasfémia, porque isso rebaixaria o Exaltado. Porém, o conceito de que "Deus é Espírito" é um dos pilares da natureza Bíblica de Deus, ensinada pelo próprio Jesus Cristo, em João 4: 24.

5. - TRINITARIANO VERSUS UNITARIANO
         O Deus da Bíblia é um Deus em Três pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa Trindade não são três deuses, mas um Deus. Pelo contrário, o Alcorão declara que Deus não é Pai, Jesus não é o Filho e nem o Espírito Santo é Deus.

6. - AMOR DE DEUS VERSUS NENHUM AMOR DE DEUS
         O amor de Deus é o principal atributo do Deus Bíblico, que é revelado em passagens como I João 4: 8, "Deus é amor", ou também João 3: 16. Deus ama as suas criaturas, especialmente o homem, ainda que pecador e perdido. Porém, quando nos voltamos para o Alcorão, não encontramos amor como sendo o principal atributo.

Alá nem sequer "tem sentimentos" em relação ao homem. Tal conceito é alheio à compreensão Islâmica. Isso reduziria Alá a ser um mero homem, o que é uma blasfémia para o Islamismo.

7. - ACTIVO NA HISTÓRIA VERSUS PASSIVO
         Alá não participa da história humana pessoalmente e não atua como um agente histórico. Sempre lida com o mundo através da sua palavra, profetas e anjos. Não vem lidar com o homem pessoalmente.

         Quão diferente é a Ideia Bíblica da encarnação, pela qual o próprio Deus entra na história e actua para promover a salvação do homem: "Deus se manifestou em carne" (I Timóteo 3: 16). Mais uma vez, "Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5: 8).

 

Conclusão

Alá e o Senhor Deus são o mesmo Deus? Não, de maneira nenhuma! O Alá do Alcorão e dos muçulmanos não tem nada a ver com o Deus revelado na Bíblia como Pai, Filho e Espírito Santo. Este é o Deus Criador de todas as coias e que encarnou na Pessoa do Filho Unigénito, O Senhor Jesus Cristo, a fim de dar a Sua vida em sacrifício na cruz pelo pecador perdido e condenado. O único Deus vivo e verdadeiro é o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo.  

       
O Alá do Alcorão não é o Deus da Bíblia
 Idolatria Islâmica
A Caaba1 ou Kaaba
(também conhecido como Ka'bah ou Kabah; em árabe: الكعبة al-Kaʿbah IPA: [ʔælˈkæʕbɐ], "O Cubo"), também conhecido como al-Kaʿbatu l-Mušarrafah (الكعبة المشرفة; "O Nobre Cubo"), al-Baytu l-ʿAtīq (البيت العتيق; "A Casa Primigênia"), ou al-Baytu l-Ḥarām (البيت الحرام; "A Casa Sagrada/Proibida") é uma construção cuboide reverenciada pelos muçulmanos na mesquita sagrada de al Masjid Meca, e é considerado pelos devotos do Islã como o lugar mais sagrado do mundo.[2]

A Caaba é uma construção cúbica de 15,24 metros de altura, e é cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu exterior, encravada em uma moldura de prata, encontra-se a Hajar el Aswad ("Pedra Negra"), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquias mais sagradas do islã.

A Caaba é o centro das peregrinações (hajj) e é para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (salat). É o lugar mais sagrado do Islã.
Quando o profeta Maomé repudiou todos os deuses pagãos e proclamou um deus único, Alá poupou a Caaba e tornou-a de um centro de peregrinação pagã em um centro da nova fé. No período pagão, a Caaba provavelmente simbolizava o sistema solar, abrigando 360 ídolos, sendo assim uma representação zodiacal. O edifício foi restaurado diversas vezes; a construção atual é datada do século VII, substituindo a mais antiga que foi destruída no cerco de Meca em 683.

 



  Caaba – A Veneração da Pedra Negra

A Caaba é o Santuário islâmico localizado no centro da Grande Mesquita, em Meca. Lugar sagrado dos muçulmanos, guarda a Pedra Negra, que teria sido dada a Adão depois de sua expulsão do Paraíso. Levada pelo dilúvio, a Caaba teria sido reconstruída por Abraão e seu filho Ismael, que teriam embutido no ângulo sudeste do cubo de pedra que formava a casa de Deus a Pedra Negra trazida pelo anjo Gabriel. “Os muçulmanos contornavam a Caaba sete vezes, tocando ou beijando a Pedra Negra ao passarem por ela” (1, p. 161).
A Peregrinação para Meca ou Hajj, é um dos pilares do islamismo. Essa peregrinação ao lugar do nascimento de Maomé deve ser feita por todo muçulmano pelo menos uma vez na vida desde que dotado de condições físicas e econômicas.
Mantran comenta o seguinte sobre a Caaba: “A partir do século V, Meca ficou sob o domínio da tribo de Qoraysh, quando um de seus membros, Qosayy, vindo do norte, eliminou a tribo de Khozaa e teve a habilidade para transformar Meca em um grande centro de peregrinação, reunindo em um só santuário, a Caaba, as principais divindades dos Árabes… Entre os árabes, essa Pedra Negra, provavelmente um meteorito, era (e é) objeto de veneração… reunindo ali as grandes divindades árabes, permitindo assim aos homens das caravanas satisfazerem sua crença numa ou noutra divindade” (6. p.55). O prêmio Nobel de Literatura, o Doutor Naipaul, corrobora nesse sentido: “… A peregrinação a Meca é mais velha do que o Islã, enraizada no antigo culto tribal árabe e incorporado pelo Profeta às práticas islâmicas: a essa cultura, camada após camada de história”(3, p.145).
A Caaba - a Casa Sagrada de Deus

Descrição: O que é a Caaba para os muçulmanos?


A Caaba[1]  é a Casa sagrada de Deus situada no meio da mesquita sagrada na cidade de Meca, na Arábia Saudita.  O cubo negro é familiar para pessoas de todas as crenças devido às imagens que saem da Arábia Saudita todos os anos no período da peregrinação.  Geralmente quando as pessoas vêem essas imagens, sua atenção foca no cubo negro sendo circundado por centenas, se não milhares, de adoradores.  Esse cubo é a Caaba.
“Deus designou a Caaba como Casa Sagrada, como local seguro para os humanos.” (Alcorão 5:97)

A Caaba é o local mais sagrado no Islã e é a qibla, a direção para a qual os muçulmanos se voltam quando oram.  É chamada a Caaba por causa de sua forma; cubo na língua árabe é ka’b. Às vezes a Caaba é chamada Al Bait Al Atiq, ou a casa emancipada. O profeta Muhammad, que Deus o louve, disse que esse nome era usado devido ao fato de que Deus protegeu a Caaba de ficar sob o controle de tiranos.[2]

A Caaba é feita de granito tirado dos montes próximos a Meca e tem 15 metros de altura, com as laterais medindo 10,5m por 12 m. Hoje a Caaba é coberta por um tecido preto de seda decorado com caligrafia bordada em ouro, conhecida como kiswah.
No lado sudoeste da Caaba está uma parede semicircular que representa o limite, ou al hatim.  A entrada para a Caaba é feita através de uma porta com 2,13 metros de altura, na parede nordeste.  No interior o chão é feito de mármore e as paredes são cobertas com mármore à meia altura entre o piso e o teto.

Versículos do Alcorão são escritos em tabuletas inseridas no mármore e a parte superior da parede interna é coberta com tecido verde decorado com versículos bordados em ouro.  Lâmpadas estão penduradas em uma viga; também existe uma pequena mesa para queimar incensos.  Zeladores perfumam a cobertura do mármore com óleo perfumado, o mesmo óleo usado para ungir a Pedra Negra do lado de fora.

A Pedra Negra, uma pedra sagrada antiga, está embutida no canto oriental da Caaba, um metro e meio acima do solo.  O profeta Muhammad, que Deus o louve, disse: “A pedra negra desceu do paraíso e era branca como leite, mas os pecados dos filhos de Adão a tornaram negra.”[4]

Os sábios do Islã têm divergido sobre quem construiu a Caaba. Alguns dizem que foi construída pelos anjos.  Outros dizem que o pai da humanidade, Adão, construiu a Caaba, mas ao longo de muitos séculos ela ficou em ruínas e ficou perdida no tempo, para ser reconstruída pelo profeta Abraão e seu filho Ismael.  Todos concordam que a Caaba foi construída ou reconstruída pelo profeta Abraão.
“E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois  Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo.”    (Alcorão 2: 127)
Desde então a Caaba foi reconstruída várias vezes.  Pelos amalequitas, a tribo de Jurham, Qusayy ibn Kilaab, a tribo dos coraixitas e várias vezes após o advento do Islã.  Pouco antes da missão do profeta Muhammad começar a Caaba foi construída a partir de pedras, sem argamassa, e não era muito mais alta que a altura de um homem. As pessoas tinham roubado tesouro da Caaba e, por isso, os coraixitas decidiram reconstruí-la e acrescentar um teto.
Cada tribo coletou materiais de construção e trabalhou cooperativamente até que chegou o momento de substituir a pedra negra. Por causa do prestígio envolvido na colocação da pedra, começaram as discussões. Abu Umaiyah ibn al Mughirah um dos homens mais velhos disse: “Ó coraixitas, cheguem a um acordo sobre o que estão discutindo. Deixem que o primeiro homem que atravesse o portão decida a questão para vocês.”

O primeiro homem foi Muhammad, naquela época conhecido como al amin (o confiável).  Ele sugeriu que carregassem a pedra negra para seu lugar em uma túnica, cada tribo segurando uma ponta para que o prestígio fosse distribuído igualmente. A pedra negra chegou à Caaba dessa maneira e Muhammad então colocou a pedra em seu lugar. A Caaba consiste de quatro cantos.  Finalmente, é importante entender que os muçulmanos não adoram a Caaba ou suas vizinhanças.  É simplesmente a qibla, a direção para a qual os muçulmanos se voltam para orar e, portanto, serve como um ponto focal.





 Papa diz: Corão e Bíblia são o mesmo

Na segunda-feira (07-06-2015), o bispo de Roma dirigiu-se aos seguidores católicos sobre a importância extrema de exibir a tolerância religiosa. Durante seu discurso de uma hora, um sorridente Papa Francisco foi citado dizendo aos convidados do Vaticano que o Corão, e os ensinamentos espirituais contidos nele, são tão válidas como a Bíblia Sagrada.
“Jesus Cristo, Maomé, Jeová, Alá. Estes são todos os nomes utilizados para descrever uma entidade que é distintamente o mesmo em todo o mundo. Durante séculos, o sangue foi derramado inutilmente por causa do desejo de separar nossos credos. Isso, no entanto, deve ser o próprio conceito que nos une como povo, como nações e como um mundo ligado pela fé. Juntos, podemos trazer uma era sem precedentes de paz, tudo o que precisamos para alcançar tal estado é o respeito uns dos outros crenças, pois somos todos filhos de Deus, independentemente do nome que escolhemos para dirigir a ele por. Podemos fazer coisas milagrosas do mundo, fundindo a nossa fé, eo tempo para tal movimento é agora. Não mais devemos abater os nossos vizinhos sobre as diferenças em referência a seu Deus”.
O pontífice atraiu duras críticas em dezembro, depois de fotos do 78-year-old líder católico foi lançado que descreve o papa Francis beijando um Corão. O livro sagrado muçulmano foi dado a Francis durante um encontro com líderes muçulmanos depois de uma oração muçulmana longa realizada no Vaticano.
João Paulo II tem cortejado diversas controvérsias desde que foi eleito como substituto do Papa Bento XVI em 2013. Francisco foi no registro dizer que os homossexuais não são para ser julgado, proselitismo é um disparate e endossou o uso de contraceptivos por católicos.
O Vaticano se reunirá novamente com líderes muçulmanos no final de fevereiro, onde eles pretendem falar sobre outras medidas que podem ser tomadas para espalhar a compreensão e a consciência da religião islâmica."
* Comentário:
O pior de tudo é um professo líder do cristianismo, tentar equilar YHWH a Alá.
Não "sabendo" o que é o Islão, uma vez que, no Corão, a Trindade, a Encarnação de CRISTO e a Crucificação, são negadas.
                      
Rui Simão,
Pastor na igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia
Bibliografia: Silas Tostes