sábado, 1 de abril de 2017





O Calvário

Gloriar-me na cruz de Cristo

Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

Gálatas 6:14

(João 19:14-24)

                                                   

I. O que é o Calvário?  

         Calvário vem do aramaico "gulgata", do grego "kraniou topos" e do latim "calvaria": "lugar da caveira, uma colina que pela sua morfologia se assemelha a um crânio.
O Calvário foi um lugar próximo da cidade de Jerusalém, onde o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi crucificado. Fora disto, não sabemos muito mais sobre o Calvário.

Mas, o Calvário apresenta-nos uma obra divina majestosa: O sofrimento e a crucificação de Cristo. O Calvário existiu para que se cumprissem as Escrituras, para que se cumprissem as profecias proferidas pelo próprio Deus: Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras. (I Cor.15:3) Que Escrituras? As do AT, sem dúvida, como Gén.22; Salmo 22 e Isaías 53.

         É unicamente a Biblia que nos revela a razão do Calvário: …Cristo morreu pelos nossos pecados. Existe muita ignorância e superstição nas pessoas no que respeita ao sofrimento de Jesus Cristo. Muitos não vêem nenhuma glória nem beleza na história da crucificação. Pelo contrário, acham-na dolorosa, humilhante e degradante. Não vêem grande ganho na história da morte e dos sofrimentos de Cristo. Preferem olhar para isso como algo sem grande sentido. Mas estão muito erradas e não podemos concordar com quem assim pensa. No Calvário revela-se a grande sabedoria de Deus na salvação da humanidade.

         É, sem dúvida, fundamental para todos nós discorrermos continuamente sobre a crucificação de Cristo. É essencial sermos continuamente lembrados de como Jesus foi abandonado nas mãos de homens maus. Como essas autoridades ímpias O condenaram com o mais injusto julgamento, como cuspiram n’Ele, como O açoitaram, como O espancaram e coroaram com espinhos. Porquê? Porque Ele estava a morrer pelos meus, pelos teus pecados.

Jesus foi levado como um cordeiro para ser abatido no matadouro, sem murmúrio ou resistência. Não podemos esquecer em como pregaram os pregos contra as Suas mãos inocentes, contra os Seus pés santos e como O deixaram no Calvário entre dois ladrões, perfurando o Seu lado com uma lança, zombando do Seu sofrimento e deixado ali a morrer. Porquê? …pelos nossos pecados.
          

         A crucificação é dos poucos assuntos que encontramos nos quatro evangelhos. Daí a sua elevada importância.

II. O sofrimento de Cristo no Calvário foi predeterminado – Apoc. 13:8: ...Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

         A Cruz foi prevista e planeada desde toda a eternidade. Nos propósitos de Deus, a Cruz de Cristo foi estabelecida desde o início. Não houve uma palpitação de dor, nem uma preciosa gota de sangue vertida por Jesus, que não tenha sido preestabelecida há muito tempo. A infinita Sabedoria divina estabeleceu que a libertação do homem pecador caído, perdido, condenado, destituído da glória de Deus, deveria ocorrer pela cruz. A infinita Sabedoria trouxe Jesus à cruz no tempo devido. Ele foi crucificado pelo plano e pela previsão de Deus.  

III. O sofrimento de Cristo no Calvário foi necessário para a salvação humana – Vamos ler Isaías 53

         Jesus Cristo precisava de carregar os nossos pecados. Apenas com as Suas chicotadas e dor nós poderíamos ser curados. Esse foi o único pagamento pelos nossos débitos que Deus aceitaria; esse foi o maravilhoso sacrifício de que dependia a nossa vida eterna. Sem este sofrimento e morte de Jesus não haveria qualquer esperança para o pecador. A cruz foi necessária, a fim de que o seu poder fosse a redenção para o pecado.

 IV. Todo o sofrimento de Cristo foi suportado voluntariamente e por Sua própria vontade  - João 10:17-18

         Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi do meu Pai.

Jesus não estava sob coerção, não foi obrigado. Foi por escolha própria de Jesus que Ele sacrificou a Sua vida. Ele poderia facilmente chamar  doze legiões de anjos com uma palavra, e dispersar Pilatos, Herodes e todo o seu exército, como a palha diante do vento. Mas Jesus estava disposto a sofrer. 

Porquê? Por vários motivos. O que aprendemos com o Calvário, a cruz de Cristo?

1.º - Na Cruz de Jesus conhecemos da forma mais clara o grande amor de deus pelo pecador perdido
          Nós olhamos para a cruz de Cristo e ali nós vemos que Deus tanto amou esse mundo pecaminoso, que deu o Seu único, primogénito, Filho – deu-O para sofrer e morrer – para que qualquer pessoa que n’Ele cresse, não perecesse, mas tivesse a vida eterna.

E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. (I João 3:5)

2.º - Na Cruz de Cristo descobrimos claramente o quanto o pecado é depravado e abominável à vista de Deus

Olhamos para o que aconteceu no Calvário e lá vemos que o pecado é tão obscuro e condenável que nada, a não ser o sangue do Filho de Deus, poderia lavá-lo; Na Cruz vemos que o pecado nos separou tanto do santo Criador, que nem mesmo os anjos no céu poderiam fazer a paz entre nós: nada poderia reconciliar-nos, apenas a morte de Cristo: O qual se deu a si mesmo pelos nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus, nosso Pai. (Gál.1:4)
 

3. Na Cruz de Cristo conhecemos a plenitude e a perfeição da salvação que Deus providenciou para os pecadores
  Olhamos para a crucificação no Calvário e vemos que um pagamento completo foi feito por todos os meus pecados horríveis. A maldição daquela lei que quebrei, derramou-se sobre Um, que lá sofreu no meu lugar; a exigência daquela lei já foi satisfeita: o pagamento foi feito por mim, por ti, por nós até ao último cêntimo. E este sacrifício não será exigido uma segunda vez.

4. Na Cruz de Cristo encontramos razões fortes para nós sermos pessoas santas
      Levando ele mesmo, em seu corpo, os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para o pecado, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas pisaduras fostes sarados. (I Pedro 2:24)
            Lá, na cruz levantada no Calvário, tu vês, eu vejo o amor de Cristo compelindo-me a viver para Ele e n’Ele. Lá, eu vejo que não sou mais meu, eu fui comprado com um preço e sou compelido pelo mais sagrado compromisso a glorificar a Jesus com o meu corpo e espírito, que são dEle: …e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim… (II Cor.5:17)

Lá, no Calvário, eu vejo que Jesus deu-Se a Si mesmo por mim, não apenas para me redimir das iniquidades, mas também para me purificar, e fazer-me uma pessoa singular, zelosa das boas obras. Ele perfurou os teus, os meus pecados no Seu próprio corpo na cruz para que eu morresse para o pecado e vivesse na rectidão.

             Sim, não há nada tão purificador quanto uma visão clara da cruz de Cristo! Ela crucifica o mundo em nós, e nós para o mundo. Como podemos amar o pecado quando nos lembramos que foi por causa do pecado que Jesus morreu? Certamente ninguém é tão santo quanto os discípulos de um Senhor crucificado.


         Eu olharei, tu olharás para o Calvário e para a crucificação. Ali, tu vês, eu vejo que Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas entregou-O para morrer por mim, irá certamente, com Ele, dar-me todas as coisas de que realmente preciso. Ele, que sofreu aquela dor por minha alma, não irá, certamente, reter de mim nada que for verdadeiramente bom.

IV. Em conclusão, todos os crentes devem dar mais importância à Cruz de Cristo, devem dar-lhe todo o valor  

                  Não nos encandalizemos com a Cruz do Senhor Jesus e não deixemos de a valorizar. Cristo foi crucificado pelos pecadores e, mesmo assim, muitos cristãos vivem como se Ele nunca tivesse sido crucificado!

 

               Mas, este glorioso Senhor não ficou morto na cruz, nem na sepultura. Ao terceiro dia ressuscitou dos mortos e é a garantia plena do perdão e salvação eterna de todo o que crê e confia n’Ele.

         Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

 

               Glória ao nome do Senhor Jesus Cristo.

                  

sábado, 4 de março de 2017



 
O que Cristo se tornou para nós
2ª parte

Mas vós sois d’Ele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito, por Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.

I Coríntios 1:29-31 

Introdução

          No início desta primeira carta que Paulo escreveu à igreja em Corinto, Paulo põe a Pessoa do Senhor Jesus Cristo como o centro de tudo. Diz que a igreja não é de nenhum homem, de nenhum apóstolo, mas sim de Cristo. Diz que foi o próprio Cristo que o enviou para evangelizar (v.17), diz que o centro da sua pregação era Cristo crucificado (v.23), diz que Cristo é o poder de Deus (v.24) e que o tema único da sua mensagem naquela cidade foi Jesus Cristo, e este crucificado (2:2). A centralidade de Cristo na igreja, a centralidade de Cristo na mensagem, o Evangelho a transmitir às pessoas perdidas. A igreja é Cristocêntrica e a sua mensagem também.

         Por isso, ao concluir este primeiro capítulo, Paulo apresenta quatro importantes atribuições de Jesus para nós, ou seja, o que Deus fez Jesus tornar-se para nós, pecadores, perdidos, condenados: sabedoria, justiça, santificação e redenção.

O que vimos na mensagem anterior:

 

I. Pertencemos a Deus – Mas vós sois d’Ele… - v.30  

          Que grande verdade! Que grande declaração que vem do próprio Deus. Somos de Quem? Somos de Deus, pertencemos a Deus, somos Seus filhos. Os salvos são d’Ele.

        

E como, de que forma, é que somos d’Ele?

         Não é por qualquer mérito nosso, não por haver alguma justiça própria em nossas vidas que mereça ser aceite por Deus. Paulo explica dizendo que sois dele, em Jesus Cristo. Pertencemos a Deus unicamente por causa de Jesus Cristo, dos méritos ganhos por Jesus na Sua cruz. O crente está em Cristo, está com Cristo:

 Nós o amamos a ele, porque ele nos amou primeiro. (I João 4:19)

Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. (Gál.3:26)

Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus. (João 1:12)

 

Cristo é uma Pessoa. Portanto, Paulo descreve aqui uma ligação pessoal com um Salvador Pessoal. O crente, o salvo, está estreitamente relacionado com a maravilhosa Pessoa do Salvador, Jesus Cristo. O crente está na mais estreita relação possível com o Seu Senhor: …vós sois d’Ele.

 

 

Vejam o contexto, o versículo anterior e o seguinte: Para que nenhuma carne se glorie perante ele… Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. Nunca, jamais alguém poderá nunca apresentar nada de seu perante Deus para se gabar ou envaidecer. Não, pertencemos a Deus por causa de Jesus.

 

II. O que Jesus se tornou para os crentes; o que Deus fez de Jesus para nós:

            …o qual para nós foi feito por Deus…  - v.30

Tornou-se, foi feito (passado). Não diz que nós nos tornamos para Ele. Em vez disso, Deus é que, pela Sua graça, pela Sua misericórdia, pela Sua bondade e amor, fez da Pessoa do Seu Filho, para nós, todas estas coisas do v.30.

 

1. Sabedoria        

Uma das coisas que Paulo está a querer dizer é que em Cristo, Deus revelou a Sua sabedoria, pois Deus planeou salvar o homem através da vida e da obra do Seu Filho amado. Cristo encarnou e teve a capacidade de fazer com que esse Seu plano fosse executado. A sabedoria de Deus está encarnada em Cristo, que veio e ofereceu-Se a Si mesmo em sacrifício numa cruz para resgatar a humanidade caída. Isto é o Evangelho.

 

Então, o que fez Deus com Jesus, a Sua sabedoria, para nós? Efésios 1:17-18 é maravilhoso. Reparem: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos;

 Deus abriu os olhos do nosso entendimento para que compreendêssemos e aceitássemos a Sua Sabedoria, Jesus, como nosso Salvador pela cruz. Aqui está a sabedoria real, argumentem como quiserem os filósofos, os sábios deste mundo. E é a esta sabedoria de Deus que têm que se humilhar e dobrar, reconhecendo a sua ignorância espiritual e olhando para Jesus. Vemos isto nos vs.18-15.

 

2. Justiça

           Cristo é a nossa rectidão. Perante um Deus Santo e Justo, o homem pecador não tem qualquer hipótese de aceitação, nem de salvação. Apenas condenação por causa do seu pecado.

 

           Mas, aos crentes, aos salvos, Cristo oferece-nos a justificação perante Deus. Por causa da cruz de Jesus, o pecador, ao ouvir a mensagem do evangelho, crê no Salvador. Arrependido do seu pecado, pela sua fé em Jesus, é justificado da sua culpa, da culpa das suas transgressões às leis de Deus:

“Seja-vos, pois, notório, varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê.” (Atos 13:38-39)

 

 Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” (Gálatas 2:16)

 

Não conhecemos outra justiça senão a de Jesus. Ele é a nossa justiça. É assim que Deus nos restaura ao Seu favor.

 

O que mais Cristo é para nós? O que mais representa Jesus para as nossas vidas? Deus fez de Jesus a nossa

 

3. Santificação    

Esta palavra tem vários sentidos.

a) - Primeiro, santo é alguém que Deus separou do mundo para Ele mesmo. Foi o que Deus fez inicialmente ao crente em Jesus, convertido: separou-o do mundo para Si.

 

b) - Santidade também aponta para pureza de vida. A santificação é o processo diário de viver cada vez mais para Deus em pureza de vida até que Deus nos chame.

 

Santificação é a continuação da conversão do pecador a Cristo. O crente em Jesus foi justificado do seu pecado, recebeu uma nova vida, nasceu de novo, foi totalmente transformado pelo Espírito Santo. O crente tem agora dentro dele uma nova natureza que o leva a uma vida transformada, santificada.

 

Santificação é ser a luz do mundo e o sal da terra. Ser santo não é uma opção, que podemos aceitar se nos for conveniente, ou rejeitar se as exigências do Deus Santo nos parecerem difíceis demais. Santificação é o fruto da nova vida de fé em Jesus Cristo.

 

c) – Santificação também é a nova posição do salvo perante Deus. Temos que compreender bem o que Paulo ensina no v.30. Um Deus Santo exige pureza, santidade de vida, perfeição. Mas santidade na perfeição que Deus exige é impossível ao pecador, está fora das nossas forças.

 

Por isso é que Jesus Se tornou a nossa santificação perante Deus. É o poder divino. Jesus foi feito por Deus a nossa santificação.

 

Isso é bastante claro na Bíblia. Várias vezes encontramos o apóstolo Paulo dirigindo-se aos crentes como santos, dando a entender uma posição que eles possuem em Cristo Jesus. Veja, por exemplo:

 

À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Coríntios 1:2)


       A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 1:7)


       Mas os que possuem essa posição de santos, os crentes em Jesus, precisam progredir em santificação, e progredirão, necessariamente, mas no poder de Deus e do Seu Espírito Santo. Prestem atenção aos seguintes textos:


       “Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia e à maldade para a maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.” (Romanos 6:19)


       “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” (Romanos 6:22)


       “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” (2 Coríntios 7:1)


       “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (1 Ts 4:3-4)

“Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.” (1 Ts 4:7)

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14)


       Deus, em Cristo, santificou para Si um povo. E isto é maravilhoso.


       O crente, o salvo, foi declarado justo por Deus. Essa Justificação conduzirá, necessariamente, a uma vida de rectidão.

 

Quando Deus justifica alguém, seguir-se-á a esse acto, necessariamente, a transformação do caráter, o novo nascimento, uma nova vida. O Espírito de Deus estará a operar, necessariamente, essa obra na vida do crente. Veja os seguintes textos:


“Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.” (Filipenses 1:6)


“...Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Efésios 5:25-27)

 

 ...eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência...” (1 Pedro 1:2)


Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.” (1 Ts 4:7)


       Deus pede-nos: Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos, em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. (I Pedro 1:15-16).


       A mensagem do Cristo crucificado pode ser uma loucura para alguns e um escândalo para outros, mas para nós, o Cristo crucificado foi feito por Deus a nossa santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. (Hebreus 12:14)

 

O que mais Cristo é para nós? O que mais representa Jesus para as nossas vidas? Deus fez de Jesus a nossa

 

4. Redenção       

Eis porque somos dele, eis porque Lhe pertencemos. Houve uma redenção divina. Redenção é Libertação, soltar. Fala do pagamento de um preço para resgatar um escravo no mercado de escravos: Fostes comprados por bom preço. (I Cor.6:20)

…fostes resgatados da vossa vã maneira de viver… com o precioso sangue de Cristo, como um cordeiro imaculado e incontaminado. (I Ped.1:17-18)  

 

 Foi o que Deus fez na cruz do Seu Filho, Jesus. O pecado separa o homem de Deus e condena o homem. Mas Jesus pagou o preço do resgate do pecador. Qual o preço? O próprio sangue do Seu corpo crucificado no Calvário. O Salmo 11:9 diz: Redenção enviou ao seu povo…

 

Deus, por meio do pagamento de um preço, isto é, a morte de Cristo na cruz, compra para uma vida de nova liberdade a pessoa que era escrava do pecado e da LEI: …o Filho do homem veio…dar a sua vida em resgate por muitos. (Mc 10.45); Sendo justificados gratuitamente, pela redenção que há em Cristo Jesus. (Rm 3.24).

 

O termo redenção indica nada menos que o resgate que nos livra do pecado; e também fala da totalidade de nossa salvação em Cristo, incluindo todos os seus aspectos.

       Cristo é o Redentor, e o seu acto redentor foi a Sua morte na cruz. Por esse acto redentor de Cristo, aquele que crê tem a sua alma reconduzida a seu lar e destino apropriados. Vejam os seguintes textos:


Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7; Col.1:14)

 

 o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos...” (1 Timóteo 2:6)


       “nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” (Hebreus 9:12)


       Cristo é para nós redenção. Não importa o que as pessoas pensem e digam do Cristo crucificado, é Jesus quem efetua a redenção, e se elas quiserem ser redimidas terão que ir a Jesus.

 

Conclusão

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. (v.18).

 

O Cristo crucificado, então, pode ser um escândalo para alguns, e uma loucura para outros, mas para nós que somos salvos é o quê? Cristo é:

 

1. – O poder de Deus, o dúnamis de Deus que operou o milagre da nossa salvação;

2. – É a manifestação da sabedoria de Deus que planeou e soube como efectuar o plano para a nossa salvação;

3.- Jesus é a nossa justiça. Nós não temos justiça própria, Cristo é a nossa justiça. É nele que somos perdoados, é nele que somos libertos da pena do pecado, é nele que somos justificados, é nele que somos salvos, é nele que somos aceites diante de Deus, é por ele que temos acesso a essa graça, é por ele que Deus se tornou favorável a nós; e é só por ele; não há outro meio.

         4. – Jesus é a nossa santificação - O homem, não pode ver o reino de Deus em estado de injustiça. Ele tem que ser santificado.

5. Jesus é a nossa redenção - O homem está perdido sob a escravidão do pecado, necessitando de ser redimido. Cristo fez isso na cruz.

 

O homem está caminhando a passos largos para a perdição eterna. Mas há um, um só, que pode salvá-lo: o Cristo, mas o Cristo crucificado! Que loucura não é? É o que muitos acham. Mas é justamente o Cristo crucificado que foi feito para nós tudo o que Paulo nos diz no v.30.

Rui Simão

 

 

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017



O que Cristo se tornou para nós

Mas vós sois d’Ele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito, por Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.

I Coríntios 1:29-31 

Introdução

          No início desta primeira carta que Paulo escreveu à igreja em Corinto, Paulo põe a Pessoa do Senhor Jesus Cristo como o centro de tudo. Diz que a igreja não é de nenhum homem, de nenhum apóstolo, mas sim de Cristo. Diz que foi o próprio Cristo que o enviou para evangelizar (v.17), diz que o centro da sua pregação era Cristo crucificado (v.23), diz que Cristo é o poder de Deus (v.24) e que o tema único da sua mensagem naquela cidade foi Jesus Cristo, e este crucificado (2:2).

 

         A centralidade de Cristo na igreja, a centralidade de Cristo na mensagem a transmitir às pessoas, o centro da mensagem do Evangelho é Jesus Cristo. A igreja é Cristocêntrica e a sua mensagem também.

         Por isso, ao concluir este primeiro capítulo, Paulo apresenta quatro importantes atribuições de Jesus para nós. Paulo vai ensinar-nos sobre o que Cristo Se tornou para nós, crentes: sabedoria, justiça, santificação e redenção.

 

I. Pertencemos a Deus – Mas vós sois d’Ele… - v.30  

          Que grande verdade! Que grande declaração que vem do próprio Deus. Pertencemos a Deus. Somos de Deus. Os crentes, os salvos são d’Ele. Os salvos estão em Jesus Cristo. O crente está na mais estreita relação possível com o Seu Senhor.

 

         O crente está em Cristo, está com Cristo. Cristo é uma Pessoa. Portanto, Paulo descreve aqui uma ligação pessoal com um Salvador Pessoal. O crente,o salvo, está estreitamente relacionado com a maravilhosa Pessoa do Salvador, Jesus Cristo: …vós sois d’Ele.

                                              

         E como, de que forma, é que somos d’Ele?

      

Um simples olhar para os pensamentos e ideias de muitos cristãos sugere que a ideia de justiça pelas obras, isto é, justiça própria, está muito bem enraizada nas mentes de muitos cristãos. É o acreditar e confiar que alguma coisa fizemos, algum mérito existe da nossa parte que nos fez pertencer a Deus. Puro e perigoso engano!

 

Em nenhuma parte das Escrituras encontramos apoio para esta ideia de boas obras nos levarem a pertencer a Deus. Na verdade, o que a Escritura nos aponta não é a nossa capacidade de atingir uma posição correcta diante de Deus, mas sim o sacrifício de Cristo na cruz é que conseguiu este direito para nós.


Mas vós sois dele, significando que somos filhos de Deus, em Jesus Cristo…

 

Como podemos ver, é POR CAUSA DELE, ou seja, de Jesus, que agora estamos em Deus. Não é por causa do nosso valor ou das nossas habilidades, mas por causa da graça, do amor e da bondade de Deus que Ele exerceu através do Seu Filho, Jesus.

 

Vejam o contexto. No versículo anterior, Paulo diz claramente: Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Ninguém poderá nunca apresentar nada de seu perante Deus para se gabar ou envaidecer. Não, pertencemos a Deus por causa de Jesus.

 

Prestem atenção a algumas passagens que nos ajudam a compreender esta preciosa verdade – sois dele - ou seja, de que somos filhos de Deus por causa da nossa fé em Jesus.

 

1. - João 1:12: Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creêm no seu nome. Foi Deus que nos fez filhos d’Ele.

 

2. - Gálatas 3:26: Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.

 

3. – I João 4:15: Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus.

 

Por isso está escrito no v.30: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.

 

       Além de crer em Cristo, o mesmo Jesus exige de cada pessoa, de cada pecador arrependimento do seu pecado. Esta foi a Sua mensagem desde o início: …veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo:…Arrependei-vos e crede no evangelho. (Mar.1:14-15). Em Lucas 13:3,5, Jesus é bem claro: …se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. O Apóstolo Pedro, na sua primeira mensagem evangelística depois da ascensão de Jesus e já cheio do Espírito Santo, uma mensagem que tinha Cristo no centro, perante a pergunta de milhares de ouvintes: Que faremos? … E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos… (Actos 2:37-38).

 

II. O que Jesus se tornou para os crentes; o que Deus fez de Jesus para nós:

            …o qual para nós foi feito por Deus…  - v.30

Antes de prosseguirmos, quero salientar a primeira palavrinha do v.30, uma conjunção adversativa: Mas.

 

Põe os crentes, os filhos de Deus, em forte contraste com os sábios do mundo dos versículos 18 a 28. A mensagem do Evangelho fala da cruz de Jesus. Apresenta o Salvador do mundo enviado pelo próprio Deus. Um carpinteiro de Nazaré pregado numa cruz é o poder de Deus para salvar o homem perdido.

 

Mas os inteligentes deste mundo acham isso uma grande loucura, outros acham a cruz redentora um escândalo. Mas esta sua rejeição da mensagem cruz leva-os à perdição eterna. Não pertencem a Deus: Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.” (I Pedro 2:6-8)

 

Depois, em total contraste, referindo-se aos que aceitam e amam a mensagem da Cruz, aceitam e amam Aquele que foi pregado na cruz, Paulo diz: Mas vós sois d’Ele.

 

Jesus Cristo tornou-Se, foi feito para nós, crentes, todas estas coisas: sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.

 

Tornou-se, foi feito (passado). Não diz que nós nos tornamos para Ele. Em vez disso ELE tornou-Se para nós. Quando? Na cruz.

 

Ele, Jesus, é que Se tornou sabedoria de Deus, justiça, santificação e redenção. Então, já sabemos porque é que somos justos, redimidos e santos diante de Deus? Porque Jesus Cristo tornou-se, foi feito por Deus para nós todas essas coisas. Não é nosso mérito, mas o mérito está na obra de Jesus quando encarnou, morreu na cruz e ressuscitou de entre os mortos.

 

Vamos, pois, ver o que Cristo é para nós? O que representa Jesus para as nossas vidas? Deus fez de Jesus a nossa

 

1. Sabedoria        

Uma das coisas que Paulo está a querer dizer é que em Cristo, Deus revelou a Sua sabedoria, pois Deus planeou salvar o homem em Cristo, e teve a capacidade de fazer com que esse Seu plano fosse executado.

 

Vejam, já há dois mil anos atrás, muito pouco tempo depois de Jesus ter feito a Sua obra, o mundo achava a mensagem do Evangelho uma autêntica loucura, uma coisa sem nexo algum: Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. (v.18). E hoje não é assim também?

 

O mundo, achando-se sábio, diz que a mensagem da cruz é uma loucura, uma coisa fraca. Pelo contrário, Deus diz que é na cruz de Cristo que está o Seu poder, que está a Sua sabedoria, a Sua salvação.

 

Aos que se acham sábios deste mundo, a cruz não agrada, não se revêem nada nela. Em agudo contraste, os crentes amam a grandeza do Evangelho, é tudo menos superficial, é sabedoria, oposto de loucura. Os homens sempre acham que os seus métodos é que são os certos: Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. (Pv.14:12;16:25).

 

Mas Deus refuta a inteligência deles, reduz a nada os seus sistemas. Como? Apresentando-nos a pessoa e a obra do Seu Amado Filho, Jesus Cristo.

 

Tudo quanto os homens precisam de conhecer sobre a verdadeira sabedoria, a razão da existência, para onde vamos, como conhecer a verdade, como alcançar Deus, tudo está em Cristo.

As pessoas precisam de conhecer a maravilhosa Pessoa de Jesus. A aparente loucura , afinal, é a verdadeira sabedoria. Colossenses 2:3 diz que em Jesus Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.

 

A sabedoria de Deus é demonstrada no Seu plano de salvar a humanidade. O homem não o conseguirá fazer. E a mensagem da cruz de Cristo é o tema central dessa sabedoria. Essa sabedoria é a única que permanecerá em pé no juízo de Deus.

 

A sabedoria de Deus está encarnada em Cristo, que veio e Se ofereceu a Si mesmo para que os homens pudessem ser salvos. Aqui está a sabedoria real, argumentem como quiserem os filósofos, os sábios deste mundo. E é a esta sabedoria de Deus que têm que se humilhar e dobrar, reconhecendo a sua ignorância espiritual e olhando para Jesus.

 

O que mais Cristo é para nós? O que mais representa Jesus para as nossas vidas? Deus fez de Jesus a nossa

 

2. Justiça   

Isto é muito importante. Prestem atenção, irmãos.

Cristo é a nossa rectidão. Perante um Deus Santo e Justo, o homem pecador não tem qualquer hipótese de aceitação, nem de salvação. Mas apenas condenação por causa do seu pecado.

 

Mas, aos crentes, aos salvos, Cristo oferece-nos a justificação perante Deus. O pecador, ao ouvir a mensagem do evangelho, a mensagem de Jesus crucificado, esse pecador crê no Salvador. Arrependido do seu pecado, pela sua fé em Jesus, é justificado da sua culpa, da culpa das suas transgressões às leis de Deus:

“Seja-vos, pois, notório, varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê.” (Atos 13:38-39)

 

 Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” (Gálatas 2:16)

 

Por causa da cruz de Jesus, o crente recebe esta atitude, esta decisão de Deus em conceder à pessoa que crê no Seu Filho uma nova posição diante d’Ele, não a posição de condenado, mas a posição de justo: “Justificado, declarado justo, sem culpa”.

 

É a restauração ao favor divino – A Justificação proporciona ao homem que crê em Cristo a certeza da sua aceitação diante de Deus, a certeza de que agora Deus é-lhe favorável. E Deus faz isto porque está baseado, não em alguma coisa de nós mesmos, mas na obra redentora de Cristo Jesus, Seu Filho Amado.


Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, (está justificado) mas aquele que não crê no Filho (não está justificado) não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3:36)

 


Vários textos da Palavra de Deus nos dão conta disso. Eis alguns:
       Mas, também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus, nosso Senhor, o qual, por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação. Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. (Rom.4:24-5:1). Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. (II Cor.5:21).

 

Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas, isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:9-26)

Quando o homem crê em Cristo, e, consequentemente, é justificado por Deus, ele é livre da pena, no que diz respeito à morte espiritual e eterna:


       Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...” (Romanos 8:1)


       Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica…” (Romanos 8:33-34)

 

 “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3:18)

 

Não conhecemos outra justiça senão a de Jesus. Ele é a nossa justiça. É assim que Deus nos restaura ao Seu favor. Não fomos justificados porque Deus encontrou alguma justiça em nós que possibilitasse a que, por nossos próprios méritos, estivéssemos de pé diante d’Ele. Foi-nos imputada a justiça de Cristo. Isso ocorre pela fé. Não há obras para isso. Como diz o nosso texto base, “...Jesus Cristo... para nós foi feito por Deus... justiça...”.


Conclusão

O Cristo crucificado, então, pode ser um escândalo para alguns, e uma loucura para outros, mas para nós que somos salvos é o poder, o dúnamis de Deus que operou o milagre da nossa salvação; é a manifestação da sabedoria de Deus que planejou e soube como efetuar o plano para a nossa salvação; e é a nossa justiça. Nós não temos justiça própria, Cristo é a nossa justiça. É nele que somos perdoados, é nele que somos libertos da pena do pecado, é nele que somos justificados, é nele que somos salvos, é nele que somos aceitos diante de Deus, é por ele que temos acesso a essa graça, é por ele que Deus se tornou favorável a nós; e é só por ele; não há outro meio.

 
Rui Simão